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Confira o cenário de cada time carioca nas últimas rodadas do Brasileirão

 

Por: Luhan Alves

A penúltima rodada do Campeonato Brasileiro 2020 promete bastante. E dos clubes do RJ, o único que apenas cumpre tabela é o Botafogo, que foi rebaixado pela terceira vez em sua história. Flamengo, disputa o título do Brasileirão, Fluminense busca vaga direta na fase de grupos da Libertadores e Vasco luta contra o rebaixamento, o que aconteceria pela quarta vez em sua história.

 

Flamengo

O rubro-negro carioca vai jogar uma de suas partidas mais importantes dos últimos anos neste domingo (21), contra o Internacional, às 16h, no Maracanã. Se quiser continuar sonhando com o octacampeonato, o Flamengo vai precisar vencer o Colorado e na última rodada o São Paulo, no Morumbi. A derrota acaba com o sonho do título brasileiro. Willian Arão, que sofreu uma fratura no dedo do pé direito, em acidente no banheiro do Ninho do Urubu, tem poucas chances de jogar contra o time gaúcho. Gustavo Henrique deve ser o substituto.

Gabigol é uma das esperanças de gol na partida decisiva contra o Internacional Foto: Alexandre Vidal/CRF

 

Fluminense

Já garantido na próxima edição da Libertadores, após ficar 8 anos sem frequentar a competição, o tricolor carioca ainda tem chances de classificação direta na fase de grupos. Para terminar no G4 do Brasileirão, o Fluminense precisa vencer os seus dois últimos jogos e torcer por tropeços de São Paulo e Atlético-MG, algo difícil, porém não improvável. Outra possibilidade é se caso o Palmeiras, atual campeão da competição intercontinental, conquistar a Copa do Brasil, a vaga iria para o Flu, caso termine em 5° no Campeonato Brasileiro.

Nenê vem se destacando nas últimas partidas do Fluminense que luta por vaga direta na fase de grupos da Libertadores Foto: Lucas Merçon/FFC

Vasco

O Cruzmaltino vive mais uma vez o drama da luta contra o rebaixamento. O Vasco é o atual 17º colocado no Brasileiro, com 37 pontos. O Bahia, o primeiro fora do Z-4, tem um ponto a mais. A partida contra o Corinthians neste domingo (11), às 16h, na Neo Química Arena, será como uma final de campeonato para os vascaínos. Se perder este jogo e o Bahia vencer o Fortaleza, o Vasco será rebaixado mais uma vez em sua história. Um provável desfalque importante para equipe carioca é o meia Benítez, que faz tratamento por sentir dores musculares em uma das coxas. Apesar de não ter participado de todos os treinos da semana, ele viajou com a delegação.

A presença de Benítez na equipe titular diante do Corinthians ainda é incerta Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

Botafogo

Já rebaixado para a Série B 2021, o alvinegro carioca está aproveitando estes últimos jogos da primeira divisão para testar jogadores da base, visando à próxima temporada. Fora de campo, a diretoria já começa o planejamento para a disputa da segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O clube segue buscando um treinador de peso para comandar o desafio que o Botafogo terá pela frente. Alguns reforços também podem chegar como o lateral-direito Jonathan, o volante Matheus Frizzo e o atacante Ronald. O Glorioso ainda negocia com o zagueiro Gilvan e o atacante Robson. A ideia inicial é de buscar atletas para compor o elenco e reforçar posições carentes.

Botafogo tem testado alguns meninos da sua base nos últimos jogos Foto: Vítor Silva/ BFR

 

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Disputa pelo título do Brasileirão segue acirrada

 

O Campeonato Brasileiro está chegando à sua reta final. E a briga pelo título está cada vez mais acirrada. O líder São Paulo que tinha uma vantagem boa em relação aos outros times viu a diferença de pontos diminuírem, já que nos últimos 3 jogos o clube paulista fez apenas 1 ponto de 9 disputados. Agora, o time do Diniz tem 57 pontos e é perseguido por Internacional com 56, Atlético-MG com 53, Flamengo com 52, Palmeiras com 51 e Grêmio 50. Dessas equipes, do 3° ao 6° lugar ainda tem um jogo a menos. Ou seja, a disputa promete ser emocionante até a última rodada.

E a 31ª rodada, que acontece nesta quarta e quinta-feira, coloca em disputa os 6 primeiros colocados. O São Paulo encara o Internacional, no Morumbi. Já o Atlético-MG vai a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio. E o Flamengo joga como mandante no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, diante do Palmeiras. Confrontos diretos na luta pelo título do Campeonato Brasileiro 2020. Confira abaixo as análises dessas partidas.

São Paulo x Internacional (Morumbi)- Quarta-feira, 21h30

Jogo que vale a liderança do Campeonato Brasileiro pelo menos para essa rodada. A partida promete ser decidida nos detalhes e na estratégia de cada equipe. São duas propostas diferentes dentro de campo. Por ser o atual líder, jogar em casa e pela característica do time, o São Paulo deve tomar a iniciativa e propor mais o jogo. O que Diniz precisa resolver é qual peça e esquema será melhor, na ausência de Luciano, que claramente faz falta para a equipe. O time paulista precisa ser mais eficiente no ataque e na transição ofensiva.

Fernando Diniz tenta ajustar o time do São Paulo para voltar a vencer no campeonato Foto: Reprodução Twitter/São Paulo

Já o Internacional, deve adotar uma estratégia mais reativa, esperando o São Paulo no seu campo e tentando surpreender no contra-ataque. Para isso vai precisar que seus jogadores da parte ofensiva estejam em noite inspirada. Eles precisam colocar velocidade na transição ofensiva e ter eficiência na hora de chegar ao gol do time paulista. A defesa precisa ficar atenta a intensa movimentação dos atletas da equipe do Diniz, para não ser surpreendida.

Edenilson tem sido um dos destaques do Internacional nesta temporada Foto: Reprodução Twitter/Internacional

Grêmio x Atlético-MG (Arena do Grêmio)- Quarta-feira, 19h15

Acredito que esse jogo seja bastante interessante de assistir por conta de serem duas equipes que buscam o jogo na maior parte do tempo, promessa de um duelo bem movimentado. O Grêmio, jogando em seus domínios, vai tentar ficar com a posse de bola e jogar de forma mais vertical, acionando seus pontas e tentando infiltrar na defesa do Galo através de troca de passes rápidos e passes em profundidade. As dificuldades serão furar a boa marcação do Atlético-MG e na parte defensiva fazer uma recomposição rápida, pois os jogadores de frente da equipe mineira são velozes.

Diego Souza vive ótima fase com a camisa do Grêmio Foto: Reprodução Twitter/Grêmio

O Atlético deve adotar uma estratégia para surpreender o Grêmio já nos primeiros minutos de jogo. Engana-se quem pensa que o time de Sampaoli irá esperar a equipe de Renato em seu campo. O Galo deve tentar marcar até a intermediária para tentar roubar a bola e sair em velocidade ao ataque, pegando a defesa gaúcha desprevenida. Mas o clube mineiro vai precisar também ter atenção na parte defensiva, pois os pontas do Grêmio são rápidos e chegam com bastante perigo. Além disso, precisa ficar de olho no Diego Souza, que vive fase artilheira.

Sampaoli é um dos treinadores que estão dedes o começo em um mesmo clube no campeonato Foto: Reprodução Twitter/Atlético-MG

Flamengo x Palmeiras- (Mané Garrincha)- Quinta-feira, às 19h

Esta partida será dos dois elencos mais qualificados do Brasil. E se for para apontar um leve favoritismo, para mim o Palmeiras chega em um momento melhor e mais preparado para esse confronto. Porém, do outro lado tem o Flamengo com um time qualificado e peças que podem decidir o jogo, mesmo não estando em boa fase.

O time de Rogério Ceni ainda apresenta algumas falhas coletivas e seus principais jogadores estão abaixo tecnicamente. Na parte ofensiva, Diego tem entrado bem e vem dando dinâmica no meio campo rubro-negro, Arrascaeta vem sendo decisivo e Pedro quase sempre vem muito bem do banco. São algumas armas para o Fla tentar surpreender o time paulista, o setor ofensivo precisa estar bem para vencer a partida. O que preocupa também é a parte defensiva, já que até agora nenhum jogador conseguiu encaixar ao lado de Rodrigo Caio. E o Palmeiras tem meias e atacantes de muita qualidade e que se movimentam bastante. Se a marcação não acertar, a equipe terá problemas.

Rogério Ceni vem sendo bastante pressionado no comando do Flamengo Foto: Reprodução Twitter/Flamengo

Já a equipe do Palmeiras vem embalada pelo ótimo trabalho do técnico português Abel Ferreira. O clube paulista está na final da Copa do Brasil e da Libertadores, e ainda se colocou na briga no Campeonato Brasileiro. Para essa partida, acredito que o Palmeiras irá explorar bastante os espaços deixados pelos laterais do Flamengo e vai tentar confundir a zaga adversária com bastante movimentação dos atacantes. Por mais que a defesa do Alviverde seja muito boa, será preciso ter atenção com os jogadores de frente do Fla e das chegadas de Isla e Filipe Luís ao ataque.

Abel Ferreira faz um ótimo trabalho no comando do Palmeiras Foto: Reprodução Twitter/Palmeiras

Para os amantes do futebol, será uma rodada de muita emoção e boa de se assistir.

Por: Luhan Alves

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Trump com covid-19: por que a saída do hospital não esclarece dúvidas sobre a saúde do presidente dos EUA

Diagnosticado com covid-19, o presidente americano Donald Trump deixou por volta de 19h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira (05/10) o hospital militar Walter Reed, na região da capital, Washington D.C.

Ele agora seguirá tratamento na Casa Branca, de onde apareceu tirando sua máscara e acenando logo após a alta. Após a volta à Casa Branca, sua conta no Twitter postou um vídeo com trilha sonora impactante e imagens de seu helicóptero voltando do hospital.

Mais cedo na segunda-feira, ele escreveu: “Não sintam medo da covid-19. Não a deixem dominar suas vidas”.

Apesar da segurança com que Trump tenta anunciar sua saída do hospital, as reais condições de saúde do presidente Trump ainda são um mistério desde que anunciou o diagnóstico, na madrugada de sexta-feira (02/10).

Registros do momento em que ele tira a máscara na Casa Branca para posar para as câmeras, por exemplo, têm alimentado especulações entre profissionais de saúde sobre uma suposta dificuldade de respirar — nos últimos dias, Trump apresentou sintomas graves de covid-19, como febre alta e quedas de oxigenação no sangue que o obrigaram a receber oxigênio suplementar.

Outros dois episódios ao longo do período em que ele ficou internado ampliaram as suspeitas sobre o quadro de saúde dele.

Segundo o jornal The Washington Post, especialistas em edição de vídeo apontaram que a Casa Branca usou efeitos em um vídeo de Trump gravado no hospital para esconder uma tosse dele e simular que ele falou quatro minutos sem cortes. O veículo também afirmou que duas fotos divulgadas de Trump em salas e roupas diferentes do hospital foram feitas num intervalo de apenas dez minutos. Em uma delas, inclusive, o mandatário parece assinar apenas um papel em branco.

Além disso, diferentes fontes da Casa Branca deram versões conflitantes sobre o estado de saúde do mandatário ou afirmaram coisas que as imagens de Trump não corroboravam.

Ainda na sexta, quando ele foi levado ao hospital, a Casa Branca informou que a medida era resultado de uma “abundância de precauções”.

Conley, o médico do presidente, afirmou que Trump estava bem disposto. Os sintomas seriam leves. No entanto, em um vídeo em que falava à nação na sexta, minutos antes de tomar o helicóptero para o hospital, ele aparecia diante das câmeras visivelmente abatido, pálido e cansado, o que contrariava a narrativa oficial.

No sábado de manhã, Conley se recusou a informar sobre febre ou necessidade de oxigênio suplementar para Trump e afirmou que o presidente estava “indo muito bem”.

Em uma entrevista confusa e tensa, disse que o diagnóstico havia sido dado 72 horas antes daquele momento, adiantando em quase 36 horas a descoberta da enfermidade em relação ao anúncio do teste positivo de Trump para covid-19. Horas mais tarde, em nota, o médico afirmou que se confundiu nas datas e queria falar em “dia 3” e não em “72 horas”.

Diante das palavras dos profissionais médicos, Mark Meadows, chefe de gabinete da Casa Branca, procurou os repórteres para dizer exatamente o contrário do que tinha sido dito por Conley minutos antes.

Segundo Meadows, “os sinais vitais do presidente nas últimas 24 horas eram preocupantes” e o caminho para uma recuperação completa ainda não estava pavimentado, as próximas 48 horas “seriam críticas”. Meadows pretendia fazer as declarações à imprensa sem se identificar, para não enfurecer Trump, que havia orientado sua equipe a não abrir detalhes sobre seu real estado. Mas uma câmera de TV ligada transmitiu ao vivo as palavras de Meadows via internet.

Isso forçou o médico Conley a rever suas afirmações.

Na manhã de domingo, ele admitiu que o presidente teve “febre alta” e ao menos duas quedas de saturação, com necessidade de oxigênio extra. E anunciou que Trump havia iniciado o tratamento com o corticóide dexametasona, usado apenas em casos graves já que atua como um imunossupressor e pode piorar a condição de pacientes com sintomas leves.

De acordo com o médico, sua intenção inicial não era compartilhar informação falsa, mas disseminar uma atitude “otimista” em relação ao prognóstico de seu paciente. Ele, no entanto, se recusou a informar as condições dos pulmões do presidente e se ele teria desenvolvido pneumonia em decorrência do vírus.

Visivelmente mais disposto pelos vídeos que compartilhou e pela frequência com que fazia postagens em suas redes sociais, Trump chegou a dar uma volta de carro no entorno do hospital no fim da tarde de domingo, para acenar para seus apoiadores que faziam vigília no local.

A melhora do presidente veio acompanhada da pressão dele para ser liberado do hospital e retomar sua campanha à reeleição, a 29 dias do pleito. Além de um alegado tédio, Trump viu surgirem duas pesquisas nacionais no domingo que mostravam uma ampliação da margem de vantagem de seu rival Joe Biden sobre ele, de sete para dez pontos percentuais.

É nesse contexto que a alta acontece nesta segunda. Segundo Conley, Trump pode voltar para a Casa Branca porque não apresentou febre nas últimas 72 horas e estava mantendo bons níveis de oxigenação.

Mas o médico afirmou que o presidente será acompanhado 24 horas por dia por uma equipe de saúde em sua residência oficial. E apelou para uma lei de proteção de informações dos pacientes para não comentar outros detalhes sobre a situação do presidente. Para os americanos, ficam as palavras de Trump (“me sinto melhor do que há 20 anos”), e a expectativa do que verão nos próximos dias.

“Não sintam medo da covid-19. Não a deixem dominar suas vidas.”

Alvo de severas críticas de especialistas em saúde, esse post publicado pelo presidente no Twitter é enviado a uma população severamente atingida pela pandemia e que já perdeu quase 210 mil pessoas para o novo coronavírus, quatro vezes mais mortes do que a Guerra do Vietnã provocou.

“Ou… não sinta medo do coronavírus se você é o presidente dos Estados Unidos com acesso aos melhores cuidados, remédios e tratamentos experimentais”, comentou Dana Bash, correspondente de política da CNN em Washington D.C.

Em seu tratamento até o momento, Trump recebeu dois tipos de anticorpos monoclonais experimentais, o antiviral remdesivir e o corticoide dexametasona, usado apenas em casos graves de covid-19. Ele também precisou de oxigênio suplementar.

O time de profissionais da saúde responsáveis pela atenção a Trump contava com 13 médicos e enfermeiros, liderados por Sean Conley, um médico oficial da Marinha responsável pela atenção primária ao presidente.

Além das drogas experimentais a que teve acesso e da possibilidade de ser levado de helicóptero ao hospital depois de dois incidentes de queda de saturação sanguínea na sexta-feira (02/10), Trump ficou instalado em um espaçoso apartamento do hospital, com vários ambientes, e equipado com cama de casal, mesa de jantar, poltronas de couro e escrivaninha para trabalho.

Nada parecido com o leito composto por maca e aparador, apartado dos demais por paredes de lençóis, em grandes enfermarias hospitalares, que boa parte dos 7,3 milhões de pacientes com covid-19 nos EUA precisou enfrentar.

Ao jornal The Washington Post, Jeanne Marrazzo, especialista em doenças infecciosas da Universidade do Alabama, afirmou que a situação privilegiada do presidente e de outros pacientes com alto status social “refletem as desigualdades inerentes ao nosso sistema de saúde”.

“Sabemos que os VIPs (Very Important People, ou Pessoas Muito Importantes, na sigla em inglês) recebem atendimento extraordinário — nosso sistema de saúde já distingue as pessoas consideradas merecedoras do mais alto nível de atendimento, e esse é o fato e a realidade em nossa sociedade”, afirmou.

Mais de 10 pessoas próximas infectadas

A primeira-dama, Melania Trump, também recebeu diagnóstico positivo na última quinta.

Ela continua na Casa Branca e, segundo os médicos do casal, está “indo muito bem”.

Nos últimos dias, mais de 10 pessoas próximas ao presidente foram diagnosticadas com covid-19. Entre elas estão o assistente pessoal de Trump, Nick Luna, seu coordenador de campanha, Bill Stepien, e seu conselheiro de campanha, o ex-governador Chris Christie.

Nesta segunda (05/10), a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, informou pelo Twitter também ter testado positivo para a doença.

O candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden, foi testado duas vezes desde o anúncio de Trump, com diagnóstico negativo em ambas as ocasiões. Eles estiveram juntos na última terça (29/09), no primeiro debate da corrida presidencial.

Com informações: BBC

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Juiz do Paraguai concede liberdade a Ronaldinho Gaúcho após 5 meses

A Justiça do Paraguai concedeu liberdade nesta segunda-feira (24) a Ronaldinho Gaúcho, que estava em prisão domiciliar. O ex-jogador da seleção brasileira poderá retornar ao Brasil após cinco meses de privação da liberdade no país vizinho por tentar ingressar com passaporte adulterado.

O juiz Gustavo Amarilla aceitou uma “suspensão condicional” das acusações contra o ex-jogador, concordando com solicitação apresentada pela procuradoria no início do mês.

Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário de Ronaldinho, recebeu uma condenação de 2 anos em suspenso, e ambos poderão deixar o Paraguai sob determinadas condições.

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Estudantes fazem fila em universidade de NY para testes de coronavírus

Centenas de estudantes universitários e funcionários de uma faculdade de Nova York fizeram fila diante de uma tenda branca, nessa terça-feira (18), para serem submetidos a testes do novo coronavírus antes da retomada das aulas no início de setembro. A cena deve se repetir nas próximas semanas em outros campi universitários dos Estados Unidos (EUA).

A Universidade de Nova York (NYU) está testando os alunos que escolheram o ensino presencial, com as aulas de graduação começando no dia 2 de setembro. A instituição, localizada na parte baixa de Manhattan, também oferece aos alunos opções de ensino a distância ou um programa híbrido entre o presencial e o remoto.

Nova York, que já foi o epicentro da pandemia nos EUA, tem hoje uma taxa de infecção abaixo de 1%, o que representa um padrão de referência para o reinício de algumas atividades, que precisam ser combinadas com o distanciamento social e o uso de máscaras.

Em outros lugares dos Estados Unidos, faculdades, escolas primárias e secundárias estão lutando para se adaptar às possibilidades de abertura em meio à pandemia.

Em algumas faculdades, o local de testes para o coronavírus é o primeiro lugar ao qual os alunos devem comparecer quando chegam ao campus, antes até de irem aos seus dormitórios. Eles podem não ser autorizados a entrar em alguns prédios do campus até que o resultado volte negativo, o que pode demorar vários dias, em alguns casos.

Para escolas localizadas em partes do país que já têm taxa de infecções positivas de mais de 10%, pode ser melhor começar um novo ano acadêmico com salas de aula virtuais, disse o principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci.

Os Estados Unidos têm mais de 5 milhões de casos confirmados do novo coronavírus, o maior número do mundo, com mais de 170 mil óbitos.

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Líderes do Líbano foram alertados em julho sobre explosivos no porto

Autoridades de segurança do Líbano alertaram o primeiro-ministro e o presidente, mês passado, que 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenados no porto de Beirute representavam um risco de segurança e poderiam destruir a capital, se explodissem, segundo documentos vistos pela Reuters e autoridades de segurança.

Pouco mais de duas semanas depois, os produtos químicos industriais foram pelos ares em uma enorme explosão que destruiu quase todo o porto e faixas da capital, matando pelo menos 163 pessoas, ferindo outras 6.000 e destruindo 6.000 prédios, segundo autoridades municipais.

Um relatório da Direção Geral de Segurança Pública sobre os eventos que levaram à explosão incluiu referência a uma carta enviada ao presidente Michel Aoun e ao primeiro-ministro Hassan Diab, em 20 de julho.

Embora o conteúdo da carta não estivesse no relatório visto pela Reuters, uma autoridade superior de segurança disse que resumia as descobertas de uma investigação judicial, iniciada em janeiro, que concluiu que as substâncias químicas deveriam ser postas em segurança imediatamente.

O relatório de segurança pública, que confirmou a correspondência ao presidente e ao primeiro-ministro ainda não havia sido publicada.

“Havia o risco de que esse material, se roubado, pudesse ser usado em um ataque terrorista”, disse a autoridade à Reuters.

“No fim da investigação, o procurador-geral (Ghassan) Oweidat preparou um relatório final que foi enviado às autoridades”, disse, referindo-se à carta enviada ao primeiro-ministro e ao presidente pela Direção Geral de Segurança Pública, que supervisiona a segurança portuária.

“Eu os alertei que isso poderia destruir Beirute, se explodisse”, afirmou a autoridade, envolvida na redação da carta e que se recusou a ter a identidade divulgada.

A Reuters não conseguiu confirmar a descrição da carta de maneira independente.

A Presidência não respondeu ao pedido por comentários sobre a carta de 20 de julho.

Um representante de Diab, cujo governo renunciou na segunda-feira (10), disse que o primeiro-ministro recebeu a carta em 20 de julho e ela foi enviada ao Conselho Supremo de Defesa para aconselhamentos dentro de 48 horas. “O atual ministério recebeu o documento 14 dias antes da explosão e agiu em resposta a ela em questão de dias. As administrações anteriores tiveram seis anos e não fizeram nada.”

Com Informações: EBC

 

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Alemanha aprova novo pacote anticoronavírus

O Bundestag (Parlamento alemão) aprovou nesta quinta-feira (14) um segundo pacote de medidas para tentar conter a propagação do novo coronavírus na Alemanha. O objetivo principal é garantir o funcionamento do sistema de saúde em caso de pandemias e compensar custos financeiros.

Elas preveem que a quantidade de testes seja ampliada, especialmente em asilos de idosos e hospitais, e que as seguradoras de saúde obrigatoriamente sempre paguem por todos os testes.

Mesmo pessoas assintomáticas que suspeitem estar infectadas ou que tiveram contato com uma pessoa infectada poderão fazer um teste, que deverá ser pago pelas empresas seguradoras.

As seguradoras também serão obrigadas a pagar pelos exames para identificar anticorpos em pessoas que se curaram do novo coronavírus. A associação das seguradoras comunicou que vai precisar de recursos extras do governo para poder bancar os novos custos.

Com o objetivo de proteger o sistema de saúde para o caso de a pandemia do novo coronavírus durar até o próximo inverno, deverão ser feitas mais vacinas contra a gripe. Até agora, os médicos podiam encomendar um número limitado de vacinas de gripe todos os anos para seus pacientes, já que as seguradoras apenas cobririam os custos daquelas que comprovadamente fossem usadas em caso de clara necessidade. Com a nova lei, as vacinas deverão ser amplamente disponibilizadas pelas seguradoras.

Os deputados também aprovaram um bônus de até 1.000 euros, livre de impostos, para os cuidadores de idosos. O valor será pago pelas seguradoras públicas de assistência, que receberão uma verba extra do governo para isso. Além disso, os estados e os empregadores são incentivados a elevar o valor em mais 500 euros. Alguns estados já comunicaram que vão participar.

A oposição criticou que outros profissionais de saúde não tenham sido incluídos na medida e disse que a solução ideal seria elevar os salários dos cuidadores de idosos e não pagar bônus.

Laboratórios que fazem exames deverão comunicar às autoridades também os casos que deram negativo, e as autoridades de saúde deverão comunicar ao Instituto Robert Koch os casos de pessoas que foram curadas.

Entre as informações a serem compartilhadas, todas anônimas, está agora também onde uma pessoa pode ter sido contaminada. O objetivo do governo é ter um panorama mais amplo de como a epidemia está evoluindo no país.

Também foi aprovada uma verba total de 50 milhões de euros para os 375 departamentos de saúde estaduais e municipais do país, com o objetivo principal de melhorar a digitalização dos serviços. Alguns departamentos enviavam suas informações por fax.

As medidas aprovadas pelo Parlamento deverão agora ir para análise do Bundesrat, a câmara legislativa onde estão representados os estados. A aprovação é dada como certa e deverá ocorrer nesta sexta-feira (15).

A Alemanha também vai arcar com os custos de tratamento de UTI de pacientes com coronavírus vindos de outros países europeus, incluindo os da União Europeia e Reino Unido, desde que o paciente não possa ser tratado em seu país de origem devido à falta de leitos.

Com informações da agência Deutsche Welle

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OMS alerta sobre fim precipitado de isolamento

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, alertou, nessa quarta-feira (6), sobre os riscos de ser necessário retornar ao confinamento, caso os países que estejam deixando as restrições para combater a pandemia de coronavírus não administrem as transições “com muito cuidado e em uma abordagem em fases”.

Ele listou uma série de medidas necessárias antes que os países afrouxem medidas destinadas a controlar a propagação da covid-19, doença respiratória do provocada pelo coronavírus, como controles de vigilância e preparação do sistema de saúde.

“O risco de retornar ao bloqueio permanece muito real se os países não administrarem a transição com muito cuidado e com uma abordagem em fases”, afirmou ele em um briefing online em Genebra.

Tedros, que chegou a ser criticado pela forma de lidar com o surto, disse que fará uma análise da resposta dada pela agência, mas que vai aguardar até que a pandemia recue.

“Enquanto o fogo está aceso, acho que nosso foco não deve ser dividido”,afirmou.

O diretor defendeu o protocolo da OMS de alerta sobre o potencial de transmissão de pessoa para pessoa do novo coronavírus, lembrando que informou o mundo disso no início de janeiro.

A organização, com sede em Genebra, tem sido acusada pelo seu principal doador, os Estados Unidos (EUA), de ser “centrada na China”. Os EUA têm cortado o financiamento ao órgão.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, vem afirmando que tem “evidências” de que o novo coronavírus surgiu em um laboratório em Wuhan, na China, enquanto os cientistas têm informado à OMS que a origem é animal.

*Agência britânica de notícias

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Reino Unido se torna segundo país do mundo com mais mortes pelo coronavírus

O Reino Unido se tornou o primeiro país da Europa a superar 30 mil mortes provocadas pelo coronavírus e agora ocupa o segundo lugar na lista de nações com mais vítimas fatais no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com dados publicados por agências regionais britânicas na última terça-feira (5), cerca de 32.313 pessoas sucumbiram à covid-19. O número atual, acreditam as autoridades, é provavelmente muito superior, já que esses dados incluem as mortes até 24 de abril na Inglaterra (28.272), Gales (1.376) , Irlanda do Norte (393), e até 26 de abril na Escócia (2.272).

O balanço anterior do Ministério da Saúde britânico, publicado nesta segunda-feira (04/05), que inclui mortes em hospitais e casas de repouso de pacientes que apresentaram resultado positivo para covid-19, era de 28.734 vítimas fatais.

No início de março, o Reino Unido se dizia “preparado para a epidemia”, sem demonstrar maiores preocupações com a propagação do coronavírus. Dois meses mais tarde, o país se tornou o mais atingido da Europa e o segundo do mundo em número de mortes.

No dia 5 de março, as autoridades britânicas anunciaram a primeira vítima fatal do novo coronavírus. No dia 17, o conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, chegou a declarar que um número de mortos limitado a 20 mil pessoas seria um “bom resultado”.

Premiê não teria levado epidemia a sério

Primeiro-ministro Boris Johnson, ele mesmo vítima da doença, foi acusado de não ter levado a epidemia a sério (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro Boris Johnson, ele mesmo vítima da doença, foi acusado de não ter levado a epidemia a sério. Ele chegou a se vangloriar de ter apertado a mão de pacientes contaminados, durante uma visita ao hospital, no dia 3 de março. O premiê teve sintomas graves do vírus e chegou a ser internado na UTI e colocado em respiração artificial.

Ainda em março, apesar do aumento do número de contaminações, a depistagem e a busca por pessoas contaminadas, que poderiam disseminar o vírus, foi abandonada. Esta estratégia foi utilizada com bons resultados na Coreia do Sul e na Nova Zelândia, para limitar as transmissões.

As autoridades britânicas pareciam ter perdido o controle sobre a propagação da doença, mas o primeiro-ministro, na época, ainda continuou reticente à ideia de instaurar um confinamento. O conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, chegou a insinuar que uma imunidade coletiva poderia se desenvolver se uma parte da população pegasse o vírus e conseguisse vencer a infecção.

O governo desmentiu e disse que o comentário era apenas um conceito científico, e não um objetivo, mas o fechamento das escolas, bares, restaurantes e academias só ocorreu no dia 20 de março. O confinamento decretado no dia 23 de de março provocou graves consequências econômicas e sociais. Em meados de abril, o país já havia registrado 10.000 mortos.

O governo afirma que atingiu a meta de 100.000 testes por dia no final de abril. Para a imprensa britânica especializada, a resposta britânica à epidemia é o maior fracasso da política científica depois de várias gerações. Se as mesmas medidas tivessem sido tomadas desde fevereiro, muitas vidas teriam sido salvas.

Com informações da agência RFI

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Economia

FMI prevê para este ano a maior recessão desde a Grande Depressão de 1929

Por Sandro Barros

A pandemia do coronavírus alterou a realidade econômica e social na velocidade de um raio. Nesse momento, o mundo enfrenta “uma crise como nenhuma outra”, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), e provocará um impacto na economia global que será o maior desde a Grande Depressão dos anos trinta do século passado.

A diretora-gerente do Fundo, Kristalina Georgieva, traçou um cenário ainda mais obscuro que o previsto há apenas duas semanas. Alguns meses atrás, ela recordou numa mensagem difundida pela Internet, que o FMI esperava para este ano um crescimento positivo da renda per capita em 160 dos 189 países membros.

“Hoje, este número se inverteu: projetamos que mais de 170 países terão crescimento negativo este ano”, afirma. Continua havendo “uma extraordinária incerteza sobre a profundidade e a duração da crise, mas já existe algo claro: o crescimento global se tornará bruscamente negativo em 2020, e antecipamos as piores consequências econômicas desde a Grande Depressão”, disse.

A “previsão lúgubre”, disse a economista, aplica-se tanto às economias em desenvolvimento como às avançadas. “Mas, assim como a crise sanitária golpeia sobretudo os mais vulneráveis, a crise econômica também golpeará com mais força os países vulneráveis”, afirmou.

‘Uma tremenda incerteza’

“Os mercados emergentes e as nações de baixa renda, por toda a África, a América Latina e boa parte da Ásia, correm alto risco”, prosseguiu Georgieva. “Estimamos que as necessidades brutas de financiamento externo para mercados emergentes e países em desenvolvimento chegarão a dois trilhões de dólares, e eles só podem cobrir uma parte disto por si sós. Precisam de ajuda urgente”.

Segundo a diretora do Fundo, é “alentador” que os governos tenham passado à ação, injetando estímulos fiscais de cerca de oito trilhões de dólares (cerca de R$ 40 trilhões), e considera que tem havido uma “coordenação significativa”. Georgieva resumiu as prioridades a partir de agora em quatro pontos: primeiro, continuar com as medidas de contenção e apoio aos sistemas de saúde; segundo, proteger as pessoas e empresas afetadas com medidas fiscais e financeiras; terceiro, reduzir o estresse no sistema financeiro e evitar o contágio; e quarto, enquanto se avança na fase de contenção, planejar a recuperação.

Assim, explicou a economista, se a pandemia for dissipada na segunda metade do ano, a previsão de referência do Fundo é a de “uma recuperação parcial em 2021”. Mas ela ressaltou que continua havendo “uma tremenda incerteza” e que há muitos fatores, incluindo a duração da pandemia, que poderiam piorar as projeções.