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Ruy Castro – Jornalista e Escritor

A capacidade investigativa aliada a um criterioso interesse por temas nacionais são características marcantes de seus livros. A qualidade do texto, aprimorado pela experiência como jornalista, também é aspecto de realce em sua obra. Considerado um dos mais importantes biógrafos do Brasil, tem uma longa trajetória jornalística em renomados veículos de comunicação das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Aos 4 anos, aprende a ler sozinho, sentado no colo da mãe enquanto ela lia em voz alta a coluna do autor Nelson Rodrigues no jornal Última Hora. Autodidata, Ruy persegue o caminho da escrita como objetivo de vida. Aos 17 anos, muda-se com a família para o Rio de Janeiro para continuar os estudos.

Em 1967, então com 19 anos, é contratado para o primeiro emprego como jornalista no periódico Correio da Manhã. O ofício é exercido durante mais de duas décadas em redações de importantes jornais e revistas do país como O Pasquim, Jornal do Brasil e Manchete.

No início da década de 1990, resolve se afastar das redações e passa a se dedicar à literatura. Alimentado pelo vínculo afetivo com a obra de Nelson Rodrigues, escreve O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues (1992). Vencedor do prêmio Esso de Literatura (1994), é uma obra seminal do estilo pessoal que Ruy Castro constrói como escritor.

O tom literário dramático, exagerado, encontrado na biografia, não é casual, mas uma escolha consciente do autor, um jogo literário deliberado que busca retratar a vida de Nelson Rodrigues em seu particular e real tragicidade, aspecto definitivo da famosa obra do dramaturgo pernambucano.

Escreve algumas obras ficcionais, a primeira delas é o romance Bilac Vê Estrelas (2000), trama que envolve ficção e personagens reais – como o escritor Olavo Bilac – no cenário de um Rio de Janeiro modernizado à moda parisiense do início do século XX.

Em 2007, publica Era no Tempo do Rei, também um romance de ficção histórica, em que narra as peripécias do imperador menino, Dom Pedro I, e seu amigo plebeu Leonardo, em meio às disputas políticas que ocorrem no Brasil colônia após o desembarque da família real em terras brasileiras.

Muito embora publique obras de ficção, crônicas e livros de reconstituição histórica, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990), debruça-se, em especial, sobre as biografias, que o tornam célebre. Os temas que norteiam a escolha das obras biográficas e de reconstituição histórica não são apenas as histórias de vida dos biografados, mas também assuntos de interesse pessoal do escritor, como futebol, a vida boêmia, a sociedade carioca e o alcoolismo.

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Milton Hatoum – O descendente de libanês que já vendeu mais de 200 mil livros

Descendente de libaneses, nasceu na cidade de Manaus, no Amazonas. Depois dos estudos secundários na capital, mudou-se para São Paulo. Três anos depois ingressou na Universidade de São Paulo e foi perseguido ainda na FAU pelo DOPS da ditadura, por envolvimento com o DCE da USP.

Em 1978, passou a lecionar História da Arquitetura na Universidade de Taubaté, onde permaneceu até pedir o afastamento devido a uma bolsa de estudos que lhe havia sido concedida na Europa.

Em 1980, viajou para a Espanha como bolsista do instituto Iberoamericano de Cooperación. Nesta década, viveu entre Madri e Barcelona. Logo depois, mudou-se para a França, onde cursou pós-graduação na Universidade de Paris III.

Milton escreveu quatro romances: Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte, que venceu o Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jaboti e Órfãos do Eldorado.

Aos 68 anos, já vendeu mais de 200 mil exemplares no Brasil e já traduziu para doze países, como a Itália, França, Espanha. Em suas obras, costuma falar de lares desestruturados com uma leve tendência política.

Em suas duas últimas obras, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Milton Hatoum fez uma sutil crítica ao Regime Militar Brasileiro. Hatoum publicou também ensaios e artigos sobre literatura brasileira e latino-americana em revistas e jornais do Brasil, da Espanha, França e Itália.

Alguns de seus contos foram publicados nas revistas Europe, Nouvelle Revue Française (França), Grand Stree (Nova York) e Quimera (México). Participou de várias antologias de contos brasileiros publicados na Alemanha e no México, e da Oxford Anthology of the Brazilian Short Story.

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Fabiano Barcellos, atual referência em empreendedorismo lança novo livro

Autor do recém-publicado “Coragem para vencer” (editora Planeta), Fabiano Barcellos, 40 anos, viu seu livro atingir o quarto lugar entre os mais vendidos do país, na categoria autoajuda, logo na primeira semana de lançamento. Médico cardiologista, o autor é conhecido por ser referência em liderança, desenvolvimento de vendas e empreendedorismo e especialista em palestras sobre como concretizar objetivos, administrar bem o tempo, superar adversidades e desafios, além de encorajar às pessoas a correrem atrás dos seus sonhos.

 

Focado em vencer na vida, optou pela medicina. “A carreira surgiu, pois vi nela a melhor possibilidade de transformar o mundo por meio do meu trabalho. Tinha como referência um tio, que era médico e praticava uma medicina preocupada em entender o lado humano, de fazer o bem e isso despertava os  desejos de seguir”, conta ele, que exerceu a atividade por cinco anos.

 

Durante essa trajetória, percebeu que a profissão voltada para a ajuda humanitária, como a qual sempre sonhou, não condizia com a realidade. “Não queria ser um profissional qualquer e o que encontrei, não foi a que idealizei e isso me deixou triste. Mas tentar mudar de vida era algo que jamais passou pela minha cabeça, continuei praticando e atingi a tão sonhada e esperada realização financeira”, relembra.

 

Apesar do sucesso como médico, algo o inquietava.“A morte, aos 30 anos, de um amigo de profissão, mexeu comigo. Trabalhava horas e horas para dar conforto para a minha família, mas ficava cada vez mais longe de casa e me perguntava o que estava fazendo e qual era a minha qualidade de vida.

 

Não me sentia feliz. O trabalho e o dinheiro são importantes, mas a vida não se constrói apenas com base nisso, por isso, é preciso ter coragem para assumir para si e para o resto do mundo a necessidade de se dedicar a uma atividade que te dê prazer, mais renda e consuma menos tempo. Comecei a fazer tudo diferente e cheguei até aqui”, comenta o autor, que decidiu alcançar vôos mais altos com o empreendedorismo.

Ao lado de Chico Faria, filho do falecido cantor Rui Faria, do grupo MPB4, compôs a canção `Coragem´. A música está em todas as plataformas digitais como Spotify e Google Play e todos os direitos autorais serão revertidos para a `Voluntários engajados´ – que tem o objetivo de levar amor e alegria para as crianças carentes internadas em alguns dos hospitais públicos da cidade do Rio de Janeiro – e à ABRAPAC (Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Câncer).

 

O autor também é co-fundador e idealizador de alguns movimentos no mundo business, como a `Escola de Negócios do Rio´, evento voltado para palestras com empreendedores e com o objetivo de enriquecimento de networking na cidade carioca.