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Aumenta a pressão pelo afastamento imediato de Trump da presidência dos EUA

 

A invasão de apoiadores do Trump ao Congresso dos Estados Unidos movimentou e causou momentos de tensão no país. As Eleições já tinham sido bem conturbadas e com Donald Trump não aceitando a derrota nas urnas. Em seu discurso, em uma manifestação, ele voltou a falar em fraude, apesar da falta de provas, e afirmou que seus simpatizantes “nunca concederiam” a vitória a Biden. Após a invasão, as sessões no Congresso foram suspensas e os acessos aos corredores do Senado e da Câmara foram bloqueados.

A Presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou, na tarde de hoje, que se o presidente Donald Trump não deixar o cargo imediatamente caberá ao Congresso removê-lo do posto. Ela publicou uma carta apelando a parlamentares republicanos que ajudem a pressionar pela saída de Trump.

Confira alguns trechos da carta:

“Como sabem, existe um movimento crescente para que seja invocada a 25ª emenda, o que permitiria ao vice-presidente e à maioria de seu gabinete a remoção do presidente por incitar a insurreição e o risco que ainda representa. Ontem, Schumer e eu fizemos o pedido ao vice-presidente Pence, e ainda esperamos ouvir dele o quanto antes uma resposta positiva sobre se ele e seu gabinete seguirão os votos à Constituição e ao povo americano”

 

“Hoje, após os atos perigosos e insurgentes do presidente, congressistas republicanos devem seguir o exemplo e pedir a Trump que deixe o cargo imediatamente. Se o presidente não sair prontamente e de boa vontade, o Congresso seguirá com sua ação”

Pelosi responsabilizou Trump pela invasão de apoiadores dele ao Capitólio, como é conhecido o Congresso americano, na tarde de quarta-feira (6). O ataque interrompeu a sessão de certificação do presidente eleito Joe Biden, que precisou ser realizada mais tarde no mesmo dia, e provocou caos e tumulto. Cinco pessoas morreram.

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Congresso dos EUA é invadido por apoiadores de Donald Trump

 

Por Claudia Mastrange

A sede do Congresso americano, em Whashington foi invadida por um grupo de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, seis de janeiro. A confusão aconteceu durante a contagem de devotos do Colégio Eleitoral definidos nas eleições presidenciais de novembro, que deram vitória a Joe Biden. Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden no pleito.

Há relatos de disparos de tiros e feridos. Uma mulher teria sido atingida no ombro, teria declarado um policial ao jornal “The Whashington Post”. Os invasores quebraram uma porta de vidro, gás lacrimogênio foi disparado pela polícia do Capitólio; guardas foram feridos. A Guarda Nacional foi acionada e mais de mil homens foram enviados para controlar a situação.

Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio.  O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio, como é chamado o prédio que abriga o congresso norte-americano.

Invasores protestam dentro do Congresso (Foto Reprodução GloboNews)

Nas redes sociais, Donald Trump pediu protestos pacíficos e confiança nas forças policiais, mas momentos antes havia discursado em Whashington, afirmando que não aceitaria o resultado eleitoral. Chegou a dizer que marcharia junto com os manifestantes ao Congresso. “Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas”, convocou.

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h, por um período de 12 horas. Já o presidente eleito  Joe Biden fez um pronunciamento em que ressalta que os acontecimentos desta quarta-feira “não refletem a verdadeira América e não representam quem nós somos”. Ele pediu ao presidente Donald Trump que vá a TV e ordene que os manifestantes parem com a invasão ao Capitólio.

As escadarias do Capitõlio foram tomadas por manifestantes (Foto Reprodução TV)

“A esta hora, nossa democracia está sob um ataque sem precedentes. Diferente de tudo que vimos nos tempos modernos. Um ataque à cidadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um ataque aos representantes do povo e à polícia do Capitólio, que jurou protegê-los. E os funcionários públicos que trabalham no coração de nossa República”, declarou Biden.

Fotoss: Reprodução TV

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George Floyd: EUA e o mundo se levantam contra o racismo

Da Redação

George Floyd, um cidadão estaduniense completamente anônimo até o final de maio, um homem negro de 46 anos, empregos instáveis e um passado que combinava prisão e pequenas glórias esportivas, foi enterrado no dia 9 de junho em Houston (Texas) depois de um funeral transmitido ao vivo por veículos de comunicação de todo o mundo.

Sua morte, em 25 de maio, em uma brutal prisão gravada em vídeo, provocou uma onda de protestos contra o racismo que atravessou fronteiras e desencadeou reformas policiais imediatas em vários Estados do país, bem como a derrubada de monumentos associados a abusos em países como o Reino Unido e a Bélgica. Floyd se tornou um ícone súbito de um mundo instável, atacado pela brutal crise do coronavírus.

Mais de seis mil homens e mulheres de todas as idades prestaram homenagem a George Floyd às vésperas do seu funeral, quando a câmara-ardente foi instalada na cidade texana onde passou a maior parte da vida. Esta se apagou há duas semanas e um dia em Minneapolis, a maior cidade da nortista Minnesota, quando foi detido em frente a uma loja como suspeito de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares.

As câmeras de segurança da área e dos telefones dos pedestres registraram como quatro policiais o algemaram e o imobilizaram no chão. Um deles, Derek Chauvin, pressionou o joelho contra o chão enquanto Floyd clamava que não conseguia respirar. A agonia durou oito minutos e 46 segundos. Ele disse que o pescoço doía, o estômago doía, tudo doía. Que iriam matá-lo. Floyd, que deixa uma filha de seis anos, foi levado ao cemitério em um caixão dourado. O famoso ex-boxeador Floyd Mayweather custeou todas as despesas.

Brutalidade policial

Manifestação em Denver, Colorado (EUA)

George Floyd cresceu em Houston, embora tenha nascido na Carolina do Norte. Na adolescência, durante os anos noventa, revelou-se bom em futebol americano e basquete e até conseguiu uma bolsa de estudos por seu rendimento neste último esporte, mas depois entrou em uma espiral de prisões e passou quatro anos detido. Tentou começar uma nova vida em Minnesota, onde trabalhava como guarda noturno havia alguns anos até que a pandemia o deixou desempregado.

A morte deste homem até então anônimo provocou a maior onda de protestos nos EUA desde o assassinato de Martin Luther King em 1968. O policial Chauvin foi acusado de assassinato e os três outros policiais também enfrentam acusações. Mas, independentemente do que acontecer nesse julgamento, o caso Floyd já mudou algumas coisas.

Durante o fim de semana que antecedeu o sepultamento, autoridades de cidades como Los Angeles e Nova York anunciaram novas normas para suas forças policiais e um polêmico corte de recursos para reduzir seu poder e desviar recursos para outras agências. Em Minneapolis, a corporação municipal aprovou o “desmantelamento” de sua força policial para “reconstruí-la em um novo modelo de segurança”.

As implicações políticas de todo esse acontecimento, a apenas cinco meses da eleição presidencial nos Estados Unidos, também eram palpáveis no funeral de Floyd. O presidente Donald Trump condenou o que aconteceu, mas foi muito cuidadoso em reconhecer o racismo estrutural que levou a uma morte como esta e tampouco defendeu a necessidade de reformas para evitar abusos policiais. Coube ao seu adversário nas urnas em novembro, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, ocupar o espaço da denúncia social. “A América pode fazer melhor. Não há outra opção senão fazer melhor. Agora é o momento da justiça racial”, disse Biden. (com informações de agências de notícias)