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Marcelo Bretas, juiz responsável pela Lava Jato no RJ, é internado com covid-19

O juiz Marcelo Bretas, responsável pelas ações da Lava Jato no Rio de Janeiro, está internado com covid-19 desde segunda-feira (4), na Casa de Saúde São José, na Zona Sul da cidade.

Segundo a assessoria de imprensa da unidade, Bretas foi hospitalizado para a realização de exames e tem quadro de saúde estável.

“A Casa de Saúde São José confirma que o juiz Marcelo Bretas está em atendimento na unidade desde ontem [4 de maio] para a realização de exames, com quadro de saúde estável. Não há autorização da família para mais detalhes sobre o quadro clínico”, diz o comunicado emitido pelo hospital na tarde desta terça-feira (5), citado pelo jornal Extra.

Em entrevista à revista Época, o juiz disse que está “bem”, mas que foi preciso se internar para “caso haja necessidade”.

“Estou bem. Estava tratando em casa, mas foi preciso internar. Os quartos aqui são adaptados, semi-UTI, caso haja necessidade”, disse.

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AGU recorre contra troca da direção de hospital federal no Rio

Termina hoje (5) o prazo dado pela Justiça Federal no Rio de Janeiro, em decisão proferida na quinta-feira (30), determinando que o Ministério da Saúde tome providências quanto ao atendimento de hospitais federais no Rio de Janeiro em meio à pandemia da covid-19. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ontem (4) da decisão.

A juíza Carmen Silvia Lima de Arruda, da 15ª Vara Federal no Rio de Janeiro, acusou a direção do Hospital Federal de Bonsucesso de omissão e intimou o Ministério da Saúde a tomar medidas administrativas para substituir o corpo diretivo.

Ela também pediu esclarecimentos sobre compra de material e emprego de pessoal no combate à covid-19 por hospitais federais e das Forças Armadas no estado.

A AGU argumenta que a decisão de exonerar a diretoria do hospital é uma “arbitrariedade judicial”. “O Poder Judiciário invadiu a esfera administrativa e impôs uma obrigação em desacordo com o texto constitucional”, informou a AGU, em nota.

Plano de Contingência

No texto da decisão, a juíza descreve que o hospital de Bonsucesso não apresentou o Plano de Contingência para enfrentamento da covid-19; não esclareceu sobre o deslocamento dos médicos recém formados, em especialização ou em residência médica para auxiliar na atual contenção; e não comprou teste para detecção do novo coronavírus para o corpo funcional, nem adotou qualquer providência para fazer a testagem; e não há previsão de compra de equipamentos de proteção individuais (EPI).

A juíza relata também a existência de 240 leitos de enfermaria e 30 de UTI ociosos por falta de pessoal e um total de 654 profissionais afastados e sem previsão de retorno.

A Ação Civil Pública foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU). A assessoria de imprensa do Hospital Federal de Bonsucesso informou que não iria se pronunciar sobre a questão, que está sendo tratada pelo Ministério da Saúde. O ministério foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou.

Com informações e foto da Agência Brasil