Categorias
Destaque Notícias

Número de lojas exclusivamente virtuais cresce 40,7% em 2020

Um levantamento feito pela empresa de carteiras digitais PayPal Brasil e pela consultoria de pesquisas BigData Corp divulgado nesta semana (26) mostra que o mercado de comércio online cresceu 40,7% entre 2019 e 2020, chegando a 1,3 milhão de lojas virtuais. Entre 2018 e o ano passado, o aumento havia sido de 37,6%.

Para o diretor de Vendas e Desenvolvimento de Negócios do PayPal, Thiago Chueiri, a expansão do comércio virtual neste ano ganhou um impulso extra com a quarentena causada pelo novo coronavírus. “Claro que pega uma parte do reflexo da pandemia que digitalizou bastante consumidores empreendedores também. Os dois lados da cadeia. A quarentena forçou drasticamente essa digitalização”, ressaltou.

Para ele, a quarentena forçou especialmente as empresas a aderirem ao modelo de vendas pela internet. “Grande parte é de pequenos empreendedores buscando a sobrevivência nesse novo contexto. Dependiam de um ponto físico e tiveram que se adaptar”, acrescentou.

Além disso, Chueiri relaciona o crescimento expressivo do número de lojas virtuais, em comparação aos negócios físicos, que têm se expandido a uma média de 10% ao ano, à situação econômica do país. “Uma piora da situação econômica, em geral, leva as pessoas a buscarem mais alternativas para empreender”, enfatizou.

Pequenos negócios
A maior parte das páginas que fazem vendas na internet (88,7%) é, segundo a pesquisa, formada por pequenos negócios com até 10 mil visitas por mês. As grandes empresas, com mais de meio milhão de visitas mensais, respondem por 8,7% do total de lojas virtuais.

Mais da metade (52,6%) não têm empregados, com apenas os sócios trabalhando na manutenção do empreendimento, e 48% faturam até 250 mil por ano.

O preço médio dos produtos é de até R$ 100 em 76,6% das lojas virtuais. Em 10,7% delas, a faixa média de preços é acima de R$ 1 mil.

Categorias
Destaque Notícias

Compostos presentes em chás amenizam os sintomas de gripes e resfriados

Com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas nos convidam a tomar bebidas quentes, que ajudam a relaxar e a aquecer o corpo. Os chás são uma boa pedida nesse período por combinarem sabor e propriedades funcionais que amenizam os sintomas de gripes e resfriados, mais frequentes nesse período do ano. A ciência já comprovou efeitos antitússico, broncodilatador, anti-inflamatório, expectorante, entre outros, em dois grupos desses compostos: os monoterpenos e os monoterpenoides. Porém, nos chás, a concentração deles não é igual às das substâncias purificadas ou dos óleos essenciais estudados.

“Ainda faltam evidências científicas de que os chás feitos de plantas ricas desses compostos possam apresentar os mesmos efeitos, sendo a concentração do princípio ativo o principal limitante”, explica o biomédico Jarlei Fiamoncini, pesquisador associado ao FoRC, e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Segundo o pesquisador, esses compostos são encontrados em abundância em ervas, temperos e frutas, tais como gengibre, canela, laranja, limão, capim santo, erva cidreira e hortelã. Há, no entanto, uma grande diferença de teores desses compostos, até mesmo em variedades da mesma espécie. “O ambiente onde a planta é cultivada – duração do dia, tipo de solo, irrigação etc. – também influencia muito na concentração do composto”, explica.

Efeitos comprovados – Os mecanismos de ação desses compostos ainda não são completamente compreendidos, mas já se sabe para que eles funcionam: o mentol da hortelã, por exemplo, tem efeitos antitússico e broncodilatador comprovados. “O timol, encontrado no tomilho ou do orégano, tem ação anti-inflamatória e antiviral. E o eucaliptol, presente também no gengibre, por exemplo, tem propriedades mucolíticas e expectorantes.

Além de não ser possível avaliar a eficácia dos chás medicinais, por causa da variação do teor nos compostos, é importante lembrar que o consumo excessivo de produtos fitoterápicos pode ser prejudicial à saúde. “Os remédios naturais, como os chás medicinais, causam menos reações adversas do que os sintéticos e às vezes nenhuma, mas não é possível afirmar que por serem naturais não ofereçam risco à saúde”, ressalta o pesquisador. “Os compostos fitoquímicos bioativos são produtos químicos estranhos ao nosso organismo e, por isso, podem apresentar toxicidade se ingeridos em doses elevadas.”

Para evitar efeitos adversos, ele recomenda ficar atento à forma de preparo dos chás e à quantidade ingerida por dia. “O bom senso deve orientar o consumo dessas bebidas. Consultar fontes científicas e profissionais especializados, como os farmacêuticos e nutricionistas, é sempre a melhor opção quando houver dúvidas sobre a utilização de chás e produtos naturais.”

Categorias
Sérgio Vieira | Entre Colunas

Peixe, o futuro alimentar na próxima década (parte 2)

A desburocratização e a otimização do comércio exterior têm sido prioridades para o país em 2020, com a aplicação e a criação de novas políticas que facilitem a realização de negócios. O comércio exterior está otimista para o ano de 2020. A tecnologia é a grande aliada para a modernização e simplificação dos processos.

A Receita Federal vem estabelecendo regras e diminuindo cada vez mais a burocracia. Em 2020 isso virá com mais velocidade ainda. Por exemplo a Du-e, substitui uma série de documentos que outrora deveriam ser entregues pelos exportadores. Outras mudanças no comércio exterior brasileiro em 2020, além da introdução dos Incoterms 2020, são: a consolidação do Portal Único do Comércio Exterior e a aplicação do Novo Processo de Importação, previsto para iniciar já no começo de 2020.

Adotar sistemas inteligentes de gestão que sejam capazes de automatizar a parte fiscal e tributária muda a forma das empresas de fazer negócios. Devolvendo a produtividade, sobrando mais tempo para pensar em inovação e estratégias ainda mais lucrativas, a redução do Custo Brasil é uma grande preocupação e meta para 2020, uma vez que impacta fortemente na competitividade brasileira. Com isso, a série de reformas que o país tem iniciado tem como meta melhorar em dez posições sua colocação no ranking global de competitividade, do Fórum Econômico Mundial, em que o país atualmente ocupa o 78º lugar.

A revista americana FEEDFOOD destaca o Brasil sobre a expectativa no aumento do comércio de pescado. “O Brasil deve conquistar posição de liderança no mercado global”, diz a publicação. Bem planejada, sólida e pronta para crescer, a aquicultura no Brasil deve atingir novos mercados e aumentar o consumo local.

O otimismo se destaca significativamente. O Brasil tem o que é preciso para sustentar esse aumento de produção. Possui água, recursos, área, infraestrutura e logística. Não pode dar errado. A Indústria brasileira na produção de camarão aumentou 16,88% em 2019, em comparação com 2018, cuja produção foi toda destinada ao mercado interno. Os produtores brasileiros estimam que retornarão ao mercado internacional em 2020.

A oferta interna limitada se manifesta em importações com US$ 1,318 bilhão em 2017, na exportação o país faturou pouco menos US$ 150 milhões em 2017, sendo os Estados Unidos o principal destino.

De acordo com o empresário José Luis Insua, especialista em produtos pesqueiro no mercado nacional e importado, ressalta um extraordinário otimismo na ampliação do consumo interno brasileiro e exportações, desde que os incentivos e reformas sugeridas entrem logo em pratica, uma vez que o controle e padrão de qualidade já colocam hoje o Brasil em posição de destaque.

Sérgio Vieira – Engenheiro e jornalista – MTb 38648RJ

[email protected]