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Hospital de Bonsucesso: depoimentos e mais mortes

No último dia 9 de novembro, a Polícia Federal começou a ouvir as primeiras pessoas que estavam envolvidas diretamente no pronto-atendimento do incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, que aconteceu em 27 de outubro. Além do diretor da unidade federal, Dr. Edson Joaquim Santana, funcionários como seguranças, médicos e enfermeiros também vão comparecer à Superintendência da PF, no Centro do Rio, para dar sua versão dos acontecimentos.

Até o momento, 16 pessoas mortes foram confirmadas após a transferência da unidade, cujo incêndio, segundo o Corpo de Bombeiros,  se iniciou no almoxarifado do prédio 1 que, assim como o prédio 2, continuava interditado. Alguns procedimentos voltaram a ser realizados em outros prédios do complexo, como consultas laboratoriais, sessões de quimioterapia, entrega de medicamentos oncológicos, realização de exames, retirada de resultados e doação de sangue. Permanecem suspensos emergências, cirurgias, internações, hemodiálise e exames de imagens.

 

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AGU recorre contra troca da direção de hospital federal no Rio

Termina hoje (5) o prazo dado pela Justiça Federal no Rio de Janeiro, em decisão proferida na quinta-feira (30), determinando que o Ministério da Saúde tome providências quanto ao atendimento de hospitais federais no Rio de Janeiro em meio à pandemia da covid-19. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ontem (4) da decisão.

A juíza Carmen Silvia Lima de Arruda, da 15ª Vara Federal no Rio de Janeiro, acusou a direção do Hospital Federal de Bonsucesso de omissão e intimou o Ministério da Saúde a tomar medidas administrativas para substituir o corpo diretivo.

Ela também pediu esclarecimentos sobre compra de material e emprego de pessoal no combate à covid-19 por hospitais federais e das Forças Armadas no estado.

A AGU argumenta que a decisão de exonerar a diretoria do hospital é uma “arbitrariedade judicial”. “O Poder Judiciário invadiu a esfera administrativa e impôs uma obrigação em desacordo com o texto constitucional”, informou a AGU, em nota.

Plano de Contingência

No texto da decisão, a juíza descreve que o hospital de Bonsucesso não apresentou o Plano de Contingência para enfrentamento da covid-19; não esclareceu sobre o deslocamento dos médicos recém formados, em especialização ou em residência médica para auxiliar na atual contenção; e não comprou teste para detecção do novo coronavírus para o corpo funcional, nem adotou qualquer providência para fazer a testagem; e não há previsão de compra de equipamentos de proteção individuais (EPI).

A juíza relata também a existência de 240 leitos de enfermaria e 30 de UTI ociosos por falta de pessoal e um total de 654 profissionais afastados e sem previsão de retorno.

A Ação Civil Pública foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU). A assessoria de imprensa do Hospital Federal de Bonsucesso informou que não iria se pronunciar sobre a questão, que está sendo tratada pelo Ministério da Saúde. O ministério foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou.

Com informações e foto da Agência Brasil