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Brasil Educação

Visitadores do Programa Criança Feliz serão capacitados para identificar violência contra crianças

Atualmente a iniciativa conta com mais de 26 mil profissionais em todas as regiões do país
Os profissionais que atuam diretamente nas visitas às famílias do Programa Criança Feliz serão capacitados para identificar violências cometidas contra crianças que estão na primeira infância. A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDCA/MMFDH), lançou nesta semana um edital que vai viabilizar esse treinamento por meio de dois cursos na modalidade de Ensino à Distância (EAD). A ação poderá beneficiar as mais de 870 mil crianças, que são atendidas pelo Programa.
Os agentes do Criança Feliz têm a responsabilidade de visitar as famílias incluídas no Programa. Essa aproximação permite que esses profissionais reconheçam as necessidades de cada contexto e possam pensar em maneiras singulares de intervenção. Por esse motivo, a capacitação desses agentes é de extrema importância para o enfrentamento da violência contra crianças.
Explica o titular da SNDCA, Maurício Cunha. Atualmente a iniciativa conta com mais de 26 mil profissionais em todas as regiões do país.

O primeiro curso terá como tema a “Contextualização da Violência na Primeira Infância”. O segundo vai falar sobre as “Ferramentas para a prevenção e o enfrentamento à violência contra crianças na primeira infância”.

A visitação é o diferencial do Criança Feliz. O programa já tem resultados muito positivos e vamos manter a qualidade do serviço prestado. Através dele, mudaremos o futuro das nossas crianças e para chegarmos lá precisamos investir na qualificação dos profissionais que estão atuando lá na ponta, no município.
Afirma Luciana Miranda, secretária nacional de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania.

A iniciativa ocorre no contexto do biênio da Primeira Infância no Brasil, 2020 – 2021, estabelecido pela lei federal nº 13.960/2019. A ideia é estimular ações formativas e informativas realizadas pelos setores público, privado e da sociedade civil sobre a importância do desenvolvimento infantil e o enfrentamento de toda e qualquer violência nesta etapa da vida.

O edital foi desenvolvido em uma parceria entre o MMFDH e o Ministério da Cidadania, no âmbito do projeto BRA/10/007 – “Boas práticas na implantação e implementação dos sistemas de informação para a infância e a adolescência – SIPIA, Conselhos tutelares e SIPIA, SINASE WEB”.

O Criança feliz está presente em todas as regiões do país e é coordenado pela Secretaria Nacional de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania, tem como público prioritário gestantes e crianças de zero a três anos, ou de até seis anos de idade quando beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Inscrições

Segundo o Edital, serão consideradas elegíveis para desenvolver os cursos pessoas jurídicas que realizam pesquisas e capacitação relativas à área temática proposta. Além do desenvolvimento das capacitações, a instituição selecionada deverá elaborar material digital que será disponibilizado no Portal de Capacitação do Ministério da Cidadania (MC).

As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até o dia 19 de fevereiro de 2021. Para ter acesso ao edital, os interessados devem acessar o portal da Joint Operations Facility – JOF, das Nações Unidas Brasil.

É importante que os licitantes se cadastrem e submetam suas propostas com antecedência. O upload das propostas deverá ser finalizado antes da data e hora limites para recebimento de propostas. O site de inscrições não permitirá o upload de documentos após o prazo limite de recebimento de propostas.

Para dúvidas e mais informações:
[email protected]

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Cidade Cultura Rio

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove colônia de férias para crianças da comunidade

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove até 29 de janeiro a colônia de férias “Fazendo Arte nas Férias” para 20 crianças e adolescentes (de 5 a 15 anos) da comunidade localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. As atividades são gratuitas e acontecem de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, na sede da Cia, localizada na Via Ápia 44/301. Todas as aulas – Hip Hop, Mix Dance, Jazz, Tiktok, Now United, Circo, Artesanato, Oficina Teatral, Danças Urbanas, Musicalização, Percussão e Dança Afro – são voltadas para a linguagem da dança, ministradas pelos professores, coreógrafos e dançarinos Ana Lúcia Silva, Mikael David, Hanna Guimarães, Alexandre Pires, Gleyce Lima e Yara Batista.

É uma colônia de férias com foco na dança, em que as crianças vivenciam diversas atividades artísticas, criativas e lúdicas que contribuem para a formação de um dançarino”, explica a professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva, idealizadora da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura criado por ela na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 1999.

Todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus estão sendo seguidas na colônia de férias. Além de as atividades serem simultâneas e restritas a três crianças por vez, cada participante fica em uma área limitada por uma marcação no piso que restringe o espaço. Além disso, não é permitida a entrada com calçados da rua e todos devem levar sua própria garrafa de água, além de máscara e álcool gel.

 

1 - Colônia Fazendo Arte nas Férias - Cia. Livre de Dança - crédito da foto_Nara Raboredo.jpg

Ana Lúcia e a Cia Livre de Dança

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

Mais informações:

www.instagram.com/cialivrededanca

www.facebook.com/cialivrededancadarocinha

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Brasil Saúde

Verão, crianças e pandemia: 12 cuidados para adotar no período de férias

Estação preferida da garotada, o verão traz dúvida aos pais e atenção redobrada com a saúde e a segurança
Férias, calor, alegria e diversão. Todos esses substantivos são sinônimos do verão, estação que costuma ser a preferida da garotada em todo o país.

O período, no entanto, é repleto de perigos que demandam atenção redobrada de pais e cuidadores, como riscos de afogamento, queimadura solar, desidratação, infecção gastrointestinal, micoses de pele e outros.

Dr. Paulo Telles, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria, lembra ainda que neste ano cheio de desafios por conta da COVID-19, as crianças estão ansiosas e precisando de espaço e liberdade.

“E por isso vale ressaltar mais uma vez: não se esqueçam dos cuidados que ainda devem ser tomados pela pandemia, como evitar aglomerações, uso de máscara em espaços públicos e higiene frequente das mãos. Prefira sempre lugares abertos e ventilados, como parques, praças e praias”, destaca o médico.

Para manter as crianças seguras o pediatra pede que pais e cuidadores fiquem atentos às seguintes dicas:

Risco de afogamento

Crianças na piscina e mar devem sempre estar assistidas, usando boias e coletes adequados para a idade e tamanho, caso não saibam nadar. “Mas fique de olho o tempo todo, cuidado com distrações como o celular e bebidas alcoólicas!”

Atenção ao excesso de sol

Pode causar insolação, além dos riscos das queimaduras solares em médio e longo prazos.

Use muito protetor solar: “FPS 50 ou mais e repasse sempre que a criança for na água ou suar muito e/ou a cada 3 horas. Evite exposição nos horários de maior risco, entre 10h e 16h, em que o sol está mais forte. Chapéus e roupas com proteção UV são sempre bem-vindos”, ensina o médico.

Picadas de Inseto
Cuidado com as picadas de inseto, especialmente nas regiões endêmicas, em que insetos transmitem doenças graves. Dr. Paulo recomenda o uso de maneira adequada do repelente, conforme instruções do produto e idade da criança, e sempre por cima do protetor solar quando for usar ambos.

Beba bastante líquido
Atenção à desidratação! “Cabe aos pais, de maneira ativa, insistir para que as crianças tomem muita água ao longo do dia de diversão.”

Alimentação
Fiquem atentos à alimentação: prefira alimentos mais leves, como frutas, legumes e grelhados e evite frituras e comidas prontas na praia e parques. Lave sempre as mãos antes das refeições porque as viroses intestinais e intoxicações alimentares também são mais comuns no verão.

Atenção redobrada nas brincadeiras
Os acidentes em parquinhos aumentam no verão: cuidado com escaladas, escorregadores e brinquedos altos.

Se for pegar barcos e embarcações, deixem as crianças sempre com colete salva-vidas.

Ao usar bicicleta, patins, skate e patinete, lembre-se sempre de usar equipamentos de proteção de maneira adequada, como capacete, joelheira e cotoveleira.

Cuidado com os fungos
As infeções fúngicas de pele aumentam muito no calor. “Prefira calçados ventilados e troque as roupas úmidas com mais frequência. Dê preferência a roupas leves e claras”, ensina Dr. Paulo.

Bom sono
Mesmo nas férias, atenção ao sono e descanso adequados dos pequenos, porque de manhã precisam estar com as baterias recarregadas para mais um dia de diversão.

Atenção aos automóveis
Faça sempre a revisão do carro antes de viajar, descanse antes de dirigir e use sempre cadeiras de transporte adequados para cada faixa etária.

“Às vezes, medidas simples, como trocar o tênis pelo chinelo, passar repelente e protetor solar podem fazer toda a diferença na saúde e no bem-estar da criança e na tranquilidade e no descanso de pais e cuidadores”, conclui o pediatra.
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Notícias do Jornal Social

A Obra do Berço – Ajude!

Instituição de assistência social, sem fins lucrativos, de utilidade pública estadual, com certificação CEBAS pelo MDS (hoje Secretaria Especial do Desenvolvimento Social). Fundada em 1928, por um grupo de senhoras para prestar serviços de assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com confecções de enxovais, pré-natal e puericultura.

Embora pequena, é grande em sua missão de acolher, desenvolver crianças em seus primeiros mil dias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, além de promover o fortalecimento de vínculos familiares.

Hoje, o cenário de desigualdade social na cidade do Rio de Janeiro torna imprescindível a continuidade destes serviços de apoio à mulher em vulnerabilidade social, em especial àquelas com filhos na primeira infância.

Estas mães precisam deixar seus filhos em local idôneo, que os protejam dos riscos sociais a que ficariam expostos e, sobretudo, ofereça um programa de apoio educativo e suporte emocional, que desenvolvam suas potencialidades cognitivas e fortaleçam os vínculos sociofamiliares.

Muitos são os cariocas que já fizeram parte do quadro de voluntariado por gerações. Seus nomes ficaram escritos na árvore da Obra do Berço na certeza dia bons frutos que colheriam, o fruto de um futuro digno para nossas famílias.

Escreva você também, seu nome lá!

ATENDIMENTO

Segunda a sexta – 8h às 18h

Rua Cícero Góis Monteiro, 19
Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
CEP: 22471-240

CONTATO

Telefones:

(21) 98909-3435 – (21) 2539-3902
[email protected]

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Notícias

Aumenta o número de crianças leitoras entre 5 e 10 anos, aponta pesquisa

O último levantamento da pesquisa Retratos da Literatura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro, identificou um aumento no número de leitores entre 5 e 10 anos. Desde março, mês em que a COVID-19 foi enquadrada como pandemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde), as crianças têm estado fisicamente distantes da escola. Para a diretora da Catapulta Editores no Brasil Carmen Pareras, esse é um movimento que acompanha a chegada do e-commerce mais próximo do dia a dia das famílias.

“Todos nós tivemos de nos reprogramar para transformar nossas casas em escritórios digitais, refeitórios, escolas de ensino à distância e salas de lazer”, explica Pareras. Nesse sentido, a diretora da Catapulta Editores entende que o livro infantil pode ter ganhado um espaço especial nas atividades em casa, entre pais e filhos.

As medidas adotadas para conter a pandemia do novo coronavírus envolveram o isolamento social em diversas regiões do país. Com isso, lojas em diferentes áreas do comércio se mantiveram fechadas e distantes do público, principalmente entre os meses de março e julho deste ano. “Dessa forma, tivemos de acelerar o processo de comercialização por meio de canais eletrônicos. As mídias online nos aproximaram do nosso público, oferecendo um canal de comunicação que nos permite ouvir suas opiniões e sugestões”, explica Pareras.

Foto: Divulgação

Dia a dia em casa

A diretora da Catapulta Editores ressalta a quantidade de pais que relataram a mudança no comportamento infantil no período em casa, sob isolamento social. “Esse foi um dos momentos em que nós, inclusive, lançamos títulos no mercado literário, que têm tido boa aceitação”, acrescenta Pareras.

Um dos lançamentos foi a coleção Timóteo, composta por quatro livros. Indicadas para crianças a partir de quatro anos, as obras apresentam temas do cotidiano e rotina de maneira bastante lúdica. Ao final de cada título, há um jogo para que os pequenos memorizem o que a narrativa os mostrou.

Receber itens de compra em casa se tornou mais comum no período da pandemia. Segundo Pareras, esse é um dos fatores que aproximou toda a família aos livros infantis. “Anteriormente, as crianças se isolavam e ficavam concentradas em jogos eletrônicos. Quando se cansavam, mostravam-se irritadiças e passavam às travessuras, tentando atrair a atenção dos pais.  Com a facilidade de receber nossos livros em casa, pais e filhos se aproximaram e melhoraram a interação. ”

Obras interativas

A boa aceitação do e-commece durante a pandemia indica que a editora segue no caminho certo. “O objetivo da Catapulta Editores é promover a participação da família e estimular as crianças a reconhecer os livros como um meio de informação divertida, desde a idade mais tenra”, acrescenta Pareras.

Cores vibrantes, texturas relevos e sons fazem parte do acervo de títulos da editora. São obras que aguçam o tato, a visão e a audição – o que contribuem para o aprendizado infantil. “Além de estimular e desenvolver a coordenação motora, ao promover a curiosidade e prender a atenção”, afirma Pareras.

A coleção Abremente é a mais importante da Catapulta Editores. Os livros que a compõem foram desenvolvidos por psicopedagogas e já venderam mais de 50 milhões de cópias pelo mundo. “Por conta do conteúdo das obras, elas foram incorporadas a listas de livros paradidáticos. A coleção tem oito livros, que abrange crianças de 3 aos 11 anos”, celebra a diretora.

O período em casa, devido a pandemia, exige que adultos se reinventem para manter as crianças entretidas e se desenvolvendo. A Catapulta Editores oferece alguns títulos voltados para a culinária infantil, como o Chef Mirim, que apresenta receitas de diversos países. São pratos simples de serem elaborados e promovem um momento de interação entre a família.

“Outro ponto positivo é ajudar as crianças a entender sobre a importância de organizar tarefas passo a passo. Com a obra, os pequenos a partir de oito anos têm acesso a utensílios de cozinha, como batedor de metal, fôrma para tortinhas e pão duro, que acompanham o livro”, finaliza Pareras.

Qualidade das atividades em casa é uma característica percebida pela diretora da Catapulta Editores e que encontra outro dado da pesquisa Retratos da Literatura do Brasil. Além do aumento de leitores entre 5 e 10 anos, o levantamento aponta a boa variedade, a qualidade da literatura infantil no país e o investimento das famílias na mediação do livro com os filhos.

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Cultura Destaque

CELEBRANDO 10 ANOS DE TRAJETÓRIA, CIRCUITO CINE CURTA LEVA A MAGIA DO CINEMA PARA MILHARES DE ALUNOS

Celebrando em 2020 seus 10 anos de trajetória, a edição deste ano do Circuito Cine Curta, projeto que na última década levou para milhares de crianças a magia do cinema para as salas de aula das escolas públicas, ganha agora uma maior audiência. Em razão da pandemia provocada pelo COVID-19, o bem sucedido projeto segue em sua missão, porém agora em nova “sala de cinema”, a internet.

Contando com a sempre imprescindível participação de professores, coordenadores e diretores escolares, o Circuito Cine Curta deste ano vai beneficiar um incontável número de alunos, que poderão ver de casa, via celular, computador, tablet ou pela TV, os melhores e mais recentes curtas-metragens da safra de filmes brasileiros, entre os gêneros de ficção, animação e documentário, que estão disponíveis até o dia 30 de outubro no site: www.novabossa.com.br .

O projeto conta este ano com a participação de 100 escolas da rede pública de ensino do Rio de Janeiro e estima alcançar em torno de 7 mil crianças e jovens, de 6 a 14 anos. Desde 2010, o Circuito Cine Curta já beneficiou 132 mil estudantes, em 1.580 sessões, de 152 escolas da rede pública, de 45 bairros cariocas.

Este ano serão exibidos de 12 filmes nos quais o enfoque está em temas como diversidade (raça, religião e direitos), inclusão, meio ambiente, saúde, qualidade de vida e respeito, assuntos extremamente importantes e atuais para as crianças e jovens atendidos pela rede pública de educação. A décima edição Circuito Cine Curta conta hoje com a adesão de 35 bairros do município do Rio de Janeiro, das zona norte, sul e oeste.

O projeto criou e desenvolveu três apostilas com roteiros pedagógicos, conforme a programação dos filmes e correspondentes aos segmentos do Ensino Fundamental I e II. Após o período de exibição, os alunos das escolas participantes são estimulados pelos professores a desenvolverem trabalhos temáticos, que este ano podem ser enviados por e-mail ou via WhatsApp, entre os dias 2 e 13 de novembro. Todos os trabalhos dos alunos serão avaliados por um grupo de curadores, formado por profissionais das Secretarias de Educação e Cultura do Município do Rio de Janeiro.

Os melhores trabalhos serão contemplados com os seguintes prêmios individuais e coletivos: “Professor Mais Engajado” (um tablet e camisa personalizada do projeto); “Turma Mais Engajada” (os filmes e camisas personalizadas). A turma ganhará ainda um prêmio apropriado a idade dos alunos, como pendrives e jogos; “Aluno Mais Criativo” (um troféu, camisa do projeto e um prêmio apropriado a sua idade, como fone de ouvido, jogos e pendrives).

Um bom exemplo do envolvimento das escolas com a iniciativa são os resultados obtidos na edição de 2016, na qual foram realizados pelos alunos mais de 180 trabalhos pedagógicos, entre músicas, maquetes, peças de teatro, objetos e brinquedos, além de livros de histórias.

Na programação desta edição, foram selecionados filmes premiados em festivais nacionais e internacionais, como os curtas de animação “Lé com Cré”, de Cassandra Reis; “As Aventuras de Pety”, de Anahí Borges; os curtas de ficção “Dela”, de Bernard Attal; ‘Lily´s Hair’, de Raphael Gustavo da Silva; e “O Véu de Amaní”, de Renata Diniz.

O principal objetivo do projeto é utilizar o cinema como uma ferramenta pedagógica, contribuindo para que os alunos tenham maior facilidade de assimilar conhecimento nas disciplinas tradicionais, além de incentivar a formação de novos públicos com capacidade crítica. Criado e desenvolvido pela Nova Bossa Produções Culturais, a 10ª edição do Circuito Cine Curta é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e pelas empresas Amil e Valid Soluções, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS RJ.

O Circuito Cine Curta foi idealizado pela atriz e produtora cultural Juliana Teixeira, que assina a curadoria dos filmes juntamente com Alessandra Matos, também responsável pela consultoria pedagógica. Os curtas-metragens são selecionados de acordo com o potencial pedagógico das obras e a adequação de suas respectivas temáticas ao universo infanto-juvenil.

“Esta é a primeira vez que o projeto acontecerá remotamente. Através de ferramentas digitais, os filmes poderão ser visualizados de casa, garantindo a segurança de alunos e professores das escolas atendidas. Neste período ímpar que atravessamos, devido à pandemia gerada pela Covid-19, o projeto se consolida como possibilidade de trabalho pedagógico lúdico e prazeroso, promovendo a manutenção das atividades educativas em ambiente virtual por meio da arte cinematográfica nacional”, diz Juliana Teixeira.

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Cultura Destaque

“A Cigarra e a Formiga – O musical

Inspirado na fábula de La Fontaine, a versão musical do clássico infantil adaptada e dirigida por Allan Ragazzy, ganha novos personagens e músicas originais. Dona Formigana, que vive para o trabalho e os filhos: Formigalha e Formiguel, mora em um formigueiro administrado por um Zangão e assegurado por um grillo. Um dia, o formigueiro recebe uma inesperada visita que torna o local uma verdadeira confusão: Uma Cigarra cantora, vinda da cidade, chega de surpresa para passar alguns dias na região.

Incomodada com a preguiça da cigarra, que só pensa em cantar, Dona Formigana, diz a ela que se não colocar a mão na massa passará fome e frio no inverno. O frio chega, com direito a neve cenográfica caindo sobre o palco, e a Cigarra, desamparada, pede ajuda para a formiga. Após muita resistência, a dona do formigueiro decide abrigar a Cigarra, desde que ela anime e aqueça os outros hóspedes com sua bela voz.

Os arranjos musicais trazem a influência das canções africanas, criando o clima perfeito para o ambiente da peça. Há também jazz, R&B e funk para os números musicais, acompanhados de grandiosos arranjos vocais.

Elenco:

Gabi Rocha – Formigana

Lola Mora – Cigarra

Alanna Bergano – Formigalha

Hugo Faro – Formiguel

 

Ficha Técnica: 

Texto, Direção e Canções Originais – Allan Ragazzy

Assistente de Direção – Kelly Maurelli
Direção e Produção Musical – Denis Goursand
Coreografia – Pablo Ventura
Cenário – Mario Pereira

Adereços – Márcio Menta
Figurino – Paulo Kandura
Iluminação – Allan Ragazzy

Caracterização – Susana Cardoso

Arranjos Instrumentais – Denis Goursand e Nélio Jr.
Fotografia – Helmut Hossmann

Produtor Associado – Allan Ragazzy
Direção de Produção – Deise Reis e Leandro Bispo

Serviço:

17 de outubro a 29 de novembro

Dias: sábados e domingos

Horário: 17 horas.

Ingressos: entre R$ 20,00 e R$ 60,00

Sympla:  https://bileto.sympla.com.br/event/64404/d/89303

Classificação etária LIVRE

Duração 60 minutos.

Teatro Miguel Falabella -Norte Shopping

Endereço: Av. Dom Hélder Câmara, 5474, Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

“A cigarra e a Formiga” estava em temporada (7 de março a 5 de abril), interrompida em 13 de março, devido à Pandemia.

O Teatro Miguel Falabella entende o fundamental papel da cultura e do entretenimento, principalmente em tempos de pandemia. Por este motivo, as medidas de enfrentamento à Covid-19 e os protocolos sanitários de segurança são muito importantes e devem ser seguidos rigorosamente.

Seguiremos as orientações constantes das Regras de Ouro da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro, além das recomendações do Ministério da Saúde: – Nesse primeiro momento o teatro funcionará com até 30% da capacidade, seguindo as medidas de higienização entre as sessões; – NÃO SERÁ PERMITIDO ENTRAR SEM MÁSCARA (a máscara não pode ser retirada dentro do teatro); Não será permitido entrada no teatro com temperatura igual ou superior a 37,8 graus; e outras.

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Notícias do Jornal Social

Projeto do Bem

Foi uma surpresa para equipe, descobrir que o nosso jornal estaria participado das atividades escolares do Projeto Educart, que funciona no Atelier Social Ecoar das Artes, localizado no bairro de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio.

Como forma de amenizar os impactos negativos da suspensão das aulas, a diretora do projeto Eliete Gomes, juntamente com as pedagogas que coordenam o projeto, resolveram utilizar algumas matérias do Jornal Diário do Rio, como fonte de inspiração e conhecimento com propostas de trabalho, em que as crianças realizam de casa e quando prontas, encaminham à sede do projeto, também por lives e divulgam mais diversos grupos que estão inseridos na comunidade local.

 

Foto: Divulgação

As matérias passam por uma seleção e votação para que sejam escolhidas em comum acordo, como objeto de consulta e pesquisa e logo, viram historias em quadrinhos, desenhos, atividades de leitura e redação. Eliete Gomes afirma que tal atividade tem como objetivo principal estimular a escrita, o senso crítico e principalmente o gosto pela leitura.

“Os conteúdos são atuais, necessários e diversificados, com uma linguagem de fácil acesso, o que facilita bastante o nosso trabalho e consequentemente o despertar do conhecimento dos alunos”.

 

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Cultura Destaque

No mês da criança, projeto “Que História Contar?” oferece entretenimento educativo em plataforma online

Estreia em 12 de outubro o projeto “Que História Contar”, uma série de sessões de contação de histórias infantis apresentadas por atores, músicos e palhaços, que vai oferecer entretenimento educativo no mês da criança. Entre os dias 12 e 31 de outubro, às 10h, uma obra diferente será contada, seguida de um bate-papo ou de uma oficina interativa com os artistas na plataforma Zoom. A classificação etária é livre – indicado para crianças a partir de 3 anos. Os ingressos vão de R$ 7,50 a R$ 15 e podem ser adquiridos no site http://sympla.com.br e o conteúdo ficará disponível até 12 de dezembro. O projeto “Que História Contar” tem coordenação da pedagoga e contadora de histórias Fernanda Faria e direção geral do produtor Bruno Mariozz.

Baseadas em obras clássicas como “Rapunzel”, dos Irmãos Grimm, “A festa no céu”, de Ângela Lago, “A pequena vendedora de fósforos”, de Hans Christian Andersen, e no conto chinês “O pote vazio”, as histórias foram adaptadas para abordarem questões como diversidade de gênero, étnico-raciais e acessibilidade. Há também textos contemporâneos como “Sinto o que sinto – A incrível história de Asta e Jaser”, de Lázaro Ramos, “O pequeno príncipe das ruas”, de Allex Miranda e “Ventanera – A cidade das flautas”, de Moira Braga.

Além de ser uma opção de entretenimento educativo para a criançada durante o período de isolamento social, “Que História Contar” tem como objetivo despertar o gosto pela leitura e, principalmente, democratizar e diversificar o universo das contações de histórias e da literatura infantojuvenil. O elenco de 22 contadores é formado por: Alexa Velásquez, Alexandre Moreno, Allex Miranda, Clara Santhana, Danielle Fritzen, Dayse Pozzato, Diego de Abreu, Fábio França, Fernanda Fari, Jorge Oliveira, Leandro Castilho, Lu Fogaça, Luan Oliveira, Matt Trindade, Milton Filho, Moira Braga, Patrícia Costa, Raquel Penner, Thaianne Moreira,Vilma Melo, Viviane Netto e Wladimir Pinheiro.

“Quando eu era criança, negra e de baixa renda, não me recordo de nenhuma história em que o corpo negro fosse protagonista. Por que sempre um castelo e uma casa grande? Cadê a periferia? A casa pequena? Muitas pessoas também não se sentiram pertencentes ou representadas no universo literário”, lembra a pedagoga e contadora de histórias Fernanda Faria, coordenadora do projeto.

“Somos frutos das histórias que lemos, aprendemos, ouvimos e vemos. As histórias formam, se movem e nos movimenta. Acredito que se tivéssemos tido acesso às histórias de gênero, com questões raciais e de inclusão, não seríamos o país que mais mata com o racismo, machismo, homofobia, sem nenhuma inclusão para as pessoas com deficiência”, questiona Fernanda.

Diretor geral do projeto, Bruno Mariozz, da Palavra Z Produções Culturais, enxerga também uma oportunidade de movimentar e apoiar a economia criativa do segmento cultural, que foi duramente atingida com a pandemia. “Reunimos diversos profissionais para que possamos fortalecer a criação artística e proporcionar momentos lúdicos em um momento tão delicado que estamos passando”, diz.

Que História Contar – Luan Vieira – Divulgação

HISTÓRIAS

Abrindo a programação em 12 de outubro, está “Minhas contas”, de Luiz Antonio, interpretada pela atriz Fernanda Faria. A história fala sobre tolerância religiosa ao contar sobre uma amizade de duas crianças abalada pelo preconceito dos pais. O conto tradicional chinês “O pote vazio” ganha interpretação do artista cadeirante Matt Trindade. No conto, um imperador distribuiu sementes de flores para que as crianças de seu reino as cultivassem e lhe trouxessem o resultado d0 trabalho. Ao final de um ano, o menino Ping só conseguiu apresentar um pote vazio. Mas o que parecia um fracasso tornou-se um grande triunfo.

Em “Sinto o que sinto – A incrível história de Asta e Jaser”, de Lázaro Ramos, a atriz Vilma Melo mostra que mesmo para os adultos, lidar com os sentimentos nem sempre é fácil. Isso é o que Dan percebe ao longo de seu dia, enfrentando diferentes situações que o fazem ter que encarar uma mistura bastante diversa de sentimentos. Escrito e contado pelo ator Allex Miranda, “O pequeno príncipe das ruas” narra a história de um homem de negócios que, atrasado para uma reunião, muda o trajeto e tem seu carro enguiçado em uma cidade remota.

“Ventanera – A cidade das flautas” é um texto escrito pela bailarina e atriz cega Moira Braga. Ventaneira é uma cidade fantástica onde flautas voam amarradas em pipas coloridas e só o sopro dos ventos pode tocar esses instrumentos musicais. Um dia amanhece silencioso, sem ventos e sem música. Até que o menino Rudin, o único habitante de Ventaneira que não sabia nem fazer flautas, nem empinar pipas e que só consegue ver o que suas mãos podem alcançar, descobre como trazer a música e a alegria de volta à cidade.

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Destaque Notícias

‘Queremos eternizar momentos inesquecíveis na vida das pessoas’

O atelier Costurinha Andradas, especializado em costuras criativas, promoveu, recentemente, nas redes sociais, o lançamento de seu novo, diferenciado e exclusivo produto: a boneca Lembrança & Afeto. Confeccionada 100% de forma artesanal, utilizando feltro e tecidos, o propósito da criadora, a empreendedora Rosana Serelo, é resgatar um momento feliz que a pessoa tenha vivido de forma especial.

A boneca é produzida por encomenda e, segundo Rosana Serelo, por se tratar de um cenário, o tamanho da Lembrança & Afeto, leva em consideração a área de 30cm x 15cm na base, e as bonecas possuem cerca de 15cm a 20cm. A empreendedora Serelo conta que procura ficar bem atenta às particularidades da foto que vai representar as pessoas envolvidas.

“A confecção da boneca leva em consideração o cenário total do momento afetivo em questão, assim como elementos físicos – cabelos, fisionomia – e visuais -roupas, cores, elementos – das pessoas e envolvidas”, explica Serelo. A primeira Lembrança & Afeto produzida foi para a cliente Aline Lago, que mora em Salvador, Bahia. Ela quis presentear o pai que está em Poços de Caldas, Minas Gerais, e a irmã que vive em São Paulo.

A empreendedora Serelo destaca a questão da riqueza de detalhes. “Nessa primeira produção, as pessoas podem observar na foto e na boneca como, por exemplo, a laranjinha na mão da menina que está dentro de um cesto de roupas limpas, o pezinho tortinho da menininha no sofá listrado, cabelos e rostinhos, o pijaminha do pequeno pônei”, descreve Serelo, com o sorriso de orgulho pelo capricho no trabalho.

Enredo emoção

A primeira cliente a encomendar a Lembrança & Afeto é a zootecnista e professora do Instituto Federal Baiano, Aline de Assis Lago, 34 anos. Atualmente morando em Salvador, Bahia, ela conta que as bonecas representam um momento em família, capaz de emocionar e estimular muitos sorrisos. “As bonecas são um jeito que pensei de enviar um pouquinho de amor e alegria para o meu pai e para a minha irmã. A última vez que estive com eles foi em janeiro. Com a pandemia não pude viajar para acalmar o coração cheio de saudade”, comenta.

Aline Lago explica o enredo da foto que gerou a fabricação artesanal das primeiras bonecas Lembrança & Afeto. “Na ocasião da foto, eu tinha quatro anos e minha irmã Lilian Lago, três. A gente usava roupinha igual para não dar briga rsrsrs! Minha irmã está comendo uma laranja e a escondi no balaio de roupas limpas. A ideia era fazer meus pais a procurarem. Eu falei para a Lilian ficar quietinha. Acredito que o balaio estava tão confortável que a minha irmã dormiu com laranja na mão e tudo”, recorda emocionada.

Atenciosa, Aline lago segue descrevendo o momento: “Meus pais deram falta da Lilian, procuraram em tudo quanto é canto da nossa casa, e nada. Eles me perguntavam ‘Aline, onde está sua irmã?’, mas eu não contava. Até que a minha irmã acordou e: ‘surpresa!’. Meus pais acharam tão engraçadinho que em vez de dar bronca na gente correram para tirar a foto das duas arteiras”, lembra.

Segundo Aline Lago, as bonecas produzidas pelo Atelier Costurinhas Andradas representam com perfeição o momento que tem muito significado. ” É especial, porque minha mãe já é falecida, e como eu, meu pai e minha irmã estamos em cidades diferentes – eu em Salvador, na Bahia; meu pai, em Poços de Caldas, em Minas Gerais; e minha irmã, em São Paulo – a saudade aperta. Esse acontecimento foi engraçado e nos faz lembrar com saudade de estarmos os quatro juntos. Ainda hoje a gente dá muita risada lembrando esse dia”, afirma Aline Lago.

 

‘Senti um calorzinho no coração’

A menina que dormiu dentro do cesto de roupas, Lilian Lago, hoje é engenheira de alimentos, tem 33 anos e reside em São Paulo. Ela não imaginava que estava sendo envolvida na surpresa que a irmã Aline Lago preparava tanto para o pai quanto para ela. “Eu sabia das bonequinhas que a minha irmã tinha me mostrado e que ela disse que ia enviar para o meu pai. Inclusive, a ajudei a escolher a foto, porque sempre nos divertimos, rimos com essa foto. Então, eu escolhi essa foto, porque é muito especial, pois éramos crianças e todos nós estávamos juntos – minha mãe, meu pai e nós duas”, recorda a engenheira.

O que Lilian não imaginava era que ela estava colaborando para a realização da surpresa que a Aline prepara, até que foi comunicada que tinha chegado um pacote para ela. Quando Lilian abriu o pacote encontrou as bonequinhas revivendo um instante da infância de muito valor. “Encontrei as bonequinhas e um bilhete que dizia que era para que nós estivéssemos sempre juntas

No atual cenário de pandemia é a forma que a gente tem de se aproximar, de ficarmos unidas mesmo longe uma da outra. Aí senti um calorzinho no coração, de saber que foi uma passagem muito especial para nós, de lembrar da minha irmã, da minha mãe que faleceu e do meu pai. Lembrar que sempre estamos juntos mesmo que estejamos longes”, finaliza Lilian se esforçando para conter as lágrimas. Ao terminar a fala, a face de Lilian ganhou o desenho de duas linhas de lágrimas de pura emoção.

Serelo comenta que esse novo produto representa o afeto. De acordo com a ela, é a materialização do sentimento de felicidade. “Queremos eternizar momentos felizes na vida de pessoas. Afinal, todos nós temos uma foto ou uma situação que guardamos na memória de um momento feliz que vivemos no passado com a família, amigos ou animais. Presentear dessa forma, ao meu ver é algo incrível e surpreendente”, define.