Categorias
Brasileiro com muito Orgulho Destaque

Mauro Marcondes – Uma alma musical

Mauro Marcondes nasceu em 1 de outubro de 1953, no Rio de Janeiro. Compositor e cantor criado em Copacabana na época da bossa-nova foi influenciado por este estilo e também por compositores da MPB que surgiam nos anos 60 e 70 – Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Ivan Lins, Dori Caymmi entre outros.

No apartamento da rua Raimundo Correia a música corria solta e o violão era o instrumento que ali reinava. Nesse clima, os primeiros acordes foram ensinados pelo velho amigo da família, Vicente Saboya, posteriormente aperfeiçoados por outro amigo, Luiz Roberto, vocalista e baixista do conjunto de bossa-nova “Os Cariocas” e grande violonista.

As primeiras composições surgiram da parceria com o poeta e letrista Caito Spina. Nessa época foram feitas músicas que levaram a participações nos festivais estudantis que proliferavam naqueles anos de muita criatividade para a MPB.

Em 1971, foi o compositor mais jovem a participar do IV Festival Universitário da Canção Popular, realizado pela antiga TV TUPI, no qual também concorreram, Belchior, vencedor com “Hora do Almoço”, Alceu Valença e muitos outros. No verão de 1971/72 participou de um festival de música internacional, o VI Festival de “Costa a Costa”, em Piriápolis, no Uruguai.

Com arranjos e o apoio de Antonio Adolfo participou de um show para revelação de novos talentos, no teatro do MAM. Posteriormente, pelas mãos da produtora, Solange Böeke, começava a ver algumas de suas músicas gravadas por novas cantoras da MPB, entre elas Sandra de Sá (“Receio de Errar”) e Fhernanda Fernandes (“Palavras Perdidas”). Nessa fase teve a música “Como se fosse” classificada no Festival MPB-80 da TV GLOBO.

Segue compondo com seu parceiro de sempre, Caito, e outros parceiros e amigos, como Guto Marques, Paulo César Feital, Éle Semog, Eliza Maciel, Marcia Toledo e Arnoldo Medeiros. Conhece, em Washington-DC, o músico brasileiro Leonardo Lucini. No início de 2009, decide gravar nos EUA um novo CD autoral “Mar Azul” e convida Leonardo para fazer os arranjos e a direção musical. O álbum fica pronto em dezembro de 2009.

Depois de um período de pouca produção musical, retorna ao Brasil e reencontra, em 2014, um amigo e parceiro bissexto, Zéjorge, autor de várias e belas músicas em parceria com Ruy Maurity, entre elas “Serafim e seus filhos” e “Nem ouro nem prata”, que fizeram muito sucesso. Foi uma enxurrada de novas composições em estilos os mais diversos da nossa MPB.

Em 2017, Mauro Marcondes grava um novo álbum, “Cantoria de Bazar”, só com músicas dessa parceria revigorada. Com arranjos e direção musical do Maestro Leandro Braga, o CD é lançado no final daquele ano no “Blue Note Rio” e passa a estar disponível, também, nas plataformas digitais.

 

Foto: Reprodução

Um caminho interessante trilhado nessa fase foi o de realizar vídeos com outros artistas. O clipe do blues “Love Forecast”, parceria de Mauro Marcondes com Guto Marques, foi gravado na casa de espetáculos Manouche, no Rio de Janeiro, em um dueto com a cantora Leila Maria e com a participação do Leandro Braga Trio e do saxofonista Marcelo Martins.

Gerar conteúdo de qualidade para as mídias sociais tem sido a base da agenda de trabalho do cantor e compositor Mauro Marcondes, nos últimos anos, e é parte fundamental da estratégia de divulgação de sua obra e de seus parceiros.

Neste sentido, foram gerados mais dois vídeos aproveitando as gravações realizadas em estúdio de duas de suas composições em parceria com o Zéjorge: “Caça ao Tesouro” e “Além do Cais”. De todas as suas atividades a mais prazerosa é compor e manter viva a vontade de compor. E vai seguindo em frente com o projeto que sua alma lhe confiou.

https://www.facebook.com/MAUROMARCONDESCOMPOSITOR

https://www.instagram.com/mauromarcondes.compositor/

https://www.youtube.com/channel/UCMDCQSyCLnI8rzf3OuaRAeQ?view_as=subscriber

Categorias
Brasileiro com muito Orgulho

O nosso Gilberto Gil

Por Alessandro Monteiro

Nasceu em Salvador, Bahia, no dia 2 de junho de 1942. Filho de médico e de professora primária com vinte dias de vida mudou-se com a família para Ituaçu, na região da caatinga baiana. Desde cedo mostrou interesse por música. Cresceu ouvindo os intérpretes da época, entre eles, Sílvio Caldas, Orlando Silva e Francisco Alves.

Em 1966, Gil começa a apresentar-se no programa Fino da Bossa, de Elis Regina na TV Record. Nesse mesmo ano, lança seu primeiro disco “Louvação”. Nesse mesmo ano, sua música “Ensaio Geral”, interpretada por Elis Regina, ficou em 5.º lugar no II Festival de Música Popular Brasileira (FMPB), realizado pela TV Record.

Em 1967, a música “Domingo no Parque”, que Gilberto Gil cantou com a participação dos Mutantes, ficou em 2.º lugar no III FMPB. O festival foi o ponto de partida para o movimento artístico chamado “Tropicalismo”, que Gilberto Gil participou junto com Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat, entre outros.

A ideia do movimento tropicalista era a fusão de elementos da música inglesa e americana junto com as músicas de João Gilberto e Luiz Gonzaga. O movimento causou polêmica, porém, abriu portas para uma nova etapa na música popular brasileira, sendo considerado subversivo pela ditadura militar e Gilberto Gil foi preso, junto com Caetano Veloso.

Exilado na Inglaterra. Nesse mesmo ano foi lançado “Gilberto Gil” (1969), onde se destacou a música “Aquele Abraço”. Em 1968, lançou o disco “Gilberto Gil” com 14 músicas, entre elas, “Procissão” e “Domingo no Parque”. Lançou também um disco manifesto, intitulado “Tropicália” do qual participaram, além de Gilberto Gil, Caetano, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé e Torquato Neto.

Entre 1989 e 1992, Gilberto Gil foi vereador na Câmara Municipal de Salvador, pelo Partido Verde. Em 2003, Gilberto Gil foi nomeado Ministro da Cultura, se desligando em janeiro de 2008, para se dedicar à carreira musical.

Entre suas músicas mais famosas destacam-se ainda: “Não Chore Mais” (1979), “Andar com Fé” (1982), “Se Eu Quiser Falar Com Deus” (1981), “Vamos Fugir” (1984) e “Esperando na Janela” (2000), que recebeu o Grammy Latino: Melhor Canção Brasileira.

Categorias
Cultura Destaque

Morre o compositor e escritor Aldir Blanc

O escritor e compositor Aldir Blanc, de 73 anos, morreu nesta segunda-feira (4) de Covid-19. Ele estava internado no CTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, desde o dia 20 de abril. No último dia 10, o compositor deu entrada no CER Leblon com infecção urinária e pneumonia. Ele chegou a ser entubado em uma sala da unidade de saúde por falta de vagas em UTI.

Segundo o jornal Estado de S.Paulo, as primeiras informações descartavam a possibilidade dele estar com Covid-19, mas novos exames mostraram suspeita de coronavírus e o compositor foi submetido ao teste específico, que se revelou positivo.

O exame foi realizado pelo Laboratório Central Noel Nutels, da rede estadual. Apenas no dia 20, a família conseguiu transferi-lo para um leito de terapia intensiva no Pedro Ernesto.

São parcerias dele com João Bosco muitas canções de enormes sucessos na música popular brasileira, como O Bêbado e a Equilibrista, Bala com Bala, O Mestre-Sala dos Mares, De Frente Pro Crime e Caça à Raposa, além de outras quatro centenas de letras e composições, e uma também extensa obra como cronista.

 

Foto: Reprodução