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Carlos Augusto | Opinião Notícias do Jornal

A vacina politizada pelo Congresso e STF

 

Não apoio o presidente da República, bem como não tenho procuração para defendê-lo. Entretanto, não posso me omitir e nem deixar de comentar sobre todas as notícias veiculadas pela grande imprensa, bem como as atitudes dos ministros “deuses” do STF, e dos congressistas encastelados no Congresso Nacional, que, ao longo do ano passado e dos dias que antecedem a aplicação das vacinas, sejam elas:   AstraZeneca/Oxford, Sinovac, Janssen e Pfizer/Biontech/Fosun Pharma, todos opositores do Executivo, politizam essa pandemia.

Fato é que, pressionados politicamente, principalmente pelo governador de São Paulo João Dória, garoto propaganda da China, os “deuses” do STF baixaram a ditadura da caneta e retiraram todos os poderes do Executivo. Estabeleceram que estados e municípios têm autonomia para promover ações administrativas no combate à pandemia originada pelo coronavírus.

A partir daí, o que se viu foi uma avalanche de erros na condução de ações de combate à pandemia, como, por exemplo, os hospitais de campanha, que consumiram milhares de recursos públicos e não atenderam plenamente, ora por falta de equipamentos, ora por falta de mão-de-obra, a população contaminada.

Esses hospitais de campanha serviram para os governantes desviarem recursos públicos e ampliarem a corrupção – vide o prefeito e o governador do Rio de Janeiro.

Não posso deixar de mencionar que, no inicio da pandemia, o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é médico, orientou, através da grande imprensa, que todos ficassem em casa e só fossem procurar os hospitais em situação grave, ou seja, quando já não tinha mais como se curar. Foi o famoso “fique em casa”. Essa orientação, concluímos hoje, não foi a mais correta, pois quando o cidadão contaminado procurava os hospitais, já estava com a saúde toda comprometida e havia contaminado a todos em sua residência.

Ora, mandar ficar em casa um cidadão que mora num espaço de 10 metros quadrados, sem água, saneamento básico e sem nenhuma higiene, é assinar a certidão de óbito.

E porque essa orientação foi dada? A resposta é clara: o país não tinha estrutura hospitalar para atender a população, principalmente o povão de baixa renda, carente de plano de saúde.

Mas, voltando à questão das vacinas, agora resolveram politizar as vacinas. Os opositores encastelados no Congresso e no STF, com o apoio de toda imprensa dita burguesa, voltaram suas baterias para o prazo da aplicação das vacinas. Chegam à hipocrisia de mostrar a relação dos países que já estão aplicando a vacina e botando a culpa pela demora no governo, leia-se a Anvisa. Estão dando até ultimato para a Anvisa aprovar as tais vacinas, principalmente a vacina do garoto propaganda de São Paulo, João Dória.

Ora, se os estados e municípios, com o aval dos ministros “deuses” do STF, têm autonomia para prover todo tipo de  ações para combater a pandemia, por que então, no caso de São Paulo e demais governos estaduais que aprovaram e até já compraram a vacina chinesa, não iniciam a vacinação?

O governador Dória, o que mais está politizando a pandemia, é um grande espertalhão, pois ele sabe que, se iniciar a vacinação sem o aval da Anvisa, sem comprovar sua eficácia e segurança, o que pode ter efeitos colaterais graves, não ficaria isento de qualquer responsabilidade.

A conclusão que chego é que a hipocrisia, tanto daqueles governadores e dos ministros “Deuses” do STF, opositores do Executivo, não tem precedentes.

Enquanto isso, o povão, o mais atingido pela pandemia, continua aumentando as estatísticas obituárias e servindo de instrumento político contra o Executivo. Assim eu penso.

Carlos Agusto (Carlão)

Sindicalista, advogado e jornalista – MTb 38577RJ

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Brasil Destaque

João Doria é diagnosticado com Covid-19

O governador João Doria foi diagnosticado com covid-19, na manhã desta quarta-feira (12), e cumpre isolamento social em sua casa. A informação foi confirmada pelo vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Por meio de sua conta no Twitter, João Doria confirmou que obteve o diagnóstico positivo para a doença após a realização de seis testes e afirmou estar assintomático. “Seguindo o princípio da total transparência com que temos lidado com a pandemia, informo que fui diagnosticado com covid-19.”

“Estou bem, sem sintomas. Seguirei trabalhando de casa, cumprindo as recomendações médicas de isolamento. Tenho fé em Deus que vou superar a doença.”

“Todos nós pedimos para que ele possa continuar assintomático nos próximos dias. Estarei aqui na condição de vice-governador transmitindo as informações. Nesse momento, o governador não pedirá licença do cargo porque não vemos necessidade. De sua casa, continuará dando as orientações para sua equipe de trabalho”, afirmou o vice-governador.

Segundo Garcia, todas as pessoas que conviveram com o governador nos últimos 15 dias e por um período de mais de 15 minutos, em uma proximidade de menos de um metro, deverão passar pelos testes para diagnosticar a covid-19. “Isso será feito, cumprindo protocolo, se algum deles testar positivo farão isolamento, mas essas pessoas já estão em quarentena prévia e preventiva. Os testes sendo realizados, eles passarão a ter os resultados”, afirmou o vice-governador.

 

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Política

Bolsonaro diz que possui um dossiê com plano de Maia, Doria e STF contra ele

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre documentos de inteligência para provar sua teoria sobre algo. Dessa vez o capitão disse, em uma reunião com líderes do Congresso nesta quinta-feira (16), que ele possui um dossiê provando um plano do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/-RJ), do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e de integrantes do STF para tirá-lo da presidência.

Segundo divulgou a Folha de S. Paulo, o presidente fez essa acusação, mas não apresentou a nenhum deputado ou senador qualquer prova do suposto plano arquitetado.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta esse tipo de argumento. Em março, o capitão disse que a eleição de 2018 foi fraudada e que tinha provas, mas nunca as mostrou. No mesmo mês, deixou no ar alguma informação privilegiada sobre o coronavírus, dizendo que a população logo saberia que estava sendo enganada por governadores e prefeitos, mas também nunca apresentou.

E o clima parece estar tenso entre o presidente e o Congresso. Mais cedo, Bolsonaro já havia alfinetado o presidente da Câmara. Os dois trocaram farpas após o Palácio do Planalto trocar Luiz Henrique Mandetta por Nelson Teich, na chefia do Ministério da Saúde.

Em entrevista à CNN, Bolsonaro disse que Maia parece estar conspirando contra a cúpula do governo e quer “esculhambar” a economia para criar boas condições às eleições de 2022.

“Lamento a posição do Rodrigo Maia. Ele resolveu assumir o papel do Executivo com ataques bastante contundentes à nossa posição”, afirmou. “Não pode agir dessa maneira, jogar todos os governadores contra mim, para o Senado aprovar essa proposta. A gente não aguenta isso. Qual o objetivo do senhor Rodrigo Maia, resolver o problema ou atacar o presidente da República? Ele não quer amenizar os problemas, ele quer atacar o governo federal, enfiando a faca no governo federal. Parece que a intenção é me tirar do governo.”

Momentos depois, o presidente da Câmara respondeu às críticas do chefe do Planalto e afirmou que não revidará aos ataques, mas disse que Bolsonaro recorre a uma “tática” para fugir do principal debate público.

“O presidente ataca como um velho truque da política. Quando você tem uma notícia ruim, como a demissão do ministro Mandetta, ele quer trocar o tema da pauta. O nosso tema continua sendo a Saúde. Continua sendo as ações que foram conduzidas pelo ministro Mandetta, e agora estão sendo construídas pelo novo ministro”, declarou.

O presidente da Câmara voltou a defender o socorro financeiro aos estados e condenou que os conflitos políticos entre Bolsonaro e os governadores prevaleçam sobre a crise do novo coronavírus.

Maia afirmou ainda que a saída de Mandetta “assusta a população brasileira”, já que o Ministério da Saúde passa por uma troca de comando no meio de uma pandemia.

Com informações da Carta Capital / Foto: Reprodução