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Gonzagão para os pequenos

Ótima opção de lazer para divertir os pequenos, ainda em férias escolares, é o projeto “Férias no Teatro”, que une recreação, música, diversão e espetáculo para toda a família e pode ser visto no palco e o foyer do Teatro Multiplan VillageMall (Av. das Américas, 3900 – Piso SS1, Barra da Tijuca) até 31 de janeiro, com atividades de quinta a domingo.

A diversão começa no  foyer do teatro, a partir das 15h, com recreação com monitores e muitas brincadeiras. Às 17h, no palco do teatro, as famílias poderão se divertir com o espetáculo “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças”, do projeto Grandes Músicos para Pequenos, que conta passagens da infância de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, no interior do Nordeste.

Foto: Divulgação

Visto por mais de 100 mil pessoas, o musical acompanha a descoberta do amor do jovem Luizinho, que se apaixona por Nazarena, filha de um coronel que não permite o namoro deles. O resultado é uma fábula inocente, voltada para todas as idades, e embalada por grandes sucessos do músico, como “Asa Branca”, “Que Nem Jiló”, “Baião”, “O Xote das Meninas”, “Olha Pro Céu”, entre outros.

 

Dupla dinâmica em livro

A atriz e jornalista baiana Yin yee Carneiro é respeitada nacionalmente pelo seu trabalho de destaque na terra de Caimmy. Ao lado do pai, o consagrado fotógrafo Sun Sun, um dos pioneiros da fotografia social, ela formou a parceria que ficou conhecida como ‘A dupla dinâmica da Bahia’. Agora esses dois ícones preparam, para 2021, o lançamento do livro “De Pai, Para Filha: O Segredo Sucesso Da Dupla Dinâmica da Bahia!”

Foto: Divulgação

A publicação conta a vitoriosa trajetória dos dois e sua relação com sua rede de contatos, além das pessoas próximas que participaram dos bastidores dessa linda história real de sucesso. Em 2021,  Yinyee Carneiro retoma sua agenda corrida viajando pelo Brasil, com seus novos projetos.

 

Patinação no gelo para refrescar o verão

Em pleno calor carioca, que tal se refrescar e se divertir patinando no gelo? O BarraShopping (Avenida das Américas , 4666 – Barra) inicia a temporada de férias com a atração, localizada na Praça de Eventos do mall, até o dia 5 de março.

Crianças de dois a quatro anos de idade podem brincar utilizando carrinhos especiais, com acompanhamento dos monitores, e as maiores de cinco anos já podem andar de patins, desde que calcem tamanho 27 no mínimo. Adolescentes e adultos também podem participar, sem limite de idade.

Foto: Divulgação

Os ingressos custam a partir de R$ 50, com duração mínima de 30 minutos. A  pista funciona de segunda a domingo, em diferentes horários,  respeitando todas as normas de segurança e distanciamento.

Por: Claudia Mastrange

 

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Vitor Chimento | Serra

Miguel Pereira guarda memória de uma pequena história do Rei do Baião

Em uma sexta-feira, dia 13 de dezembro de 1912, no sopé da Serra do Araripe, na Fazenda Caiçara, povoado do Araripe, a 12 km da área urbana da cidade de Exu (PE), localizada a 610 km da capital Recife. Nasce o segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos (Mestre Januário) e Ana Batista de Jesus Gonzaga do Nascimento (Mãe Santana): Luiz (por ser dia de Santa Luzia) Gonzaga (sugestão do padre) Nascimento (por ter nascido em dezembro, mês do nascimento de Jesus Cristo).

Luiz Gonzaga do Nascimento foi soldado, como corneteiro, por dez anos. Recebeu, entre outros, os apelidos de ‘Rei do Baião’, ‘Majestade do Baião’, ‘Velho Lua’, ‘Bico de Aço’, ‘Gonzagão’. Inventor do forró ─ trio pé de serra ─, baião, quadrilha, xaxado, arrasta-pé e xamego. Seu instrumento era um acordeão de 120 baixos.

Hospital que o artista ajudou a construir

Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando, acompanhado por sua sanfona, zabumba e triângulo, levou alegria das festas juninas e dos forrós pé de serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra ─ o sertão nordestino ─, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Ganhou notoriedade com as canções ‘Baião’, ‘Asa Branca’, ‘Siridó’, ‘Juazeiro’, ‘Qui nem Jiló’ e ‘Baião de Dois’.

Luiz Gonzaga se referia a Miguel Pereira como a ‘Suíça brasileira’. Era a preferida de todas as serras do Estado do Rio, onde viveu por um período e teve uma relação muito particular com os moradores locais e a cidade, que foi seu refúgio, mais precisamente na Fazenda Asa Branca. Nas festas de Santo Antônio, padroeiro da cidade, era comum ele se apresentar com seus trajes típicos, sua sanfona e cantar os seus sucessos.

Gonzagão e Gonzaguinha

Em 1957, após a emancipação do município, algumas pessoas passaram a se reunir em torno da ideia de construir um hospital. O artista se juntou ao grupo e passou a promover bailes e forrós beneficentes para arrecadar dinheiro e incentivar os cidadãos participarem da construção. Ele chegava, às vezes, ao largo da igreja com um grande lençol, pedia que as pessoas o sustentassem pelas extremidades e carregassem à sua frente. Atrás, ele vinha tocando sua sanfona, cantando seus sucessos e arrecadando tudo que pudesse ser revertido em dinheiro para a construção. O hospital, único da região, leva o seu nome. Já em 1958, sua esposa Helena Gonzaga foi eleita vereadora pela extinta UDN.

Há um grande reconhecimento da população à memória de Luiz Gonzaga. Não só pelo fato de ter contribuído e participado, dentre outras coisas, na construção do hospital, mas também por ter cantado eternizado Miguel Pereira em uma de suas mais conhecidas canções. Fez da nossa cidade parte de sua história e registrou esse laço de amizade com a nossa terra, nossa gente, compondo, em parceria com seu filho Gonzaguinha, a canção ‘Boi Bumbá’. Na música, o Rei do Baião “reparte o boi” aqui em Miguel Pereira com personalidades locais.

BOI BUMBÁ

Pra onde vai a barrigueira?
Vai pra Miguel Pereira
E a vassoura do rabo?
Vai pro Zé Nabo
De que é o osso da pá?
De Joãozinho da Fornemá
E a carne que tem na nuca?
É de seu Manuca
De quem é o quarto trazeiro?
De seu Joaquim marceneiro
E o osso alicate?
De Maria Badulate
Pra quem dou a tripa fina?
Dê para a Sabina
Pra quem mando este bofe?
Pro Doutor Orlofe
E a capado filé?
Mande para o Zezé
Pra quem vou mandar o pé?
Para o Mário Tiburé
Pra quem dou o filé miõn?
Para o doutor Calmon
E o osso da suã?
Dê para o doutor Borjan
Não é belo nem doutor
Mas é bom trabalhador
Mas é véio macho, sim sinhor
É véio macho, sim sinhor
É bom pra trabaiá
Rói suã até suar
Ê boi, ê boi
Ê boi do mangangá.