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Mutação do Coronavírus faz mais de 40 países fecharem fronteiras aéreas com o Reino Unido

 

Uma nova mutação da Covid-19 observada no Reino Unido acendeu outra preocupação para com a doença no mundo, e já fez com que ao menos 40 países fechassem suas fronteiras, proibindo voos originados do epicentro na região da Europa. Na América latina, países como Argentina, Colômbia, Chile e Peru também fecharam suas fronteiras aéreas para o Reino Unido.

Aumento de casos de coronavírus no sudeste e leste inglês, incluindo Londres, está ligado à disseminação desta nova cepa, embora ela já seja encontrada em todo o país, de acordo com o governo britânico. Isso fez com que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciasse medidas mais rígidas de isolamento para 20 milhões de pessoas na Inglaterra e em todo o País de Gales.  “É realmente muito cedo para dizer… Mas pelo que vimos até agora, está crescendo muito rapidamente, está crescendo mais rápido do que [uma variante anterior] jamais cresceu, mas é importante ficar de olho”, disse Boris, apos uma palestra

A nova variante, surgida no Reino Unido após mutações, se tornou a forma mais comum do vírus em algumas partes da Inglaterra em questão de meses. O governo britânico diz que há motivos para acreditar que ela seja bem mais contaminante, possivelmente 70% mais transmissível.

Segundo a epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, é importante ressaltar que ainda não é possível prever nenhum impacto nas vacinas desenvolvidas contra a doença. Também  não foi constatado se a cepa apresenta aumento na severidade da doença, informou. “Há estudos sobre isso em curso. O vírus apresenta mutações o tempo inteiro. Mas o que é interessante desta cepa específica é que é uma combinação de mutações: é mais de uma”, explicou a epidemiologista.

Até o momento, ao menos outros quatro países identificaram casos ligados à nova variante: Austrália, Dinamarca, Holanda e Bélgica.  No Reino Unido, a variante pode ter surgido em meados de setembro no sudoeste do país. Desde esse período, foi observado um aumento de 1.1 para 1.5 na taxa de transmissibilidade.

Amazônia pode ser porta de entrada

O Ministério da Saúde da Argentina convocou a reunião de emergência para avaliar a situação dos países vizinhos, especialmente do Brasil, onde o número de contágios voltou a crescer, alarmando os governos da região. É possível que o país endureça as medidas de controle.

No Brasil, o virologista e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca comentou sobre a possibilidade de essa variante cegar ai país pela Amazônia.  Para evitar essa situação, seria necessário monitorar a pandemia com maiWor precisão no estado. “Existe uma possibilidade, por isso temos que ficar monitorando. Aqui no Amazonas já identificamos oito linhagens, mas existem centenas no mundo todo. Todas são derivadas de duas linhagens principais, chamadas de A e B”, explicou o especialista.

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Reino Unido se torna segundo país do mundo com mais mortes pelo coronavírus

O Reino Unido se tornou o primeiro país da Europa a superar 30 mil mortes provocadas pelo coronavírus e agora ocupa o segundo lugar na lista de nações com mais vítimas fatais no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com dados publicados por agências regionais britânicas na última terça-feira (5), cerca de 32.313 pessoas sucumbiram à covid-19. O número atual, acreditam as autoridades, é provavelmente muito superior, já que esses dados incluem as mortes até 24 de abril na Inglaterra (28.272), Gales (1.376) , Irlanda do Norte (393), e até 26 de abril na Escócia (2.272).

O balanço anterior do Ministério da Saúde britânico, publicado nesta segunda-feira (04/05), que inclui mortes em hospitais e casas de repouso de pacientes que apresentaram resultado positivo para covid-19, era de 28.734 vítimas fatais.

No início de março, o Reino Unido se dizia “preparado para a epidemia”, sem demonstrar maiores preocupações com a propagação do coronavírus. Dois meses mais tarde, o país se tornou o mais atingido da Europa e o segundo do mundo em número de mortes.

No dia 5 de março, as autoridades britânicas anunciaram a primeira vítima fatal do novo coronavírus. No dia 17, o conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, chegou a declarar que um número de mortos limitado a 20 mil pessoas seria um “bom resultado”.

Premiê não teria levado epidemia a sério

Primeiro-ministro Boris Johnson, ele mesmo vítima da doença, foi acusado de não ter levado a epidemia a sério (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro Boris Johnson, ele mesmo vítima da doença, foi acusado de não ter levado a epidemia a sério. Ele chegou a se vangloriar de ter apertado a mão de pacientes contaminados, durante uma visita ao hospital, no dia 3 de março. O premiê teve sintomas graves do vírus e chegou a ser internado na UTI e colocado em respiração artificial.

Ainda em março, apesar do aumento do número de contaminações, a depistagem e a busca por pessoas contaminadas, que poderiam disseminar o vírus, foi abandonada. Esta estratégia foi utilizada com bons resultados na Coreia do Sul e na Nova Zelândia, para limitar as transmissões.

As autoridades britânicas pareciam ter perdido o controle sobre a propagação da doença, mas o primeiro-ministro, na época, ainda continuou reticente à ideia de instaurar um confinamento. O conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, chegou a insinuar que uma imunidade coletiva poderia se desenvolver se uma parte da população pegasse o vírus e conseguisse vencer a infecção.

O governo desmentiu e disse que o comentário era apenas um conceito científico, e não um objetivo, mas o fechamento das escolas, bares, restaurantes e academias só ocorreu no dia 20 de março. O confinamento decretado no dia 23 de de março provocou graves consequências econômicas e sociais. Em meados de abril, o país já havia registrado 10.000 mortos.

O governo afirma que atingiu a meta de 100.000 testes por dia no final de abril. Para a imprensa britânica especializada, a resposta britânica à epidemia é o maior fracasso da política científica depois de várias gerações. Se as mesmas medidas tivessem sido tomadas desde fevereiro, muitas vidas teriam sido salvas.

Com informações da agência RFI

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Europa debate uso de polêmico aplicativo de rastreamento de contágios

Por Sandro Barros

Quanta privacidade estamos dispostos a sacrificar para derrotar a pandemia? Este será um dos principais debates que se avizinha em alguns países europeus que estão superando o momento mais crítico da doença. A Europa olha para a Ásia para encontrar uma solução tecnológica compatível com seu sistema de valores e que a ajude a recuperar a normalidade. Para isso, alguns governos tomaram como modelo o aplicativo de rastreamento de contágios TraceTogether, usado em Singapura, e que exigirá um uso maciço para ser útil.

O rastreamento de contágios funciona com a tecnologia bluetooth. Os celulares vão registrando códigos que correspondem a outros aparelhos das pessoas com as quais o usuário tem um contato significativo, por exemplo – e isto é algo que cada país determinará –, com quem você passar mais de cinco minutos a menos de três metros. E esse usuário receberá o aviso de que faça um exame ou fique em quarentena se, nos 14 dias seguintes, algum desses contatos notificar um resultado positivo, sem que se revele nem a identidade do infectado nem onde ocorreu o encontro.

O sistema tem dois formatos possíveis, com implicações para a privacidade. No centralizado, as autoridades podem rastrear as identidades, de modo que será preciso confiar em que só usarão esses dados para combater a enfermidade e que se encarregam de avisar aos contatos de quem deu positivo. E o descentralizado, em que o usuário notifica em seu aplicativo que foi infectado e seus contatos recentes ficam sabendo por um sinal enviado a seus celulares. Estes se conectarão periodicamente com um servidor onde são registrados os códigos de quem deu positivo.

O método pode ser muito útil para saber quem pode ter sido contagiado por pacientes assintomáticos. Seu uso deve ser voluntário, os dados são anônimos e o uso do bluetooth é mais respeitoso com a privacidade do que se fosse utilizado o GPS, que traça os lugares pelos quais o usuário passou.

Divergência e desafio

A solução para que esses métodos de rastreamento cheguem a todos os celulares pode vir da inesperada aliança entre Google e Apple, empresas que controlam o sistema operacional de 99% dos celulares (sem contar a China). No início de maio as duas já terão as especificações técnicas preparadas para que cada país possa criar seus aplicativos. E dentro de alguns meses lançarão atualizações dos sistemas operacionais que instalarão esses mecanismos de rastreamento nos telefones dos usuários que aceitarem e que ainda não tiverem baixado os aplicativos. Ambas anunciaram ainda, no final de abril, que será possível desativar o sistema para eliminar o rastro de um contato que se queira manter em segredo.

Segundo diversos especialistas, para aumentar a eficácia do aplicativo ele deveria ser capaz de operar, funcionar ou atuar com outro. Mas há divergências entre os países. O Google e a Apple trabalham num modelo descentralizado, apoiados por Áustria, Suíça, Estônia e Alemanha. A França e o Reino Unido optam por um modelo centralizado. Na Espanha, o debate sobre o modelo está no comitê técnico, que ainda não tomou uma decisão. Caso não seja adotado um protocolo único, há o risco de que os celulares das distintas regiões não se entendam.

O consenso sobre estes pontos inclui não só os especialistas, mas também governos e grandes empresas tecnológicas. Além do desafio técnico, há a necessidade de se garantir aos usuários que os dados compartilhados serão tratados de forma respeitosa, não lhes acarretando prejuízos futuros. O alerta é válido, pois há o risco que esta solução de emergência pode chegar para ficar e daí afetar a privacidade em médio prazo. (com informações de agências de notícias)

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Europa ultrapassa marca de 100 mil mortos na pandemia do coronavírus

A pandemia já causou a morte de 157.163 pessoas em todo o mundo e, pelo menos, 2,3 milhões de pessoas tiveram contaminação pelo coronavírus confirmada. O número, no entanto, reflete apenas uma fração do total de infecções já que boa parte dos países testam apenas casos graves.

Apesar da concentração no continente europeu, o país com maior número de mortes ainda é os Estados Unidos, com 37.659 vítimas fatais. Na sequência, os países com mais óbitos causados pela pandemia são Itália (23.227), Espanha (20.000) e França (19.323).

Queda de hospitalizações na França

O coronavírus já causou a morte de 19.323 pessoas em território francês desde 1º de março. O número de mortes, no entanto, desacelerou pelo terceiro dia consecutivo, segundo anunciou o Ministério da Saúde em comunicado à imprensa.

Pela primeira vez desde 31 de março, o número de pessoas internadas em terapia intensiva em hospitais caiu abaixo de 6.000, reduzindo a tensão sobre o sistema de saúde. Houve também declínio no número de pessoas hospitalizadas por conta do vírus.

“O declínio na necessidade de equipamentos e equipe nas UTI foi confirmado, mas ainda estamos em um nível muito mais alto do que o habitual na França”, escreveu o ministério em comunicado.

Espanha alcança 20 mil mortos e prorroga confinamento

Neste sábado, a Espanha tornou-se o terceiro país do mundo cruzar a marca de 20.000 mortos devido ao novo coronavírus.

Após a publicação do último boletim, o presidente do governo espanhol, Pedro Sanchez, anunciou que pedirá ao parlamento que prorrogue o confinamento nacional até 9 de maio. Esta será a terceira extensão do confinamento no país, que começou em 14 de março.

Itália tem menor número de mortos em dias

A epidemia do coronavírus fez mais 482 vítimas na Itália. O total é o menor aumento em 24 horas desde 12 de abril. A redução da velocidade na progressão de mortes e casos confirmam a tendência de estabilização observada nos últimos 13 dias no país.

O número de mortes desde o início da epidemia na Itália é agora de 23.227, o segundo maior total no mundo.

Reino Unido tem 888 mortos em 24 horas

O último boletim do Reino Unido apontou mais 888 mortos em 24 horas em hospitais, elevando o total a 15.464 mortes no país, informou o Ministro da Saúde. Até o momento, foram registrados 114.217 casos positivos para o coronavírus.

Devido à epidemia, a rainha Elizabeth II pediu para cancelar os tiros de canhão tradicionais para a comemoração de seu aniversário pela primeira vez em sessenta e oito anos de reinado.

Com informações da RFI