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Colégio do interior do Rio de Janeiro se torna primeira escola do Brasil com ensino 100% digital

Centro de Ensino Vila Isabel aproveitou a pandemia para aderir ao seu modelo pedagógico o conceito smart escola como pioneirismo no ensino 100% digital

Fundado a trinta e dois anos, o Centro de Ensino Vila Isabel fica localizado em um prédio com cerca de 1250m², na cidade de Três Rios, interior do Rio de Janeiro e assim como outros colégios, precisou se adaptar ao modelo de ensino online imposto pela pandemia do novo coronavírus, mas, diferente das outras instituições, o CEVI, como é conhecida a escola, enxergou que todas essas mudanças poderiam trazer efeitos positivos para os seus alunos.

Depois de muitas reuniões de planejamento estratégico, surgiu a ideia de transformar o CEVI em um colégio 100% digital, “Nossas crianças são nativas da era digital e por algum motivo, ainda utilizam um método de ensino centenário. Tudo à nossa volta evoluiu tecnologicamente, mas os colégios ficaram estagnados. Precisamos começar essa transformação o quanto antes” – afirmam as professoras Hélida Siqueira e Josibeli Coutinho, que fundaram a escola.

A ideia do projeto é trazer ao ambiente escolar um mundo totalmente digital e não excluí-lo, como é o caso de escolas tradicionais, onde o uso do celular é proibido em sala de aula, “Caneta, lápis, papel e borracha, ensinam os nativos digitais, da mesma forma que ensinaram seus pais, avós e bisavós. Para o aluno de hoje, aprender com esta metodologia, seria o mesmo que apostar uma corrida de charrete contra um carro superesportivo nos dias atuais, devemos estimular nossos alunos a utilizar essas ferramentas a seu favor.” – afirmam as educadoras. Com a tecnologia, as listas de presença, por exemplo, serão realizadas por meio de QR Code. Os pais receberão uma mensagem em tempo real avisando se o filho está ou não presente na aula e todas as provas serão realizadas pelos smartphones, tudo isso, através de uma plataforma desenvolvida exclusivamente para essa finalidade.

Dessa maneira, toda a aprendizagem do aluno será disponibilizada em um App com acesso aos conteúdos dos mais diversos formatos, como por exemplo, a gamificação. Conhecida como PediGames, essa será uma área de acesso do aluno, onde o mesmo aprenderá seu conteúdo jogando virtualmente. Assim como este, ainda haverá o PediPlay, uma navegação de conteúdo, semelhante a usabilidade do NetFlix e o PediCast, sendo um conteúdo feito por Podcast, semelhante ao Spotify.

Cerca de 300 mil reais serão investidos para ampliar a infraestrutura do colégio, onde 100 mil já foram gastos para o ano de 2021, esse aporte só foi possível graças à parceria realizada entre a Startup Pedi Brasil e o CEVI, possibilitando com que as salas de aula se tornem multimídia e todo o material 100% digital, inclusive apostilas, biblioteca e atividades. A parceria visa ainda investir na compra de televisores, computadores, datashow, kits de ensino para cada professor, entre outros, com objetivo de diminuir a utilização de papel em até dois anos e incentivar o apelo sustentável aos alunos.

Vale salientar que, todas essas adaptações são completamente regulares, autorizadas pelo MEC e já entram em vigor no começo de 2021. Para os alunos que não possuem smartphone, o Centro de Ensino já está providenciando parcerias com lojas especializadas, podendo assim, disponibilizar descontos exclusivos para os estudantes.

Durante a pandemia

Enquanto durar os dias de pandemia, o colégio terá o modelo de ensino online e presencial, porém agora, os alunos que optarem por ficar em casa, poderão interagir em tempo real com os professores, pois a aula será a mesma para ambos os formatos.
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Especialista dá 10 dicas para estudantes em tempos de quarentena

Nas últimas semanas, o Ensino a Distância (EAD) passou a ser uma das poucas opções para que milhões de alunos pudessem seguir com seus estudos ao mesmo tempo em que respeitavam as regras de distanciamento social. E muitos especialistas acreditam que a pandemia de covid-19 deve acelerar de maneira extraordinária as transformações pelas quais o setor de educação vem passando.

E não são apenas as instituições de ensino que precisam se adaptar. O ensino remoto ainda é um enorme desafio para os estudantes. A receita para um bom aproveitamento, segundo Ana Cláudia Fleck, psicóloga e professora da ESPM, é organização — não apenas para seguir as aulas online, mas para cumprir todas as outras atividades necessárias ao aprendizado. A seguir, Ana Cláudia dá dicas para passar pelo período de quarentena sem comprometer o aproveitamento acadêmico:

• Considere, na sua agenda, todos os assuntos que envolvem sua vida pessoal: profissionais, acadêmicos e emocionais.
• Faça listas de prioridades e metas — diárias e semanais.
• Distribua suas atividades e metas pelos três turnos do dia. Observe qual é o seu momento de maior produtividade ao longo do dia. Algumas pessoas tendem a preferir as manhãs, outras a tarde e há quem produza melhor à noite.
• Caso tenha que dividir equipamentos eletrônicos, como computador, com outras pessoas da casa, organize um quadro especificando os horários e equipamentos para cada um. É importante que todos cumpram o que foi combinado.
• Faça um cronograma de tarefas diárias e realoque aquilo que não foi possível executar naquele dia.
• Faça uma pausa. Levante, lave o rosto, converse com pessoas, principalmente se perceber que sua produtividade está diminuindo.
• Mantenha horários de alimentação e sono conforme a sua rotina “normal”, porque seu corpo e sua mente entendem que você segue um padrão diário e ficarão mais adaptados a essa nova situação. A privação do sono prejudica a capacidade de atenção e de memória. Cuidado com o excesso de cafeína.
• Caso seja possível, com os devidos cuidados, pratique uma atividade física. Procure tomar 15 minutos de sol para estimular a produção de vitamina D, que ajuda na sensação de prazer e bem-estar.
• Desligue o celular durante os estudos para que possa desempenhar as atividades com mais concentração.
• E por último, faça algo para você. Assista um episódio da sua série preferida, medite, acesse as redes sociais, jogue, brinque.

Outro conselho da especialista é ter atenção às informações sobre a pandemia, saber filtrar as fontes e evitar o excesso de notícias, pois algumas pessoas tendem a ficar mais ansiosas e, assim, prejudicam os estudos.