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Diário na Folia TV & Famosos

Carnavais históricos na telinha da Globo

 

Para amenizar um pouquinho  a saudade do público dos desfiles das escolas de samba, adiados por conta da pandemia, a  Globo está exibindo alguns desfiles que arrepiaram o povão, tanto na Marquês de Sapucaí, quanto no Sambódromo do Anhembi.

Milton Cunha e Aílton Graça apresentam , na maior alegria e comentam 28 desfiles históricos de outros carnavais ,  no sábado (13) e no domingo (14). No sábado, os desfiles foram ao ar, após o  “Altas Horas”, e no domingo, irá ao ar após o “BBB”.

Além de relembrar momentos históricos do Carnaval, o público pode ainda votar e escolher o melhor desfile de todos os tempos. Missão difícil, mas muito saborosa né?

Foto:  Reprodução TV

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Destaque Rio

Governo do Estado investe mais de R$ 6,2 milhões para apoiar eventos carnavalescos

 

O Governo do Estado do Rio de Janeiro está investindo mais de R$ 6,2 milhões para apoiar a indústria do Carnaval e ajudar a minimizar o impacto econômico causado pela pandemia da Covid-19. Na próxima semana, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa lança editais para auxiliar eventos online para a escolha de sambas-enredo de oito escolas do Grupo Especial e apresentações de blocos de rua por meio do Fundo Estadual de Cultura. Cada agremiação receberá R$ 150 mil e os blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, R$ 200 mil no total. Além disso, o Estado já aplicou recursos no valor de R$ 5 milhões por meio da Lei Aldir Blanc em 103 projetos carnavalescos.

“Infelizmente, a pandemia da Covid-19 nos impede este ano de realizar o maior Carnaval do mundo, mas temos que pensar na segurança da população. Para reduzir o impacto financeiro no setor, estamos apoiando as escolas de samba e os blocos de rua através do repasse desses recursos, da Lei Aldir Blanc e do Fundo Estadual de Cultura. Já preparando o Carnaval de 2022, quando toda a população fluminense estiver imunizada contra o novo coronavírus”,  afirmou o governador em exercício, Cláudio Castro.

O edital que beneficia as agremiações da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai garantir renda para profissionais que atuam na Imperatriz, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos da Tijuca e Vila Isabel.

A escolha dos sambas-enredo deve ser realizada em quatro etapas, todas com transmissão pela internet. As apresentações eliminatórias e as finais acontecem na Cidade do Samba, no Santo Cristo, por conta da boa infraestrutura e condições de acessibilidade, com respeito aos protocolos de segurança contra a Covid-19. As outras quatro agremiações da Liesa foram atendidas com recursos da Lei Aldir Blanc e contempladas com o mesmo valor.

“ O cancelamento dos desfiles gera um prejuízo incalculável, mas foi uma medida acertada para o atual momento. Entendemos como merecido esse apoio às escolas diante de tudo que já fizeram pela cultura do estado e pelo que elas contribuem em termos de geração de emprego e renda. É um momento de unirmos força para que essa indústria possa se manter viva e possa fazer um belo espetáculo ano que vem”, afirmou a secretária de Cultura, Danielle Barros.

Já as apresentações dos blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, que se juntou ao Bola Preta, devem acontecer em uma casa de espetáculo em data a ser definida. Os shows, transmitidos pela internet, contarão também com público presente restrito, seguindo as regras de prevenção contra a Covid-19.

 Lei Aldir Blanc

 Os R$ 5 milhões em recursos da Lei Aldir Blanc investidos em projetos ligados diretamente ao Carnaval movimentaram uma cadeia criativa e produtiva que envolve milhares de profissionais também de forma indireta. Além de artistas, músicos e sambistas, foram contemplados profissionais que atuam nos bastidores das produções, como aderecistas, cenógrafos, coreógrafos e ritmistas.

Dos 103 projetos aprovados nos diferentes editais culturais, estão incluídos os blocos carnavalescos tradicionais da capital e do interior, quatro agremiações do Grupo Especial e as ligas que compõem os chamados grupos de acesso (LIERJ e LIESB). Também receberam apoio os eventos virtuais que apresentam a história de grandes ícones do Carnaval, como Nelson Sargento, Tia Surica, Beth Carvalho, Noel Rosa e Cartola.

Foto: Prefeitura do Rio

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Destaque Rio

Carnaval 2021: ordem dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio é definida pela Liesa

 

Se houver vacina contra a covid-19 para todos,  haverá desfile no Sambódromo carioca Sapucaí. Com esse foco, a  Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) definiu na tarde da segunda-feira, 14, a ordem dos desfiles das escolas de samba do grupo especial no carnaval de 2021 que vai ocorrer no domingo (11) e segunda-feira (12) de julho, na Passarela do Samba da Marquês de Sapucaí.

O sorteio aconteceu apenas com a presença dos presidentes das agremiações. No domingo desfilarão Imperatriz Leopoldinense, Mangueira, Salgueiro, São Clemente,  Viradouro e Beija-Flor.

Já na segunda-feira, abrirá o desfile, a Paraíso do Tuiuti, seguida da Portela, Mocidade, Unidos da Tijuca, Grande Rio e Vila Isabel.

De acordo com  o regulamento da Liesa, duas agremiações já tinham suas  posições estabelecidas: a Imperatriz Leopoldinense, campeã do Grupo de Acesso Série A em 2020, que abrirá o espetáculo de domingo, por ter retornado ao Grupo Especial e a Paraíso do Tuiuti, a 11ª. colocada do Grupo Especial em 2020, abrirá os desfiles de segunda-feira.

As duas últimas colocadas no carnaval de 2020, a Estácio de Sá, no 12º lugar, e a União da Ilha do Governador, no 13º lugar, vão desfilar no Grupo de Acesso Série A. Com isso, a Liesa volta a ter 12 escolas concorrendo no carnaval de 2021.

Adiamento à espera da imunização

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o carnaval foi transferido de fevereiro para o meio do ano em 2021. A Liesa e as agremiações condicionaram, no entanto, a realização da festa a campanha de imunização contra a covid-19, caso já estejam definidas as condições sanitárias para ocorrer o evento. Há também a discussão de um projeto de lei para estabelecer um feriado no mês de julho

Foto:: ABr

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Talita Fontainha estreia na Marquês de Sapucaí

Morando no país da Oceania, onde dá aulas, a coreógrafa e dançarina carioca desfila numa escola de samba pela primeira vez, desconstruindo padrões impostos.

Este carnaval não vai ser igual àquele que passou – esta é uma certeza da coreógrafa e dançarina Talita Fontainha. Escolhida para ser musa da G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá e destaque no carro abre-alas da G.R.E.S. Portela, a carioca criada em Realengo desfila pela primeira vez. Coroada em 2019 pelo concurso Australiasian Samba Queen, que acontece anualmente com participantes da Austrália, Nova Zelândia e Ásia, a estreia na Renascer acontece com a fantasia “O terço e flores da cura”, representa toda a fé empregada nestes instrumentos e, por consequência, a cura das enfermidades. Coincidentemente, faz um link com sua trajetória pessoal. Quarta geração de uma família de pastores da Assembleia de Deus, a moça de 32 anos mostrou desde cedo que, embora respeitando sua fé e as tradições de sua família, desconstruiria os padrões.

“Eu sou o ‘patinho feio’ da família. Geralmente as pessoas se convertem e abandonam as festas não religiosas, mas eu fiz o caminho contrário. Fui criada indo à igreja, mas rompi com tudo quando senti o chamado da dança. Meu bisavô, avô e pai foram pastores da Assembleia de Deus. Minha mãe não usava calça, não tinha orelha furada…”, relembra Talita, que conheceu o marido, o biólogo,  na internet.

 

Foto: Divulgação

O contato com a dança aconteceu aos 12 anos nas aulas de jazz e balé contemporâneo, quando ganhou uma bolsa de estudos no Centro Artístico Daniela Marcondes, em Realengo, onde morou até a adolescência. “Fiz o teste para ser bolsista escondida da minha mãe. Quando passei, ela descobriu e não gostou, mas considerou que eu poderia exercer a arte na igreja. Segui meus estudos e, em pouco tempo, participei do meu primeiro grupo, o Grupo de Dança Paulo Gissoni, na Universidade Castelo Branco. Não parei mais”, pontua.

Ao se mudar pra Tijuca, conseguiu uma nova bolsa – dessa vez, no Centro de Movimento Deborah Colker. “Lá realizei meus primeiros trabalhos profissionais: em vinhetas de dança massiva e integrando um grupo fictício de dança que existia na novela ‘Páginas da Vida’, ambos na TV Globo” ressalta. Foi nessa mesma época, aos 17 anos, que participou de uma audição para um show latino em Israel. “Não avisei a ninguém pra evitar torcida contra (risos). Passei, e avisei a minha família apenas duas semanas antes de embarcar, porque precisava de autorização para tirar o passaporte”, diverte-se.

No último dos dois anos que ficou no Oriente Médio, foi convidada a coreografar os Jogos Mundiais Militares 2011 no Rio de Janeiro. O passo seguinte foi o trabalho como coreógrafa no “Dança da Galera”, extinto quadro do Domingão do Faustão, onde atuou por dois anos. “Nessa época, aceitei o convite para coreografar a cerimônia de encerramento das Olimpíadas 2012 e me mudei pra Londres. O trabalho repercutiu e me rendeu o convite para coreografar as cerimônias de abertura e encerramento da Copa das Confederações, da FIFA, aqui no Brasil”, enumera.

Foi na fase em que trabalhou professora de dança responsável pelas coreografias fase que surgiu o contato mais próximo com o carnaval. “Ainda existe esse estigma que, por eu ser negra e carioca, teria que saber sambar, por isso o convite. Eu ainda não sambava tão bem, meus carnavais eram nos retiros da igreja, eu não frequentava o samba. Mas me joguei e fui dar aula do ritmo no navio. O que eu ensinava lá era algo mais intuitivo”, reflete Talita, que hoje mora em Adelaide, na Austrália. “Achava que minha fase de dançar havia passado. Tentei trabalhar num escritório, mas não aguentei e voltei pra dança”, suspira a dançarina.

 

 

Sem perfil para desistir, fez aulas on line com uma professora brasileira para aperfeiçoar seu gingado e, mais segura, aplica-lo na função de professora de uma das melhores escolas de dança do local. Mesmo sem estar tão à vontade com o ritmo, Talita se desafiou mais uma vez, participando – e vencendo – o concurso Australiasian Samba Queen. Foi aí que a chave virou. “O samba é nossa cultura. Eu sou afro-brasileira e o percebo como uma herança direta que não envolve, necessariamente, as minhas crenças”, pontua.

Atualmente dando aulas na Austrália de hip hop, jazz, samba e funk, é apenas com o trabalho que ela mantém a boa forma. E a ansiedade para o desfile, como está? “No ensaio de rua meu coração já batia mais forte, me senti nas nuvens! Não tenho palavras para este momento, só espero a hora de desfilar. Estou super feliz, virei como destaque de chão, sambando pra valer. Quem quiser me acompanhar, venha comigo”, encerra.