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Fiocruz confirma presença de variante brasileira da Covid-19 no Rio

Foi confirmada pela primeira vez nesta terça-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o primeiro caso da variante brasileira da covid-19 no Rio de Janeiro.

Chamada de P.1., a variante foi identificada primeiro em Manaus e, segundo os especialistas, tem uma maior capacidade de transmissão. A mutação acontece quando ocorre uma alteração, de forma aleatória,  no material genético do vírus.

A Fiocruz informou que a variante foi identificada no Rio mediante análise laboratorial, por meio de sequenciamento genético de uma amostra.

O laudo da Fiocruz não aponta se há transmissão local dessa variante ou se a amostra é de alguém que pegou a mutação em outro lugar do país — também não foram divulgadas informações sobre o paciente. Mas o Ministério da Saúde informou que se trata de um caso importado.

Pesquisadores da Fiocruz já encontraram a variante P.1 do novo coronavírus também no Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Além disso, os governos da Bahia, Ceará e de Pernambuco também já confirmaram presença da variante nos seus respectivos estados.

Além variante identificada em Manaus, outras duas têm causado preocupação em todo mundo: a B.1.1.7, identificada pela primeira vez no Reino Unido, e a 501Y.V2, descoberta na África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde alerta que as mutações estão se espalhando rapidamente pelo mundo: a britânica já foi identificada em 80 países, a sul-africana em 41 países e a brasileira em 10 países.

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Social

DFL doa 3 mil testes de COVID para combate à pandemia nas comunidades carentes

 

Projeto tem como objetivo viabilizar o atendimento de saúde nas comunidades

Com foco em auxiliar o combate à pandemia da COVID-19 nas comunidades carentes, a DFL, empresa especialista em soluções para produtos odontológicos e médicos, doou três mil testes rápidos de diagnóstico da COVID-19 para o projeto Conexão Saúde: de olho na Covid-19, que é fruto da parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o Conselho Comunitário de Manguinhos, Redes da Maré, Dados do Bem, SAS Brasil e União Rio, e conta com o apoio da gestão municipal, por meio das unidades de saúde da Área Programática local.

“Em meio ao cenário desafiador da pandemia, é fundamental exercermos nosso papel solidário e auxiliar a expandir essa corrente do bem para regiões e famílias que necessitam. Temos que nos unir cada vez mais para viabilizar o acesso à saúde a todos”, afirma Joel Kos, CEO da DFL.

A ação tem como objetivo viabilizar o atendimento de saúde nas comunidades e contribuir para o enfrentamento da pandemia. O projeto garante desde a orientação e o apoio à população local, até a telemedicina, testagem molecular, rastreamento de contactantes e produção de mapas de risco dentro das comunidades.

Segundo os especialistas envolvidos, essas ações, implementadas de forma estruturada, constituem uma proposta de vigilância ativa que poderia ser considerada um modelo para o enfrentamento da pandemia em comunidades carentes e nos territórios populares, além de impactar significativamente na redução de mortes e de insegurança social entre os moradores das áreas mais vulneráveis.

“A partir do envolvimento de diversos parceiros, estamos conseguindo integrar a atenção básica, de maneira sistêmica, ao enfrentamento da pandemia na região, oferecendo uma cadeia completa de atendimento, desde a possibilidade de um diagnóstico precoce e acompanhamento clínico, até a testagem molecular e o rastreamento de contactantes.”, explica Valcler Rangel, coordenador do projeto pela Fiocruz.

A expectativa é que a iniciativa possa deixar um legado nos territórios onde seja implementada, com bases técnicas para o desenvolvimento de ações de Vigilância Ativa em Saúde, a construção de expertise para estratégias de distanciamento social em comunidades carentes, consolidação de modelos de comunicação voltado para emergências em saúde e ações de teleatendimento em psicologia e medicina adequado às condições de populações vulnerabilizadas.

A doação faz parte de uma das ações do Comitê de Ação Social, criado pela DFL, como forma de contribuir para o combate da pandemia da COVID-19 e auxiliar comunidades carentes durante o período de crise. “O Comitê de Ação Social já era um projeto desejado na DFL. Através dele, conseguimos espaço e recursos para análise e ações de responsabilidade social, um dos nossos pilares para o bem-estar da comunidade e equipe”, afirma Bárbara Facure, Gerente de Recursos Humanos da DFL.

Foto: Divulgação

Através do comitê, a empresa já doou mais de 1 tonelada de cestas básicas composta por alimentos e produtos de higiene para o Projeto Dom de Amar, na comunidade de Curicica, em Jacarepaguá. Também produziu e doou mais de 2 mil frascos de álcool em gel para a Polícia Civil e Rotary Club do Rio de Janeiro, associação de clubes de serviços com voluntários a fim de prestar serviços humanitários. Além da doação de 780 kg de alimentos para o Retiro dos Artistas, instituição localizada no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, que acolhe artistas idosos que passam por dificuldades financeiras e emocionais.

 

Sobre a DFL

Presente no mercado brasileiro há 80 anos, a DFL é líder no mercado nacional de anestésicos injetáveis e agulhas gengivais. Possui certificações importantes que regulamentam a segurança e eficácia dos produtos e serviços. Hoje a DFL exporta para mais de 45 países, em alguns dos mercados mais importantes do mundo com modernidade e inovação. A partir da tradição e know-how em anestésicos e alinhada às necessidades do mercado, em 2020 a empresa entrou no segmento médico, a começar pela distribuição de testes para a COVID-19 pensando em suprir importantes demandas médicas. https://dfl.com.br

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Mundo Notícias do Jornal

Mutação do Coronavírus faz mais de 40 países fecharem fronteiras aéreas com o Reino Unido

 

Uma nova mutação da Covid-19 observada no Reino Unido acendeu outra preocupação para com a doença no mundo, e já fez com que ao menos 40 países fechassem suas fronteiras, proibindo voos originados do epicentro na região da Europa. Na América latina, países como Argentina, Colômbia, Chile e Peru também fecharam suas fronteiras aéreas para o Reino Unido.

Aumento de casos de coronavírus no sudeste e leste inglês, incluindo Londres, está ligado à disseminação desta nova cepa, embora ela já seja encontrada em todo o país, de acordo com o governo britânico. Isso fez com que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciasse medidas mais rígidas de isolamento para 20 milhões de pessoas na Inglaterra e em todo o País de Gales.  “É realmente muito cedo para dizer… Mas pelo que vimos até agora, está crescendo muito rapidamente, está crescendo mais rápido do que [uma variante anterior] jamais cresceu, mas é importante ficar de olho”, disse Boris, apos uma palestra

A nova variante, surgida no Reino Unido após mutações, se tornou a forma mais comum do vírus em algumas partes da Inglaterra em questão de meses. O governo britânico diz que há motivos para acreditar que ela seja bem mais contaminante, possivelmente 70% mais transmissível.

Segundo a epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, é importante ressaltar que ainda não é possível prever nenhum impacto nas vacinas desenvolvidas contra a doença. Também  não foi constatado se a cepa apresenta aumento na severidade da doença, informou. “Há estudos sobre isso em curso. O vírus apresenta mutações o tempo inteiro. Mas o que é interessante desta cepa específica é que é uma combinação de mutações: é mais de uma”, explicou a epidemiologista.

Até o momento, ao menos outros quatro países identificaram casos ligados à nova variante: Austrália, Dinamarca, Holanda e Bélgica.  No Reino Unido, a variante pode ter surgido em meados de setembro no sudoeste do país. Desde esse período, foi observado um aumento de 1.1 para 1.5 na taxa de transmissibilidade.

Amazônia pode ser porta de entrada

O Ministério da Saúde da Argentina convocou a reunião de emergência para avaliar a situação dos países vizinhos, especialmente do Brasil, onde o número de contágios voltou a crescer, alarmando os governos da região. É possível que o país endureça as medidas de controle.

No Brasil, o virologista e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca comentou sobre a possibilidade de essa variante cegar ai país pela Amazônia.  Para evitar essa situação, seria necessário monitorar a pandemia com maiWor precisão no estado. “Existe uma possibilidade, por isso temos que ficar monitorando. Aqui no Amazonas já identificamos oito linhagens, mas existem centenas no mundo todo. Todas são derivadas de duas linhagens principais, chamadas de A e B”, explicou o especialista.

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Brasil Destaque

Enem disponibilizará salas especiais para grupo de risco

 

O Enem de 2020 será em um contexto diferente por conta do momento que o mundo vive. Para evitar aglomeração nos locais de prova, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) anunciou uma série de medidas preventivas contra a Covid-19. Os estudantes do grupo de risco ficarão em uma sala específica, havendo ampliação dos pontos de aplicação do exame.

A ocupação das salas deve ser de, aproximadamente, 50% da capacidade original de onde os participantes realizarão a prova, de acordo com o Inep. A previsão para este ano é de 205 mil salas em 14 mil pontos de aplicação, um aumento se comparado com a edição anterior. Em 2019, o Enem foi aplicado em 145 mil salas, em cerca de 10 mil locais de prova

As provas do Enem 2020 estão marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Além do número reduzido de pessoas por ambiente de aplicação, uma sala especial, com o limite de até 12 pessoas, será destinada aos participantes que, segundo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são mais vulneráveis à Covid. O Inep informa que esses perfis já foram identificados na base de inscritos e, assim, alocados nas salas especiais.

Algumas medidas de segurança foram implementadas para o Enem 2020, como a disponibilização de álcool em gel aos participantes e a obrigatoriedade do uso de máscara durante a prova. Todos poderão levar mais de uma máscara para troca ao longo do dia, elas serão verificadas pelos fiscais para evitar possíveis infrações, respeitando a distância recomendada.

Os Profissionais que vão trabalhar nos dias de prova, entre aplicadores, fiscais e demais colaboradores, também estão sendo capacitados por meio de cursos à distância, para se adequarem às medidas de segurança sanitária.

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Destaque Saúde

Eficácia da vacina de Oxford contra Covid-19 alcança o número de 90%

A Universidade de Oxford (Reino Unido) e a farmacêutica britânica AstraZeneca, anunciaram que sua vacina candidata, contra a Covid-19, a ChAdOx1 nCov-2019, tem eficácia de 90%, contando com apenas uma dose, indicam dados preliminares de seus ensaios clínicos. O imunizante, testado no Brasil, é desenvolvido a partir de um adenovírus de chimpanzé usado como vetor viral para estimular a resposta imunológica contra o Sars-CoV-2.

A vacina não teve nenhum efeito grave de segurança relacionado e ela foi bem tolerada em todos os regimes de doses, de acordo com os dados. Até o momento, a vacina de Oxford é a única com acordo firmado com o governo brasileiro. O Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, também selou compromissos com a Coronavac.

Esta vacina da Oxford/AstraZeneca está sendo testada no Brasil em estudo liderado pelo Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O Ministério da Saúde fez acordo com a farmacêutica para adquirir doses da vacina e para a produção dela no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Destaque Saúde

Doenças respiratórias são derrubadas por uso de máscaras e isolamento social no Brasil

Usar a máscara e manter o distanciamento social quando o mundo vive é algo de extrema importância. E essas medidas que ajudam no combate da Covid-19 surtiram um efeito positivo no controle de doenças respiratórias. Todos os vírus respiratórios comuns no Brasil até o ano passado praticamente desapareceram em 2020. E os especialistas, creditam as medidas de distanciamento social, hábitos de higiene e máscara contra o coronavírus Sars-CoV-2, como o motivo por esse desaparecimento.

Dados do InfoGripe/Fiocruz mostram que, até setembro, o Sars-CoV-2 foi a causa de cerca de 99,2% das mortes e 97,4% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil. A influenza, que até 2019 matava cerca de 6 mil pessoas por ano no Brasil, em 2020 atingiu até agora 1.672 (somadas influenzas A e B).

Na última quarta (7), o número de notificações da pandemia do coronavírus no Brasil, alcançou a marca de 5 milhões. Segundo o boletim das 20h divulgado pelo consórcio de imprensa, o Brasil tem 5.002.357 infectados e 148.304 mortos em decorrência da doença.

Por Luhan Alves – Estagiário

Com Supervisão da Redação

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Notícias do Jornal Rio

Cresce número de mortes por covid-19 cresce no RJ

As médias móveis de novos óbitos por covid-19 no estado e no município do Rio de Janeiro subiram entre os dias 17 e 24 de agosto, segundo dados do painel Monitora Covid-19, mantido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No caso da capital, a média diária de novas mortes mais do que dobrou, passando de 29,71 para 69,43, o maior patamar desde 9 de julho.

O estado do Rio de Janeiro apresentou movimento semelhante, partindo de uma média móvel de 65,43 mortes diárias em 17 de agosto e chegando a 118 em 24 de agosto, o maior número desde 25 de julho.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que está avaliando os números de óbitos e casos dos últimos dias e apontou mudanças metodológicas e aumento de testagem entre os fatores que podem explicar o crescimento de notificações.

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Destaque Saúde

Fiocruz desenvolve aparelho totalmente nacional para tratamento do ar em UTIs

Da Redação

A Fundação Oswaldo Cruz, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, desenvolveu um aparelho capaz de tratar o ar em UTIs, Unidades de Terapia Intensiva.

O sistema emergencial, desenvolvido em apenas 10 dias, propõe uma solução de baixo custo para reduzir os riscos de infecção em ambiente hospitalar.

O engenheiro mecânico Bruno Perazzo liderou o projeto. Ele ressalta que a ideia surgiu devido à crise sanitária causada pela Covid-19.

O aparelho foi desenvolvido a partir de componentes básicos de fabricação nacional e produção em série. E fornece ar tratado compatível para cada leito de UTI ou para cada 15 metros quadrados de Centro de Terapia Intensivo (CTI), como explica o engenheiro.

Segundo Perazzo, o objetivo agora é viabilizar a produção do aparelho, buscando parcerias com empresas, para ajudar no desenvolvimento do protótipo.

Segundo a coordenadora de Gestão Tecnológica da Fiocruz, Carla Maia Einsiedler, dez empresas já manifestaram interesse em investir no projeto, firmando uma parceria capaz de garantir o fornecimento do aparelho para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A coordenadora ressalta que a parceria entre pesquisadores da fundação, universidades e empresas, vai ajudar a transformar essas invenções em produtos e serviços para a saúde pública brasileira.

A Fiocruz se destaca na formação e na qualificação de recursos humanos para o SUS e para a área de ciência e tecnologia no Brasil.

Na fundação, são executados projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que produzem conhecimento para o controle de doenças.

 

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No Barquinho da Paciência

Da água fedorenta à inocência da geosmina

Da Redação

Mal começava o mês de janeiro e cerca de nove milhões de pessoas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro passaram a sentir mau cheiro e gosto de terra na água que saía das torneiras de suas casas. Lentidão de respostas, especulações em relação às substâncias presentes na água, desinformação e falta de transparência rondaram essa verdadeira novela.

A crise do abastecimento acabou por derrubar o então presidente da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e virou vitrine para o governador defender novamente a venda da empresa a preço de banana.

Na época, o governo colocou a culpa na geosmina, um composto orgânico amplamente conhecido pelo agradável cheiro de terra molhada. Mas algo não cheirava bem nisso, e não era somente a água. E, em 10 de fevereiro, a Fiocruz avaliou que era necessário e urgente o planejamento de longo prazo da gestão das águas do Rio Guandu e de medidas de contingência e segurança da água, orientadas pela proteção da saúde da população, incluindo o sério enfrentamento da ocupação territorial na bacia do manancial e do controle da poluição das várias fontes existentes, inclusive a praticada pelas indústrias.

Agora em junho, pesquisadores do Instituto de Microbiologia da UFRJ divulgaram uma análise feita na Bacia do Rio Guandu. O estudo chegou à conclusão de que o gosto ruim e o mau cheiro na água não foram provocados pela geosmina. A pesquisa, realizada durante três meses, aponta forte presença de esgotos doméstico e industrial na água do do rio. O documento chama a atenção que a presença de micro-organismos “potencialmente patogênicos e tóxicos na água bruta e no manancial é um alerta para a necessidade de monitoramento dessas águas”.

Tanto a Fiocruz quanto a UFRJ nos apontam o mesmo caminho: cuidar do meio ambiente. Mas, até que todos façam isso, sejam governantes, empresários e população, haja paciência!

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Destaque Saúde

Vacina brasileira contra a covid-19 será testada in vivo pela Fiocruz

Da Redação

Uma vacina contra a covid-19 será testada em seres vivos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). O teste será em modelo animal, fase de desenvolvimento chamada de estudos pré-clínicos. A informação foi divulgada em nota em 10 de junho pela fundação.

“A abordagem do projeto é de uma vacina sintética, com base em peptídeos antigênicos de células B e T, ou seja, com pequenas partes de proteínas do vírus capazes de induzir a produção de anticorpos específicos para defender o organismo contra agentes desconhecidos, neste caso, o Sars-CoV-2 [covid-19]”, explicou a nota.

Segundo o instituto, essas biomoléculas, identificadas em modelo computacional (in silico), foram produzidas por síntese química e validadas in vitro. Os peptídeos foram acoplados em nanopartículas, que funcionam como uma forma de “entrega”, para apresentar essas biomoléculas para o sistema imune com melhor imunogenicidade e ativar sua defesa.

“As vantagens da abordagem vacinal sintética são a rapidez no desenvolvimento em comparação às metodologias tradicionais e o não requerimento de instalações de biossegurança nível 3 para as primeiras etapas de desenvolvimento (sendo necessárias somente a partir dos estudos pré-clínicos), bem como o custo reduzido de produção e a estabilidade da vacina para armazenagem”, detalhou a Fiocruz.

A fundação explicou que, na próxima etapa, serão feitas formulações vacinais com essas biomoléculas acopladas em nanopartículas, para avaliação in vivo, onde serão obtidos os primeiros resultados relacionados à imunidade conferida ao novo coronavírus.

“A partir dos resultados dos estudos pré-clínicos, parte-se para a fase dos estudos clínicos de fases I, II e III. De qualquer forma, mesmo em processo acelerado de desenvolvimento tecnológico e, obtendo resultados positivos em todas as etapas futuras, a vacina autóctone de Bio-Manguinhos/Fiocruz não chegará ao registro antes de 2022”, concluiu.