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Brasil Social

Em 2020 quase 400 mil cestas de alimentos são distribuídas aos povos e comunidades tradicionais

Mais de 222 mil famílias são beneficiadas. Recursos para a ação superam os R$ 45 milhões

Com uma gestão humanizada, voltada para boa execução das políticas públicas, o Governo Federal encerrou o ano de 2020 investindo cerca de R$ 45 milhões para distribuição de cestas de alimentos aos povos tradicionais. O recurso permitiu direcionar os 401,6 mil mantimentos a mais de 222 mil famílias em todo o país.

O recurso vem do orçamento extraordinário, que é 100% destinado para o combate a insegurança alimentar e nutricional causado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com esse aporte, Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNPIR/MMFDH) adquiriu cestas básicas para garantir que índios e quilombolas não saíssem dos locais onde vivem para buscar comida, evitando dessa forma, a proliferação do vírus.

Para a compra, armazenamento e distribuição de cestas de alimentos para os povos e comunidades tradicionais, especificamente indígenas e quilombolas, a SNPIR contou com o apoio de outros órgãos. Termos de Execução Descentralizada (TEDs) foram assinados com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Também foram celebrados Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com a Fundação Cultural Palmares (FCP) além da Conab e Funai.

Segundo dados consolidados pela SNPIR, o gasto com a execução de políticas públicas destinadas aos povos e comunidades tradicionais, além do valor do orçamento extraordinário, soma um montante superior a R$ 9,4 milhões. Com isso, a secretaria executou 95% do previsto para o ano de 2020.

Esse orçamento ordinário foi investido da seguinte forma: aproximadamente R$ 2,9 milhões foram destinados para aquisição de cestas básicas. Foram adquiridas e distribuídas 22,9 mil cestas para famílias quilombolas da Bahia. Os outros R$ 2,5 milhões foram utilizados para pagar indenizações de terras e regularizações fundiárias das comunidades quilombolas.

Outra importante política desenvolvida pela SNPIR é a equipagem dos Conselhos de Promoção da Igualdade Racial. Os kits de equipagem, como são chamados, contém veículos, computadores, smart tvs, bebedouros, caixas acústicas e refrigeradores. A iniciativa contemplou os estados de São Paulo (SP), Mato Grosso (MT), Acre (AC), Pará (PA), Alagoas (AL), Pernambuco (PE), Goiás (GO), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC). O investimento foi de cerca de R$ 2 milhões. Também foram realizadas formalizações de convênios e termos de fomento para políticas afirmativas. O investimento foi também em torno de R$ 2 milhões.

“Com as ações realizadas pela SNPIR no ano de 2020, o compromisso com os Povos e as Comunidades Tradicionais foi reafirmado, mostrando que este Governo valoriza a vida e não deixa ninguém para trás em suas dificuldades e necessidades”, pontuou o recém nomeado titular da SNPIR, Paulo Roberto. “Pretendo trabalhar para que todos os brasileiros possam ter pelo menos o mínimo, para viver dignamente. Também para que as populações que não têm visibilidade possam ser contempladas com políticas específicas. O preconceito, a meu juízo, decorre da falta de conceito, ou seja, por vezes você discrimina por não conhecer. Vamos trabalhar no sentido de cumprir o mandamento constitucional de reduzir as desigualdades e combater o preconceito.”, disse.

Regularização de terras

Em 2019, a SNPIR investiu cerca de R$ 1,9 milhões em indenizações que beneficiaram cerca de 848 famílias quilombolas com 3.790 pessoas em 7 comunidades quilombolas nos estados do Ceará, Paraíba e Bahia.

Com os recursos destinados em 2020 (R$ 2,5 milhões), significa que houve um aumento de 36% em relação ao ano passado.

Esses recursos beneficiaram cerca de 994 famílias quilombolas e aproximadamente 4.980 pessoas, em 3 Comunidades Quilombolas nos estados do Maranhão (MA), Tocantins (TO) e Mato Grosso (MT), que com a regularização dos territórios quilombolas de Santa Rosa dos Pretos, na cidade de Itapecuru Mirim (MA), Kalunga do Mimoso, em Arraias (TO) e Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT), terão acesso a todas as políticas públicas. Serão 3,6 mil hectares.

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Destaque Rio

Hemorio faz campanha em busca de jovens doadores de sangue

No Hemorio, o percentual de doadores de sangue na faixa etária de 16 a 18 anos não chega a 0,1% do total. Na faixa de 18 a 25 anos, o número sobe para cerca de 10%, destacou Amorim.

Segundo o médico, o objetivo da campanha é mostrar aos jovens que eles são bem-vindos ao Hemorio, que, neste momento, precisa da doação de sangue deles para atender as pessoas que estão internadas.

Os voluntários com idade a partir de 16 anos podem doar sangue com o consentimento dos pais ou responsáveis legais. Para isso, devem imprimir formulário próprio encontrado no site do Hemorio e, após a assinatura dos pais ou responsáveis, podem se dirigir à sede do instituto, na Rua Frei Caneca, 8, centro da cidade, durante todos os dias da semana, incluindo feriados, no horário das 7h às 18h.

Vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, o Hemorio só fecha no dia 1º de janeiro.

Pandemia

Com a pandemia, as doações caíram, em média, 10% no período de 16 de março, quando foi decretada a quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus, até o dia 20 de setembro, na comparação com igual período de 2019. A doação de sangue pode ser feita por pessoas que tenham de 16 a 69 anos de idade, que pesem, no mínimo, 50 quilos e estejam bem de saúde.

Todos os doadores devem apresentar documento de identidade oficial com foto. Não é necessário estar em jejum, bastando apenas evitar comer alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes.

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Rio

Rota da Leitura recebe mais de quatro mil livros em um mês

Mais de quatro mil livros doados em apenas um mês. Exemplares que serão ferramentas para a libertação de livros e montagem de salas de leitura em diversas ações pelo estado. Lançado no dia 4 de junho pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), o Rota da Leitura já percorreu bairros das Zonas Sul, Norte e Oeste, valorizando e divulgando a corrente solidária em prol do incentivo ao hábito da leitura. No total, foram 4.011 livros neste período.

Após o carro buscar os livros nas casas dos doadores, a Superintendência de Leitura e Conhecimento da Sececrj faz a triagem de todo o material na Biblioteca Parque Estadual, realizando a higienização e classificando por segmento. Na lista estão clássicos, como ‘Mundo de Sofia’, ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ e ‘O Pequeno Príncipe’, e o best seller ‘Uma Breve História da Humanidade’.

“Livros foram feitos para serem lidos, é com essa ideia que pessoas estão se voluntariando e doando livros, criando uma grande corrente literária”, conta Pedro Gerolimich, superintendente de Leitura e Conhecimento da Sececrj.

Para se inscrever, os interessados em doar livros para o projeto podem entrar em contato pelo Whatsapp (21) 99906-3675 ou pela internet no link. São aceitos no roteiro a ser traçado no mínimo 10 livros, que podem ser de qualquer estilo, tem que estar em bom estado de conservação e não pode apenas ser didático (caráter pedagógico utilizado nas escolas). O material, que será higienizado, vai ser utilizado em ações em locais com baixos índices de leitura e pouca oferta de equipamentos culturais. Os doadores vão ganhar um Diploma de Amigo da Leitura.

Temos um carinho muito especial com esse projeto e ficamos felizes com a boa aceitação. São mais de quatro mil livros que serão importantes para incentivar a leitura em todo o estado. E reforçamos que as inscrições estão abertas e todos podem doar”, disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

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Rio

Grupo Servidone e Diário do Rio: parceria em doações de alimentos

Por Franciane Miranda

Dois caminhos que talvez não se cruzassem se não fosse uma das atitudes mais nobres produzidas pelo ser humano: a generosidade. Um, atuando na maior metrópole do país, São Paulo, e o outro em Queimados, na Baixada Fluminense. Brasileiros separados pela distância, mas interligadas por um sistema globalizado de informações. A tecnologia fez a ponte de comunicação entre o ‘pedido’ e a ‘ajuda’, ambos conectados na mesma sintonia: ajudar ao próximo.

De um lado, o Grupo Servidone. Com um olhar social, tem ajudado há anos institutos de apoio sócio cultural a crianças, adolescentes e famílias de baixa renda, com responsabilidade e comprometimento. A empresa, que atua no segmento de assessoria e consultoria empresarial, está no mercado brasileiro desde 1996.

Do outro, a jovem Louraine Rodrigues. Ela, que sempre esteve ligada à ação social, lembra que iniciou com trabalhos solidários na igreja que frequenta, quando começou a ajudar aos mais necessitados que moram próximos de sua casa. Um dia viu uma amiga publicar que havia pessoas precisando de alimentos e logo começou a republicar o pedido. O retorno foi positivo e imediato: os produtos recolhidos das doações foram entregues às famílias das comunidades de Nova Iguaçu e Queimados. “A gente tenta levar essa cesta até ela”, destaca Louraine quando se trata de alguém que mora em outra cidade.

Seu vizinho José também foi um dos contemplados

A solicitação recente feita nas redes sociais pela Louraine, de forma simples, mas verdadeira, foi o suficiente para que o Grupo Servidone se solidarizasse. Mesmo sem a conhecer, a empresa percebeu que a causa era nobre e decidiu entrar em contato com ela. “Uma mensagem direta e nobre e que mereceu nossa atenção, fazendo com que a empresa se prontificasse a ajudar”, destaca a empresa. Ela, além de doar 45 cestas aqui no Rio, em parceria com o Instituto Impactando Gerações, também doou cestas básicas e caixas de bombons nesta Páscoa para 100 famílias na capital paulista.

Louraine conta que várias pessoas participam da ação voluntária e fica comovida como todos se dispõe a ajudar e contribuir. A técnica em contabilidade afirma que durante a pandemia já distribuiu cerca de trezentas cestas e ajudou quase quinhentas famílias. Ela confia que a caridade e o amor ao próximo são fundamentais para o crescimento de todos. “A solidariedade é fundamental para o desenvolvimento de uma comunidade”, disse Louraine. “Estamos aceitando doações, pois doar é um ato de amor”. Ela aproveita para deixar o seu contato aos interessados em compartilhar desse mesmo caminho de solidariedade. Anote aí o seu telefone: (21) 96524-4843.

Servidone e Diário do Rio

O Grupo Servidone e o Diário do Rio se uniram para que os alimentos chegassem ao projeto social da jovem Louraine. O jornal, que também apoia outras ações sociais, reconhece a importância da colaboração das empresas no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Mesmo o momento sendo complexo para muitos empresários, alguns seguem ao lado da população, prestando assistência e tornando este período menos trágico.

O Grupo Servidone é um bom exemplo disso. O grupo também contribuiu para a compra de matéria-prima usada na confecção de máscaras que serão distribuídas nas comunidades carentes em Guarulhos, região metropolitana paulistana. Para esta ação eles contaram com ajuda de voluntários. Outras 100 cestas básicas foram entregues no Estado mais afetado pela pandemia.

Foto: Divulgação