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Zagallo é vacinado contra a Covid-19 aos 89 anos no Rio

O ex-técnico da Seleção Brasileira Mario Jorge Lobo Zagallo, de 89 anos, tomou a vacina contra a covid-19 nesta segunda-feira (8) no Rio de Janeiro. Ele foi imunizado com a primeira dose da Coronavac no drive-thru do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e deverá tomar a segunda dose em 28 dias.

Em suas redes sociais, Zagallo comemorou a imunização. “Hoje foi dia de ir tomar a vacina do COVID. A primeira dose ja foi!”, postou ele no Instagram, como legenda da foto em que aparece sendo vacinado dentro de um carro.

Um dos ícones do futebol brasileiro, Zagallo tem quatro títulos mundiais pela Seleção: dois como jogador, nas Copas de 1958 e 1962, um como treinador, em 1970, e outro como coordenador técnico, em 1994.

Vacinação de idosos

A vacinação para idosos com idades a partir de 85 anos começou nesta segunda-feira no Rio, de forma escalonada.

A imunização foi iniciada hoje pelas pessoas com 89 anos. Na terça-feira (9), será a vez das pessoas com 88 anos, e assim sucessivamente, reduzindo a idade por ano a cada dia, conforme foi feito na semana passada. No sábado, 13, será o dia de vacinar quem não puder ir durante a semana.

Pontos de vacinação

Segundo a prefeitura, além das 236 clínicas da família e centros municipais de saúde, a vacinação está sendo realizada no sistema drive-thru, durante a semana nos postos da Uerj e Parque Olímpico, das 9h às 15h (o posto também faz vacinação tradicional para pedestres).

Aos sábados, acontece, de 8h ao meio-dia, nas policlínicas Lincoln de Freitas Filho (Santa Cruz) e Guilherme Manoel da Silveira (Bangu); no CMS Belizário Penna (Campo Grande); no Sambódromo, na Cidade Universitária e no campus da UFRJ, em Botafogo; no Parque Madureira; no Estádio do Engenhão; e no Parque Olímpico.

A Uerj é o único posto que só funciona durante semana. É importante que os idosos levem documentos de identidade e, se possível, cadernetas de vacinação.

A recomendação para vacinação de idosos restritos ao leito (acamados) é procurar no serviço “Onde Ser Atendido” a unidade de referência e entrar em contato. É possível ainda solicitar o agendamento pelo e-mail: [email protected]

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Rio inicia vacinação para idosos a partir dos 89 anos

 

Começou nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, a semana de vacinação contra a Covid-19 para os idosos de 85 a 89 anos., começando pelas pessoas  de 89, na segunda, e reduzindo a idade por ano a cada dia, conforme foi feito na semana passada. E no sábado, 13, será o dia de vacinar quem não pôde se imunizar durante a semana.

Além das clínicas da família e centros municipais de Saúde da Cidade do Rio, houve neste sábado, dia 06,  vacinação em postos drive-thru na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão; no CMS Belizário Penna, em Campo Grande; no CMS Manoel Guilherme da Silveira, em Bangu; no Engenhão, em Engenho de Dentro; no Parque Madureira; no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca; na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz; no Sambódromo, em Santo Cristo; e na UFRJ, na Praia Vermelha.

Com exceção dos postos da UERJ e do Parque Olímpico, que estão abertos , vacinando, de segunda a sábado, os demais funcionam somente aos sábados, das 8 às 12 horas.

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Rio começa a vacinar idosos em geral a partir da próxima segunda-feira, 1º de fevereiro

 

Chegou a  hora e a vez dos idosos. A partir da próxima segunda-feira,  1º de fevereiro, o do Rio vai vacinar idosos da população em geral, a partir de 99 anos Há uma escala e cada idade será vacinada em um dia. Os que não conseguirem ir no dia determinado poderão se dirigir aos postos de saúde da cidade no sábado, que será  o dia da ‘repescagem’.

Esta semana, a prefeitura segue fazendo a vacinação somente os profissionais da párea de saúde com mais de 60 anos. Portanto, fica a determinação de  o público em geral não procurar os postos até o sábado (30).

O secretário municipal O de Saúde do Rio, Daniel Soranz, anunciou as fases definias e todas as datas que a imunização seguirá.:

Confira o calendário:

Primeira semana

  • Pessoas com 99 anos ou mais: segunda (1);
  • 98 anos: terça (2);
  • 97 anos: quarta (3);
  • 96 anos: quinta (4);
  • 95 anos: sexta (5);
  • Repescagem para quem tem 95 anos ou mais: sábado (6).

Segunda semana

  • 94 anos: dia 8 (segunda);
  • 93 anos: dia 9 (terça);
  • 92 anos: dia 10 (quarta);
  • 91 anos: dia 11 (quinta);
  • 90 anos: dia 10 (sexta);
  • Repescagem para quem tem 90 anos ou mais: dia 11 (sábado).

Terceira semana

  • 89 anos e repescagem para quem tem mais: dia 15 (segunda);
  • 88 anos: dia 16 (terça);
  • 87 anos: dia 17 (quarta);
  • 86 anos: dia 18 (quinta);
  • 85 anos: dia 19 (sexta);
  • Repescagem para quem tem 85 anos ou mais: dia 20 (sábado).

Quarta semana

  • 84 anos: dia 22 (segunda);
  • 83 anos: dia 23 (terça);
  • 82 anos: dia 24 (quarta);
  • 81 anos: dia 25 (quinta);
  • 80 anos: dia 26 (sexta);
  • Repescagem para quem tem 80 anos ou mais: dia 27 (sábado).

Fotos: Reprodução

 

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Notícias do Jornal TV & Famosos

Jorge Aragão é internado com Covid-19

A assessoria de Jorge Aragão confirmou para a Quem que o sambista está reagindo bem ao tratamento da pneumonia viral, causada pela Covid-19. O cantor está internado desde o dia 13 de outubro em um hospital particular do Rio de Janeiro.

“A assessoria do cantor e compositor Jorge Aragão confirma que ele deu entrada no hospital, no dia 13 de outubro, sendo diagnosticado com pneumonia viral, Covid-19. Ele apresenta um quadro estável, boa resposta ao tratamento clínico e segue consciente, com previsão de alta nos próximos dias. Jorge agradece ao carinho de todos e em breve estará apto para cumprir a agenda de shows”, informou o assessor.

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Morre aos 28 anos de idade, voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina contra Covid-19 em Oxford

O médico brasileiro João Pedro Feitosa voluntário dos testes clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, morreu por complicações de covid-19 na última quinta-feira (15), segundo informou o jornal O Globo nesta quarta (21).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi informada oficialmente da morte nesta segunda (19). Até o momento, não foi divulgado se o voluntário recebeu uma dose placebo ou uma dose do imunizante desenvolvido pelo laboratório.

O médico voluntário tinha 28 anos e, desde março, participava do atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus em UTIs e emergências de um hospital privado e em outro da rede municipal no Rio de Janeiro. João Pedro não tinha comorbidades e, segundo o jornal O Globo, tomou uma dose da AstraZeneca/Oxford no fim de julho. Ele ficou doente em setembro, o quadro se agravou e ele morreu no mês de outubro.

Ex-aluno de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se formou em 2019, ele era muito querido por colegas e professores.

Investigação
A Anvisa informou que o caso está sob investigação. O Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sugeriu o prosseguimento dos estudos com a vacina.
Em nota, a Anvisa disse que “com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.”
Com informações: Correio2hh

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Nitazoxanida reduz carga viral de pacientes com covid-19, diz pesquisa

O estudo clínico sobre o uso do medicamento nitazoxanida em pacientes na fase precoce da covid-19 demonstrou eficácia no tratamento da doença, reduzindo a carga viral das pessoas infectadas. O anúncio ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

A pesquisa foi iniciada pelo Laboratório Nacional de Biociências, em Campinas (SP), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM, )instituto vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O laboratório ficou responsável pelos estudos in silico (computadores) e in vitro (laboratório com células infectadas). A fase de ensaios clínicos foi responsabilidade de outros centros da Rede Virus, ligada ao MCTI.

O titular da pasta, ministro Marcos Pontes, celebrou o resultado positivo. “O que eu posso dizer é que nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio nas pessoas que tomam o medicamento nos primeiros dias, reduz a capacidade de contágio e diminui a probabilidade dessa pessoa aumentarem os sintomas, ir para o hospital e falecer”, disse.

O pontapé da pesquisa foi dado com a análise de 2 mil drogas, testadas com inteligência artificial, para verificar se poderiam inibir os efeitos do vírus Sars-Cov-2, causador da covid-19 no organismo humano. Os estudos no Laboratório Nacional de Biociências chegaram a cinco drogas, que foram para uma segunda fase, que era o teste in vitro feito com células humanas infectadas. Neste teste, o fármaco nitazoxanida, que é um vermífugo muito conhecido no país, apresentou 94% de capacidade de inibir o novo coronavírus.

Testes em humanos
Foi só após estas etapas que os testes em humanos foram iniciados, com mais de 1,5 mil pacientes voluntários, que tinham até três dias de sintomas e foram acompanhados em sete diferentes unidades hospitalares do país.

Nesta fase, de acordo com a coordenadora do estudo clínico, Patrícia Rocco, foram feitos testes duplo cego, quando nem o paciente e nem o médico sabem qual a medicação está sendo tomada, e randomizados, quando os pacientes são distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um que recebe o medicamento e outro que recebe um placebo. A dose oferecida era de 500 miligramas da nitazoxanida, três vezes ao dia, ou o placebo durante cinco dias.

“Esses pacientes eram acompanhados de forma remota até sete dias após a terapia. Constatamos que a nitazoxanida, em comparação com o placebo, acarretou, ao final da terapia, redução significativa da carga viral e um maior número de pacientes com resultado negativo para o Sars-Cov-2″, disse a médica, que é professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Patrícia, esse resultado é de extrema importância, pois a nitozoxanida é um remédio de baixo custo e ampla distribuição, podendo ser usada de forma oral, e que não precisa de internação hospitalar. “Na dose utilizada, não apresentou reações adversas graves. A redução da carga viral implica em menor gravidade, em menor transmissibilidade do vírus”, disse Patrícia. A pesquisadora ressaltou que o estudo foi enviado para publicação em uma revista científica internacional e deverá ser revisado por outros cientistas.

Não é profilático
O ministro Marcos Pontes disse, durante seu discurso, que o medicamento não pode ser usado por quem não apresenta sintomas da doença, mas apenas para pessoas na fase inicial da infecção. “Não é profilático, não é para prevenção. É só depois da detecção do vírus”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro também comemorou o resultado da pesquisa e destacou a eficácia da nitazoxanida no tratamento da covid-19.

“Através das observações, através de pessoas que concretamente usaram esse medicamento e foi constatado, na ponta da linha, que a carga viral diminuía. E dessas pessoas que usaram esse medicamento, nenhuma delas sequer foi hospitalizada”, afirmou.

Vacina obrigatória
Ainda durante a cerimônia, o presidente voltou a dizer que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. Bolsonaro afirmou que cabe ao Ministério da Saúde definir as normas do Programa Nacional de Imunização.

“Tem uma lei de 1975 que diz que cabe ao Ministério da Saúde o Programa Nacional de Imunização, ali incluídas possíveis vacinas obrigatórias. A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão, ela não será obrigatória”, disse. O presidente também afirmou que qualquer vacina contra o vírus terá que ter sua eficácia científica comprovada e ser autorizada previamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Rio reinicia hoje aulas para alunos do terceiro ano do ensino médio

As escolas estaduais do Rio de Janeiro reiniciam hoje (19) as aulas presenciais para alunos do terceiro ano do ensino médio e do quarto módulo de educação de jovens e adultos (EJA). A volta será opcional para os estudantes e ocorrerá apenas nos municípios onde a prefeitura não fizer nenhuma oposição a atividades presenciais escolares.

As aulas serão retomadas em 416 escolas localizadas em 16 municípios do estado do Rio e 63 mil alunos são esperados.

As aulas presenciais de todas as redes de ensino foram suspensas em março deste ano por causa da pandemia de covid-19. As escolas particulares já haviam recebido autorização para retomar as atividades presenciais no início de setembro.

Os alunos de ensino fundamental, dos dois primeiros anos do ensino médio e dos primeiros módulos de EJA continuarão com aulas remotas. Já os estudantes de ensino médio e do quarto módulo de EJA poderão optar pelo ensino remoto ou presencial.

A ideia é que esses estudantes possam concluir seus estudos a tempo de participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro de 2021.

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Johnson & Johnson interrompe estudo de vacina contra covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu comunicado oficial da empresa Johnson & Johnson, informando ter interrompido temporariamente o estudo clínico que investiga a segurança e eficácia de sua vacina contra a covid-19 (VAC31518COV3001).

De acordo com o comunicado, “o estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior”. A empresa, no entanto, não detalhou o caso, uma vez que o estado de saúde do voluntário está sob sigilo.

Segundo a Anvisa, o estudo continuará interrompido até que haja investigação de causalidade por parte do Comitê Independente de Segurança, como parte dos procedimentos de boas práticas clínicas.

“No Brasil, a inclusão do primeiro voluntário no estudo ocorreu em 9 de outubro e novas inclusões só poderão ocorrer quando houver autorização da Anvisa, que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente, baseada nos dados de segurança e avaliação risco/benefício”, diz a nota da Anvisa.

Também por meio de nota, a Johnson & Johnson disse que está seguindo suas diretrizes e que a doença do participante “está sendo analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados Independente ENSEMBLE (DSMB), bem como por nossos médicos clínicos e de segurança internos”.

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Brasil registra mais de 5 milhões casos de covid-19 e 150 mil mortes

O Ministério da Saúde divulgou novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 5.082.637 casos confirmados da doença e 150.198 mortes registradas. Os casos recuperados somam 4.453.722.

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 26.749  novos casos e 559 mortes.

O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 1.034.816 casos e 37.223 mortes.

Em seguida estão os estados da Bahia (324.964 casos e 7.099 óbitos), Minas Gerais (321.140 casos e 8.061 mortes) e Rio de Janeiro (283.407 casos e 19.284 óbitos).

De acordo com o Ministério da Saúde, 2.347 casos estão em investigação.

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Brasil negocia com nove laboratórios sobre possíveis vacinas

O Brasil mantém tratativas com nove laboratórios ou centros de pesquisa atuando em estudos e no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. Com os responsáveis pelas vacinas Oxford e Astrazeneca e do consórcio da OMS Covax Facility, já foram celebrados acordos para a aquisição de 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, que serão disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização.

O balanço foi apresentado hoje (8), em entrevista coletiva do Ministério da Saúde. As nove iniciativas de pesquisa são: Oxford/Astrazeneca (Reino Unido), Sinovac/Butantan (China), Pfizer (Estados Unidos e Alemanha), Sinopharm (China), Sputinik5 (Rússia), Covaxx e Novavax (Estados Unidos), Janssen (Bélgica) e Merck (Estados Unidos, França e Áustria).

No caso da vacina de Oxford, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por sua fabricação no Brasil a partir da transferência de tecnologia do laboratório Astrazeneca, deu entrada no processo de submissão contínua na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este é o momento em que os proponentes de uma vacina começam a fornecer informações e abrem o processo de análise pela Anvisa.

De acordo com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, há perspectiva de resultados dos estudos da Fase 3 em novembro ou dezembro. Esta é a etapa em que a substância é analisada em sua aplicação em humanos. Os testes estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (USP).

Pelo acordo firmado, a Fiocruz vai receber o ingrediente farmacêutico ativo e deve terminar a primeira entrega de 30 milhões de doses até janeiro de 2021. Para o primeiro semestre do próximo ano, mais 100 milhões de doses. O intuito é ter no segundo semestre entre 100 e 165 milhões, totalizando entre 200 e 265 milhões no ano que vem. “Isso depende da complexidade do processo de incorporação de tecnologia”, justificou Nísia Trindade.

Covax facility

Outra frente de atuação do governo brasileiro está no consórcio de países organizado pela OMS Covax facility. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, informou que o Brasil pagou ontem (7) a primeira parcela. Com isso, o país passa a ter direito a resultados positivos das pesquisas e de eventuais vacinas desenvolvidas no âmbito do projeto.

O país já assegurou 40 milhões de doses para o primeiro semestre de 2021. Como a aplicação pode demandar duas doses por pessoa, Franco estimou que o produto beneficie 20 milhões de pessoas, cerca de 10% da população.

Foram escolhidos como público-alvo dessa vacina profissionais de saúde e pessoas que estão no chamado grupo de risco, que abrange idosos (60 anos ou mais) ou que apresentem condições médicas que as tornam mais vulneráveis à covid-19.

“Já temos garantido para o primeiro semestre de 2021 o acesso a 140 milhões de doses para aderir ao nosso Programa Nacional de Imunização”, afirmou o secretário executivo do Ministério da Saúde.

Programa de vacinação

Caso alguma das vacinas tenha êxito nas análises, a aplicação na população, ou nos segmentos selecionados, ocorrerá pelo Programa Nacional de Imunização.

A participação exigirá a oferta do CPF, como foi explicado pelo diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), Jacson Venâncio de Barros. “O registro vai permitir o monitoramento constante de eventos adversos. Podemos ter uma, duas três, vacinas. E quando tivermos 3, 4, 10? Se não tivermos controle, ele vai tomar uma vacina A e B. A identificação unívoca vai permitir que a gente tenha a carteira nacional digital de vacinação”, justificou.

Com Informações: Agência Brasil