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Destaque Rio

Rio tem sol de 40 graus e praias lotadas

Os cariocas parecem não ter mais consciência da pandemia. Neste fim de semana, as areias estavam lotadas e praticamente não havia fiscalização. Na orla de Copacabana, algumas viaturas da Polícia Militar estavam estacionadas nos canteiros do Posto 2 e nos bairros do Leblon e Ipanema, algumas circulavam fazendo ronda local.

Os bairros do Arpoador e Leme, pareciam um domingo tipicamente de verão, com aglomerações, ambulantes e muitas crianças soltas na areia. Grupos de jovens faziam o pagodinho na areia, com cerveja gelada e tocavam alguns instrumentos. Fiscalizar pra que, né Prefeito?

Importante ressaltar que o  decreto da prefeitura em vigor permite as seguintes atividades nas praias:

  • Banho de mar
  • Circulação de ambulantes (entre 7h e 18h)
  • Atividades físicas, com uso obrigatório de máscaras

Além da permanência de banhistas na faixa de areia, seguem proibidos:

  • Venda de bebida alcoólica
  • Altinha
  • Aluguel de cadeiras e barracas

Quem circula em via pública sem máscara pode ser multado em R$ 107.No entanto, o que falta mesmo é fiscalização e ordem na cidade.

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Notícias do Jornal

“Beco das Garrafas” pede socorro!

Quem nunca ouviu falar do “Beco das Garrafas”, mundialmente conhecido como o Berço da Bossa Nova, localizado no bairro de Copacabana? Pois é, na luta para não fechar as portas.

A produtora Amanda Bravo criou uma vaquinha virtual, já que o espaço está fechado desde o dia 13 de março, após decreto estadual que suspendeu as atividades culturais na cidade.  “Quem sabe nosso apelo não chega aos grandes artistas, formadores de opinião, empresários e o poder público?”, torce Amanda, que estipulou uma meta inicial de R$ 20 mil, o suficiente para pagar as dívidas acumuladas.

O local ganhou este nome por causa das garrafas atiradas pelos moradores dos prédios próximos em função do barulho das pessoas que ficavam do lado de fora das duas salas que ficavam completamente lotadas.

Para ajudar: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/preservacao-beco-das-garrafas

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Estátua de Ayrton Senna, em Copacabana, ganha máscara em ação de conscientização contra Covid-19

A estátua do tricampeão de Fórmula 1, no Calçadão de Copacabana, na Zona Sul, entrou para o time daqueles que destacam a importância do item na luta contra o coronavírus. A ação é da agência online de viagens Hurb, responsável pela colocação da estátua de 330 quilos de bronze e com 1,76 metro na praia em dezembro do ano passado. A obra é do artista Mário Pitanguy.

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Destaque Rio

Copacabana aguarda autorização para lockdown

Apesar dos números e as excessivas recomendações para o isolamento social, o famoso calçadão de Copacabana apresenta diariamente uma intensa movimentação de pessoas.  De acordo números divulgados pelo painel de monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde, a região concentra 411 contaminações pelo coronavírus e 71 óbitos decorrentes da transmissão, sendo o bairro do RJ com mais mortes pelo coronavírus.

Nesta segunda-feira (11), autoridades locais irão elaborar novo plano de emergência e possivelmente decretar lockdown parcial. Especialistas alertam que essa modalidade não tem validade e defendem o lockdown total para que medidas mais  restritivas possam conter o avanço da contaminação no bairro.

 

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Cultura

Para ouvir em casa: álbum resgata o samba-canção com novos intérpretes

A intensa vida noturna de Copacabana fez despontar inúmeros músicos a partir da década de 1930, quando o bairro começou a ganhar prédios. Não se conhece outro local no país que tenha sido palco de tantos intérpretes, compositores e instrumentistas com reconhecido talento durante pelo menos 40 anos.

O bairro foi perdendo força como cena musical nos anos 1960. Mas o samba-canção que fez residência no local permaneceu como um gênero síntese da união da batucada leve e cadenciada com a música dor de cotovelo.

O álbum recém-lançado ‘Copacabana’ (Selo Sesc), com repertório de 14 faixas baseado no livro ‘Copacabana: a trajetória do samba-canção’, de Zuza Homem de Mello, que também concebeu e dirigiu este trabalho, dá um panorama expressivo em forma de música desse período.

O trabalho faz não só um excelente resgate das músicas que referenciam Copacabana ou se tornaram muito conhecidas nas boates e casas de espetáculo nos tempos áureos do bairro, mas também reúne um time pouco badalado, mas representativo de intérpretes da nova geração e da velha-guarda com grande afinidade com o gênero musical.

As faixas

O álbum abre com a clássica ‘Copacabana, princesinha do mar…’ (João de Barro e Alberto Ribeiro), com as vozes tarimbadas de Luciana Alves e Zé Luiz Mazziotti, seguida de outro clássico: a música ‘Acontece’, de Cartola, na interpretação do jovem talento Ayrton Montarroyos.

A terceira do álbum, ‘Linda Flor’ (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto, Marques Porto e Cândido Costa), Luciana Alves canta novamente. A ‘Fracassos de Amor’ (Tito Madi e Milton Silva) vem com a nova intérprete Anna Setton.

No’ X do Problema’, da obra conhecida de Noel Rosa, Luciana Alves reaparece em mais uma interpretação bem conduzida. A sexta faixa, ‘Na Madrugada’ (Nilo Sergio), o acordeonista Toninho Ferragutti dita com virtuosismo a única faixa instrumental.

Ayrton Montarroyos coloca voz em ‘Vingança’ (“O remorso talvez seja a causa de seu desespero…” de Lupicínio Rodrigues) e Luciana Alves em ‘Fim de Caso’ (Dolores Duran).

Dóris Monteiro

‘Fecho Meus Olhos… Vejo Você’ (José Maria de Abreu) é regravada de forma emotiva por Dóris Monteiro aos 85 anos, uma das cantoras marcantes do samba-canção.

O trabalho segue com ‘Não Tem Solução’ (Dorival Caymmi e Carlos Guinle) com Zé Luiz Mazziotti, e ‘Você Não Sabe Amar’ (Dorival Caymmi, Hugo Lima e Carlos Guinle) com Luciana Alves, ambas na mesma faixa, e a pouco conhecida ‘Solidão’ (Tom Jobim e Alcides Fernandes) com Ayton Montarroyos.

O antológico cantor performático Edy Star, que fez sucesso nos bares do Rio em meados do século passado, interpreta a música ‘Meu Vício é Você’ (Adelino Moreira). Depois vem ‘Ocultei’ (Ary Barroso) com Anna Setton.

‘Sábado em Copacabana’ (Dorival Caymmi e Carlos Guinle) encerra o álbum com Anna Setton, Ayrton Montarroyos, Luciana Alves e Zé Luiz Mazziotti.

Os arranjos e direção musical do álbum ‘Copacabana’ é de Ronaldo Rayol.

Alguns sambas-canção badalados outros nem tanto, o trabalho comandado por Zuza Homem de Mello é agradável, delicado, sentimental e muito bom de se ouvir em tempos de isolamento domiciliar.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Preta Gil é coroada Musa do “Bloco do Copa” 2020

Pelo quarto ano consecutivo, a varanda do Belmond Copacabana Palace sediou o badalado evento “Bloco do Copa”, que aconteceu no último (2).  Após o sucesso das três primeiras edições, o bloco deste ano foi ainda melhor. Para não deixar ninguém parado, o evento contou com as apresentações animadas do Bloco Último Gole, da Bateria Balanço Zona Sul e Samba de Santa Clara.

Este ano, a musa do Bloco do Copa – a convite da diretora geral do hotel, Andréa Natal – foi a cantora Preta Gil, que fez bonito no melhor esquenta para o Carnaval carioca e para o Baile do Copa, que este ano acontece no dia 22 de fevereiro e terá como tema “Abra Suas Asas”.

Andrea Natal

Outra homenageada foi Ana Cristina Souza Pereira, de 44 anos, funcionária do hotel que há um ano trabalha como camareira, no setor de governança. A relação da madrinha do Bloco do Copa com o Carnaval já vem de muitos anos. Quando morava em Santa Cruz, desfilou pela escola, em 1995, e também pela Mangueira do Amanhã, sua escola do coração.

 

Luiz Igreja e Ana Cristina Souza

Ana conta que tem paixão pelo Carnaval e que ficou muito feliz em ter sido escolhida a madrinha do Bloco do Copa: “Assumir esse posto tão importante é algo realmente especial! Para mim, Carnaval é vida, liberdade, é estar viva e sentir o coração pulsar”. “É sempre um sonho estar no Copa, mas ser escolhida para esse posto não é para qualquer pessoa; é uma responsabilidade grande e eu me sinto muito privilegiada”, completa.

Fotos by Miguel Sá