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Notícias do Jornal Rio

Madureira Presente completou um ano com redução de roubos

 

A Operação Segurança Presente em Madureira completou um ano de funcionamento em 28 de janeiro, com um balanço bastante positivo  Neste período houve redução de 75% nos roubos a estabelecimento comercial, 64% no roubo de celular, 36% no roubo de veículo e 26% nos roubos a transeunte, de janeiro a dezembro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O patrulhamento cobre a área do Mercadão de Madureira, e ruas principais, como a Estrada do Portela, Conselheiro Galvão e Carvalho de Souza. O horário de atuação dos policiais é de 6h às 22h, todos os dias da semana.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

1º Circuito de Corrida Flowers Run vai acontecer em Madureira

O 1º Circuito de Corrida Flowers Run será realizado no dia 22 de março, em Madureira, na Zona Norte da cidade.

O evento que tem início às 8h, com largada no Parque Madureira, é indicado aos amantes de corridas de rua.

O objetivo é homenagear as mulheres em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, além de divulgar e incentivar a prática do esporte diante de todas as classes sociais, idades, familiares, atletas amadores e profissionais.

Para participar é necessário estar devidamente inscrito de acordo com o regulamento.

 A corrida será disputada nas distâncias de 5 k e 3 k em percurso que será dentro da área particular do Parque de Madureira. A prova de 3km terá duração máxima de 01:00h (uma hora) e a prova de 5km terá duração máxima de 01:30 (uma hora e trinta minutos).

O evento é uma organização da #100mimimi Running, Pugliese Turismo e o do Instituto Ativa Rio.

Premiação:

Premiação para as 5 mulheres no geral na distância de 5 km – 1 lugar R$ 150, 2 lugar R$ 100 e 3 lugares R$ 50.  4 e 5 lugares terão um brinde especial.

RETIRADA DO KIT:

Loja Centauro do Shopping Madureira

Dia 20 e 21 de março de 2020.

Sexta: das 13h até às 20h

Sábado: das 11h até às 17h

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Jongo da Serrinha é homenageado por Cordão do Boitatá no Rio

Sessenta anos de história e muito trabalho. O Jongo da Serrinha estará presente no carnaval de rua da idade do Rio de Janeiro, agora em 2020. O grupo cultural ocupará a Praça XV juntamente com os blocos Batuquebato e Cordão do Boitatá, este com o tema ancestralidade que liberta, homenageia também mestre Buka e a matriarca jongueira, Tia Maria, que no fim deste ano completaria 100 anos de vida e muitos carnavais.

O primeiro encontro é no sábado (22), às 16 horas, com o Bloco Batuquebato, que tem o Jongo como enredo do seu desfile. Já no domingo (23), a festa será, a partir das 9h, no Baile Multicultural do Cordão do Boitatá, que promove uma folia já tradicional de muita música, com variedades de ritmos, participação de diversos artistas e  muitas fantasias.

A narrativa do Jongo da Serrinha com o Cordão do Boitatá vem dos tempos do Mestre Darcy e sua mistura com a cidade.  Mas, foi em 1997, que o bloco brincou, pela primeira vez, pelas ruas do centro do Rio de Janeiro, reverenciando aqueles que vieram antes deles e seus cordões.

Este ano, em busca de apoio mútuo, em meados de janeiro, a turma se encontrou em Madureira e foi lá que muito emocionado Kiko Horta, diretor musical do Boitatá, afirmou que o grupo jamais poderia esquecer do grande legado que o Jongo da Serrinha tem oferecido ao Rio de Janeiro.

“Eu queria agradecer por essa formação. Numa cidade como o Rio,  a Casa do Jongo é um dos locais de mais relevância, pela importância do trabalho que é feito, onde a cultura brasileira tem a real possibilidade de exercer seu papel.  Assim,  tudo o que a gente puder fazer, vamos fazer, porque a  cidade tem que aprender com a Serrinha, declarou Kiko, com os olhos marejados .

 

Deli, neta de vovó Maria Joana e voz forte no Jongo da Serrinha, lembrou que Tia Maria amava estar no Boitatá. “É um prazer estar aqui junto desse bloco tão incrível. Vai ser um carnaval com muita energia e cheio de emoção, pois temos a certeza que nossa matriarca estará conosco. Esse jongo, que vem resistindo tantos anos, não está sozinho. Com o Boitatá e todos os nossos ancestrais nos dando força, vamos fazer um lindo carnaval e uma bela homenagem a nossa querida Tia Maria”, reforçou a cantora.

Com a crise do Estado e o pouco investimento do poder público, o Boitatá buscou, por meio de uma campanha pela Benfeitoria, colaboradores para efetivamente conseguir colocar o bloco na rua. E conseguiu! Além do baile, que vai acontecer dia 23, foi possível desfilar com o  famoso cortejo pelas ruas do centro, no último dia 16. Já o Jongo da Serrinha, a colaboração é permanente e serve para manter ativa as atividades realizadas em sua sede “Casa do Jongo”, localizada na rua Silas de Oliveira, 101, em Madureira.

Já a união com o Batuquebato surgiu em 2019, quando os músicos do bloco levaram seus alunos para uma oficina lá na Casa do Jongo. E foi justamente a partir desses encontros que surgiu a proposta de fazer o primeiro enredo, tendo, então, o jongo, ícone da cultura popular brasileira, como o grande homenageado.

Gabriel Policarpo, músico, percussionista e criador do Batuquebato, explica que o grupo existe desde 2012 e como admirador e pesquisador dos ritmos brasileiros, e com sua vivência desde criança no samba, teve a ideia de em 2020 criar um enredo, fundamentando ainda mais o trabalho do bloco.

 

“Nosso repertório sempre foi com artistas brasileiros. Tocamos Alceu, Martinho, João Nogueira, mas nesse ano, a partir da oficina, tivemos um motivo e ficou mais claro pra nós a concepção do enredo. Logo pensamos no jongo, que é uma cultura nossa, do Brasil que queremos. Fizemos a letra e quando fomos na Casa do Jongo, agora em janeiro, e eu vi a gente na roda, tudo realmente fez muito sentido”, contou Gabriel.

O grupo esteve presente no grito de carnaval, organizado pelos professores e alunos da Casa do Jongo, na sexta pré-carnavalesca. “Ficamos muito felizes com toda a recepção, as oficinas e os ensinamentos de uma cultura popular tão rica. Como isso é importante para o estado do Rio de Janeiro! Estamos radiantes em ver o Jongo da Serrinha embelezando nossa música e o que falamos em nosso samba é uma forma de reverenciar e agradecer por tanta beleza”, finaliza o criador do Batuquebato.

A colaboração para o Jongo da Serrinha se mantém ativa o ano inteiro. Por meio do site https://benfeitoria.com/casadojongo    é possível tornar-se assinante.  As contribuições variam de R$20,00 a R$100,00 e auxiliam na manutenção da Casa do Jongo, que funciona como um Centro de Memória permanente, e que atende diariamente, crianças, jovens e adultos através de diversas oficinas de dança, capoeira, percussão, teatro, entre outras.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Oficina de Congado Mineiro acontece na Casa do Jongo, neste domingo

O mês de fevereiro certamente remete carnaval, dança, ritmos. E é nesse embalo de muita alegria, que no próximo domingo (16), na Casa do Jongo, das 10h às 13h, acontece a Oficina de Congado Mineiro, ministrada por Katia Arracelle, atriz, dançarina e Capitã da guarda de congo de Nossa Senhora do Rosário.

Ritualmente essas duas expressões culturais, o congado e o jongo são diferentes, mas com o olhar mais atento elas revelam inúmeros diálogos concordantes, especialmente referente às memórias da África, da escravidão e as lutas políticas contra a desigualdade social e ao preconceito racial.  É visível a força da oralidade e também os conhecimentos que se pode obter sobre essas festas e seus integrantes através dos pontos. Estes fazem parte da história desses grupos sociais e alguns são cantados há muito tempo.

O congado é uma manifestação cultural de origem afro-brasileiro, que ocorre especialmente no Estado de Minas Gerais, realizando uma conexão entre as culturas africana, europeia e indígena. Dos diversos elementos que compõem o Congado, a música ocupa importante papel, dando movimento e forma ao ritual, promovendo o contato do mundo físico com o mundo sagrado. As vestes coloridas fazem referências aos seus santos devocionais, por empatia e beleza ou por estarem associadas à religiosidade afro-brasileira.

O jongo, por sua vez, é uma forma de expressão que integra percussão de tambores, dança coletiva e elementos mágico-poéticos, que tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, sobretudo os de língua Bantu. O Jongo consolidou-se entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana de açúcar, localizadas no Sudeste brasileiro. É um elemento de identidade e resistência cultural para várias comunidades e também espaço de manutenção, circulação e renovação do seu universo simbólico.

 “Cada um tem as suas particularidades e encantos. O Congado e o Jongo na verdade caminham lado a lado conscientizando as suas comunidades sobre a necessidade de conhecerem suas histórias da África, do tráfico e do cativeiro, para que assim continuem a lutar por melhores condições de vida e também orgulharem-se de serem negros. É através das danças, dos festejos, que as lutas políticas se concretizam. O congado e o jongo são elementos importantes para a luta contra o racismo”, finaliza a Capitã da guarda de congo de Nossa Senhora do Rosário, Katia Aracelle.

O domingo será de muito aprendizado, de muita troca. A entrada do evento vai contar com uma contribuição consciente no valor sugerido de R$30,00.

SERVIÇO:
Quando: Domingo, das 10h às 13h
Endereço:
 Rua Silas de Oliveira, 101, Madureira
Telefone: (21) 3457-176
Site: http://www.jongodaserrinha.org.br