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Tatiana Moraes | Meio Ambiente

Máscaras descartáveis e resíduos

Circulou pela internet uma imagem de diversas máscaras encontradas em uma praia próxima a Hong Kong. Não precisamos ir muito longe, pois por aqui também têm sido vistas muitas máscaras descartáveis jogadas pelas ruas após sua utilização.

Quando descartadas, as máscaras se tornam resíduos sólidos e, em muitas vezes, podem ser resíduos contaminados. Isso gera o altíssimo risco de contaminação de quem maneja estes resíduos, no caso, os profissionais de limpeza e garis.

Além disso, como ainda é desconhecido o tempo de sobrevivência da covid-19, o descarte irregular de máscaras descartáveis eleva em muito os riscos de contaminação, já que há indícios de que o vírus pode permanecer por dias em algumas superfícies.

Para evitar este risco e o aumento de resíduos (contaminados) descartados irregularmente, o ideal é a utilização das máscaras de tecido, que podem ser, inclusive, produzidas em casa e com custo muito baixo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou em sua página na internet a publicação ‘Orientações gerais – Máscaras faciais de uso não profissional’, na qual há diversas informações relevantíssimas para a produção e manutenção de máscaras caseiras.

Além disso, a orientação quanto ao descarte desse material é que seja acondicionado em um saco plástico resistente e sem furos, devidamente fechado e colocado em uma lixeira.

Devemos lembrar que o uso de máscaras passou a ser obrigatório em quase todo o país e será um hábito em nossas rotinas por tempo indeterminado. Portanto, a máscara de tecido é uma opção barata e que pode ser desinfetada para reutilização.

A saúde e o meio ambiente agradecem!

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Saúde

Coronavírus: o que é preciso saber?

Por Patrícia Gurgel, médica

O Centro de Controle de Doenças da Coreia do Sul informou recentemente que 116 pacientes que eram considerados curados voltaram a dar positivo alguns dias depois. Essas observações também ocorreram em outros países. Esses casos levam a questionamentos sobre a reação imune ao novo Sars Cov2. Uma pessoa pode se contagiar mais de uma vez? Quanto tempo a pessoa ficará imune ao vírus depois de ter pego a infecção? Existe um nível mínimo de IgG que garanta a imunidade?

Teste caseiro com aerossol de desodorante

Somado a isso, muitos países estão tendo dificuldades nas interpretações dos testes disponíveis. Devido a isso, no dia 24 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que não há evidências de que pessoas que tem IgG positivo para o novo coronavírus sejam imunizadas e protegidas de uma nova infecção, estimando que a emissão de ‘’passaportes imunológicos” pode acabar promovendo a propagação da epidemia. Ou seja, com os dados atuais não existem evidências que suportem a liberação dos pacientes que testaram positivos.

Mesmo esses por enquanto devem continuar mantendo os mesmos cuidados preventivos (isolamento, distância, uso de máscaras, lavagem das mãos), até que haja uma validação adicional. Existe o receio que a possibilidade de reinfecção possa causar novas ondas pandêmicas subsequentes. Ainda é muito cedo para saber quanto tempo esses anticorpos permanecem no organismo de maneira protetora.

Teste com água em tecido

Outra questão importante é: o quanto fatores pessoais, como idade e doenças associadas, e até mesmo genéticos influenciam na evolução da doença? Somado a isso, o quanto a carga viral (quantidade de vírus com a qual a pessoa se infectou) irá influenciar na gravidade da doença? Essas perguntas vêm sendo muito estudadas, mostrando realmente que existem condições pessoais que favorecem um pior prognóstico. A carga viral parece também ter relação, devido a isso enfatizasse a necessidade dos cuidados preventivos eficientes.

E quanto às medicações e vacinas?

A OMS lançou, também em 24 de abril, uma iniciativa de colaboração para medicamentos, testes e vacinas chamada de Acess To covid tools accelerator, que irá tornar as informações e novas descobertas contra a doença acessíveis ao mundo inteiro. Quanto às vacinas, ao menos 76 pesquisas estão em andamentos e cinco delas já estão em fase clínica.

Tecido com camada externa mais impermeável e interna com capacidade de absorver

Quantos aos remédios, cientistas e autoridades continuam os estudos na busca de tratamento. Para que ele seja declarado eficaz e que se tenha certeza dos riscos/benefícios, muitos estudos precisam ser concluídos. A recomendação é seguir as orientações médicas e não se automedicar. Entre os medicamentos estudos estão a Hidroxicloroquina, associada ou não à azitromicina, ivermectina, Anitta, antivirais utilizados para Ebola e antiHiv, anticoagulantes, dependendo dos sintomas da doença, e tratamento com plasma de pessoas que possuem anticorpos.

Vários estudos estão sendo realizados no mundo inteiro, mas alguns deles são contraditórios. Alguns mostraram excelentes resultados com hidroxicloroquina e outros chegaram a ser interrompidos pelo aumento da mortalidade por arritmia cardíaca. Não achei na literatura estudos com azitromicina de maneira isolada para covid-19, mas estudos em outras doenças pulmonares mostram uma ação anti-inflamatória pulmonar e efeito benéfico em regulação da imunidade.

A ivermectina teve um estudo colaborativo liderado por uma Universidade na Austrália, mostrando uma redução significativa in vitro, porém estudos adicionais têm que ser aguardados para que seja avaliada eficácia em ambiente clínico e possíveis efeitos colaterais.

Analisar trama no sol

Quantos os questionamentos, tais como se essas medicações já não são bem conhecidas quanto aos efeitos colaterais, a resposta é: novos estudos são necessários porque os medicamentos são antigos, porém estão sendo usados em uma nova doença que tem particularidades distintas daquelas em que eles eram aplicados.

Sendo assim, o que podemos fazer de melhor?

Enquanto aguardamos conclusões definitivas, o que melhor podemos fazer é nos prevenirmos. A obrigatoriedade do uso de máscara em alguns estados e municípios me deixou extremamente feliz. Acho que ainda falta uma melhor divulgação na mídia sobre como fazer a melhor máscara caseira possível e outras proteções de face.

Venho estudado intensamente tecidos diferentes com tramas, materiais e gramaturas diversas. Faço testes caseiros mesmo, com aerossol de desodorante. Também jogo água com borrifador e também quantidades grandes para avaliar a retenção e olho a trama através de uma luz.

Para mim, o tecido ideal, já que o teste para avaliar a filtração do vírus não consigo fazer em casa, seria aquele que tivesse na camada externa a capacidade de repelir a água e não absorvê-la. Estudei vários e gostei muito da malha de Neoprene. Achei leve, confortável, não é caro, não aquece, não dá sensação de sufocamento e segurou a água por muito tempo. Em termos de aerossol, não deixou passar nada.

Malha de Neoprene e Helanca

Gostei também do Neoprene com gramatura maior, também da microfibra, gabardine, lycra. Já a camada interna, se possível, deve ser absorvente pelo menos parcialmente. Isso manterá a máscara mais seca, trará conforto também e, caso passe alguma gotícula ou no caso da pessoa que usar estar infectada, o tecido absorvente ajudará em termos de facilitar manter as gotículas ou aerossol no tecido. Alguns estudos mostram que a desidratação do vírus influência sua viabilidade. Sendo assim, a camada interna pode ser algodão, Helanca Light, por exemplo.

Quanto ao modelo, acho que aqueles tradicionais das máscaras cirúrgicas deixam uma abertura lateral maior, então não gosto muito. Prefiro os com uma costura central embutida. Acho que dessa maneira a máscara fica um pouco mais afastada do nariz e boca, trazendo conforto e segurança, mas ao mesmo tempo a vedação total melhora muito também (teste soprando para ver embasamento no espelho). Além de tudo isso, podem ser adicionados filtros de papel ou TNT, ou mesmo absorventes, para melhorar a qualidade da máscara caso você já tenha máscaras e elas não estarem adequadas, por exemplo, no teste do aerossol.

Máscara com absorvente para melhorar sua qualidade

Outra maneira de melhorar a proteção será utilizar, além da máscara, uma proteção de face feita de Pet, acetato ou PVC. Caso opte por não utilizar a proteção adicional de face, teste seu tecido para ver se ele é suficiente e use óculos, porque a infecção pode ser por via ocular também. Troque sua máscara sempre que estiver úmida. Então saia sempre com máscaras limpas adicionais.

Após múltiplas lavadas o tecido pode mudar sua característica. Quando isso acontecer despreze a máscara. Sempre antes de colocá-la e retirá-la esteja certo que suas mãos estejam limpas. Saia de casa já com a máscara, pois você pode se contaminar desde o elevador, por exemplo.

Fotos das máscaras: Divulgação

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No Barquinho da Paciência

Pense no próximo: use máscaras!

Por Franciane Miranda

Especialistas da área da saúde já vinham alertando que o uso das máscaras de proteção é crucial para evitarmos a disseminação da covid-19 e de outros vírus. Mas, infelizmente, uma grande parcela da população ainda não se conscientizou da importância do seu uso. Mais que uma forma de higiene, a medida é considerada essencial e uma forma de respeito à vida do próximo.

O seu uso é tão fundamental quanto manter a higienização das mãos. No dia 18 de abril, o prefeito Marcelo Crivella publicou no Diário Oficial do Município um decreto que torna obrigatório sair às ruas com o acessório. Mesmo assim, muitas pessoas parecem continuar incrédulas sobre o alto grau de letalidade da covid-19, pois continuam circulando sem elas. A atitude irresponsável coloca em risco a vida de muita gente.

Todos sabem que a distância, a quarentena e o isolamento são necessários para combater o vírus, mas a falta de bom senso fez a Prefeitura do Rio de Janeiro criar um disk aglomerações, para evitar que as pessoas fiquem juntas. O mais inacreditável é que as milhares de mortes ao redor do mundo não são suficientes para alguns respeitarem as regras e recomendações dos especialistas. Não entenderam ainda que é preciso respeitar o espaço do outro!

Devemos ter a consciência que é uma responsabilidade individual proteger quem está ao nosso lado, pois esse é um dos deveres que precisamos assumir por vivermos em coletividade. O mais lamentável é que muitos cidadãos ainda não têm esta iniciativa de cuidar do semelhante. Enquanto essas pessoas não se preocupam com a vida dos outros, haja paciência!

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Notícias do Jornal Sociedade

As máscaras vieram para ficar

Por Franciane Miranda

Bastante usadas por profissionais da área da saúde e por pacientes, estes acessórios se tornaram essenciais devido à pandemia do novo coronavírus. As máscaras em tecido ganharam as ruas e hoje, além de servirem de proteção, estão com um ar mais fashion e uma pitada de estilo. São produzidas por microempreendedores ou autônomos, que juntaram a necessidade de ganhar dinheiro com a grande demanda dos dias atuais.

A produção artesanal dos artigos faciais caiu na graça da população, com milhares de estampas para todos os gostos e idades. O sucesso foi tanto que vários usuários do Instagram postam todos os dias muitas fotos usando diferentes modelos: bolinhas, super-heróis, frutas, animais, cores diferentes, animal print, times do coração, desenhos animados, feitas com o uso da famosa técnica tie dye. Há também as com frases de superação e, para as mais românticas, a renda é aplicada ao tecido, deixando a peça bem sofisticada.

As máscaras, além de protegerem, estão sendo usadas de forma criativa por muitas empresas para divulgar suas marcas. As peças contêm o seu nome ou slogan escrito e, assim, fazem o seu marketing de forma positiva e com baixo custo.

A empreendedora Lidianne Oliveira lembra que começou a produzir máscaras em 2019, para o seu sobrinho que fazia tratamento de leucemia. “Então fiz para ele e para toda a família que tinha contato”. Ela afirma que produz cerca de cem máscaras por dia e, desde o início de abril, vendeu em média mil unidades. Para dar conta dos pedidos conta com a ajuda de duas pessoas para a confecção e uma para entregas, que é combinada com o cliente para sua melhor segurança durante esta fase. Lidianne detalha que usa sua página ─ innovarestudio.arte ─ como aliada para vender e mostrar as peças aos interessados.

Moradora de Niterói, Lidianne está atenta ao mercado da moda e também atende clientes que queiram peças exclusivas. “Mas, para quem deseja algo personalizado, fazemos também com um valor diferenciado, além de produzir kits pré-selecionados”, avisa. A jovem passa a dica dos temas que mais vendem: estampas neutras e lisas como listras, poá, chevron e xadrez para homens. As preferidas das mulheres e crianças são as de bichinhos e florais.

De olho neste mercado crescente, algumas marcas também estão apostando em designs diferenciados. Para as it girls, que não abrem mão da segurança e do estilo, já é possível encontrar algumas com edição limitada. São dezenas de modelos para combinar com qualquer look. Escolha o seu e arrase!

Geralmente, as pessoas usam por algumas horas e o conforto é essencial, não apenas o estilo, e existe toda uma preocupação com a produção. Fique atento: ela precisa ser em tecido duplo e resistente. Observe a estrutura do elástico, pois ele pode machucar. Pensando nisso, alguns produtores estão vendendo junto com uma tiara ─ o elástico é fixo na tiara para evitar incômodos.

Infelizmente, parece que vamos precisar as máscaras por mais um tempo. É importante termos em casa ou na bolsa. O ideal é que elas façam parte do nosso dia a dia, pois outras doenças virais são comuns, sendo uma questão de higiene e uma forma de cuidar do próximo. Fica a dica!

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Rio

Painéis de trânsito no Rio alertam sobre uso de máscaras

A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (Cet-Rio) está alertando motoristas e pedestres, por meio de mensagem, sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção pela população. A mensagem está sendo veiculada nos 28 painéis eletrônicos fixos que dão orientações sobre trânsito e ficam posicionados nas principais vias da cidade.

A medida é parte das ações de combate à pandemia do novo coronavírus adotadas pela prefeitura do Rio, que decidiu, no último fim de semana, obrigar a população a usar máscaras nas ruas.

O decreto, que passa a valer a partir de quinta-feira (23), prevê que pessoas sem máscaras sejam impedidas de entrar em transporte público e nos estabelecimentos autorizados a funcionar no município.

Não é necessário usar nenhuma máscara especial. Apenas a máscara comum, feita em casa, já é suficiente, segundo informou o prefeito Marcelo Crivella, em entrevista coletiva no último sábado (18).

Com informações e foto da Agência Brasil