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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Editora Laszlo lança livro que ensina o caminho para envelhecer com saúde

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e cuidar da alimentação é um dos meios para se ter uma vida longeva e ativa. Com o passar do tempo, o corpo começa a nos mostrar que a energia dos 20 e poucos anos ficou para trás, é quando dores e um ou outro problema de saúde surgem com mais frequência. Mas muito dos males que acometem às pessoas com o passar dos anos podem ser evitados com a mudança de hábitos e estilo de vida.

Conhecer as respostas do corpo através do que oferecemos para ele – seja pela alimentação ou do próprio meio em que se vive – pode evitar 90% das doenças e sinais de envelhecimento ao qual estamos sujeitos a vivenciar. É esse o tema do lançamento da Editora Laszlo, “Mais jovem pelos seus genes”, da autora Sara Gottfried. O título aborda os efeitos da epigenética e o quanto a saúde e o bem-estar podem andar juntos com a maturidade a partir do nosso investimento em autocuidado.

Cientista, pesquisadora, palestrante, professora de yoga e médica ginecologista formada em Harvard, Sara Gottfried tem mais de 25 anos de experiência. É autora de livros que frequentemente ocupam as listas dos mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

Foto: Divulgação

A obra apresenta um programa de sete semanas, composto de um conjunto de propostas relacionadas à alimentação, ao sono, ao movimento, ao relaxamento, à exposição, ao descanso e ao pensamento. Depois desse período, o protocolo “Mais Jovem” funciona de forma contínua para manter as células se dividindo para sustentar os mecanismos de reparo do DNA e para reduzir suas chances de uma doença degenerativa, por exemplo. “Ao longo da vida, as influências mais profundas para a sua saúde, vitalidade e funcionamento não serão os médicos que você visita, os remédios e as cirurgias e outras terapias as quais você recorre. As influências mais profundas serão os efeitos cumulativos das decisões que você toma a respeito da sua dieta e estilo de vida na expressão de seus genes”, define o nutricionista genético Jeffrey Bland, que assina uma das citações do livro.

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Destaque Notícias do Jornal

O crescimento e a importância das vendas online no varejo de moda pós pandemia

O comportamento de consumo mudou drasticamente com a pandemia aumentando de forma significativa as compras online.  Nossa redação conversou com Marília Carvalhinha, Consultora estratégica para empresas e Coordenadora da Pós-Graduação de Negócios e Varejo de Moda da FAAP, para entender melhor como andam as coisas.

Com os estabelecimentos fechados no começo da pandemia por conta das bruscas recomendações, diversos consumidores que antes não compravam online passaram a frequentar canais virtuais, gerando oportunidades para as empresas que tiveram que se adaptar a uma nova realidade.

Segundo Marília, as marcas que souberam se reinventar em meio a crise, já estavam inseridas em um universo de vendas online, e souberam levar em conta diversos fatores fundamentais para manter um negócio digital funcionando, como por exemplo, obter um e-commerce simples e agradável à navegação, contar com um serviço de marketing digital eficaz, que envolva a geração de um bom conteúdo e uma boa gestão de mídia de performance focada em resultados.

Tendo que manter o cliente por perto, as empresas precisaram criar opções de relacionamento por telefone, chat, instagram e whatsapp, a fim de levar segurança para essas pessoas que estavam fazendo suas compras online pela primeira vez.

Para manter suas operações de vendas online funcionando corretamente, além dessas listadas acima, Marília explica ser fundamental também estruturar toda a frente da operação, como o cadastramento de produtos que estarão disponíveis no e-commerce, sistemas integrados de gestão de estoque, logística de entrega e, quando necessário logística reversa.

“Esta estruturação tende a ser muito mais complexa quando se deseja tirar proveito de estoques descentralizados, que é o caso de utilizar lojas físicas também como centros de distribuição das vendas online.  A vantagem, neste caso, é a economia com logística e o melhor aproveitamento do estoque.” afirma Marília.

Por fim, Marília pontua quais são as vantagens das vendas online em relação ao varejo tradicional, e que irão ganhar ainda mais relevância a partir de agora:

O digital proporcionando dinâmicas diferentes

Com ações de vendas no digital, como por exemplo uma promoção relâmpago com impulsionamento de mídia, em horas já é possível saber se a ação está dando certo ou não. Eventualmente é até possível ajustar a ação, corrigindo rota antes de ela ser um completo fracasso. Em um varejo tradicional, tudo leva mais tempo para dar resultado.

Captação de dados

O digital proporciona para as empresas uma quantidade de dados que pode ser utilizado para a criação de estratégias específicas, como a sub segmentação de produtos e ações por cluster de clientes, entre outras possibilidades. Com dados e com a possibilidade de avaliar o resultado de ações em um tempo curto, espera-se muito mais dinamismo na gestão e na operação dos negócios.

“As empresas de moda tradicionalmente seguiam um ciclo longo entre a interpretação das tendências, desenvolvimento de produtos, produção ou importação, lançamento e vendas.  Esse tempo entre a idealização do produto e o momento da venda pode torná-lo parcialmente descolado da demanda” completa Marília.

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Destaque Sociedade

Mudança de comportamento humano é chave contra crises

Da Redação

Diante das crises mundiais, um grupo de pesquisadores das ciências humanas e sociais divulgou recentemente o lançamento de uma iniciativa intitulada Painel Internacional de Mudanças no Comportamento (IPBC, na sigla em inglês). O objetivo da iniciativa é ajudar a enfrentar, ao longo do tempo, as crises sociais e ambientais atuais e futuras.

Para o professor Eduardo Bessa, membro da diretoria do IPBC e professor de Comportamento Animal da Universidade de Brasília (UnB), a pandemia da covid-19 está incentivando a sociedade a repensar diversas ações. “Talvez seja o momento de aproveitar para mudar outros tipos de atitude que nos possibilitem um mundo melhor, tanto em termos ambientais quanto sociais”, explica o professor.

A ideia do projeto é obter resultados por meio de relatórios com informações recentes e importantes sobre como aplicar novos hábitos no dia a dia e atualizações sobre gatilhos e obstáculos que podem aparecer durante um processo de mudança de comportamento. “Nos relatórios faremos uma síntese do que se sabe sobre o assunto e desenvolveremos estudos para preencher as lacunas sobre o que ainda não se sabe”, esclarece Bessa.

O painel, que já conta com o apoio de 1.023 pesquisadores de mais de 75 áreas e 76 países, ouvirá a sociedade civil e os tomadores de decisões para produzir os relatórios. Para Eduardo Bessa, o diferencial do projeto é a atuação direta no comportamento das pessoas.

“Existem outros painéis focados em problemas ambientais na Organização das Nações Unidas (ONU), como o IPCC, sobre mudanças climáticas, e o IPBES, sobre biodiversidade. Ambos são excelentes em apontar os problemas e até as mudanças necessárias para reduzi-los, mas para realizar essas mudanças é fundamental atuar nos comportamentos das pessoas. Isso é o que nos propomos a fazer”, acrescenta.

    Membros do IBPC: painel já conta com o apoio de 1.023 pesquisadores (Foto: Divulgação)

Mundo mais sustentável

O Painel Internacional de Mudança de Comportamento é, dessa forma, composto não só pelos cientistas que irão gerar os produtos, mas também por empresas, pela sociedade e associações, que auxiliarão a focar o conteúdo dos produtos de forma que sejam relevantes para todos. Esses grupos não são membros oficialmente dentro do IPBC, mas a eles está delegada a missão importante de expressar o que a sociedade precisa, como educação, saúde, agricultura, etc. “Ter as ferramentas certas para promover isso é o que espero do IPBC”, diz Bessa, que revela também ter grandes expectativas com o projeto contra as crises.

O painel surgiu após o lançamento de um manifesto pela criação de um grupo formado por especialistas em torno da necessidade de mudanças comportamentais para um mundo mais sustentável em âmbito econômico, ambiental e social.

O IBPC, entidade internacional, interdisciplinar, independente e apolítica, hoje é formada por profissionais dos mais diversos campos, como psicologia, neurociências, sociologia, economia, ciência política, comportamento animal, biologia, ciências da saúde, educação, direito, marketing e administração.

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Sociedade

Opções de cursos à distância explodiram durante período de isolamento

A impossibilidade da realização de aulas e cursos serem realizados de forma presencial fez crescer de sobremaneira a oferta (e a procura) pelo ensino à distância (EaD). Seja para se atualizar dentro de uma área do conhecimento, aproveitar o tempo ocioso gerado pelo isolamento social ou para encontrar um diferencial no currículo, estudar é um investimento que todos devem fazer em suas vidas.

Agora, dentro desse oceano de oportunidades, como definir o curso a ser feito? Preço? Instituição de ensino? Relevância do tema? Duração? Gera ou não certificado? Cursos gratuitos tem algum real valor em dias atuais?

Para responder a uma pergunta tão complexa, conversamos com o professor da ESPM Bruno Peres para clarear tantas dúvidas:

Qual seu objetivo?

Tudo depende do que está procurando em sua carreira. Você está procurando se especializar em alguma área específica ou busca um conhecimento genérico sobre o tema? Precisa colocar a mão na massa, aprender sobre um sistema específico?

Pense em seu objetivo antes de se matricular em dezenas de cursos, mesmo os gratuitos. Se tempo é dinheiro, é errado investir boa parte de seus dias em cursos que não passam nem perto do que você quer para seu futuro.

Grátis ou Pago?

No que diz respeito à objetividade de cursos gratuitos, muitos deles curtos e rasos demais, apenas em busca de seu e-mail para uma futura venda. E isso não é um problema, longe disso. Existem ótimos conteúdos gratuitos em vídeos de YouTube, em lives, e-books e artigos por toda a internet.

Porém, eles jamais trarão a profundidade e consistência de muitos cursos pagos. O que também não exime cursos caríssimos de possuírem bibliografias medíocres e métodos duvidosos.

Aqui vai uma lista que talvez ajude:

Comece com um rascunho do que deseja para sua carreira;

Pesquise sobre esses temas, verifique fontes e resultados para evitar conteúdos inverídicos e falsos gurus milagreiros;

Cursos gratuitos e outros materiais livres podem ajudá-lo a conhecer mais sobre um assunto ainda tido como novo;

Cursos pagos, com professores renomados, que apresentam um conteúdo mais profundo e com mais horas para a transmissão de conhecimento entre alunos e professores serão o caminho para efetivar esse aprendizado.

Vale a ressalva:

Quaisquer cursos – sejam pagos ou gratuitos – não lhe farão um expert em algo, independente do tema abordado. Serão, sim, um bom start para que decida por escolhas maiores dentro da área que deseja trabalhar.

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Saúde

O lado oculto da depressão

Por Alessandro Monteiro

Está provado que a tristeza pode resultar em depressão. Mas há comportamentos que são típicos de quem está iniciando um processo de depressão sem aparentar tristeza diz o filósofo, psicanalista e especialista em estudos da mente humana Fabiano de Abreu.

Para Abreu, não podemos nos enganar pelo disfarce que o nosso inconsciente projeta como mecanismo de defesa. “Nosso inconsciente armazena os problemas da vida pois a emoção causa impacto onde os hormônios com sua produção acentuada ao tipo de emoção entram em conflito com as nossas defesas que tentam conduzir um melhor equilíbrio emocional compensado com a razão.”

 

Fabiano de Abreu (Foto: Reprodução)

Abreu diz que nem toda pessoa deprimida é triste, e um exemplo disso são os sorrisos amigáveis que escondem uma vontade interna de desaparecimento. Confira os 5 comportamentos que para ele podem ocultar o início de uma depressão.

1 – Pensar demais

Os questionamentos do sentido da vida, as conversas profundas consigo mesmo sobre a vida e a morte pode ser um pensamento nato de quem tem uma mente filosófica. Mas pode ser também pensamentos de uma pessoa em estágio de depressão em busca de uma direção. O autoconhecimento torna-se necessário para identificar se esses pensamentos são naturais ou passaram a acontecer.

2 – Compulsões

Ocupar a mente com muitos afazeres criando muitas atividades pode ser um comportamento de um intelectual que sente prazer em adquirir conhecimento. Mas pode ser também o mecanismo utilizado pelo depressivo para não pensar na insatisfação interna, ocupando a mente com pensamentos dedicando-se demais aos passatempos para fugir dos sofrimentos e angústias.

3 – Falta de paciência

Qualquer pessoa pode perder a paciência, mas, se isso for frequente, pode ser um sinal de início de depressão. Nem sempre a depressão se manifesta com tristeza e desânimo podendo ser também mediante a insatisfação contínua.

4 – Alimentação e sono irregular

Dificuldade em padrões regulares para drenar a energia. Sono e alimentação irregular é uma busca de prazeres e acontecimentos que disfarçam a insatisfação. A ansiedade leva a esses fatores na falta da conclusão do que se quer concluir resultando em um comportamento compulsivo.

5 – Medo do abandono

Dificuldade em manter relações interpessoais sustentam um sorriso disfarçado em que a alegria não condiz com a insatisfação que está internamente. Na realidade a pessoa se sente pesada e indesejada e o sorriso é a fórmula de manter as pessoas por perto já que receiam ficar desamparadas quando mais precisam de apoio, mas tem vergonha de dizer e admitir ou, não tem plena consciência do que está sofrendo. O mais perigoso na depressão é ter consciência dela quando se torna extremamente prejudicial.

 

 

 

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Sociedade

O ideal é ficarmos em casa e da melhor forma possível

Por Franciane Miranda

Vivemos em uma civilização globalmente conectada onde dependemos uns dos outros para mantermos nossa sociedade funcionando. A pandemia gerada pelo coronavírus nos impôs o isolamento social e mudou o comportamento das pessoas ao redor do planeta. Podemos transformar o tempo em casa para adquirirmos conhecimento, cuidar mais da família, de nós mesmos e, sobretudo, refletirmos sobre o futuro. Vamos usar a resiliência neste período de reclusão e transformá-lo em algo bom para nós.

Especialistas da área de saúde e governos de diversas nações deixam claro que esta é a melhor maneira de combater o vírus: o distanciamento e o período de reclusão. Por mais difícil que seja, é essencial para vencermos e retornamos nossa rotina o mais rápido possível. Precisamos continuar acreditando que isso vai passar, porque somos feitos de sonhos e lutar por eles neste momento pode ser um ótimo caminho para seguir. O isolamento pode ser divertido e prazeroso, só depende de você!

Já que estamos acostumados com uma rotina de trabalho, muitos podem se perguntar: e agora, o que fazer? O jornal Diário do Rio conversou com algumas pessoas para saber como têm aproveitado este momento e também com profissionais que passam algumas dicas de como usufruir melhor deste tempo, e faz um alerta sobre os problemas que este isolamento pode trazer.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mais de 850 milhões de crianças e adolescentes estão sem aulas devido ao novo coronavírus. Para Luciana Brites, psicopedagoga e uma das fundadoras do Instituto NeuroSaber, essas horas podem ser usadas para melhorar o aprendizado e a comunicação com os pais. “Incluir as crianças na rotina de casa, como ajudar nos afazeres domésticos, fazer um bolo, rosquinhas, enfim, opção não falta”, cita. Luciana também destaca que é uma boa hora para os pais estudarem juntos com os filhos e usarem a tecnologia e sua interatividade como ferramenta de ensino. “Aplicativos que trabalham matérias, como Matemática, mas de forma mais lúdica. Ótimo período para realizar atividades como correr, pega-pega, pular corda e se divertir com brincadeiras, mas o primordial é estimular a leitura”, diz a especialista.

Roberta Silva não está trabalhando home office, pois a creche onde é recepcionista segue fechada. Apesar do triste motivo do isolamento ela sempre busca olhar o lado bom e ver este momento como algo positivo em sua vida. “Tudo que estou fazendo neste período me proporciona satisfação”. A jovem conta como tem aproveitado os seus dias. “Uso para descansar, estudar um pouco pelo aplicativo Enem e estou colocando algumas tarefas da rotina de casa em dia”. Roberta afirma que ficar em casa é ótimo, mas já sente falta da rotina e dos amigos do trabalho e finaliza com um recado: “que o tempo em casa seja proveitoso e em família”.

Use o tempo para fazer coisas que gosta

A estudante de Contabilidade Angélica Cleonice segue trabalhando home office e explica que tem aproveitado o tempo em casa de forma proveitosa para cuidar de se mesma. “Tenho praticado exercício físico em dias alternados, acompanho minhas aulas via EAD e aproveito para colocar as matérias em dia. Tenho praticado meditação, acompanho vídeos motivacionais e isso tem ajudado bastante a me manter motivada”, detalha.

Organizar a rotina nesse momento de quarentena é fundamental para fazer o seu dia render mais e de forma construtiva. A universitária organiza sua agenda diária e comenta sobre outras atividades que tem feito. “Acordo cedo todo dia, faço os afazeres domésticos, tenho aproveitado para cuidar das plantas, que é uma terapia muito boa e também tenho preparado minhas receitas favoritas”.

Ela entende que este momento pode ser muito difícil para muitas pessoas e por isso reflete sobre esta fase que passamos. “Devemos nos preocupar mais uns com os outros, que possamos aproveitar mais momentos especiais. A empatia é a chave para qualquer nação sair de uma crise. Isso porque ao reconhecer o valor do outro, priorizamos o bem-estar de todos, devemos cuidar da nossa saúde física e mental o ano inteiro”.

A futura contadora fala que não somos nada sem o contato e o trabalho de outras pessoas. Ela reconhece que cada profissão tem um grande peso dentro do país e observa o quanto somos afetados sem esta relação diária. Angélica reflete sobre o que tem aprendido com a quarentena. “Pela falta de tempo ou pela certeza de que haverá um amanhã preferimos deixar o encontro físico para outra ocasião. Hoje entendo a falta que faz aquela conversa olho a olho, como os abraços são especiais e como são valiosos os contatos com os familiares mais velhos. O tamanho da palavra saudade nunca foi tão grande como agora”, finaliza.

Estudar está no foco de muitas pessoas neste período de reclusão. O diretor do Colégio e Curso Progressão, Leonardo Chucrute, passa uma dica para quem vai investir no seu tempo para buscar conhecimento. “Elabore um planejamento de estudos, assista aulas online que irão te ajudar, tenha uma rotina de estudos. Busque separar algumas horas do seu tempo em casa para continuar a se dedicar, mesmo de maneira online. Outro ponto fundamental é manter o pensamento positivo. Pense que apesar das adversidades desse momento, você está dando o seu máximo e que você vai conseguir, acredite no seu potencial”. Ele disponibilizou gratuitamente em seu canal do Youtube ─ ‘Leonardo Chucrute’ ─ um cronograma de aulas para quem deseja estudar.

As novas tecnologias no momento têm sido nossa aliada e nos ajuda a enfrentar tudo isso. Neste período de quarentena, vários cursos foram disponibilizados online em plataformas digitais, assim como livros com acesso gratuito, passeios culturais em museus, professores publicando aulas com conteúdos importantes no Youtube. São muitas opções e a psicóloga Marina Franco ressalta que o mais importante é que devemos nos manter ocupados com atividades que gostamos. “Procure hobbies, assista filmes, leia livros ou assista aulas na internet”, diz.

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Sociedade

No Centro do Rio, bancas que tocam música

Por Sandro Barros

Houve uma época em que você ia a uma banca de jornal para comprá-lo, além de revistas, gibis, figurinhas de álbuns e afins. Com o passar do tempo, isso mudou e, em muitas bancas, é até mesmo difícil encontrar um impresso à venda. Agora encontramos novos produtos à disposição, que vão desde recarga e capa de celular a brinquedos, biscoitos, cigarros até cerveja. Nessa realidade atual, duas bancas no Centro do Rio de Janeiro são especiais. E sabe por quê? Porque tocam música!

As bancas ficam nas esquinas da Rua são José com Quitanda e Rodrigo Silva com Rua da Assembleia. Com suas caixas de som voltadas para a calçada, é passar por elas para ouvir MPB, rock, música cubana, com direito a ‘flashback’ e muito mais que cada uma oferece em seu vasto cardápio musical. Tem para todos os gostos, de todas as épocas e da melhor qualidade sonora.

O proprietário de ambas é o chileno Eduardo Parada, que nos contou como tudo começou. “Em meados dos anos 90, eu e meu sócio na época, Valter, tínhamos uma banca no Largo da Carioca [Centro]. Quando começaram a chegar coleções de CDs de músicas antigas, tivemos a ideia de botar esse material para tocar, pensando que assim ajudaria as vendas. O fato é que isso chamou muita atenção, pois as pessoas estavam acostumadas a comprar CDs em lojas. Funcionou tanto que depois decidimos botar também DVDs musicais, exibidos em aparelho de televisão e ligado em uma caixa de som. Foi um sucesso e enormes filas se formavam. Ninguém fazia isso antes, então fomos os percussores desse movimento, como poderíamos chamar”, relembra Eduardo.

‘É muito gratificante trabalhar com música’

Há uns quinze anos Eduardo saiu do Largo da Carioca e abriu a sua própria banca, na São José, e não tardou para adquirir a segunda, na Rodrigo Silva. O diferencial que ele trazia da antiga banca foi importante para a sobrevivência do negócio, pois com o passar dos anos foi diminuindo drasticamente o número de pessoas que compram jornais e revistas na versão impressa – a maioria prefere-os por assinatura, inclusive a digital. Eduardo foi com tudo para as vendas de CDs e DVDs , algo que ele já entendia muito bem, oferecendo também longas-metragens. Em pouco tempo tornou-se uma referência para um vasto número de clientes, a maioria deles de colecionadores, oferecendo títulos raros ou mesmo que não existem no mercado, inclusive por encomenda.

“Dessa clientela fiz grandes amigos, muitos parceiros. Muitos voltam para dar um alô, um abraço, bater um papo. E nesse convívio eu também vou aprendendo, pois cada um traz informações, me ajudando no dia a dia do trabalho, e eu vou repassando-as. Isso cativa também. É muito gratificante trabalhar com música”, comenta Eduardo.

Perguntado se tem outro projeto para o futuro do negócio, Eduardo diz que isso não é possível devido à difícil situação econômica do país. “Você pode ter ideias, mas que infelizmente não vão pra frente por causa das incertezas atuais quanto ao sucesso comercial. As bancas já viveram situações bem melhores, mas mesmo assim estamos com as portas abertas, principalmente por causa da nossa fiel clientela”. Fiel e de excelente bom gosto, diga-se de passagem!

Fotos: Diário do Rio

 

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TV & Famosos

Dia do Esportista: prática ajuda a cuidar da saúde e alegrar a alma

Neste Dia do Esportista – comemorado em 19 de fevereiro – que em todas as suas modalidades faz bem para a saúde do corpo e da alma, que  tal lembrar algumas personalidades que não abrem mão de suar a camisa em esportes pelos quais são apaixonados?

Com toda a simpatia que lhe é peculiar, o chef Claude Troigros gosta mesmo é de esportes radicais e sua motocicleta é a companheira de estrada. A foto acima foi feita na Chapada Diamantina durante um de suas férias. Claude já fez mais de 11 enduros e participou do Rally dos Sertões, por exemplo.

Antes de pensar em fazer jornalismo, a apresentadora Fátima Bernardes dava aulas de dança e sonhava ser bailarina… No final do ano passado, ela se apresentou durante um evento do Escola de Dança Carlota Portela, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fátima é apaixonada por dança

Já o ator Malvino Salvador é apaixonado por luta. Além do atuar muito bem, o galã, que é casado com Kyra Gracie, também não nega fogo no tatame. Ele curte diversos tipos de luta, mas jiu jitsu é sua paixão.

O astro internacional Tom Hanks também consta da nossa lista: ele gosta de praticar stand up paddle.

A  atriz Grazi Massafera, por sua vez, é adepta da yoga. A beldade está sempre postando fotos em seu Instagram e, muitas delas, com a participação da fofíssima Sofia, sua filha com o ator Cauã Reymond.

 

“O esporte é uma maneira incrível de você se conectar com cada parte do seu corpo”

A cantora Lindy ama andar de skate: rotina saudável

Já a jovem cantora Lindy traz sua contribuição mixando música e skate. “O esporte é uma maneira incrível de você se conectar com cada parte do seu corpo e faz muito bem a saúde. O skate trabalha com seu auto controle dos seus movimentos, pois qualquer movimento errado pode fazer você cair, e o treino é a base de tudo para um melhor domínio do de si. Esse esporte é importantíssimo para os jovens de hoje, pois estamos numa época em que muitos optam por ficar dentro de casa entocados ,em vez de ter uma prática interessante que leve a pessoa para fora de casa para andar ou fazer algo próximo a natureza. O skate proporciona isso, o nosso contato com o mundo real e as coisas ao nosso redor”.

 

Fotos: Reprodução

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Sociedade

O sonho de ser bailarina pode virar real em todas as idades

Por Claudia Mastrange

Umas pedras no caminho que ela foi carregando com dificuldade, mas acabou transformando em um castelo. Assim foi a caminhada da professora de dança Lene Werneck, que comanda o projeto ‘Bailalindas’, com aulas de balé para pessoas de todas as idades. “Há aquelas que sonharam em se tornar bailarinas e que acreditam ‘não ter mais idade’; há quem queira ter uma atividade e se movimentar. E há ainda os que precisam se exercitar para recuperar a saúde… O importante é saber que todos podem”, afirma Lene.

Ela mesma é o maior exemplo de superação. Começou a dançar jazz com 10 anos e, apenas com 15 iniciou o balé. “Fui para o tradicional Centro de Dança Rio, no Méier. Me apaixonei e me dediquei ao máximo para me tornar profissional. O que as meninas se dedicam em vários anos, tive que fazer em dois ou três, já que comecei meio tarde”, conta.

Formada, Lene começou a dançar, mas por volta dos 24, 25 anos começou a se machucar muito. “O corpo sentiu todo aquele esforço. Eu vivia enfaixada. Os médicos nem sabiam mais o que fazer comigo. Tive então que me aposentar aos 26 anos”, conta ela, que foi se dedicar ao teatro e trabalhar com produção e cinema.

O fato é que a vida foi seguindo e Lene enfrentou alguns problemas de saúde. “Diabética, hipertensa, depressiva, desidratada, cheguei a pesar 125 kg e tive que fazer uma cirurgia bariátrica”, lembra. Mas a condição para a cirurgia era manter uma rotina de exercícios após a intervenção. Ela então resolveu voltar à dança. E dando aulas, para não correr o risco de desanimar e começar a faltar.

‘Se faço developé, posso trabalhar na minha empresa’

E a volta beneficiou não só a ela, mas a dezenas de outras pessoas que, ao sonho de fazer dança, uniram aumento da autoestima, alegria, disposição e motivação para novos projetos de vida. “Depois de oito meses de aula, a psicopedagoga Ângela, de 73 anos, me avisou que iria deixar o balé para voltar a trabalhar. Ela disse ‘se levanto a perna e faço ‘developé’, posso trabalhar na minha empresa”, conta Lene.

“O balé adulto, foi, para mim, um reencontro, não só com a criança, aprendiz de bailarina, que ficou tantos anos atrás, mas principalmente com a feminilidade e delicadeza julgadas perdidas com o passar dos anos. Obrigada Lene, por me trazer de volta”, diz Nara Azevedo, 64 anos. Já Setsuko Hashimoto conta que o primeiro contato com o balé foi no momento mais depressivo, quando o seu marido faleceu. “Fiquei apaixonada. Porque me deu autoestima, equilíbrio, movimento corporal, retenção urinária, superação e orgulho de dizer que aos 72 anos estou tendo aula de balé… Algo inimaginável na minha vida. Sou ‘Bailalinda’ e sou feliz”, conta.

Celisa Diuana (esquerda) e Lene Werneck: paixão pela dança

“É muito bom fazer parte de um processo de empoderamento dessas mulheres, ajudá-las a realizar um sonho”, conta Lene, que programa esporadicamente o passeio ‘Natureza com Balé’, com aulas gratuitas ao ar livre, em locais como a pista Claudio Coutinho, Parque Guinle e Praça dos Cavalinhos. “Em março será na Floresta da Tijuca. Só acompanhar pelo nosso Instagram [@soubailalinda]”, conta Lene.

As aulas de balé para adultos acontecem no Espaço Ballet Celisa Diuana (Rua Conde de Bonfim 685, sobreloja 208, Tijuca), no estúdio de propriedade da bailarina Celisa Diuana, formada pela Escola de Danças Maria Olenewa e pela Escola Vaganova em São Petesburgo, Rússia, e que dançou 14 anos no Royal Ballet de Londres. “Nossa missão é trazer a felicidade para as pessoas. Eu com as crianças e a Lene com os adultos. Muitos não tiveram a oportunidade de dançar e agora realizam um sonho. É muito gratificante”, diz Celisa.

 

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Destaque Saúde

Dor de reviver e otimismo para vencer o câncer

Recentemente famosas como a apresentadora Ana Maria Braga e a jornalista Susana Naspolini comentaram que enfrentam novamente o câncer e que se submeterão ao tratamento. Apesar de ser um momento difícil, é  extremamente importante, que elas e quem recebe esse diagnóstico a primeira vez ou em reincidência, que se mantenham positivos para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

O diagnóstico do  câncer traz uma pressão muito grande, tanto para o paciente quanto para a família, pois sabemos que o tratamento geralmente é muito agressivo e ataca o sistema imunológico, além de muita gente já associar diretamente com a possibilidade de morte. Então, é muito comum que o paciente desenvolva quadros depressivos ou de crises de ansiedade. Alguns ainda passam pela fase da negação da doença.

Nesse momento, a família precisa se unir, para que possa prestar o suporte emocional e suporte presencial, levando o paciente aos tratamentos e acompanhando em consultas médicas.

Em relação à parte psicológica, tanto o paciente como a família precisam ter acompanhamento, levando em consideração a gravidade da doença. Quanto mais grave for, mais agressivo o câncer é, como também o tratamento. Tudo isso reflete na família. O tratamento mexe com o humor, com toda a dinâmica familiar e com o emocional de todos. Geralmente, os grandes centros que tratam câncer têm psicólogos de plantão que prestam suporte tanto para o paciente, quanto para o familiar.

Há alguns estudos que afirmam que muitos pacientes começam a definhar ao receber o diagnóstico do câncer. E isso não é pelo câncer em si, e, sim, pelo diagnóstico e o pessimismo. As pessoas o associam à morte, então o diagnóstico às vezes soa como uma sentença, mesmo quando sabemos que muitos têm tratamentos, podem ser curados – alguns não, mas outros, sim. Por isso, é extremamente importante que se mantenham positivos para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

Sobre a recuperação, salvo em casos que é um tipo de câncer incurável, em que os médicos deixam tudo bem claro aos pacientes, as pessoas devem acreditar que podem se recuperar mais de uma vez. Elas devem acreditar na cura. Tanto a Ana Maria Braga como a Susana Naspolini já se curaram de outros. Então, quando um câncer é tratável, as pessoas devem acreditar na cura, não importa quantas vezes haja reincidência da doença.

Em casos como da apresentadora e da repórter, por serem pessoas públicas, era importante para a imagem profissional que elas explicassem sobre isso para o público que as acompanham. Dessa forma, elas passam positividade para outros ao contar par ao grande público. Isso pode motivar pessoas que estão passando por quadro semelhante a ficarem mais otimistas e acreditarem que é possível vencer a doença.

Ellen Moraes Senra é Psicóloga atuando na área clínica através da abordagem cognitivo comportamental. Formada pelo Centro Universitário Celso Lisboa.