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ROSA, FAMA E METAMORFOSE: ENSAIOS PARA A POTÊNCIA HUMANA CRIATIVA

Produzido pela editora InMediares e organizado pela Doutora em Educação Adriana Doyle Portugal, “Rosa, Fama e Metamorfose: ensaios para a potência humana criativa” é uma coletânea de 26 textos escritos por Eduardo Alves de Carvalho e publicados pelo Observatório das Favelas, em formato de artigos, entre 2017 e 2018. Na ocasião, Eduardo era diretor na instituição, situada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. A cabeça pensa onde os pés pisam: os textos são contribuições ao pensamento de quem está antenado nos giros globais mas em ação no seu bairro, escola, sindicato, comunidade. Em um dos textos, o autor articula Guerra e Paz de Tolstói com a figura da revolucionária socialista Rosa Luxemburgo, para alertar dos perigos da estética da guerra – do desejo de supressão e extermínio do outro, que permeavam as organizações políticas de seu tempo – “Repetir os erros do passado hoje, pode ser fatal”, pontua. O autor propõe em todo o livro a radicalização o processo de democratização, de constituição do comum, do diálogo e de convivência com a diversidade, tendo a democracia como estratégia fundamental.   Os textos são uma reflexão profunda e de grande relevância no contexto atual.

Como bem definiu Adriana Doyle: “Em tempos de retrocessos, a democracia se torna um valor necessário, pois é a garantia da existência das organizações da sociedade civil e de sua convivência histórica e social dentro da pluriversidade política, cultural, estética e, sobretudo, humana. Ampliar e aprofundar a democracia é tarefa central como suporte estrutural da nossa existência organizada e coletiva”. Na visão de Adriana, “os ensaios de Edu indicam também um caminho possível e necessário, o de um tripé sem o qual será muito difícil avançarmos: organizar, formar e agir”, enumera a educadora.

 

Foto: Divulgação

A ideia de reunir em um livro os ensaios escritos por Eduardo nasceu da vontade do autor de aguçar nas pessoas o desejo de saciar a sede de saber: “No momento atual em que vivemos, a leitura não tem sido um convite e o conhecimento parece não despertar energia de desejo nas pessoas. A imagem que predomina em meus olhos e sentidos é a de que vivemos em uma grande festa na qual a ignorância e a mentira são os principais personagens e dançam de mãos dadas. E é nesse contexto que surge este livro que substitui momentaneamente o computador de bolso, chamado de celular, entre sua mão e sua cabeça, ao menos por alguns minutos”, pontua o autor. Para Eduardo, a obra “é uma pequena e singela colaboração, com o objetivo de contribuir para pôr fim a essa festa aterrorizante e ampliar o estímulo para que, no palco principal da vida, esteja a potência humana criativa”.

O autor também falou sobre a expectativa com relação à obra: “Quero expressar ainda o meu desejo de que estas palavras estimulem a leitura e movimentem a energia para nossos desafios coletivos e contemporâneos, assim como agradecer a todos que me leem e que fazem parte desta história. Que todas nós, pessoas do nosso tempo, que estamos no mesmo barco e mesmo mar, compreendendo de modo diverso seus símbolos e significados, sejamos inundados pelo respeito à diversidade e construamos a mais intensa convivência, com amor, carinho e aprendizado com as diferenças”, deseja Eduardo.

Escrita apena em Português, a obra já está disponível para venda na página da editora Inmediares e da AmazonO livro também poderá ser adquirido durante o evento virtual – com o autógrafo do autor.

 

Eduardo Alves de Carvalho

Poeta, cientista social pela UFRJ, cursou Ciências Econômicas, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. Com 16 anos, Eduardo já era secretário de juventude do Partido dos Trabalhadores – PT. Posteriormente, atuou como secretário de formação política do partido, junto aos diretórios municipal, estadual e nacional, sendo também da secretaria nacional. Foi da Teologia da Libertação e atuou na Juventude Operária Católica e em Pastorais. Em Brasília, foi assessor do Sindicato do Servidores Públicos Federais – SINDSEP-DF, por dois anos, e assessor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – CONDSEF, por onze anos. Foi assessor do vereador Adilson Pires em seu primeiro mandato no Rio de Janeiro e foi chefe de gabinete do deputado estadual Marcelo Freixo, por seis anos. Foi coordenador da Escola Popular de Comunicação Crítica – ESPOCC e, nos tempos de produção destes ensaios, foi diretor do Observatório de Favelas, situado no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, atuando no Instituto Maria e João Aleixo – IMJA. Atualmente, Eduardo é coordenador pedagógico do projeto de formação política do Instituto Pensamentos e Ações para a Democracia – IPAD. A publicação de um livro de Eduardo, neste momento de sua vida, possui um valor simbólico imensurável. Sua trajetória brilhante e profundamente ética como intelectual orgânico da periferia e, sobretudo, na vida política, torna este livro um marco de sua trajetória, ainda viva, potente e criativa, apesar do contexto pessoal e das dificuldades que enfrenta diariamente por problemas de saúde.

Por Adriana Portugal

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Editora Laszlo lança livro que ensina o caminho para envelhecer com saúde

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e cuidar da alimentação é um dos meios para se ter uma vida longeva e ativa. Com o passar do tempo, o corpo começa a nos mostrar que a energia dos 20 e poucos anos ficou para trás, é quando dores e um ou outro problema de saúde surgem com mais frequência. Mas muito dos males que acometem às pessoas com o passar dos anos podem ser evitados com a mudança de hábitos e estilo de vida.

Conhecer as respostas do corpo através do que oferecemos para ele – seja pela alimentação ou do próprio meio em que se vive – pode evitar 90% das doenças e sinais de envelhecimento ao qual estamos sujeitos a vivenciar. É esse o tema do lançamento da Editora Laszlo, “Mais jovem pelos seus genes”, da autora Sara Gottfried. O título aborda os efeitos da epigenética e o quanto a saúde e o bem-estar podem andar juntos com a maturidade a partir do nosso investimento em autocuidado.

Cientista, pesquisadora, palestrante, professora de yoga e médica ginecologista formada em Harvard, Sara Gottfried tem mais de 25 anos de experiência. É autora de livros que frequentemente ocupam as listas dos mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

Foto: Divulgação

A obra apresenta um programa de sete semanas, composto de um conjunto de propostas relacionadas à alimentação, ao sono, ao movimento, ao relaxamento, à exposição, ao descanso e ao pensamento. Depois desse período, o protocolo “Mais Jovem” funciona de forma contínua para manter as células se dividindo para sustentar os mecanismos de reparo do DNA e para reduzir suas chances de uma doença degenerativa, por exemplo. “Ao longo da vida, as influências mais profundas para a sua saúde, vitalidade e funcionamento não serão os médicos que você visita, os remédios e as cirurgias e outras terapias as quais você recorre. As influências mais profundas serão os efeitos cumulativos das decisões que você toma a respeito da sua dieta e estilo de vida na expressão de seus genes”, define o nutricionista genético Jeffrey Bland, que assina uma das citações do livro.

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Mauro Senise lança Ilusão à toa em homenagem a Johnny Alf

Por Roberto Muggiati

A bossa nova – vamos combinar? – era uma turma superbacana de rapazes superliberais da classe média – até mulher entrava: Nara, Silvinha, Leny, Odete, Claudete – mas um mulato homossexual filho de empregada como Johnny Alf tinha tudo para se sentir, de certa forma, um penetra entrando sorrateiramente pela porta dos fundos do celebrado clube. Isso, porém. simplesmente não aconteceu. Johnny era um músico tão genial (Tom Jobim o chamava de Genialf ) que comandava o respeito de todos aqueles iniciantes que no final dos anos 1950 iriam revolucionar a MPB. Pianista, cantor e compositor de temas criativos e inovadores, ele foi, praticamente sozinho, o precursor daquele movimento coletivo que teria seu marco inicial na gravação de Chega de saudade, em 1958.  Com seus acordes diferentes, intervalos arrojados, o envolvente ritmo sincopado e sua maneira de encaixar a letra na música, ou vice-versa, repetindo sílabas de um jeito nada ortodoxo, Johnny era já de uma modernidade absurda ainda no tempo do samba-canção. Na lendária A noite do amor, do sorriso e a flor na Faculdade de Arquitetura da Praia Vermelha, no Rio, numa sexta-feira de maio de 1960, Ronaldo Bôscoli foi enfático ao anunciá-lo no palco: “Os verdadeiros entendidos na história da Bossa Nova não poderão estar esquecidos deste nome. Faz dez anos que ele toca música bossa-nova e por isto foi chamado muitas vezes de vigarista e de maluco. Johnny Alf!” Ruy Castro, nosso Homero da odisseia da bossa em busca de sua Ítaca-em-Ipanema, afirma categoricamente que Johnny Alf foi o verdadeiro pai da Bossa Nova“.


pai de Johnny, um cabo do exército, morreu em combate durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Alfredo José da Silva tinha três anos e sua mãe era empregada doméstica numa casa da Tijuca. A patroa gostava do menino, apreciou seus pendores musicais no piano da casa e contratou uma professora para ele. Piano clássico, mas os ouvidos do infante (começou aos nove anos) eram mais chegados aos standards de Cole Porter e George Gershwin e a professora o incentivou na sua preferência. Bom aluno, foi admitido ao Colégio Pedro II, considerado um dos melhores educandários do Rio, e estudava inglês no Instituto Brasil-Estados Unidos, o IBEU, onde já participava de um grupo artístico. Foi lá que uma colega americana lhe sugeriu o nome de Johnny Alf. Em 1952, aos 23 anos, começou a carreira profissional tocando piano na Cantina do César (de Alencar, o radialista) por indicação de Dick Farney. Em 1952 lançou seu primeiro disco, um 78 rotações, com sua música Falsete e o tema de Luiz Bonfá De cigarro em cigarro.

Alf reinou supremo no Rio até 1955 – principalmente no seu QG na Boate Plaza, em Copacabana – quando iniciou seu exílio paulistano, que duraria cabalísticos sete anos, até sua volta para o Rio em 1962. Foi para Johnny Alf que Vinícius de Moraes disse a frase famosa, numa boate paulistana em que grãfinos ruidosos o impediam de tocar: “Meu irmãozinho, pegue a sua malinha e se mande para o Rio de Janeiro, porque São Paulo é o túmulo do samba.” Depois de sua fase áurea, que ainda ocuparia parte dos anos 1960, Alf seguiu uma carreira de altos e baixos, menos por culpa dele – foram os tempos do rolo compressor do rock pauleira, funk, pagode, axê, sertanejo universitário e outros bichos. E em seus últimos anos apresentou-se pouco, por conta dos problemas de saúde. Sem família, morreu em 2010, aos 80 anos, num asilo de Santo André, em São Paulo. Mas sua memória – bem documentada em discos, filmes e vídeos – permanece viva junto àqueles que, como Senise, valorizam, em suas palavras, “a boa música brasileira.”

Com persistência taurina (70 anos em 18 de maio) Mauro Senise construiu uma obra respeitável com dezenas de discos nas últimas quatro décadas, e vem se tornando uma espécie de IPHAN da MPB, com os álbuns dedicados a Noel Rosa, Edu Lobo, Sueli Costa, Dolores Duran, Gilberto Gil e, agora, Johnny Alf. Mauro escolheu a dedo doze joias, todas compostas por Johnny Alf (excetuando as parcerias com Maurício Einhorn em Disa e Ronaldo Bastos em Olhos negros). Mauro escolheu também a dedo um elenco estelar para concretizar este difícil projeto em que – apesar do país e da hora adversa que vivemos – deu tudo certo, longa vida aos deuses da música! Um trio básico – Adriano Souza (piano), Bruno Aguilar (baixo) e Ricardo Costa (bateria) – atua em Seu Chopin, desculpeOlhos Negros (arranjos de Adriano), Rapaz de bem e Céu e Mar (arranjos de Roberto Araújo). Em O que é amar, Bruno e Ricardo acompanham Cristóvão Bastos, piano e arranjo. Outro time entra em campo em DisaIlusão à toa e Podem falar: Jota Moraes (piano, vibrafone e arranjo), Jefferson Lescowich (baixo), Danilo Amuedo (bateria), Jaime Alem (violão), os percussionistas Fábio Luna e Mingo Araújo tirando de sua cartola de mágico truques geniais (ou genialfs, vamos adotar a palavra em nosso vocabulário?). Irmão de três décadas de música com Mauro, Gilson Peranzzetta comparece em duo (Plenilúnio) e trio (Nós, com o astral Villa-Lobos do seu arranjo reforçado pelo violoncelo de Sir David Chew). Uma última colaboração providencial se deveu à volta ao Rio do saxofonista Raul Mascarenhas, depois de décadas em Paris. Já em 1996 Mauro e Raul selavam sua parceria com o CD Pressão alta e sua participação juntos no Free Jazz do ano seguinte. Com arranjo de Roberto Araújo, Céu e mar é um tema instigante em que o tenor de Raul e o alto de Mauro encadeiam ideias nos respectivos solos e trocam compassos no final, evocando os tempos gloriosos de Pres e Bird no Jazz at the Philharmonic, a pioneira JATP de Norman Granz.

Mauro Senise, nesta altura filosófica da vida e da carreira, é o senhor absoluto não só da técnica, mas também da alma do saxofone e da flauta. Johnny Alf pede flauta e ela parece ocupar até mais espaço no CD do que na contagem técnica das cinco faixas. O sax alto aparece soberano em seis faixas, o soprano se mostra a voz ideal para Sonhos e fantasias (arranjo de Cristóvão Bastos) e Olhos negros. É no alto, particularmente, que Mauro encontra o tratamento de timbre adequado para cada tema, usando o rico repertório de recursos da sua palheta, que vai das notas “sujas” do slap tonguing a um sopro límpido e fluente nas baladas. Desta vez ficou de fora o flautim, o chinesinho querido do Mauro: as músicas de Johnny passeiam mais pelo território dos médios e graves, não deixando muito espaço para os saltitantes agudos do piccolo.

As letras de Johnny Alf, em linguagem simples e direta – com uma economia de palavras que está mais para Graciliano e Drummond do que para os pós-parnasianos do sambolero – falam de amor e natureza, e do entrelaçamento dos dois. A maioria exalta a vida: sai a canção de fossa, entra a canção de bossa. Em O que é amar, de 1952, ele canta: “É só olhar, depois sorrir, depois gostar/Você olhou, você sorriu, me fez gostar.” Sua presença é tão forte que temos a impressão de ouvir as letras no toque instrumental. Mauro, como outros improvisadores, segue, muitas vezes até inconscientemente, o Axioma de Lester Young. Rezava o Pai do Cool que, mesmo executando frases instrumentais, o bom jazzista deveria ter sempre na cabeça a letra da canção. Embora na estrada a maior parte do tempo, Lester nunca se separava da sua vitrolinha portátil e dos discos do Sinatra e da Billie Holiday. Para escrever este texto convivi quase uma semana com a música de Johnny Alf e a de Mauro Senise. Metodicamente, antes de ouvir cada faixa do CD de Mauro, buscava a versão original de Johnny, a internet tem quase tudo. Mauro e seus companheiros representam o que há de mais avançado na música instrumental brasileira neste 2020. A comparação, com gravações muitas vezes de sessenta anos atrás, mostra o gigante que era Johnny Alf.

Johnny compôs Eu e a brisa para o III Festival de MPB da TV Record, em 1967. Mesmo não classificada, a música se tornou um de seus principais sucessos, gravada, entre outros, por João Gilberto, Caetano, Tim Maia, Emílio Santiago, Alaíde Costa, Baby Consuelo, Gal Costa e Rosa Passos. A responsabilidade de cantar a única faixa vocal deste tributo caiu sobre os ombros de João Senise, 31 anos, já com seis CDs individuais no seu currículo. A reverência de João a Johnny não o impede de cantar Eu e Brisa com uma paixão contida que nada fica a dever aos demais intérpretes luminares da canção. E tem mais nessa história: João está na companhia familiar do pai (Mauro, num meditativo sax alto), do padrasto (Gilson Peranzzetta, piano e arranjo), do “padrinho” Zeca Assumpção (ao baixo, em participação única, mas de gala) e da bateria suave de Ricardo Costa.

A faixa 13 é um brinde especial: Johnny Alf, num fonograma original, canta e se acompanha ao piano em Melodia sentimental de Villa-Lobos. Mauro o acompanha à flauta em sol, com inserções do Prelúdio nº 3 de Mestre Villa, um tema irresistível, É uma gravação ghost, mas tenho a impressão de que Johnny Alf está ali, em carne e osso, e de repente se levanta do piano e diz: “Valeu, rapaziada! Vamos lá? Tomar um chopinho e jogar conversa fora no boteco da esquina?…”


Mauro Senise nas redes:

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CD: Ilusão à toa – Mauro Senise toca Johnny Alf
Gravadora Biscoito Fino
Lançamento Digital: 16 de outubro, sexta-feira, de 2020
CD físico, preço sugerido: R$ 39,00
À venda em www.biscoitofino.com.br

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Cantora e compositora Priscila Tossan lança seu álbum

No próximo dia 25 de agosto (3ª feira), a cantora e compositora Priscila Tossan atenderá a imprensa por telefone, ou pelo zoom, para falar sobre o lançamento de “Iceberg”, seu álbum de estreia que chega hoje às plataformas digitais pela Universal Music. O primeiro single do álbum é a inédita “Libélulas”, resultado da colaboração entre a artista e os músicos Criolo e Luccas Carlos.

O disco “Iceberg” conta com 12 faixas, sendo cinco canções inéditas, as cinco faixas do EP mais recente de Tossan, “Cine Odeon”, além de uma versão de “Disfarça e chora”, samba do lendário Cartola, e a inédita “Não sabia”, composta por Luiz Melodia. O álbum, que tem produção de Alexandre Kassin, conta ainda com canções autorais e traz a colaboração de Danilo Dias e Feijão, parceiros de longa data da artista.

No início da carreira, a carioca se apresentava nas estações e vagões do metrô do Rio de Janeiro. “Com certeza foi um marco o metrô. Eu sempre fui muito tímida pra cantar em público e foi um desafio enorme. Me lembro de quando eu cantei pela primeira vez. Eu paguei a passagem, entrei e falei pra mim mesma: ‘Cara, eu não vou conseguir fazer essa parada aqui’. Aí eu saí e desisti. Dias depois, diante de muita necessidade, eu novamente falei pra mim: ‘Mano, eu tenho que voltar e fazer essa parada’. E aí eu encarei. Foi difícil, mas rolou. Eu ficava olhando pros ‘amiguinhos’ e pensando: ‘Pô, se os caras conseguem, eu também vou conseguir defender o meu'”, disse Priscila.

Deu certo. Depois das apresentações na rua, o trabalho de Priscila ganhou mais visibilidade. Em 2018, ela foi semifinalista da sétima edição do programa “The Voice Brasil”, exibido em 2018, no qual ela teve o cantor Lulu Santos como técnico. Hoje, os dois são amigos e mantêm a relação de admiração mútua. Em 2019, a cantora fez uma participação no show de Lulu, no palco Sunset, do Rock in Rio.

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Diogo Nogueira lança o single “Princípio, Meio e Fim”

Existem canções que impressionam instantaneamente, que acendem, inspiram, arrepiam. “Princípio, Meio e Fim” é uma delas. Um raro momento em que, encantados pelo tal poder da criação que outro poeta descreveu, Serginho Meriti e Claudemir deram forma a um clássico. Desde então, o povo começou a cantar.

Tocado como tantos outros ouvintes, Diogo Nogueira a abraça agora com todas as forças — e as sutilezas — que incorporou e desenvolveu ao longo de 15 anos de carreira como intérprete. Esta nova gravação leva “Princípio, Meio e Fim” às alturas a que estava destinada, com arranjo de Lua Lafaiette que agrega 14 músicos da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e o apoio vocal do grupo Inovasamba ao time afinadíssimo que acompanha habitualmente o cantor: Rafael dos Anjos (violão), Henrique Garcia (cavaquinho), João Marcos (baixo), Wilsinho, Maninho e Chiclete (percussão).

“Eu sempre trouxe isso nos meus trabalhos. A gente precisa de uma canção assim para representar a esperança e a fé em um momento tão complicado de pandemia, de crise política no mundo todo”, explica Diogo. “E essa música me emocionava sempre que eu escutava. Vinha o sentimento, eu tinha que gravar, parecia ter sido feita para mim.”

Foto: Divulgação

A letra começa citando o Salmo 91:7 (“Mil cairão ao teu lado”), com uma novidade: o próprio Diogo toca o violão na bela introdução. “Eu não sou violonista; sei alguns acordes, algumas canções. Mas o Lua, sempre espirituoso, me viu brincando com o violão numa reunião por vídeo e me intimou, me desafiou”, conta.

Quem escuta o resultado grandioso não imagina o ambiente de descontração que gestou a faixa. Diogo descreve: “O Lua ouviu a gravação inicial e falou que iria precisar de cordas. E ficou dançando na sala. Sozinho. Ele fechava os olhos e dançava, fazia movimentos com a mão… E eu: ‘Caramba!’. Aí ele falou: ‘Deixa comigo, o arranjo todo tá pronto já, tá na minha cabeça’.

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Bethi Albano lança “Rabo de Foguete”

Com uma vida inteira dedicada à música e à educação, Bethi Albano finalmente lançará seu primeiro álbum solo, intitulado “Embrulha pra Presente”, no dia 28 de Julho. O apanhado de canções feitas nas últimas décadas inclui baladas, sambas, valsas, baião e jazz.

Para o primeiro single, que chega às plataformas digitais nesta terça-feira, 21, foi escolhida “Rabo de Foguete”, faixa que representa bem o “roça’n’roll”, gênero batizado pela escritora Mathilda Kóvak e consagrado no tempo da parceria de Bethi com Luhli, autora de “O Vira”, dos Secos e Molhados, com quem a carioca gravou o CD “Todo Céu pra Voar”, em 2002. Ouça aqui: https://backl.ink/142625545.

“‘Rabo de Foguete’ é um baião alegre e suingado. Sua letra é um mergulho para dentro de si, na perspectiva do encontro e troca com outro. Sugere que todos os caminhos, por mais variados e surpreendentes que sejam, vão sempre nos trazer pra nossa essência, o nosso ser interior”, explica Bethi.

O canção é uma parceria com Suely Mesquita e tem arranjos e produção de Eduardo Andrade – que é responsável também pela engenharia de gravação e edição do álbum. Nele, o violão de Bethi se une ao acordeom inspirado de Kiko Horta, enquanto a viola caipira de Bruno Reis dialoga com maestria com o violoncelo de Filipe Massumi. As filhas Clarice e Rita Albano dividem os vocais com Bethi. Tudo é ancorado pelo baixo sofisticado de Sidão Santos e amparado pelas percussões de André Siqueira e Mathias Zibecchi.

No dia 28 de julho, chega às plataformas de música o álbum “Embrulha pra Presente”. O primeiro solo dessa artista de 66 anos é um convite ao mergulho no autoconhecimento e no universo feminino, onde ela canta encontros, trocas, ritmos, desejos e amores em nove faixas. Já no dia 31, Bethi lançará o clipe de “Rabo de Foguete”, dirigido por Bela Carpena e Rita Albano.

Aguarde! Single e álbum são lançamentos do selo Porangareté e foram produzidos através do crowdfunding Benfeitoria.

WEBSÉRIE “VIOLA ENCANTADA”

 

Antes de lançar o novo trabalho, Bethi preparou o terreno trazendo à tona as histórias e vivências de sua vida profissional, em uma rica websérie de seis capítulos, disponível em seus perfis de rede social. Nos vídeos, Bethi mostra as facetas de compositora, instrumentista, arte-educadora, produtora e mãe, e relembra suas músicas e parcerias nestes 37 anos de carreira musical e 50 dedicados à educação. Produzida por Bethi, a websérie teve direção e roteiro de Bella Duvivier Souza, direção de arte de Bela Carpena e Bella Duvivier e fotografia de Rita Albano.

Confira no IG TV da artista: https://www.instagram.com/p/CBZDUH-A1TU/

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Cantor e compositor Wesley Nóog lança novo álbum

“O samba nasce para levar a boa nova; quem ouve atento, se renova”. Se você é atento na boa música brasileira, precisa ouvir ou conhecer mais o trabalho de Wesley Nóog, um dos artistas mais completos do samba soul brasileiro. Paulistano radicado no Rio de Janeiro, Nóog lança seu 4º álbum solo, “O Samba é da Gente”, produzido pelo maestro Paulão 7 Cordas, com dez músicas inéditas em parceria com compositores da nova geração.

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Livro com com sons da natureza é lançamento para bebês

Foto:: Divulgação

 

 

Como é uma coruja? Como faz o sapo? Essas e outras perguntas as crianças encontram no livro “A Natureza”, da Catapulta Editores. A obra faz parte da coleção Toque e escute e é indicada para apresentar a leitura e novas experiências aos bebês, com sons e texturas.

As páginas coloridas e cheia de detalhes vão atrair a atenção dos pequenos, que poderão tocar e apertar em determinados pontos do livro. O título traz elementos da natureza, como animais, vento e água, e os apresenta às crianças de forma lúdica e divertida.

 

 

O livro compõe a coleção que já tem outros três títulos – Os Pets, A Floresta e A Fazenda. Todas as obras estão disponíveis nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, pelo preço sugerido de R$ 69,90.