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Brasil Rio

Rio de Janeiro teve queda de 52% em exames de mamografia – muito abaixo que 2019

Na semana em que se celebra o Dia da Mamografia e o Dia do Mastologista, a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM faz um  alerta sobre a necessidade das pacientes de câncer de mama e outros tipos serem priorizadas no plano de vacinação para imunização do COVID-19. A entidade lembra que ao longo de 2020 o impacto para essas pacientes já foi grande, pois muitas não foram realizar os exames preventivos, como a mamografia, e outras interromperam, efetivamente, o tratamento por receio de irem ao hospital ou pela dificuldade que encontraram nas unidades hospitalares de todo o país.

De acordo com o Dr. Vilmar Marques, presidente da SBM, durante toda a pandemia foi notória essa queda, o que gerou bastante preocupação. Agora, neste momento, além de conscientizar as mulheres para que não deixem de dar continuidade a sua rotina de ir ao médico, realizar exames e manter o tratamento, o que mobiliza a entidade é sensibilizar as autoridades quanto à vacinação, pois elas compõem o grupo de risco, muitas com a imunidade baixa devido ao tratamento que estão sendo submetidas.

Segundo o presidente, o levantamento realizado em centros hospitalares que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas principais capitais, revelou que a queda nos atendimentos de mulheres em tratamento, nos meses de março e abril, logo no início da pandemia, foi em torno de 75%, em comparação ao mesmo período de 2019. Já a Rede Brasileira de Pesquisa em Câncer de Mama, em parceria com a SBM, mostrou que o número de mamografias entre janeiro a julho de 2020 caiu 45% em relação ao ano anterior. Tudo devido ao medo de se contaminar durante o deslocamento e também ao dar entrada na unidade de saúde. E, embora nos meses seguintes isso tenha amenizado, muitas pacientes ainda se mantêm resistentes. “Não sabíamos que a pandemia duraria tanto tempo. Entendo o medo delas, mas o câncer não espera. Interromper o tratamento é um risco muito grande, maior do que contrair o vírus, já que os hospitais estão seguindo todos os protocolos sanitários”, afirma o médico.

Para ele, incluí-las nos grupos prioritários é de extrema importância, representando a vida de algumas e maior segurança para todas. Não podemos aguardar. Muitas já perderam meses de tratamento e estamos percebendo que o percentual de realização tanto de exames preventivos, como a mamografia, como de tratamento ainda continua baixo”, alerta.

O presidente afirma que a Sociedade Brasileira de Mastologia como um todo entende a imprevisibilidade da vacinação em massa, o cenário das unidades ainda sob os efeitos dos casos de COVID-19 (trabalhando perto da lotação) e também a ausência da telemedicina no SUS, o que inviabiliza o atendimento à distância que já ajudaria. “Os mastologistas de todo o país compreendem o cenário crítico devido à incidência crescente do COVID-19 nessa nova onda, porém, sem atendimento remoto e sem as mulheres indo às unidades, só nos resta priorizá-las na imunização para que possamos encorajá-las e que elas tenham maior tranquilidade e segurança de se deslocarem em médio prazo, continuando prevenção e tratamento. Estamos falando de vidas ameaçadas”, conclui o Dr. Vilmar Marques.
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Brasil Mundo Política

Brasil e Índia juntos na defesa dos direitos humanos

Ministra Damares Alves recebeu nesta quinta-feira (28) o embaixador da Índia no Brasil, Suresh K. Reddy
Com populações e culturas muito diversas, o Brasil e a Índia têm desafios parecidos diante do enfrentamento a violações de direitos humanos. A ministra Damares Alves e o embaixador da Índia no país, Suresh K. Reddy, trocaram experiências e articularam ações no combate a essas situações em encontro nesta quinta-feira (28), em Brasília (DF).
No Brasil ainda temos muitas violações de direitos contra a vida. É um desafio fazer o enfrentamento a todas nesse Brasil plural que tem floresta, tem o Marajó, tem Nordeste, ribeirinhos e ciganos. Nós precisamos pensar os direitos humanos para todos, afirma a ministra.

O embaixador Reddy destaca que há muitos desafios em comum entre os dois países. “Também temos muitas áreas remotas. É importante que países como os nossos, que estão em desenvolvimento, atuem de forma conjunta, já que temos realidades semelhantes”, diz.

O representante do governo indiano mostrou disposição para implementar ações de capacitação de jovens sobre linguagem de programação. Além disso, as autoridades se comprometeram em pensar iniciativas para a promoção da autonomia financeira de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

A mulher pode sair do ciclo de violência ao assumir controle da vida financeira. Tenho falado muito sobre nano empreendedorismo para mulheres em situação de violência. Esse é um caminho muito importante, enfatiza a ministra ao destacar a importância dos pequenos negócios na promoção da autonomia financeira das mulheres.

A reunião também contou com a presença da secretaria-executiva do MMFDH, Tatiana Alvarenga, e do chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, Milton Toledo.

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Sabrina Campos | A vida como ela é

As lágrimas da vitoriosa

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste dezembro, proposta a destinar verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Aprovou nove propostas para marcar os “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, como a criminalização das violências política e institucional contra mulheres e a determinação de políticas integradas de combate à violência (PL 5091/20, PL 349/15, PL 4287/20*).

Mulheres se recusam cada vez mais a se calarem diante da violência. Não aceitam que continuemos vítimas da perspectiva de quem enxerga a “fragilidade” do gênero feminino como “fraqueza” suscetível a abusos. Esta postura tem se generalizado nas mais diversas gerações. Ela ousou sonhar. Ela não aceitou o “não” como resposta. Ninguém a pode impedir de ser quem desejou ser, o que quis ser.

Raquel não permitiu que lhe dissessem que não chegaria a lugar algum, que não teria oportunidades, que não conseguiria alcançar seus objetivos.  Provou para todos, para si, que com esforço, trabalho, estudo, dedicação, determinação, é possível realizar qualquer sonho. Raquel Silva Rosa, jovem mulher de 19 anos, moça guerreira e bravia, depois de lutar, colheu a imensa vitória de se formar na Escola de Sargentos de Logística em primeiro lugar, dentre mais de 400 graduados.

Raquel, a menina sonhadora, a mulher empoderada, virtuosamente alcançou a glória de receber a “Medalha Caxias Distinção Militar”, e, ainda, a grande honra de receber a “Medalha Marechal Hermes – Aplicação e Estudo” por todo o seu mérito e brilhantismo. Não à toa, debulhou-se em lágrimas, coroando o momento do reconhecimento inegável do seu alto valor e capacidade com o sabor salgado no rosto iluminado.

Raquel, filha de mãe orgulhosa, defensora de sua pátria amada, sensibilidade e força feminina de farda. Ela fez acontecer. Personalidades femininas que marcaram nossa história têm agora seus nomes em espaços da Câmara dos Deputados, como a aviadora Anésia Pinheiro Machado, proclamada decana mundial da aviação feminina pela Federação Aeronáutica Internacional em 1954, e, Marília Chaves Peixoto, matemática e engenheira, primeira mulher brasileira a ingressar na Academia Brasileira de Ciências, em 1951. Raquel Silva Rosa também fez história, é exemplo e esperança. Todos os dias: faça a sua voz ser ouvida!

 (*Fonte legislação: Agência Câmara de Notícias em

https://www.camara.leg.br/ )

Sabrina Campos

Advogada e árbitra

[email protected]

Foto: Ministério do Exército

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Destaque Mulher Notícias do Jornal

Para apoiar as mulheres vítimas da violência doméstica, nasce o Justiceiras

Por Sandro Barros

Em edição recente, o Diário do Rio divulgou que a violência doméstica aumentou durante a quarentena devido à pandemia da covid-19. Somente no Rio de Janeiro, o número de denúncias desse tipo de violência cresceu 50%. É quando a sua própria casa se tornou um lugar mais inseguro para estar, principalmente para as mulheres, pois agora os agressores estão lado a lado 24 horas por dia.

No entanto, o que muitos ainda não sabem é que, diante dessa triste realidade, surgiu uma iniciativa importante para acolher, orientar e apoiar meninas e mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Estamos falando do Projeto Justiceiras!

“O projeto nasceu a partir de alguns institutos, como o Justiça de Saias, que já trabalhavam dentro dessa corrente de solidariedade às vitimas da violência doméstica. E nasceu durante o distanciamento social, pois os casos desse tipo de violência, em todas as suas formas, cresceram exponencialmente. Então estes institutos resolveram criar uma espécie de força-tarefa. E o Projeto Justiceiras é isso mesmo: uma força-tarefa de voluntárias por todo o Brasil, reunindo somente profissionais mulheres de várias áreas, que disponibiliza serviços de forma totalmente gratuita”, diz a advogada Sabrina Campos, uma das voluntárias e que, como todas as outras, não recebe nada financeiramente por este trabalho.

A iniciativa possibilita uma orientação para que mulheres em situação de violência realizem, quando desejarem, o boletim de ocorrência online ou presencial, bem como o pedido de medidas protetivas. É uma rede de mulheres unidas para informar e, antes de mais nada, apoiar, fortalecer e encorajar as meninas e mulheres que estão em situação de violência doméstica. Além desses serviços, o Projeto Justiceiras também orienta mulheres quanto às suas dúvidas relacionadas às situações de violência doméstica nesse período de quarentena. Em resumo, o serviço abrange as áreas jurídica, médica, psicológica, assistencial, rede de apoio e acolhimento.

‘Mulheres ajudando mulheres’

Sabrina Campos, voluntária do projeto (Foto: Divulgação)

Outra atividade do Projeto Justiceiras é a sua contribuição para a redução do trânsito de mulheres vítimas de violência em ambientes públicos e ruas, a fim de evitar expô-las desnecessariamente ao risco de contágio do coronavírus, buscando oferecer o maior número de informações e apoio online sobre o tema, sem deixar que a violência contra a mulher seja esquecida ou subnotificada.

Sabrina Campos acaba por nos dizer a essência do Projeto Justiceiras. “Somos mulheres ajudando mulheres. Mulheres unidas em favor de mulheres. Mulheres que querem mudar a cultura de violência à mulher. Queremos fortalecer outras mulheres, dando-lhes voz e opção para que, dessa forma, possam buscar criar novos caminhos para saírem desse ciclo de violência”.

Para solicitar o atendimento, é bem simples: basta enviar uma mensagem por WhatsApp ─ (11) 99639-1212 ─, recebendo em seguida um link. Esse mesmo link dará acesso ao formulário de pedido de ajuda, que precisa ser preenchido. Em seguida o mesmo formulário é encaminhado para as voluntárias do projeto, que entram em contato com a solicitante o mais breve possível.

E muito importante: o Projeto Justiceiras garante que “todos os a dados fornecidos são preservados, mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para os fins do atendimento”. O projeto também tem um botão SOS no aplicativo Rappi.

 

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Destaque Mulher

Violência doméstica, a outra urgência da América Latina em quarentena

O confinamento em vários países da América Latina para conter a pandemia de covid-19 disparou os pedidos de ajuda de vítimas de violência doméstica, obrigadas a conviverem com seu agressor em uma região onde a média de feminicídios ultrapassa dez por dia.

Da ONU ao papa Francisco, acumulam-se os pedidos para que se dê atenção ao drama dessas mulheres em um contexto de medidas excepcionais com restrição de circulação, economia paralisada e limitações de acesso à Justiça.

“A quarentena deixa milhares de mulheres em um inferno, trancadas com um agressor que temem mais do que o coronavírus”, disse à AFP Victoria Aguirre, representante da ONG argentina MuMaLá, que luta contra a violência de gênero. Na Argentina, 18 mulheres foram assassinadas por seus companheiros, ou ex-companheiros, nos primeiros 20 dias de quarentena, que começou em 20 de março. Os pedidos de ajuda por telefone aumentaram 39%.

A situação se repete no México, no Brasil e no Chile, onde as ações do governo e de associações civis são insuficientes para conter os assassinatos.

O México registrou 983 feminicídios em 2019, e 3.226 mulheres foram vítimas de homicídio doloso, de acordo com dados oficiais. No ano passado, o número de emergências pela violência contra a mulher recebeu por volta de 530 denúncias por dia.

Desde 24 de março, quando se iniciou a quarentena por covid-19, “os pedidos de ajuda aumentaram”, disse à AFP a diretora do Instituto Nacional das Mulheres do México (Inmujeres), Nadine Gasman. Os pedidos de ajuda cresceram 60% na Rede Nacional de Refúgios e a acolhida de vítimas aumentou em 5%.

Em São Paulo, centro dos casos de covid-19 no Brasil, durante os primeiros dez dias de quarentena, as denúncias aumentaram em 30%. Cerca de 700 voluntárias formaram a chamada “rede de justiceiras”, que fornece assistência médica, jurídica e psicológica via WhatsApp.

De acordo com Ada Rico, da ONG argentina “La Casa del Encuentro”, “todos os dias uma mulher é abusada, violentada, ou agredida, em casa, por seu companheiro, ou seu ex”. “Em tempos normais trabalhamos para que os denunciem, mas hoje a urgência é tirá-las do local. A rapidez pode ser a diferença entre viver, ou morrer”, destacou.

Com informações da AFP

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Destaque Saúde

Aumento do consumo de álcool preocupa no período de confinamento

O aumento do consumo de álcool durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é preocupante. Alertou, em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Renata Brasil Araújo.

Ela esclarece que, inicialmente, a bebida parece trazer euforia mas o que ela faz é diminuir a ativação do freio do cérebro, chamado de lobo pré-frontal. As pessoas ficam com efeitos de mais sedação, mas um efeito colateral é o aumento da impulsividade. E ficando sem freio, pode ocorrer um aumento de violência doméstica e de feminicídio, porque a pessoa está trancada em casa.

“Como essa parte do freio do cérebro não está funcionando muito bem, a pessoa fica mais impulsiva, mais intolerante. Se houver intervenção de alguém da família no sentido de parar de beber, isso por si só já gera um descontentamento e uma reação”, advertiu a presidente da Abead.

Há uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestou a sua preocupação. “O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento” é o título de um artigo que a entidade publicou em seu endereço oficial na internet.

Renata Brasil Araújo destacou que o crescimento do consumo de álcool doméstico acontece em um momento de isolamento, quando o acesso ao tratamento de dependências químicas está mais difícil. E que algumas pessoas que aumentaram o consumo da bebida durante a reclusão podem manter esse hábito pós-quarentena e, a longo prazo, isso pode vir a se transformar em uma dependência, que tem um componente biopsicossocial.

“Aquelas pessoas que já têm uma vulnerabilidade biológica e uma predisposição genética para o alcoolismo, junto com uma capacidade emocional mais frágil estão mais suscetíveis a seguirem bebendo após a quarentena e se transformarem em dependentes do álcool, sim”, analisou.

Atendimento on-line

Preocupada com o crescimento do consumo do álcool no país, a Abead lançou a campanha #sejaluz, para mostrar coisas positivas na internet, como os botecos virtuais, e orientando a respeito dos cuidados não apenas com o álcool, mas com o tabaco e outras drogas nessa fase de quarentena. “Porque é algo que a gente, provavelmente, vai pagar um custo para isso” acrescenta Renata Brasil Araújo.

Em outra frente, a Abead montou um trabalho voluntário com psiquiatras associados para atender, gratuitamente, até o próximo dia 26, dependentes químicos e seus familiares, pelas redes sociais. O foco são as pessoas de baixa renda que não teriam acesso a tratamento no curto prazo e que na ação recebem orientação em casa.

O serviço é acessado no ‘Facebook’ e no ‘Instagram’, da associação, ou pelo número de ‘Whatsapp’: 51-980536208. Onde as pessoas podem marcar consulta e recebem o telefone do terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. O atendimento é diariamente, das 8h às 22h.

Alcoolismo

Especializado no tratamento de dependentes químicos, o psiquiatra Jorge Jaber confirmou à Agência Brasil que “nesse momento inédito em que o isolamento é imposto como forma de prevenção de uma doença, as pessoas passaram a trazer para dentro de casa hábitos que tinham na rua, como o de beber socialmente”. Soma-se, ainda, possíveis dificuldades econômicas e muita ansiedade.

Jaber ressaltou também que, por conta do distanciamento social, muitos dependentes do álcool estão sem o suporte das reuniões presenciais de grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos. “É importante lembrar a essas pessoas que as reuniões podem ser acompanhadas através do ‘site’ da organização www.aa.org.br”, acentuou.

O psiquiatra ressaltou ainda que o consumo fora do controle de bebida alcoólica gera enfraquecimento na defesa do corpo, no sistema imunológico, favorecendo assim a contaminação de doenças, como a covid-19.

Violência

A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lucia Ilózio, disse à Agência Brasil que alguns fatores podem agravar a violência doméstica contra a mulher. “Um deles é o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Esse elemento presente da bebida alcoólica pode favorecer, sim, uma maior exteriorização dessa violência”, disse.

Lucia Ilózio afirmou que existem outros fatores de risco, mas o consumo de álcool e drogas se destacam. Ela lembra que muitas mulheres, no isolamento social, não conseguem fazer denúncias, gerando assim subnotificações.

Existem locais de acolhimento às mulheres que sofrem agressões mesmo em tempo de quarentena. Um desses serviços é o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Chiquinha Gonzaga, que está aberto das 10h às 14h e faz orientação por telefone e o primeiro atendimento mediante agendamento. O número que pode ser acessado é o 995552151 ou o ‘e-mail’ [email protected]

As delegacias de atendimento à mulher (DEAMs) também estão funcionando e há possibilidade de fazer o registro ‘online’. Lúcia Ilózio orienta que a vítima deve narrar a violência que sofreu, indicar testemunhas e apresentar provas, como fotos, ‘print’ de mensagens, documentos, entre outras. O registro pode ser feito no endereço https://dedic.pcivil.tj.gov.br.

O Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência de Gênero (NUDEM) da Defensoria Pública também segue funcionando pelo número 972268267 e no endereço eletrônico: [email protected]. O atendimento é feito das 11h às 18h, de segunda a sexta-feira. Após esse horário e aos sábados e domingos, o serviço pode ser acessado pelo telefone de plantão (31332247) e ‘Whatsapp’ (997534066) ou pelo endereço plantã[email protected]

Devido às restrições de locomoção do plano de emergência para conter a disseminação do coronavírus, as comunicações são feitas por formulário, no endereço http://www.mprj.mp.br/comunicacao/ouvidoria/formulario. Em casos de urgência, pode-se ligar ainda para o número 190, da Polícia Militar.

Fonte: EBC

 

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Mulher

Violência doméstica e a proteção das mulheres pela Defensoria Pública

Por Sandro Barros

O isolamento social é uma medida essencial para diminuir a propagação do novo coronavírus. Entretanto, ele trouxe uma consequência dramática: o aumento da violência doméstica, pois as vítimas ficam mais desprotegidas dentro de suas próprias casas. No Rio de Janeiro, o número de denúncias desse tipo de violência cresceu 50%. Para entender mais sobre o assunto e como as vítimas podem proceder, entrevistamos Flávia Nascimento, coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ).

Como exatamente a Defensoria Pública auxilia as mulheres vítimas da agressão doméstica?
Tanto os tratados internacionais sobre Direitos Humanos como a Lei Maria da Penha fazem a previsão de que a mulher, em situação de violência de gênero, deve estar acompanhada de advogado. E a Defensoria é um grande instrumento de acesso à Justiça da mulher em situação de violência doméstica, pois iremos garantir que as suas demandas cheguem ao Poder Judiciário e para que ela não seja revitimizada pelo sistema de Justiça quando busca a solução judicial para o seu problema.

Qual o papel da instituição nesse contexto?
A partir do momento em que a vítima resolve denunciar, ou mesmo levar ao Judiciário a sua situação de violência, ela pode e deve estar acompanhada de advogado ou de defensor ou defensora pública. Temos essa missão institucional. Uma de nossas atribuições, estabelecida por lei complementar, é a defesa dos direitos da mulher vítima da violência doméstica. Então, a Defensoria está sempre de portas abertas para as demandas de mulheres que estejam nessa situação.

Todas podem buscar esse auxílio?
A assistência é de forma integral e gratuita, mas a mulher pode buscar o serviço da Defensoria Pública ainda que ela não seja economicamente insuficiente para contratar um advogado. A razão de vulnerabilidade em relação à violência sofrida já justifica que a Defensoria atue em seu favor.

E como é essa atuação?
A mulher pode buscar orientação tanto em nosso núcleo especializado, que é o Nudem (Núcleo de Defesa das Mulheres Vítimas de Violência de Gênero), ou também buscar os órgãos da Defensoria junto aos Juizados de Violência Doméstica. Na capital do Rio de Janeiro são 11 juizados. Temos algumas portas de entrada à proteção da mulher prevista na Lei Maria da Penha. Muitas pessoas entendem que a única porta de entrada é a Polícia Civil, mas na verdade a mulher não é obrigada a denunciar para poder acessar sua proteção. Não existe essa condição na citada Lei.


Defensora Pública Flávia Nascimento (Foto: DPRJ/Divulgação)

Pode explicar melhor isso?
Muitas mulheres não querem que os seus supostos agressores respondam criminalmente pela violência praticada. Então elas podem buscar orientação na Defensoria Pública, pois podemos fazer requerimentos das medidas preventivas de urgência, ainda que as vítimas não tenham registrado ocorrências. E uma informação muito importante: nesse momento da pandemia, mulheres que tiverem dificuldades para registrar ocorrências podem buscar o atendimento da Defensoria para que possamos requerer as medidas protetivas de urgências. Mas, se ainda assim, elas quiserem fazer os registros, também podem buscar nossa orientação. E, se for o caso, podemos até mesmo oficiar a Delegacia de Polícia, questionando o porquê da vítima não ter sido atendida ou não ter conseguido acessar o serviço, uma vez que as delegacias estão funcionando para medidas urgentes, dentre elas as de violência doméstica e familiar, ainda que não envolvam agressão física, ainda que tratem de violência moral, psicológica e, principalmente, para os casos graves de violência física e sexual.

Aumentou a procura pelos serviços da Defensoria durante a pandemia?
Baseado na minha experiência atendendo vítimas de violência doméstica e familiar desde 2011, o número desse tipo de violência sempre foi elevado, mas também sempre foi subnotificado. Em momentos de normalidade a mulher já tem dificuldades de acessar a sua proteção por diversos fatores, não só a dependência econômica do seu agressor, que é a hipótese mais comum, mas também por uma dependência emocional e pela falta de uma rede familiar de suporte para esse momento de violência. Tudo isso já contribuía para um índice muito alto de subnotificações.

Como o isolamento agrava essa situação?
A Defensoria está fazendo um atendimento através de WhatsApp e e-mail. Isso também dificulta muito o acesso da mulher aos nossos serviços, inclusive até mesmo o acesso à Justiça. Sabemos que na realidade social do Brasil, muitas mulheres têm dificuldade em acessar esses canais eletrônicos, por diversos fatores, inclusive pela dificuldade em digitar ou narrar toda a sua situação de forma coerente. Somente agora, na quinta semana de isolamento [no momento em que a entrevista foi concedida], o atendimento diário do Nudem chegou ao número que era realizado em situação de normalidade, de forma presencial. Isso foi aumentando gradualmente. Por um lado é bom, pois as mulheres estão conseguindo acessar, mas ainda assim fica o desafio, dentro das medidas restritivas do isolamento, de pensarmos estratégias que viabilizem o acesso de todas as mulheres, inclusive as que não têm acesso à tecnologia.

Qual o seu recado final?
O que venho notando agora é que essa situação do isolamento social contribuiu, na verdade, para uma maior vulnerabilidade das mulheres, associada a uma maior dificuldade de acesso à rede de proteção. Então, o meu recado é que as instituições estão funcionando, ainda que com todas as dificuldades, com todas as restrições. Não estão abertas fisicamente, mas possuem canais de comunicação remotos para tratar e viabilizar a proteção integral às mulheres em situação de violência.

DEFENSORIA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO
Canais de atendimento remoto para mulheres em situação de violência doméstica
WhatsApp: (21) 97226-8267
E-mail: [email protected]

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Mercado da moda investe em empreendedorismo

O empreendedorismo feminino segue em constante crescimento. A cada ano, mulheres criam e administram seus próprios negócios, conquistando liberdade financeira, gerando empregos e se sustentando no mercado de trabalho.

Moda, beleza e gastronomia são os setores que mais atraem as empreendedoras. Com quase 20 anos de experiência no mercado de moda de luxo, as empresárias Claudia Medeiros e Elizabeth Nigro criaram, em 2017, a feira multicultural Balzak40.

A ideia da feira surgiu quando Claudia e Beth perceberam que muitas pessoas deixaram o varejo tradicional para investir em marcas próprias, com uma pegada mais artesanal e produção em menor escala. “Atuamos há muitos anos no mercado da moda e percebemos que a forma de consumo também mudou. As pessoas têm buscado diferenciais na hora de comprar. Além disso, existe a vontade de incentivar o empreendedorismo”, afirma Claudia Medeiros.

As empresárias contam ainda com uma rede especial de colaboradoras. Bruna Basílio e Carolina Nigro, estudantes de publicidade e filhas de Claudia e Beth, respectivamente, participam ativamente na produção do evento e trazem um olhar mais moderno e atual para o negócio.

A Balzak40 acontece mensalmente e reúne expositores de moda, gastronomia, design e arte. A a curadoria das marcas é feita por Beth e Claudia. “Nosso maior orgulho é proporcionar trabalho não só para quem expõe, mas também para os parceiros que fornecem as barracas e iluminação, pessoal da limpeza, segurança, mágico, DJ, e todos aqueles que estão conosco durante as feiras”, conta Claudia Medeiros. Desde a 1ª edição, em agosto de 2017, 5% da renda alcançada é revertida para o Instituto da Criança.

 

Nos dias 7 e 8 de março, a feira irá realizar uma edição especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher no Lagoon, zona sul do Rio de Janeiro.

Serviço:

Balzak40 – Edição Especial dia Mundial da Mulher

Data: 7 e 8/03/2020

Horário: 12h às 20h

Local: Lagoon – Av. Borges de Medeiros, 1424 – Lagoa

Telefone: (21) 99281-7858

Entrada Gratuita