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ELIANA PITTMAN Lança Álbum em Show no Teatro Rival Refit com Trasnsmissão ao Vivo pelo YOUTUBE

A convite do Teatro Rival Refit, a cantora e atriz ELIANA PITTMAN faz, no dia 24 de outubro, sábado, transmissão especial do show de lançamento do seu novo álbum, “ONTEM, HOJE E SEMPRE”, que reúne regravações de canções de Vinicius de Moraes, Martinho da Vila, Fito Paez, Chico Cesar, Candeia, Cazuza e Gilberto Gil, entre outros.

Como bônus, há mais oito faixas ao vivo de um show gravado em 1970, em Paris, com repertório de clássicos da música brasileira e Bossa Nova.

“Com este trabalho, festejo com orgulho e gratidão o meu ontem e o meu hoje, que vem a ser o meu sempre”, afirma a cantora.

Trata-se de uma das mais versáteis cantoras da música brasileira, tendo sido a única brasileira a figurar a capa da revista norte-americana Ebony (principal revista daquele país destinada ao público negro).

No imaginário musical de quem viveu os anos 1970, a cantora carioca é a vivaz intérprete de sambas e carimbós que lhe deram fama nacional naquela década áurea, porém a verve internacional herdada por seu pai, o extraordinário saxofonista americano Booker Pittman, fez dela uma das nossas principais cantoras de jazz. Eliana, que gravou dezenas de discos e se apresentou em mais de 30 países, continua sua carreira em plena forma se apresentando em shows solos e de formatos diversificados em projetos especiais paralelos como “Divas do Sambalanço” (ao lado de Claudette Soares e Dóris Monteiro) e “100 anos de Dalva de Oliveira” (ao lado de Agnaldo Timoteo, Marcio Gomes e Ellen de Lima).

Foto: Divulgação

Eliana é filha (adotiva) de Booker Pittman, importante saxofonista e clarinetista de jazz nascido em Dallas (EUA), que migrou para o Brasil a partir dos anos 1930, sendo carinhosamente apelidado de Buca por ninguém menos do que Pixinguinha (1897–1973), que também tocava saxofone, entre outros múltiplos atributos artísticos.

E agora a cantora lança Eliana Pittman Hoje, Ontem e Sempre, disco produzido por Thiago Marques Luiz, que traz como bônus um álbum ao vivo com registros de um espetáculo em Paris, que foi viabilizado quando Marques Luiz soube por Eliana que a cantora tinha no seu acervo particular de fitas de rolo gravações de shows feitos dentro e fora do Brasil nos anos 1960 e 1970. Uma dessas fitas reproduzia o áudio do show feito por Eliana na Cidade Luz. “Este disco é uma dívida que Eliana tem com seu público que não vê um disco inédito desde 1991 e é também uma dívida de seu público para com ela”, relata o produtor Thiago Marques Luiz. “Que eu possa realizar coisas bonitas na minha vida, ajudar as pessoas através do meu canto, trazendo esperança, paz e amor para cada um que escuta o som da minha voz”, finaliza.

Faixa a Faixa:

1 – O Morro Não Tem Vez (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes / Tom Jobim); 2 – Gamei (Délcio Luiz / André Renato); 3 – Ex-Amor (Martinho da Vila); 4 – Drão (Gilberto Gil); 5 – Onde Estará O Meu Amor (Chico César); 6 – Até A Lua (Tião Carvalho); 7 – Preciso Dizer Que Te Amo (Dê / Cazuza / Bebel Gilberto); 8 – Preciso Me Encontrar (Candeia); 9 – Yo Vengo A Ofrecer Mi Corazón (Fito Paez); 10 – Tributo à Vaidade (Café / Iran Silva / Carlinhos Madureira).

Bônus – Show Paris 1970 Boate Don Camillo

11 – Aquele Abraço (Gilberto Gil); 12 – Garoto De Ipanema (Tom Jobim / Vinicius de Moraes); 13 – O Pato (Jaime Silva / Neuza Teixeira); 14 – Desafinado (Tom Jobim / Newton Mendonça); 15 – Big Spender (Cy Coleman / Dorothy Fields); 16 – Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria); 17 – Ponteio (Edu Lobo / Capinan); 18 – Felicidade (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).

Além do repertório do álbum, Eliana cantará, no show, sucessos que marcaram sua carreira, como “Das 200 para Lá” e “Mistura do Carimbó”, e prestar uma homenagem a seu pai, o saxofonista Booker Pittman, falecido há cinco décadas.

O show será transmitido do palco do Teatro Rival Refit para o canal da casa no YouTube.

O acesso é gratuito, mas você pode fazer sua doação espontânea.

Link do youtube Teatro Rival Refit

https://www.youtube.com/channel/UCJhwBwkonCUAsd4MYNrbwQQ

 

 

 

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Cultura Destaque

Carlos Dafé comemora aniversário com live solidária

Um dos pioneiros do movimento da Soul Music brasileira, também chamado de Black Rio, e criador do gênero Samba Soul, o cantor e compositor Carlos Dafé tem usado a sua arte para ajudar de forma mais efetiva quem mais está sofrendo na pandemia. Em julho, o “Príncipe do Soul” (título dado por Nelson Motta na década de 1970) promoveu uma live solidária para arrecadar alimentos para pessoas em situação de rua e artistas em dificuldade com a paralisação da cultura.

Surgiu daí uma grande rede de “Soulidariedade”, como o próprio batizou, com nomes consagrados, como Tony Tornado, Mano Brown, Serjão Loroza, Gerson King Combo (falecido recentemente), Hyldon, Zeca do Trombone e Gabriel Moura, e da nova geração, como Théo Bial. E o movimento tem dado resultado. Entre doações de empresas e do público em geral, foram arrecadados mantimentos, além de roupas e itens de higiene, que garantiram a distribuição de mais de 120 quentinhas e cestas básicas semanais durante três meses.

No dia do seu aniversário de 73 anos, 25 de outubro, Dafé realiza mais uma live solidária, às 14h. Acompanhado da banda Malandro Dengoso, ele fará uma viagem pelo seu repertório e por outros clássicos da soul music brasileira. A noite também será recheada de histórias da sua convivência com grandes ícones, como Tim Maia, Roberto e Erasmo Carlos.

Foto: Carlos Dafé

Em paralelo, segue em curso uma campanha de financiamento coletivo para manter o projeto pelos próximos meses, levando um fim de ano um pouco melhor a quem mais necessita. Para contribuir acesse: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/forca-na-caminhada-carlos-dafe 

“A pandemia afetou toda a cadeia produtiva da música e tem sido devastadora para diversos artistas, que ficaram privados de conseguir seu sustento com a quarentena. Sem shows, arrecadações de direitos autorais e bilheterias, a imensa maioria não está conseguindo virar esse jogo com outros meios, como as lives, por exemplo. Já as pessoas em situação de rua vivem um desalento ainda maior do que o enfrentado antes disso tudo. Estão encarcerados na solidão das ruas, passando fome e expostos a todo tipo de perigo. O nosso propósito é fazer a diferença nesse momento crítico e ainda de incertezas”, explica o artista.

Com mais de cinco décadas de carreira, Dafé é um dos artistas mais emblemáticos da música brasileira. Quebrou barreiras e preconceitos sendo precursor, com Tim Maia, Cassiano, Hyldon, entre outros, do movimento da soul music no Brasil, nos anos de 1970. Sucessos como “Pra que vou recordar o que chorei”, “A cruz”, “Tudo era lindo” e “De alegria raiou o dia” eternizaram o seu nome na história da MPB. Em 2019, entre as diversas apresentações que fez, subiu ao palco do Rock in Rio para um encontro antológico com Mano Brown, Boogie Naipe, Bootsy Collins e Hyldon.

A live será transmitida pelo canal “Carlos Dafé Oficial”: www.youtube.com/c/CarlosDaféOficial/

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Mauro Senise lança Ilusão à toa em homenagem a Johnny Alf

Por Roberto Muggiati

A bossa nova – vamos combinar? – era uma turma superbacana de rapazes superliberais da classe média – até mulher entrava: Nara, Silvinha, Leny, Odete, Claudete – mas um mulato homossexual filho de empregada como Johnny Alf tinha tudo para se sentir, de certa forma, um penetra entrando sorrateiramente pela porta dos fundos do celebrado clube. Isso, porém. simplesmente não aconteceu. Johnny era um músico tão genial (Tom Jobim o chamava de Genialf ) que comandava o respeito de todos aqueles iniciantes que no final dos anos 1950 iriam revolucionar a MPB. Pianista, cantor e compositor de temas criativos e inovadores, ele foi, praticamente sozinho, o precursor daquele movimento coletivo que teria seu marco inicial na gravação de Chega de saudade, em 1958.  Com seus acordes diferentes, intervalos arrojados, o envolvente ritmo sincopado e sua maneira de encaixar a letra na música, ou vice-versa, repetindo sílabas de um jeito nada ortodoxo, Johnny era já de uma modernidade absurda ainda no tempo do samba-canção. Na lendária A noite do amor, do sorriso e a flor na Faculdade de Arquitetura da Praia Vermelha, no Rio, numa sexta-feira de maio de 1960, Ronaldo Bôscoli foi enfático ao anunciá-lo no palco: “Os verdadeiros entendidos na história da Bossa Nova não poderão estar esquecidos deste nome. Faz dez anos que ele toca música bossa-nova e por isto foi chamado muitas vezes de vigarista e de maluco. Johnny Alf!” Ruy Castro, nosso Homero da odisseia da bossa em busca de sua Ítaca-em-Ipanema, afirma categoricamente que Johnny Alf foi o verdadeiro pai da Bossa Nova“.


pai de Johnny, um cabo do exército, morreu em combate durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Alfredo José da Silva tinha três anos e sua mãe era empregada doméstica numa casa da Tijuca. A patroa gostava do menino, apreciou seus pendores musicais no piano da casa e contratou uma professora para ele. Piano clássico, mas os ouvidos do infante (começou aos nove anos) eram mais chegados aos standards de Cole Porter e George Gershwin e a professora o incentivou na sua preferência. Bom aluno, foi admitido ao Colégio Pedro II, considerado um dos melhores educandários do Rio, e estudava inglês no Instituto Brasil-Estados Unidos, o IBEU, onde já participava de um grupo artístico. Foi lá que uma colega americana lhe sugeriu o nome de Johnny Alf. Em 1952, aos 23 anos, começou a carreira profissional tocando piano na Cantina do César (de Alencar, o radialista) por indicação de Dick Farney. Em 1952 lançou seu primeiro disco, um 78 rotações, com sua música Falsete e o tema de Luiz Bonfá De cigarro em cigarro.

Alf reinou supremo no Rio até 1955 – principalmente no seu QG na Boate Plaza, em Copacabana – quando iniciou seu exílio paulistano, que duraria cabalísticos sete anos, até sua volta para o Rio em 1962. Foi para Johnny Alf que Vinícius de Moraes disse a frase famosa, numa boate paulistana em que grãfinos ruidosos o impediam de tocar: “Meu irmãozinho, pegue a sua malinha e se mande para o Rio de Janeiro, porque São Paulo é o túmulo do samba.” Depois de sua fase áurea, que ainda ocuparia parte dos anos 1960, Alf seguiu uma carreira de altos e baixos, menos por culpa dele – foram os tempos do rolo compressor do rock pauleira, funk, pagode, axê, sertanejo universitário e outros bichos. E em seus últimos anos apresentou-se pouco, por conta dos problemas de saúde. Sem família, morreu em 2010, aos 80 anos, num asilo de Santo André, em São Paulo. Mas sua memória – bem documentada em discos, filmes e vídeos – permanece viva junto àqueles que, como Senise, valorizam, em suas palavras, “a boa música brasileira.”

Com persistência taurina (70 anos em 18 de maio) Mauro Senise construiu uma obra respeitável com dezenas de discos nas últimas quatro décadas, e vem se tornando uma espécie de IPHAN da MPB, com os álbuns dedicados a Noel Rosa, Edu Lobo, Sueli Costa, Dolores Duran, Gilberto Gil e, agora, Johnny Alf. Mauro escolheu a dedo doze joias, todas compostas por Johnny Alf (excetuando as parcerias com Maurício Einhorn em Disa e Ronaldo Bastos em Olhos negros). Mauro escolheu também a dedo um elenco estelar para concretizar este difícil projeto em que – apesar do país e da hora adversa que vivemos – deu tudo certo, longa vida aos deuses da música! Um trio básico – Adriano Souza (piano), Bruno Aguilar (baixo) e Ricardo Costa (bateria) – atua em Seu Chopin, desculpeOlhos Negros (arranjos de Adriano), Rapaz de bem e Céu e Mar (arranjos de Roberto Araújo). Em O que é amar, Bruno e Ricardo acompanham Cristóvão Bastos, piano e arranjo. Outro time entra em campo em DisaIlusão à toa e Podem falar: Jota Moraes (piano, vibrafone e arranjo), Jefferson Lescowich (baixo), Danilo Amuedo (bateria), Jaime Alem (violão), os percussionistas Fábio Luna e Mingo Araújo tirando de sua cartola de mágico truques geniais (ou genialfs, vamos adotar a palavra em nosso vocabulário?). Irmão de três décadas de música com Mauro, Gilson Peranzzetta comparece em duo (Plenilúnio) e trio (Nós, com o astral Villa-Lobos do seu arranjo reforçado pelo violoncelo de Sir David Chew). Uma última colaboração providencial se deveu à volta ao Rio do saxofonista Raul Mascarenhas, depois de décadas em Paris. Já em 1996 Mauro e Raul selavam sua parceria com o CD Pressão alta e sua participação juntos no Free Jazz do ano seguinte. Com arranjo de Roberto Araújo, Céu e mar é um tema instigante em que o tenor de Raul e o alto de Mauro encadeiam ideias nos respectivos solos e trocam compassos no final, evocando os tempos gloriosos de Pres e Bird no Jazz at the Philharmonic, a pioneira JATP de Norman Granz.

Mauro Senise, nesta altura filosófica da vida e da carreira, é o senhor absoluto não só da técnica, mas também da alma do saxofone e da flauta. Johnny Alf pede flauta e ela parece ocupar até mais espaço no CD do que na contagem técnica das cinco faixas. O sax alto aparece soberano em seis faixas, o soprano se mostra a voz ideal para Sonhos e fantasias (arranjo de Cristóvão Bastos) e Olhos negros. É no alto, particularmente, que Mauro encontra o tratamento de timbre adequado para cada tema, usando o rico repertório de recursos da sua palheta, que vai das notas “sujas” do slap tonguing a um sopro límpido e fluente nas baladas. Desta vez ficou de fora o flautim, o chinesinho querido do Mauro: as músicas de Johnny passeiam mais pelo território dos médios e graves, não deixando muito espaço para os saltitantes agudos do piccolo.

As letras de Johnny Alf, em linguagem simples e direta – com uma economia de palavras que está mais para Graciliano e Drummond do que para os pós-parnasianos do sambolero – falam de amor e natureza, e do entrelaçamento dos dois. A maioria exalta a vida: sai a canção de fossa, entra a canção de bossa. Em O que é amar, de 1952, ele canta: “É só olhar, depois sorrir, depois gostar/Você olhou, você sorriu, me fez gostar.” Sua presença é tão forte que temos a impressão de ouvir as letras no toque instrumental. Mauro, como outros improvisadores, segue, muitas vezes até inconscientemente, o Axioma de Lester Young. Rezava o Pai do Cool que, mesmo executando frases instrumentais, o bom jazzista deveria ter sempre na cabeça a letra da canção. Embora na estrada a maior parte do tempo, Lester nunca se separava da sua vitrolinha portátil e dos discos do Sinatra e da Billie Holiday. Para escrever este texto convivi quase uma semana com a música de Johnny Alf e a de Mauro Senise. Metodicamente, antes de ouvir cada faixa do CD de Mauro, buscava a versão original de Johnny, a internet tem quase tudo. Mauro e seus companheiros representam o que há de mais avançado na música instrumental brasileira neste 2020. A comparação, com gravações muitas vezes de sessenta anos atrás, mostra o gigante que era Johnny Alf.

Johnny compôs Eu e a brisa para o III Festival de MPB da TV Record, em 1967. Mesmo não classificada, a música se tornou um de seus principais sucessos, gravada, entre outros, por João Gilberto, Caetano, Tim Maia, Emílio Santiago, Alaíde Costa, Baby Consuelo, Gal Costa e Rosa Passos. A responsabilidade de cantar a única faixa vocal deste tributo caiu sobre os ombros de João Senise, 31 anos, já com seis CDs individuais no seu currículo. A reverência de João a Johnny não o impede de cantar Eu e Brisa com uma paixão contida que nada fica a dever aos demais intérpretes luminares da canção. E tem mais nessa história: João está na companhia familiar do pai (Mauro, num meditativo sax alto), do padrasto (Gilson Peranzzetta, piano e arranjo), do “padrinho” Zeca Assumpção (ao baixo, em participação única, mas de gala) e da bateria suave de Ricardo Costa.

A faixa 13 é um brinde especial: Johnny Alf, num fonograma original, canta e se acompanha ao piano em Melodia sentimental de Villa-Lobos. Mauro o acompanha à flauta em sol, com inserções do Prelúdio nº 3 de Mestre Villa, um tema irresistível, É uma gravação ghost, mas tenho a impressão de que Johnny Alf está ali, em carne e osso, e de repente se levanta do piano e diz: “Valeu, rapaziada! Vamos lá? Tomar um chopinho e jogar conversa fora no boteco da esquina?…”


Mauro Senise nas redes:

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CD: Ilusão à toa – Mauro Senise toca Johnny Alf
Gravadora Biscoito Fino
Lançamento Digital: 16 de outubro, sexta-feira, de 2020
CD físico, preço sugerido: R$ 39,00
À venda em www.biscoitofino.com.br

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Cultura Destaque

Diogo Nogueira lança o single “Princípio, Meio e Fim”

Existem canções que impressionam instantaneamente, que acendem, inspiram, arrepiam. “Princípio, Meio e Fim” é uma delas. Um raro momento em que, encantados pelo tal poder da criação que outro poeta descreveu, Serginho Meriti e Claudemir deram forma a um clássico. Desde então, o povo começou a cantar.

Tocado como tantos outros ouvintes, Diogo Nogueira a abraça agora com todas as forças — e as sutilezas — que incorporou e desenvolveu ao longo de 15 anos de carreira como intérprete. Esta nova gravação leva “Princípio, Meio e Fim” às alturas a que estava destinada, com arranjo de Lua Lafaiette que agrega 14 músicos da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e o apoio vocal do grupo Inovasamba ao time afinadíssimo que acompanha habitualmente o cantor: Rafael dos Anjos (violão), Henrique Garcia (cavaquinho), João Marcos (baixo), Wilsinho, Maninho e Chiclete (percussão).

“Eu sempre trouxe isso nos meus trabalhos. A gente precisa de uma canção assim para representar a esperança e a fé em um momento tão complicado de pandemia, de crise política no mundo todo”, explica Diogo. “E essa música me emocionava sempre que eu escutava. Vinha o sentimento, eu tinha que gravar, parecia ter sido feita para mim.”

Foto: Divulgação

A letra começa citando o Salmo 91:7 (“Mil cairão ao teu lado”), com uma novidade: o próprio Diogo toca o violão na bela introdução. “Eu não sou violonista; sei alguns acordes, algumas canções. Mas o Lua, sempre espirituoso, me viu brincando com o violão numa reunião por vídeo e me intimou, me desafiou”, conta.

Quem escuta o resultado grandioso não imagina o ambiente de descontração que gestou a faixa. Diogo descreve: “O Lua ouviu a gravação inicial e falou que iria precisar de cordas. E ficou dançando na sala. Sozinho. Ele fechava os olhos e dançava, fazia movimentos com a mão… E eu: ‘Caramba!’. Aí ele falou: ‘Deixa comigo, o arranjo todo tá pronto já, tá na minha cabeça’.

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Brasileiro com muito Orgulho Destaque

Mauro Marcondes – Uma alma musical

Mauro Marcondes nasceu em 1 de outubro de 1953, no Rio de Janeiro. Compositor e cantor criado em Copacabana na época da bossa-nova foi influenciado por este estilo e também por compositores da MPB que surgiam nos anos 60 e 70 – Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Ivan Lins, Dori Caymmi entre outros.

No apartamento da rua Raimundo Correia a música corria solta e o violão era o instrumento que ali reinava. Nesse clima, os primeiros acordes foram ensinados pelo velho amigo da família, Vicente Saboya, posteriormente aperfeiçoados por outro amigo, Luiz Roberto, vocalista e baixista do conjunto de bossa-nova “Os Cariocas” e grande violonista.

As primeiras composições surgiram da parceria com o poeta e letrista Caito Spina. Nessa época foram feitas músicas que levaram a participações nos festivais estudantis que proliferavam naqueles anos de muita criatividade para a MPB.

Em 1971, foi o compositor mais jovem a participar do IV Festival Universitário da Canção Popular, realizado pela antiga TV TUPI, no qual também concorreram, Belchior, vencedor com “Hora do Almoço”, Alceu Valença e muitos outros. No verão de 1971/72 participou de um festival de música internacional, o VI Festival de “Costa a Costa”, em Piriápolis, no Uruguai.

Com arranjos e o apoio de Antonio Adolfo participou de um show para revelação de novos talentos, no teatro do MAM. Posteriormente, pelas mãos da produtora, Solange Böeke, começava a ver algumas de suas músicas gravadas por novas cantoras da MPB, entre elas Sandra de Sá (“Receio de Errar”) e Fhernanda Fernandes (“Palavras Perdidas”). Nessa fase teve a música “Como se fosse” classificada no Festival MPB-80 da TV GLOBO.

Segue compondo com seu parceiro de sempre, Caito, e outros parceiros e amigos, como Guto Marques, Paulo César Feital, Éle Semog, Eliza Maciel, Marcia Toledo e Arnoldo Medeiros. Conhece, em Washington-DC, o músico brasileiro Leonardo Lucini. No início de 2009, decide gravar nos EUA um novo CD autoral “Mar Azul” e convida Leonardo para fazer os arranjos e a direção musical. O álbum fica pronto em dezembro de 2009.

Depois de um período de pouca produção musical, retorna ao Brasil e reencontra, em 2014, um amigo e parceiro bissexto, Zéjorge, autor de várias e belas músicas em parceria com Ruy Maurity, entre elas “Serafim e seus filhos” e “Nem ouro nem prata”, que fizeram muito sucesso. Foi uma enxurrada de novas composições em estilos os mais diversos da nossa MPB.

Em 2017, Mauro Marcondes grava um novo álbum, “Cantoria de Bazar”, só com músicas dessa parceria revigorada. Com arranjos e direção musical do Maestro Leandro Braga, o CD é lançado no final daquele ano no “Blue Note Rio” e passa a estar disponível, também, nas plataformas digitais.

 

Foto: Reprodução

Um caminho interessante trilhado nessa fase foi o de realizar vídeos com outros artistas. O clipe do blues “Love Forecast”, parceria de Mauro Marcondes com Guto Marques, foi gravado na casa de espetáculos Manouche, no Rio de Janeiro, em um dueto com a cantora Leila Maria e com a participação do Leandro Braga Trio e do saxofonista Marcelo Martins.

Gerar conteúdo de qualidade para as mídias sociais tem sido a base da agenda de trabalho do cantor e compositor Mauro Marcondes, nos últimos anos, e é parte fundamental da estratégia de divulgação de sua obra e de seus parceiros.

Neste sentido, foram gerados mais dois vídeos aproveitando as gravações realizadas em estúdio de duas de suas composições em parceria com o Zéjorge: “Caça ao Tesouro” e “Além do Cais”. De todas as suas atividades a mais prazerosa é compor e manter viva a vontade de compor. E vai seguindo em frente com o projeto que sua alma lhe confiou.

https://www.facebook.com/MAUROMARCONDESCOMPOSITOR

https://www.instagram.com/mauromarcondes.compositor/

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Música e clipe criados à distância apresentam o próximo álbum da cantora, “Samba Nômade”

O isolamento na Europa e no Brasil rendeu frutos além-mar para a brasileira Joyce Cândido e o português António Zambujo. Juntos, eles gravaram o divertido samba “Queria Morar Num Boteco”, música que tem no refrão a frase quase desenhada para os dias de quarentena: “O fato é que eu moro num apartamento, mas queria mesmo é morar num boteco”.

Composta pelo mineiro Roger Resende, a música ganhou produção suingada do carioca Rodrigo Campello, e é o primeiro single do novo álbum da cantora, “Samba Nômade”, que será lançado este ano, e marca a primeira ação de Joyce e Zambujo, de olho no intercâmbio Rio – Lisboa.

“A música tem aquela pitada de bom humor, bate papo, birita e petisco de boteco. Convidei amigos de várias partes do mundo e criamos uma atmosfera de barzinho virtual, cada um em sua casa, interagindo com o samba. A participação de António Zambujo foi um grande presente, pois adoro o trabalho dele e Portugal é minha segunda casa, caiu como uma luva no conceito do Samba Nômade, e na virtualidade que o momento atual nos impõe”, conta Joyce, que também tem cidadania portuguesa, de sua casa no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação

Já António Zambujo, em Lisboa, está animado e na expectativa da repercussão do samba. “É uma música muito divertida, com boa energia e que retrata muito bem aquilo que eu sinto neste momento: preferia muito mais estar num boteco do que confinado no meu apartamento”, diz o cantor.

A irônica frase repetida pelos cantores no refrão tornou-se mote para o clipe da música, dirigido por Roberto Pontes. Na história, Joyce, António e quase 100 convidados se preparam para ir ao boteco, mas esbarram nos limites da quarentena.

“O vídeo tem amigos e parceiros nossos espalhados pelos quatro cantos do planeta: Brasil, Japão, Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Itália, Portugal, França, República Tcheca, entre outros. Todos isolados e animados” brinca Joyce. “Cada um utilizou seu próprio celular para capturar as imagens em suas casas e nós editamos tudo numa grande festa privada, com direito a bebidas, drinks, petiscos e muita alegria, além de uma roda de samba virtual compartilhada por todos via computador”, adianta ela.

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“Renovar”, nova composição de Mauro Marcondes está na semifinal da Rádio MEC

Por Alessandro Monteiro

Mauro Marcondes, em parceria com Guto Marques, teve sua nova canção RENOVAR,  selecionada entre mais de 1000 músicas, no Festival de Música da Rádio MEC” https://radios.ebc.com.br/festivalradiomecna categoria de “Música Popular”.

No Brasil, dificilmente artistas populares ganham o destaque merecido e bons créditos à sua obra. Portanto, é importante o engajamento e o voto de todos, para que artistas nobres como ele, possam ter a cada dia, mais notoriedade de composições tão especiais, que merecem nossa atenção e reverência.

Atualmente, gerar conteúdo de qualidade para as mídias sociais tem sido a base da agenda de trabalho do cantor e compositor Mauro Marcondes, nos últimos anos, e é parte fundamental da estratégia de divulgação de sua obra e de seus parceiros.

https://www.facebook.com/MAUROMARCONDESCOMPOSITOR https://www.instagram.com/mauromarcondes.compositor/

https://www.youtube.com/channel/UCMDCQSyCLnI8rzf3OuaRAeQ?view_as=subscriber

 

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Reinventar-se para resistir!

O Teatro Rival Refit tá fechado, mas continua resistindo, agora no mundo das lives. Curta nossa programação no Instagram!  Dia 7, Terça, o jornalista Marcos Salles conversa com o cantor e compositor Dudu Nobre. A quarta, dia 8,  é bafão: o produtor Eduardo Araúju recebe a poderosa drag queen Suellen Ribeiro. E na quinta, dia 9,  o papo promete ser lindo entre a cantora Olivia Hime e o poeta Geraldinho Carneiro, imortal da Academia Brasileira de Letras.  Todas as lives rolam a partir das quatro da tarde.  Teatro Rival Refit, 86 anos de resistência cultural.

AGENDA DA SEMANA

Dia 7 de Julho (terça-feira), 16h

Teatro Rival Refit Samba

Marcos Salles convida o cantor Dudu Nobre

Instagram @teatro.rival.refit

Dia 8 de julho (quarta-feira), 16h

Divinas Teatro Rival Refit

Eduardo Araúju convida drag queen Suellen Ribeiro

Instagram @teatro.rival.refit

Dia  9 de julho (quinta-feira), 16h

Bate-papo Teatro Rival Refit

A cantora Olivia Hime e o poeta Geraldinho Carneiro, imortal da Academia Brasileira de Letras

Instagram @teatro.rival.refit

Todas as lives rolam às quatro da tarde. Teatro Rival Refit, 86 anos de resistência cultural.

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Vitor Chimento | Serra

Miguel Pereira guarda memória de uma pequena história do Rei do Baião

Em uma sexta-feira, dia 13 de dezembro de 1912, no sopé da Serra do Araripe, na Fazenda Caiçara, povoado do Araripe, a 12 km da área urbana da cidade de Exu (PE), localizada a 610 km da capital Recife. Nasce o segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos (Mestre Januário) e Ana Batista de Jesus Gonzaga do Nascimento (Mãe Santana): Luiz (por ser dia de Santa Luzia) Gonzaga (sugestão do padre) Nascimento (por ter nascido em dezembro, mês do nascimento de Jesus Cristo).

Luiz Gonzaga do Nascimento foi soldado, como corneteiro, por dez anos. Recebeu, entre outros, os apelidos de ‘Rei do Baião’, ‘Majestade do Baião’, ‘Velho Lua’, ‘Bico de Aço’, ‘Gonzagão’. Inventor do forró ─ trio pé de serra ─, baião, quadrilha, xaxado, arrasta-pé e xamego. Seu instrumento era um acordeão de 120 baixos.

Hospital que o artista ajudou a construir

Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando, acompanhado por sua sanfona, zabumba e triângulo, levou alegria das festas juninas e dos forrós pé de serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra ─ o sertão nordestino ─, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Ganhou notoriedade com as canções ‘Baião’, ‘Asa Branca’, ‘Siridó’, ‘Juazeiro’, ‘Qui nem Jiló’ e ‘Baião de Dois’.

Luiz Gonzaga se referia a Miguel Pereira como a ‘Suíça brasileira’. Era a preferida de todas as serras do Estado do Rio, onde viveu por um período e teve uma relação muito particular com os moradores locais e a cidade, que foi seu refúgio, mais precisamente na Fazenda Asa Branca. Nas festas de Santo Antônio, padroeiro da cidade, era comum ele se apresentar com seus trajes típicos, sua sanfona e cantar os seus sucessos.

Gonzagão e Gonzaguinha

Em 1957, após a emancipação do município, algumas pessoas passaram a se reunir em torno da ideia de construir um hospital. O artista se juntou ao grupo e passou a promover bailes e forrós beneficentes para arrecadar dinheiro e incentivar os cidadãos participarem da construção. Ele chegava, às vezes, ao largo da igreja com um grande lençol, pedia que as pessoas o sustentassem pelas extremidades e carregassem à sua frente. Atrás, ele vinha tocando sua sanfona, cantando seus sucessos e arrecadando tudo que pudesse ser revertido em dinheiro para a construção. O hospital, único da região, leva o seu nome. Já em 1958, sua esposa Helena Gonzaga foi eleita vereadora pela extinta UDN.

Há um grande reconhecimento da população à memória de Luiz Gonzaga. Não só pelo fato de ter contribuído e participado, dentre outras coisas, na construção do hospital, mas também por ter cantado eternizado Miguel Pereira em uma de suas mais conhecidas canções. Fez da nossa cidade parte de sua história e registrou esse laço de amizade com a nossa terra, nossa gente, compondo, em parceria com seu filho Gonzaguinha, a canção ‘Boi Bumbá’. Na música, o Rei do Baião “reparte o boi” aqui em Miguel Pereira com personalidades locais.

BOI BUMBÁ

Pra onde vai a barrigueira?
Vai pra Miguel Pereira
E a vassoura do rabo?
Vai pro Zé Nabo
De que é o osso da pá?
De Joãozinho da Fornemá
E a carne que tem na nuca?
É de seu Manuca
De quem é o quarto trazeiro?
De seu Joaquim marceneiro
E o osso alicate?
De Maria Badulate
Pra quem dou a tripa fina?
Dê para a Sabina
Pra quem mando este bofe?
Pro Doutor Orlofe
E a capado filé?
Mande para o Zezé
Pra quem vou mandar o pé?
Para o Mário Tiburé
Pra quem dou o filé miõn?
Para o doutor Calmon
E o osso da suã?
Dê para o doutor Borjan
Não é belo nem doutor
Mas é bom trabalhador
Mas é véio macho, sim sinhor
É véio macho, sim sinhor
É bom pra trabaiá
Rói suã até suar
Ê boi, ê boi
Ê boi do mangangá.

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Brasileiro com muito Orgulho

Aldir Blanc

Por Alessandro Monteiro

Nascido no Estácio, na Rua Pedreira, Aldir começou a compor aos 16 anos, com Sílvio da Silva Júnior. Em 1966, ingressou na Faculdade de Medicina, especializando-se em Psiquiatria. Em 1973, abandonou a Medicina, passando a se dedicar exclusivamente à música.

Considerado carioca exemplar em ação e comportamento, sendo frequentador assíduo dos blocos carnavalescos Simpatia é Quase Amor (nome de sua autoria) e Nem Muda Nem Sai de Cima, além de frequentar esporadicamente os bares cariocas Bip-Bip e Bar da Maria.

Torcedor do Vasco da Gama, notabilizou-se como letrista a partir de suas parcerias com João Bosco, criando músicas como Bala com Bala (sucesso na voz de Elis Regina),), O Mestre-Sala dos Mares, De Frente Pro Crime e Caça à Raposa

Uma de suas canções mais conhecidas, em parceria com João Bosco, é” O Bêbado e a Equilibrista”, lançada em 1979, que se tornou um hino contra a ditadura militar, também tendo sido gravada por Elis Regina.

Em um de seus versos, “sonha com a volta do irmão do “Henfil”, faz-se referência ao cartunista Henrique de Sousa Filho, que na época tinha um irmão, o sociólogo Betinho, em exílio político no exterior.

O sucesso “Amigo é pra essas coisas” em parceria com Sílvio da Silva Júnior, interpretado pelo grupo MPB-4, , com o qual participou do “III Festival Universitário de Música Popular Brasileira”.

Sua canção “Nação” (com João Bosco e Paulo Emílio), gravada em 1982 no disco de mesmo nome. foi grande sucesso na voz de Clara Nunes.

Em 1996 foi gravado o disco comemorativo Aldir Blanc – 50 Anos, com a participação de Betinho ao lado do MPB-4 em O Bêbado e a Equilibrista no disco comemorativo. Esse disco apresenta diversas outras participações especiais, como Edu Lobo, Paulinho da Viola, Danilo Caymmi e Nana Caymmi. O álbum demonstra, também, a variedade de parceiros nas composições de Aldir, ao unir suas letras às melodias de Guinga, Cristóvão Bastos, Ivan Lins e muitos outros.

Também em 1996, Leila Pinheiro lançou o disco Catavento e Girassol, exclusivamente com canções da parceria de Aldir Blanc com Guinga. No disco há uma homenagem a Hermeto Pascoal, com a música Chá de Panela, que diz que “foi Hermeto Pascoal que, magistral, me deu o dom de entender que, do riso ao avião, em tudo há som”.

Em 2000, participou como convidado especial do disco do compositor Casquinha da Portela, interpretando a faixa “Tantos recados” (Casquinha e Candeia).

Aldir Blanc é um dos mais importantes compositores do Brasil. Cronistas dos bons, sabe e entende exatamente o que acontece dentro dos melhores sentimentos. Certeza entender de todos os rebuliços que moram dentro da gente.

Considerado um dos gênios da MPB, Aldir Blanc nos deixou na manhã desta segunda-feira (04), durante o fechamento desta edição que lhe prestaria uma homenagem em vida.

Vítima de a Covid-19, o artista entra para a estatística do país, sendo mais um brasileiro que sofreu com a negligência e o descaso da Rede Pública de Saúde do Estado. Obrigado Aldir, por sua valiosa contribuição à Cultura Brasileira.