Categorias
Destaque Economia Notícias do Jornal

Novo auxílio emergencial pode ressuscitar CPMF

 

Por Claudia Mastrange

Um dos assuntos de maior interesse da população e que tem gerado maior debate no meio político é a volta do auxílio emergencial.  O grande impasse fica por conta de viabilizar recursos para pagar o benefício, que deve voltar a ser pago em março, após um pente fino para reavaliar a real necessidade de cada beneficiário.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a renovação do auxílio não virá de um novo imposto, como foi especulado em informações que circulam na mídia e nos bastidores políticos, inclusive entre assessores mais próximos de Guedes. A proposta era criar uma alíquota temporária de 0,05% a 0,10% sobre as transações financeiras, aos moldes da antiga CPMF.

O ministro declarou, em entrevista à Globonews, em 10 de fevereiro, que as discussões sobre a retomada do auxílio emergencial devem ser acompanhadas da responsabilidade fiscal. Segundo Guedes, o dinheiro para bancar uma nova rodada do benefício terá de vir do próprio Orçamento deste ano e não ser financiado pelo aumento da dívida pública.

“Temos o compromisso com as futuras gerações do Brasil. Temos que pagar pelas nossas guerras. Se estamos em guerra com o vírus, temos que arcar e não simplesmente empurrar esse custo para as gerações futuras”, afirmou o ministro. Argumentando que a economia e a saúde caminham juntas, Guedes disse que os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, estão empenhados em conciliar as demandas sociais com a responsabilidade fiscal

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) confirmou estar em busca der uma solução para a nova rodada do auxílio emergencial, que não passe pela adoção de um novo imposto. “O momento de se dimensionar criação ou extinção de tributo é na reforma tributária. Nós vamos buscar uma solução, com fundamentos econômicos, sem que haja a necessidade da criação de impostos. Pelo menos, esse é o ideal de se fazer”, declarou.

“A sociedade não aceita pagar mais impostos”

A Fiesp (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou nota se posicionando contra a possível volta da CPMF, enfatizando que aumento de carga tributária “é tudo o que o Brasil não precisa”.  De acordo com a instituição o caminho é claro: Auxílio Emergencial sim, novos impostos não. “A sociedade não aceita pagar mais impostos”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A nota reforça ainda que, em 2020 o déficit geral aprovado pelo Congresso e aceito pelo mercado para enfrentar a pandemia foi de R$ 916 bilhões. No final, o déficit verificado foi de R$ 703 bilhões. Ou seja, quase R$ 200 bilhões a menos do que o aprovado. “Como a pandemia não acabou, nada mais justo do que socorrer os mais necessitados com um mecanismo semelhante, e não com mais impostos que tiram dinheiro da economia, dificultam a retomada da atividade econômica e geração de empregos e se perpetuam no tempo, como já vimos diversas vezes na história do Brasil”, encerra a nota.

O auxílio emergencial foi liberado para 68,2 milhões de trabalhadores no último ano, em parcelas de 600, 300 e 200 reais. O benefício chegou a 32,2% da população brasileira e cerca de 40% das residências. Foi financiado originalmente por  emissão da dívida pública, totalizando R$ 294,6 bilhões de gastos nos cofres públicos.

É preciso planilhar gastos e redirecionar recursos de áreas que não sejam absolutamente prioritárias para socorrer a população mais necessitada, já que a pandemia não acabou. Criar um novo imposto é sangrar mais uma vez o bolso dos brasileiros  para uma demanda que é atribuição do governo. É um absoluto contrasenso.

 

 

Categorias
Economia Notícias do Jornal

A gangorra do desemprego

 

Em um ano, 11,5 milhões perderam emprego no setor privado, enquanto setor público contratou 145 mil

 

A pandemia trouxe como consequência muito desemprego e movimentos diferentes,  nos setores público e privado. Entre os meses de setembro de 2019 e de 2020, 11,5 milhões de brasileiros perderam seus postos de trabalho no setor privado,  número recorde, segundo estudo da consultoria IDados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Trimestral, do IBGE. Na contramão, nesse mesmo período, o setor público criou 145,4 mil empregos.

Mariana Leite, pesquisadora do IDados , explica : “o ciclo de contratações do setor público acompanha muito mais o calendário das eleições do que a economia do país”, diz.  “Até porque os servidores, em sua maioria, têm estabilidade no emprego. E a demanda por serviços públicos, em momentos de crise, não diminui tanto quanto a demanda por serviços privados”, analisa

As diferenças nesse fluxo indicam que as desigualdades no mercado de trabalho devem ser reforçadas pela crise atual. Isso porque, além de criar vagas, o funcionalismo paga o dobro da iniciativa privada. De acordo com o IDados, a remuneração média dos servidores era de R$ 3.951 em setembro de 2020 – valor 94,4% superior aos R$ 2.032 oferecidos pela iniciativa privada

Movimentos público/privado à parte, a taxa de desemprego alcançou 14,1% no trimestre entre setembro e novembro de 2020. É o mais alto percentual para esse trimestre móvel desde o início da série histórica da  pesquisa PNad, em 2012. O total de desempregados no país foi estimado em 14 milhões.

Na comparação com o trimestre encerrado em agosto, quando registrou 14,4%, o cenário é de estabilidade, até pela gradual volta às atividades, com a flexibilização e abertura de comércio e retorno ao trabalho. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o aumento é de 2,9 pontos percentuais.

 

Muitos desistiram de procurar emprego

O levantamento do IDados evidencia um diferencial importante na  atual crise do mercado de trabalho: muitos brasileiros desistiram de procurar emprego. Entre dezembro de 2015 e 2016,  quando havia uma combinação de uma crise econômica e política foram perdidos quase 2 milhões de empregos privados. Agora, a perda de postos de trabalho causada pela pandemia é cerca de seis vezes maior do que a verificada na última recessão.

“Em outras crises, o que a gente via, principalmente na de 2014, era uma saída muito forte do mercado formal, mas ela era compensada com uma maior informalidade da população”, afirma Mariana, do IDados.

 

“Dessa vez, o que parece estar acontecendo é que, por falta de emprego, a população tem saído totalmente da força de trabalho”, diz a pesquisadora.

Categorias
Janaina Macedo Calvo | Desenvolvimento Pessoal & Finanças Notícias do Jornal

Hora de trocar o planejamento pela realização

 

O ano de 2020 terminou com um grande ensinamento: planejamento. E 2021 inicia com uma grande promessa: realização. Ano de realizar o que ficou retido. Agora com mais foco, mais vontade de vencer, principalmente com os aprendizados adquiridos dos momentos de seca. E com planejamento. Nada de reclamar ou de sentir pena do que passou. Agora é hora de sentar com sua família ou sozinho e redesenhar as prioridades.

Janeiro é um mês maravilhoso, porém cheio de tributos, materiais escolares, pagamentos das folias do natal e ano novo. Como priorizar? Tenha foco. Agora é hora de se preparar para a guerra. Sim, guerra. Apesar de falarmos das promessas de 2021, se não agirmos como guerreiros e comandantes e planejarmos as ações não teremos êxito.

Coloque num papel todos os gastos: água, luz, celular, internet, mercado, etc. Qual a sua receita mensal? Para vencer é preciso se lembrar que a meta é viver com 90% do que ganha.

Experimente acompanhar seus gastos diários por 30 dias. Já mencionei que a dívida é nosso pior inimigo. E eu sei que não é fácil abandoná-la. Às vezes podemos fazer um acordo para quitar o cartão de credito e quando percebemos já estamos novamente usando e a dívida ficando maior. Percebe que é o nosso comportamento que deve mudar?

Devemos declarar guerra aos hábitos causadores das dívidas. E digo isso porquê estamos no início do ano. É hora de fazer uma declaração para si mesmo: Vou mudar!

 A dívida é fruto de gastos de previsão de fluxo caixa futuro em troca de gratificação imediata. Para ter controle das dívidas primeiro temos que descobrir onde está o vazamento. E fazemos isso através de um orçamento (Existem várias planilhas de orçamento gratuitas na internet, caso deseje pode baixar gratuitamente www.palestrafinanceira.com.br). Seu orçamento é a chave para a liberdade financeira. Se você não estiver disposto a seguir um orçamento dificilmente conseguirá mudar financeiramente e certamente passará a vida vítima de sua situação. Orçamentos dirão se você está ganhando ou perdendo a guerra.

Agora que já está acompanhando seus gastos por 30 dias, anotando tudo: cafezinho, um novo par de meias, noitadas, salão de beleza, sempre definindo qual a categoria do gasto: alimentação, moradia, entretenimento, presentes, dívida, etc. já é possível analisar onde os gastos estão indo.

Por exemplo, alimentação: será que era preciso mesmo comprar aquele salgadinho ou era um desejo? Procure separar o que é necessidade do que é desejo. Faça uma anotação, NB para necessidades básicas e D para desejos. Isso será muito revelador a respeito do porquê você está onde está financeiramente.

Muitos perceberão que estão em déficit, ou seja, estão gastando mais do que ganham. E é hora de cortar e viver um estilo de vida que corresponde com o seu rendimento. É hora de colocar o ego de lado. A meta é criar um excedente e acredite: Você estará fazendo algo muito importante com o excedente que irá aprender a criar. Desista agora de viver de sonhos para seguir em frente e ter uma vida frutífera.

É uma decisão difícil, eu sei. Ainda mais que vivemos de aparência e de mostrar nas redes sociais que somos incríveis. Você já é incrível do jeito que é. As pessoas que realmente importam estarão com você, independente do que você tem. Seus pais, seus filhos, seus amigos verdadeiros…

Tudo isso passa. Precisamos aprender que o importante não é chegar lá e sim o caminho para chegar lá. Conte comigo nessa trajetória.

Janaina Macedo Calvo

Doutoranda em Administração e Sustentabilidade, Economista, Professora da FGV,  autora e palestrante.

Categorias
Brasil Economia

Inflação oficial de 4,52 não representa realidade dos brasileiros – veja o que fazer

Os dados referentes à inflação oficial de 2020 no Brasil foram acima da expectativa, fechando o ano em 4,52%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um grande aumento, sendo a maior alta desde 2016, quando ficou em 6,29%.

O percentual é apontado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Contudo, é fácil constatar em qualquer ida ao supermercado, feira ou varejão que esse aumento não representam a realidade no bolso dos brasileiros, que tem sofrido muito mais com a inflação real, que é outra em relação à inflação oficial.

Sempre afirmo que o principal vilão das finanças da população é a inflação real. Ela causa a perda do poder aquisitivo do dinheiro. Mesmo os poupadores perdem dinheiro com o vilão da inflação verdadeira. Praticamente nenhuma aplicação consegue repor a perda desse valor.” Diz o PHD em Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

A inflação real sempre existirá e será diferente da oficial, ela está relacionada aos produtos que realmente adquirimos e nas contas que realmente pagamos, sendo que na definição da inflação oficial são utilizados outros fatores. O que precisamos fazer é ficar atentos com o dinheiro que se ganha e, principalmente, como se gasta.

Digo isso por ter claro que o impacto da alta dos preços para população é muito maior do que os números oficiais apontam. E para que uma família tenha essa certeza disso é muito simples, basta fazer uma comparação de seus gastos cotidianos de três anos para cá.
Quanto era possível comprar antes com uma simples nota de R﹩ 100,00 e quanto é possível comprar agora? A resposta o próprio Governo Federal deu, com o lançamento de uma nova nota de R﹩ 200,00. Em uma análise simples se observa que foram muitos os produtos de consumo básico que subiram muito acima da inflação, exemplos recentes foram arroz e o óleo de cozinha. 
Por isso, antes de tomar qualquer decisão com base no índice oficial de inflação é preciso uma análise aprofundada dos gastos. Isso pode ser realizado por meio de um apontamento de despesas ou uma planilha, no qual se anota todos os gastos diários por itens. Recomendo como ideal fazer isso apenas um mês durante o ano se tiver renda fixa e até três vezes se for variável.

Esse cuidado é importante para que perceba aonde vão todos os valores e também o que está apresentando um efetivo aumento no decorrer dos anos. Por fim, haverá o benefício de eliminar gastos desnecessários que minimizam a capacidade de poupar e realizar sonhos.

Ao perceber o real impacto da inflação em sua vida, o consumidor poderá também observar que o aumento de seu salário não arcará com o aumento do custo de vida, não responderem mesmo as perdas inflacionárias oficiais, sendo necessário repensar o consumo.

Já em relação ao aumento dos alimentos, a única orientação possível é realizar uma melhor pesquisa de preço e que repense seu cardápio diário constantemente, pensando em produtos que possam se adequar a uma refeição saudável e mais barata. Acredite, é possível, mas demanda um pouco de tempo, pesquisa e criatividade.
Sobre Reinaldo Domingos
Reinaldo Domingos está à frente do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – https://www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (https://www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira .
Categorias
Brasil Destaque Economia

O impacto na economia após o fim do auxílio emergencial e dos benefícios às empresas

Economista Alessandro Azzoni comenta quais são as medidas que o governo pode tomar para recuperar a economia
A continuação da pandemia e de seus efeitos negativos na economia do país, somada ao fim do auxílio emergencial oferecido pelo governo brasileiro, certificam uma dura realidade: milhões de brasileiros começaram o ano sem ter como pagar suas contas. Essa ajuda, que se mostrou primordial para enorme parcela da população, chegou ao fim sem nenhum anúncio de um novo programa social para substituir a renda extra. Pesquisa recente publicada pelo Datafolha apontou que, entre as famílias que receberam o benefício, 36% não têm outra fonte de renda.

O advogado e economista Alessandro Azzoni confirma a previsão de um cenário preocupante para esse início de 2021. “Com o fim do auxílio emergencial, teremos uma queda acentuada no poder de compra das famílias, o que irá provocar uma natural retração da demanda. Essa ajuda deveria continuar, pois as famílias poderiam equilibrar a renda e sobreviver, pois não têm de onde tirar recursos. E se você partir para um novo isolamento social horizontal, como foi feito em algumas cidades, isso neutraliza alguns setores empresariais e causa um impacto na economia”, afirma Azzoni.

Embora defenda a manutenção do auxílio, o economista reconhece que o governo atingiu o teto de gastos e precisa arrumar recursos para oferecer novos incentivos. “As saídas são: ampliar o teto dos gastos públicos, aumentar a arrecadação ou reduzir gastos do governo”.

Alessandro Azzoni aponta algumas saídas. ” O governo tem que fazer a sua lição de casa, continuar com as reformas propostas e o pacote de privatizações, que ainda não avançou. As privatizações reduzem os gastos da máquina e geram capital para o caixa do governo, em um fluxo positivo. Isso seria um dos passos que ainda não avançou”, comenta Azzoni.

O segundo passo, vital segundo o especialista, passaria pelas reformas administrativa e tributária. “A reforma administrativa é uma das mais importantes na minha opinião, pelo alto custo da folha de pagamento. Se você somar os gastos com previdência e funcionalismo público, temos quase 90% do orçamento comprometido. Isso provoca endividamento para tocar as obras de infraestrutura. E a reforma tributária tem que ser mais favorável ao setor produtivo, deveria trazer redução da carga, mas nenhuma das propostas apresentadas falam em reduzir, pelo contrário, falam em aumento, além da criação de um imposto sobre transações eletrônicas”, critica Azzoni.

A alta carga tributária do país é apontada como um obstáculo ao crescimento pelo economista. “Se você reduz os tributos, você consegue aumentar a arrecadação e isso pode ser feito. Precisamos reduzir esses impactos tributários. A tabela do Imposto de Renda, por exemplo, está defasada desde o governo Lula. Com isso, várias faixas salariais que estariam isentas hoje ainda pagam tributos”, finaliza.

Categorias
Economia

Planejamento financeiro para 2021: vale a pena fazer? Veja 8 passos para não errar

Depois de um ano totalmente atípico, no qual todo planejamento se perdeu por causa de uma pandemia, muitas pessoas se perguntam se vale a pena se planejar para 2021, principalmente na parte financeira. Para Reinaldo Domingos, educador financeiro do canal Dinheiro à Vista, em relação às finanças, não só vale a pena, como é fundamental se planejar.

“As pessoas planejadas passam melhor por imprevistos, pois possuem uma melhor visão do futuro, é mais fácil readequar um caminho do que construir do zero. Assim, colocar no papel as despesas previstas para 2021 é o primeiro passo para não perder o controle financeiro ao longo do ano. Para quem não tem o hábito de planejar o uso do dinheiro, o momento é agora: o início do ano é um marco na mudança comportamental”.

Reinaldo considera válido o uso de planilhas neste caso, para que as informações possam ser acessadas ao longo do ano com facilidade. Mas, para simplificar o caminho, o educador financeiros elaborou um passo a passo para colocar em prática:

Coloque no papel
Coloque no papel os compromissos dos próximos 12 meses, como datas comemorativas, pagamento de impostos (IPVA e IPTU), matrícula e material escolar, etc. Registre o valor previsto a ser gasto com cada uma dessas atividades. Claro, os números podem mudar no meio do caminho, mas é importante já ter uma ideia para se programar;

Anote as parcelas
Caso tenha parcelas de compras feitas que se estenderão por 2021, elas também devem estar registradas nesse planejamento, para fazer parte do orçamento financeiro dos meses seguintes;

Fale com a família
Sente e converse com todos os integrantes da família, inclusive as crianças, para falar sobre os sonhos individuais e coletivos. Esse é um passo muito importante para mudar a forma como a família lida com o dinheiro, passando a entender que ele é um meio para realizar sonhos. Viajar, trocar de carro, casa ou sair das dívidas são objetivos a serem considerados.

Pesquise os sonhos
Procure saber quanto custam e fazer cotações até achar a melhor possibilidade de preços para realizá-los. Assim você tomará os primeiros passos para realizar sonhos, seus e de sua família. Isso é o planejamento, agir com antecedência;

Poupe dinheiro
Guarde dinheiro para cada sonho simultaneamente e escolha o melhor investimento de acordo com o prazo de realização de cada um. Para os de curto prazo (até um ano), coloquei na caderneta de poupança, para os de médio prazo (de um a dez anos), no CDB, Tesouro Direto, fundos de investimento, aos de longo prazo (acima de dez anos), Tesouro Direto, previdência privada e ações são boas opções;

Reduza despesas
Façam um diagnóstico financeiro, ou seja, anotem tudo o que for gasto ao longo de um mês, separando as despesas por categorias (energia elétrica, água, alimentação, combustível, telefone, etc.), para saber onde exatamente se pode diminuir ou até mesmo cortar. Acreditem, todos nós temos, pelo menos, 20% de desperdício ou exagero nas contas. Assim também saberá como está gastando cada centavo do dinheiro;

Mude o orçamento mensal
Mude a forma como elabora o orçamento financeiro mensal. A partir de agora, calcule da seguinte maneira: Valor ganho, menos valor dos sonhos e depois tirar o valor das despesas, isto é, priorize os sonhos e não as despesas, e não mais o valor dos ganhos, menos despesas e o que sobrar será lucro ou prejuízo. Depois que tirar o valor destinado aos sonhos, com o que sobrar, adeque o seu padrão de vida;

Alerta: inadimplência
Caso esteja inadimplente, é necessário fazer uma verdadeira faxina financeira, buscando pela causa do problema. Não adianta procurar o credor para pagar sem saber das suas possibilidades, do quanto possui para quitar as parcelas, então pode acabar se enrolando ainda mais. Reeduque-se financeiramente para realmente iniciar um novo ano, com uma vida nova.
Categorias
Destaque

STF mantém Rio no Regime de Recuperação Fiscal

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, concedeu,em 24 de dezembro, uma decisão liminar mantendo o Estado do Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Na sentença, Fux estabelece a permanência no Regime e concede o bloqueio da cobrança de débitos de R$ 2,9 bilhões pelo Tesouro Nacional.

O Estado do Rio de Janeiro recorreu ao STF na última terça-feira (22/12), por meio de uma Ação Cível Ordinária (ACO), para frear a execução de uma dívida de R$ 7,4 bilhões com a União. O montante inclui, além dos R$ 2,9 bilhões cobrados pelo Tesouro, R$ 4,5 bilhões de um empréstimo feito com o banco BNP Paribas em 2017 e que tem como garantia a receita da alienação das ações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O objetivo da ação foi evitar um colapso nas contas fluminenses.

Na sua sentença, Fux estabelece que a permanência no Regime será dentro das condições determinadas em agosto pelo Tribunal de Contas da União (TCU), segundo as quais o estado se manterá no RRF até que se chegue a um acordo com o Ministério da Economia para a revisão do Plano de Recuperação Fiscal (PRF)

O Regime de Recuperação Fiscal, assinado em 2017, foi homologado com fim previsto para 2023. Assim foi tratado pelo Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (CSRFF) desde o início do RRF, conforme mais de 20 documentos enviados ao estado. No entanto, faltando poucos meses para completar os três primeiros anos, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mudou de entendimento. Diante do impasse, o governo do Rio entrou com um pedido de conciliação na Advocacia-Geral da União (AGU). Ao mesmo tempo, o TCU, por ato próprio, autorizou o Estado do Rio a permanecer no RRF, desde que o estado solicitasse a permanência e iniciasse as tratativas com o Ministério da Economia para rever o PRF.

O Estado do Rio, por meio da Secretaria de Fazenda, cumpriu todas as determinações da liminar e entregou neste mês o cenário-base e novo Plano de Recuperação Fiscal com um ajuste fiscal de mais de R$ 50 bilhões para os próximos dois anos – de acordo com o RRF em vigor. No entanto, o governo estadual foi surpreendido, no mesmo dia da entrega, com um novo entendimento da STN sobre a decisão do TCU, de que o estado não estaria sob o Regime de Recuperação Fiscal desde 5 de setembro de 2020. O estado então recebeu cobrança inicial de R$ 2,9 bilhões referentes a dívidas suspensas entre 5 de setembro e 30 de dezembro de 2020.

A liminar concedida pelo STF nesta quinta-feira é importante pois a exclusão do RRF comprometeria de maneira quase que irreversível as finanças do Estado do Rio, afetando diretamente o combate ao novo coronavírus e o pagamento em dia de servidores públicos e fornecedores.

Foto: Reprodução

Categorias
Destaque Economia

Confiança do comércio recua 3,8 pontos em outubro, diz FGVços médios de combustíveis

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,8 pontos de setembro para outubro deste ano. Com isso, o indicador passou para 95,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, e interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas.

A confiança do empresário caiu em todos os seis principais segmentos do comércio brasileiro pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, recuou 1,5 ponto, para 105,1 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, caiu 5,8 pontos para 86,6 pontos.

“Apesar do resultado negativo na ponta, a percepção sobre o ritmo de vendas no mês segue mais positiva, acima dos 100 pontos. Por outro lado, a significativa queda das expectativas mostra que os empresários estão se tornando cada vez mais cautelosos com a sustentabilidade da recuperação. A falta de confiança do consumidor e a incerteza sobre o período pós programas de auxílio do governo, parecem contribuir para esse sinal de alerta”, afirma o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.

Com informações: Agência Brasil

Categorias
Carlos Augusto | Opinião Colunas

CHEGOU A HORA DOS RICOS PAGAREM AS CONTAS

O relatório produzido pelo Banco suíço UBS e da Consultoria PWC divulgado recentemente, aponta que os bilionários do mundo tiveram suas fortunas ultrapassando a cifra de US$ 10 trilhões e que o volume da riqueza acumulada durante esse período de pandemia da Covid-19, bateu novo recorde, ou seja, os bilionários lucram muito com a pandemia enquanto milhares perderam a vida e outros milhares vivem na miséria absoluta.

Paralelamente, o Banco Mundial revelou que a pandemia poderá aumentar em até 150 milhões de pessoas que estarão vivendo em extrema pobreza até 2021, significando que 9.4% da população mundial estará vivendo abaixo da linha da miséria.

Se levarmos em consideração que no Brasil, 12 milhões que vivem abaixo da linha da miséria e que 82 milhões da população brasileira está passando dificuldades financeiras, concluímos que 10% da população mundial que vivem abaixo da linha da miséria são brasileiros, ou seja, é uma triste constatação, principalmente se levarmos em consideração que no ranking da pobreza só estamos perdendo para as áreas da África Subsaariana.

Essa situação de miserabilidade da população mundial e em particular os 12 milhões da população brasileira, nos leva a refletir de que está na hora da parcela da população rica e abastada assumir sua responsabilidade social e abrirem mão de lucros absurdos e dividi-lo com os mais necessitados.

Está na hora dos nossos governantes assumirem uma postura de fato social, abrindo mão de suas regalias extra salarial destinando-as para o povo sem teto vivendo abaixo da linha da miséria, passando fome. É inconcebível, fora da realidade do povo brasileiro um senador ganhar cerca de R$ 51.036,00 de auxílio moradia o que soma cerca de R$ 4.133.916,00 para os 81 senadores anualmente. Na Câmara a situação não é diferente: cada deputado recebe R$ 51.036,00 por ano o que significa uma despesa no montante de R$ 2.618.166,80 por ano para os 513 deputados. Com salário de R$ 33.763,00 desnecessário os auxílios extras que eles recebem. Abrir mão dessas regalias é um dever cívico, é uma atitude altamente democrática.

Está na hora de uma profunda reforma eleitoral que acabe com esses partidos políticos cartoriais que consome vultosas quantias de dinheiro público e da corrupção.

No judiciário também é uma afronta os gasto com ministros do STF.  Em Auxílio Moradia eles consumiram R$ 972.735,47 no ano de 2019.

Também está na hora de uma profunda reforma do judiciário eliminando dezenas regalias salariais e destiná-las para amenizar a dor daqueles milhares que vivem na miséria absoluta.

Chegou a hora dos ricos pagarem as contas ou vão ter pesando em suas consciências, se é que eles têm, o peso de milhares de vítimas da fome. Banqueiros, empresários, montadoras, agronegócios, grandes conglomerados alimentícios, os governos Municipais, Estaduais e Federal, tem que cumprir suas obrigações constitucionais. É dever do ESTADO com base no Art. 1º, da CF de 1988, garantir “a dignidade da pessoa humana”. Assim eu penso.

Categorias
Destaque Economia

Dólar ultrapassa R$ 5,60 e fecha no maior valor em três meses

A manutenção do veto ao reajuste para parte dos servidores públicos não aliviou as pressões no mercado financeiro. O dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,60 e fechou no maior nível em três meses. A bolsa de valores oscilou bastante, até fechar perto da estabilidade.

O dólar comercial encerrou na sexta-feira (21) vendido a R$ 5,607, com alta de R$ 0,053 (+0,95%). Esse é o maior valor desde 20 de maio, quando a cotação estava em R$ 5,69. Com valorização de 3,31% na semana, a divisa acumula alta de 7,44% em agosto e de 39,72% em 2020.

Apesar de a Câmara dos Deputados ter mantido o congelamento do salário dos servidores até dezembro de 2021, o nervosismo permanece no mercado financeiro. No próximo dia 31, o governo divulgará o projeto de lei do Orçamento Geral da União de 2022.