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Aumenta a pressão pelo afastamento imediato de Trump da presidência dos EUA

 

A invasão de apoiadores do Trump ao Congresso dos Estados Unidos movimentou e causou momentos de tensão no país. As Eleições já tinham sido bem conturbadas e com Donald Trump não aceitando a derrota nas urnas. Em seu discurso, em uma manifestação, ele voltou a falar em fraude, apesar da falta de provas, e afirmou que seus simpatizantes “nunca concederiam” a vitória a Biden. Após a invasão, as sessões no Congresso foram suspensas e os acessos aos corredores do Senado e da Câmara foram bloqueados.

A Presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou, na tarde de hoje, que se o presidente Donald Trump não deixar o cargo imediatamente caberá ao Congresso removê-lo do posto. Ela publicou uma carta apelando a parlamentares republicanos que ajudem a pressionar pela saída de Trump.

Confira alguns trechos da carta:

“Como sabem, existe um movimento crescente para que seja invocada a 25ª emenda, o que permitiria ao vice-presidente e à maioria de seu gabinete a remoção do presidente por incitar a insurreição e o risco que ainda representa. Ontem, Schumer e eu fizemos o pedido ao vice-presidente Pence, e ainda esperamos ouvir dele o quanto antes uma resposta positiva sobre se ele e seu gabinete seguirão os votos à Constituição e ao povo americano”

 

“Hoje, após os atos perigosos e insurgentes do presidente, congressistas republicanos devem seguir o exemplo e pedir a Trump que deixe o cargo imediatamente. Se o presidente não sair prontamente e de boa vontade, o Congresso seguirá com sua ação”

Pelosi responsabilizou Trump pela invasão de apoiadores dele ao Capitólio, como é conhecido o Congresso americano, na tarde de quarta-feira (6). O ataque interrompeu a sessão de certificação do presidente eleito Joe Biden, que precisou ser realizada mais tarde no mesmo dia, e provocou caos e tumulto. Cinco pessoas morreram.

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Bolsonaro participa da abertura de fórum econômico com países árabes

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (19) que a aproximação no campo político entre Brasil e países árabes tem permitido novos espaços de cooperação em setores estratégicos, como ciência, tecnologia, inovação e energia. Bolsonaro participou da abertura do Fórum Econômico Brasil e Países Árabes, que acontece de forma virtual até a próxima quinta-feira (22).

No ano passado, o presidente brasileiro esteve em visite aos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita onde apresentou as reformas que o governo está empreendendo na área econômica e as oportunidades de investimento no país. Em 2019, o intercâmbio entre o Brasil e países árabes superou os US$ 11 bilhões.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 4,9 bilhões para os 22 países da Liga Árabe e de janeiro a agosto de 2020, as exportações já chegaram a US$ 4,6 bilhões. De acordo com o presidente brasileiro, o destaque é para os produtos do agronegócio.

“Hoje, a produção brasileira halal, que respeita as tradições e regras da religião islâmica, é sinônimo de qualidade e confiança. Por isso, os países árabes pode contar com o Brasil como parceiro estratégico na garantia de sua segurança alimentar”, disse.

De acordo com Bolsonaro, cerca de 30 empresas brasileiras possuem escritórios e unidades de produção no Oriente Médio. Durante seu discurso, ele destacou também as parcerias comerciais em países árabes da África, como Egito, Marrocos e Argélia.

“Pretendemos continuar a estreitar laços históricos, culturais e de amizade que unem os nossos povos. Também quero aproveitar o enorme potencial que ainda há para ser explorado nos mais diversos setores e abrir novas frentes de diálogos, cooperação e trabalho pela prosperidade de nossas nações”, disse.

Com Informações: Agência Brasil

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Brasil é vítima de desinformação sobre meio ambiente, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (22) que o Brasil é vítima de “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”. Ao abrir a sessão de debates da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro justificou que há interesses comerciais por trás das notícias sobre queimadas e desmatamentos e que os incêndios que atingem as florestas brasileiras são comuns à época do ano e ao trabalho de comunidades locais em áreas já desmatadas.

“A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”, disse. “O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente”, completou.

Durante seu discurso, o presidente destacou o rigor da legislação ambiental brasileira, mas lembrou a dificuldade em combater atividades ilegais na Amazônia, como incêndios, extração de madeira e biopirataria, devido à sua extensão territorial. Ele ressaltou que, juntamente com o Congresso Nacional, está buscando a regularização fundiária da região, “visando identificar os autores desses crimes”.

“O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”, disse.

Covid-19

Em meio à pandemia do novo coronavírus, esta edição da Assembleia Geral da ONU é realizada de forma virtual. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento e o presidente Bolsonaro, assim como os outros líderes mundiais, enviou a declaração gravada.

Ele lamentou as mortes por covid-19 e reafirmou o alerta de que o vírus e as questões econômicas “deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”. Bolsonaro listou as medidas econômicas implementadas pelo governo federal e disse que, sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, os veículos de comunicação brasileiros “quase trouxeram o caos social ao país”. “Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população”, opinou.

Para o presidente, a pandemia deixou a lição de que a produção de insumos e meios essenciais para a sobrevivência da população não pode depender apenas de poucas nações. Nesse sentido, ele colocou o Brasil aberto para o desenvolvimento de tecnologias de ponta e inovação, a exemplo da indústria 4.0, da inteligência artificial, nanotecnologia e da tecnologia 5G, “com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados”.

Bolsonaro falou ainda sobre a ampliação de acordos comerciais bilaterais e com blocos econômicos e disse que, em seu governo, “o Brasil, finalmente, abandona uma tradição protecionista e passa a ter na abertura comercial a ferramenta indispensável de crescimento e transformação”.

Em seu discurso, o presidente também destacou a atuação brasileira no campo humanitário e dos direitos humanos e as reformas que estão sendo implementadas no país.

Com Informações: Agência Brasil

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Grande explosão atinge área portuária de Beirute; governo cita ao menos 50 mortos

Uma explosão aconteceu na região portuária de Beirute, no Libano, nesta terça-feira (4). Imagens mostram uma grande coluna de fumaça avermelhada sobre a área.

O governo libanês contabiliza ao menos 73 mortos  após a explosão. Em entrevista a uma rede de televisão, o ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hasan, disse que há cerca de 3000 feridos.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse em um pronunciamento que o país enfrenta uma catástrofe e declarou luto oficial de um dia . Ele disse também que o governo irá investigar os responsáveis pelo armazém que funcionava no porto da capital desde 2014.

Segundo a Cruz Vermelha, barcos foram mobilizados para resgatar pessoas que foram jogadas ao mar após a explosão. Também segundo a organização humanitária, ainda há gente presa nos escombros e dentro de suas casas.

Enfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute, no Líbano — Foto: IBRAHIM AMRO/AFP

A emissora libanesa LBCI informou que o hospital Hôtel-Dieu de France, no centro da capital libanesa, atende a mais de 500 feridos. O governo da capital pede que os feridos sejam levados para atendimento em centros de saúde de fora da cidade.

Ainda não é possível saber com exatidão a quantidade de feridos ou qual seria a causa da explosão. Apesar de o país já ter sido alvo de terroristas e viver período de instabilidade política,não há evidência ainda de que se trate de um atentado terrorista.

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Diante do possível pico da pandemia, Argentina endurece quarentena

Por Sandro Barros

A Argentina ainda tem a pandemia sob controle, mas acende luzes amarelas. Os casos positivos cresceram mais de mil por dia no início de junho e as autoridades sanitárias alertam sobre a pressão no sistema de saúde. Até agora a Argentina atrasou o pico da pandemia, mas já vislumbra que o pior está próximo.

O aumento da inclinação da curva levou ao endurecimento do confinamento na capital Buenos Aires e em seus subúrbios, onde são registrados 96% dos novos casos. A Argentina tem mais de 35.550 casos positivos de covid-19 e cerca de mil mortos. Está muito longe de vizinhos como o Chile, com menos da metade da população e mais de 220.000 infectados, ou o Brasil, que registra mais de um milhão de casos confirmados e mais de 50 mil óbitos.

O confinamento em que os argentinos vivem desde 20 de março conseguiu deter a propagação. Porém, no interior do país, onde a população é menor, os casos são contados às centenas. A estratégia da quarentena, no entanto, dá sinais de esgotamento em Buenos Aires e em sua região metropolitana. Quase metade da população do país vive lá e é onde se concentra o maior problema para as autoridades.

A cidade, governada pela oposição, e a província, em mãos da situação, concordaram em restringir o uso do transporte público aos trabalhadores considerados essenciais. Mas o medo está concentrado na província. “A evidência científica dá conta de uma situação complexa daqui até um mês e meio. Devemos evitar chegar ao ponto a que se chegou no Chile, Brasil e Bolívia, onde as pessoas morrem na rua porque os respiradores estão ocupados”, afirmou o chefe de gabinete da província de Buenos Aires, Carlos Bianco.

Rondado a Casa Rosada

Segundo dados do Ministério da Saúde, 45% dos 11.500 leitos de UTI disponíveis no país estão atualmente ocupados. Em Buenos Aires se teme que, caso a curva de contágio não for reduzida, esse percentual disparará rapidamente até atingir o colapso do sistema.

O problema que as autoridades enfrentam é que o confinamento, aplicado com particular rigor na Argentina, tende a afrouxar naturalmente devido ao cansaço da população. “Sabia-se que, na medida em que as atividades são liberadas, isso resultaria em um aumento dos contágios”, disse Bianco. O secretário da Saúde da cidade de Buenos Aires, Fernán Quirós, disse que se a curva não for achatada é possível que “seja necessário voltar à fase 1 da quarentena”, quando apenas a circulação local para comprar alimentos era permitida.

O fato de o vírus circular mais facilmente em Buenos Aires preocupa o entorno do presidente Fernández. No início de junho, o teste positivo de um prefeito da região metropolitana obrigou o retorno imediato de La Rioja − noroeste do país − do ministro de Desenvolvimento Social, Daniel Arroyo, que havia estado em contato com o político infectado e, naquele momento, acompanhava Fernández em uma viagem pelo interior. O presidente também interrompeu sua agenda e voltou a Buenos Aires.

Dias depois, o teste da ex-governadora de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, deu positivo, contagiada pelo contato com um deputado provincial. A infecção de Vidal colocou em alerta o prefeito da cidade de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, e outros oposicionistas que costumam se reunir para elaborar suas estratégias políticas. Além disso, Rodríguez Larreta mantém contato pessoal com o presidente Fernández.

A evidência de que o vírus já está rondando a Casa Rosada − sede da presidência da República − convenceu os médicos de Fernández de que era hora dele interromper as viagens pelo interior e ficar em casa. Dessa forma, desde o dia 10 de junho o presidente está recluso em Olivos, a residência oficial, e reduziu ao mínimo as reuniões com seus colaboradores. (com informações do El País)

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Mundo

Na França, coronavírus gerou perda de quase 500 mil empregos

Da Redação

O ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, declarou em 11 de junho que espera que a atividade econômica do país seja retomada “o mais rapidamente possível”. O anúncio aconteceu pouco depois da divulgação dos dados do Insee ─ o instituto de estatística francês ─, que anunciou a destruição de quase 500 mil vagas apenas no primeiro trimestre, em consequência do confinamento.

O ministro disse que “está pensando em todos os franceses, diante do ritmo acelerado de falências e demissões”. Segundo ele, é preciso equilibrar a atividade econômica e a questão sanitária para amenizar “o custo que a crise pode ter para os mais frágeis”. Le Maire também espera que o retorno ao trabalho seja “massivo”, com a normalização da atividade econômica até o verão.

De acordo com o Insee, no primeiro trimestre de 2020 foram perdidos 497.400 empregos no setor privado. O número representa uma queda de 2,5% provocada pelo desaparecimento de 40% das vagas para interinos.

A situação é mais grave do que a estimativa feita pelo instituto em 7 de maio, que alertava para o desaparecimento de 453.800 empregos no mesmo período. Entretanto, o ministro disse ainda que espera que França possa voltar a ser uma “grande economia, poderosa, tecnologicamente avançada e com menos carbono”.

O governo francês, que aposta em um recuo de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) e o fim de 800 mil vagas de trabalho em 2020, apresentou no dia 10 de junho o terceiro projeto de lei desde o início da crise do coronavírus. O de agora foi para regulamentar o gasto extra de € 45 bilhões, destinado a apoiar os setores em dificuldade. No fim de março, pouco depois do início do confinamento, a França contabilizava 25 milhões de assalariados. (com informações da agência RFI)

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Mundo Notícias do Jornal

George Floyd: EUA e o mundo se levantam contra o racismo

Da Redação

George Floyd, um cidadão estaduniense completamente anônimo até o final de maio, um homem negro de 46 anos, empregos instáveis e um passado que combinava prisão e pequenas glórias esportivas, foi enterrado no dia 9 de junho em Houston (Texas) depois de um funeral transmitido ao vivo por veículos de comunicação de todo o mundo.

Sua morte, em 25 de maio, em uma brutal prisão gravada em vídeo, provocou uma onda de protestos contra o racismo que atravessou fronteiras e desencadeou reformas policiais imediatas em vários Estados do país, bem como a derrubada de monumentos associados a abusos em países como o Reino Unido e a Bélgica. Floyd se tornou um ícone súbito de um mundo instável, atacado pela brutal crise do coronavírus.

Mais de seis mil homens e mulheres de todas as idades prestaram homenagem a George Floyd às vésperas do seu funeral, quando a câmara-ardente foi instalada na cidade texana onde passou a maior parte da vida. Esta se apagou há duas semanas e um dia em Minneapolis, a maior cidade da nortista Minnesota, quando foi detido em frente a uma loja como suspeito de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares.

As câmeras de segurança da área e dos telefones dos pedestres registraram como quatro policiais o algemaram e o imobilizaram no chão. Um deles, Derek Chauvin, pressionou o joelho contra o chão enquanto Floyd clamava que não conseguia respirar. A agonia durou oito minutos e 46 segundos. Ele disse que o pescoço doía, o estômago doía, tudo doía. Que iriam matá-lo. Floyd, que deixa uma filha de seis anos, foi levado ao cemitério em um caixão dourado. O famoso ex-boxeador Floyd Mayweather custeou todas as despesas.

Brutalidade policial

Manifestação em Denver, Colorado (EUA)

George Floyd cresceu em Houston, embora tenha nascido na Carolina do Norte. Na adolescência, durante os anos noventa, revelou-se bom em futebol americano e basquete e até conseguiu uma bolsa de estudos por seu rendimento neste último esporte, mas depois entrou em uma espiral de prisões e passou quatro anos detido. Tentou começar uma nova vida em Minnesota, onde trabalhava como guarda noturno havia alguns anos até que a pandemia o deixou desempregado.

A morte deste homem até então anônimo provocou a maior onda de protestos nos EUA desde o assassinato de Martin Luther King em 1968. O policial Chauvin foi acusado de assassinato e os três outros policiais também enfrentam acusações. Mas, independentemente do que acontecer nesse julgamento, o caso Floyd já mudou algumas coisas.

Durante o fim de semana que antecedeu o sepultamento, autoridades de cidades como Los Angeles e Nova York anunciaram novas normas para suas forças policiais e um polêmico corte de recursos para reduzir seu poder e desviar recursos para outras agências. Em Minneapolis, a corporação municipal aprovou o “desmantelamento” de sua força policial para “reconstruí-la em um novo modelo de segurança”.

As implicações políticas de todo esse acontecimento, a apenas cinco meses da eleição presidencial nos Estados Unidos, também eram palpáveis no funeral de Floyd. O presidente Donald Trump condenou o que aconteceu, mas foi muito cuidadoso em reconhecer o racismo estrutural que levou a uma morte como esta e tampouco defendeu a necessidade de reformas para evitar abusos policiais. Coube ao seu adversário nas urnas em novembro, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, ocupar o espaço da denúncia social. “A América pode fazer melhor. Não há outra opção senão fazer melhor. Agora é o momento da justiça racial”, disse Biden. (com informações de agências de notícias)

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Sérgio Vieira | Entre Colunas

A saúde global mudou à medida que as pessoas em países de baixa renda vivem mais

Segundo Justine Davies, da Global Health, Institute for Applied Research, University of Birmingham, até 2050 a maioria dos idosos do mundo estarão vivendo em países em desenvolvimento. Mas o envelhecimento da população significa doenças crônicas e a multimorbidade aumentará.

Com o envelhecimento, surgem muitos benefícios, incluindo liberdade, sabedoria e, em muitas culturas, o respeito. Infelizmente, a desvantagem é que o envelhecimento também traz doenças médicas. Muitas pessoas em países ricos têm várias condições crônicas coexistentes. Isso é conhecido como multimorbidade. Em 2016, as condições crônicas representaram mais de dois terços das mortes em todo o mundo onde muitas dessas pessoas tinham mais de uma condição.

O conceito de multimorbidade é bem conhecido pelos profissionais de saúde em países de alta renda, onde há um grande número de idosos. Nas partes mais pobres do mundo, como a África, as populações são mais jovens, onde é o foco da assistência médica, como doenças infecciosas e problemas de saúde materno-infantil.

Mas o mundo está mudando. O número de idosos em países de baixa renda está crescendo, mas os sistemas de saúde desses países não foram projetados para atender pessoas com condições crônicas.

O impacto da multimorbidade em indivíduos que vivem em países de baixa renda é substancial. O desenvolvimento do sistema de saúde precisará de habilidades, instalações, políticas e recursos médicos para cuidar de indivíduos com múltiplas condições crônicas.

Investimentos anteriores em desafios da saúde em países de baixa renda estão valendo a pena: menos mulheres estão morrendo no parto, mais crianças estão atingindo a idade adulta e as pessoas estão vivendo vida mais longa com o HIV. Entretanto, pesquisas mostram que a combinação de condições de saúde mental e condições físicas é mais comum entre mulheres do que homens.

A maioria dos fundos de pesquisa ainda se destina a doenças infecciosas e aquelas que afetam jovens, predominantemente mães e crianças pequenas. Grandes melhorias foram feitas no combate às doenças infecciosas e às que afetam as pessoas mais jovens. Porém, os países de baixa renda ainda estão lutando com essas condições, além de uma carga crescente de doenças crônicas e de multimorbidade. Esse duplo ônus da doença está sobrecarregando os serviços de saúde.

Isso é especialmente pertinente, uma vez que os serviços de saúde em muitos países em desenvolvimento não estão organizados para atender pacientes com múltiplas condições crônicas. Ainda faltam fatores de serviço de saúde ─ sistemas de acompanhamento e disponibilidade de médicos ou enfermeiros, por exemplo ─ necessários para cuidar de pacientes com multimorbidade. Existem também barreiras do lado do paciente para o atendimento ─ como, por exemplo, a compreensão das condições crônicas e seu tratamento. Esses fatores culminam em outras descobertas não publicadas de nosso estudo: que menos de 10% das pessoas com condições crônicas de hipertensão ou diabetes tiveram suas condições adequadamente gerenciadas.

O fato de que as condições não estão sendo adequadamente tratadas e a associação com os resultados que são importantes para os pacientes ─ qualidade de vida, função física e incapacidade ─ significam que, sem o rápido desenvolvimento de serviços de saúde adequados para prevenir e gerenciar, a multimorbidade será especialmente devastadora nesses locais.

Este artigo foi republicado da The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.

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ONU / ODS 17

Da Redação

Os 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) têm orientado suas decisões seguindo uma nova agenda: são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Lançada em setembro de 2015, a agenda é composta por 17 itens ─ tais como erradicar a pobreza, a fome e assegurar educação inclusiva ─ que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Os Estados e a sociedade civil discutiram seus papéis para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os ODS foram baseados nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que estabeleciam metas para o período entre 2000 e 2015 e obtiveram avanços consideráveis na redução da pobreza global, no acesso à educação e à água potável.

O Diário do Rio vem divulgando estes Objetivos no decorrer de suas publicações. Agora, chegou a hora de falarmos do 17º: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Este 17º ODS busca a continuidade de importantes conquistas, como no caso da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (OAD), que levantou aproximadamente U$ 135 bilhões em 2014. O número de usuários da internet na África quase dobrou entre 2011 e 2015 e, em 2015, 95% da população mundial tinha cobertura de sinal de celular.

O conceito de desenvolvimento sustentável foi consolidado em 1992, durante a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), que aconteceu no Rio de Janeiro. O termo, trazido para o discurso público em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, é usado para designar o desenvolvimento em longo prazo, aquele em que o progresso econômico e as necessidades da atual geração não impliquem no esgotamento dos recursos naturais necessários para a sobrevivência das futuras gerações.

Desenvolvimento sustentável

Em essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração de recursos, o direcionamento de investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais estão todas em harmonia e aumentam o potencial atual e futuro para atender às necessidades e aspirações humanas.

Um mundo onde a pobreza e a desigualdade são endêmicas estará sempre propenso a crises ecológicas, entre outras. Portanto, o desenvolvimento sustentável requer que as sociedades atendam às necessidades humanas tanto pelo aumento do potencial produtivo como pela garantia de oportunidades iguais para todos.

Os conceitos de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade andam juntos, sendo que o segundo é mais antigo e foi cunhado em 1972, durante a Conferência de Estocolmo. Enquanto a sustentabilidade abrange principalmente questões relacionadas à degradação ambiental e à poluição, o foco do desenvolvimento sustentável é voltado para o planejamento participativo e para a criação de uma nova organização econômica e civilizatória, bem como para o desenvolvimento social para o presente e para as gerações futuras.

Para que o conceito de desenvolvimento sustentável seja aplicado e tenha validade é importante que os direitos humanos sejam respeitados e protegidos. As empresas e os governos têm um papel importante nesse trabalho, pois precisam basear suas práticas na responsabilidade e no respeito tanto à natureza quanto aos direitos humanos, correndo o risco de enfraquecer a busca por um desenvolvimento sustentável caso priorizem apenas o lucro acima de qualquer coisa.

Envolver a população civil, os governos e as empresas na reflexão sobre o impacto que o estilo de vida e os hábitos de consumo têm sobre o meio ambiente é uma das preocupações do desenvolvimento sustentável. Buscar sempre por soluções baseadas na natureza é uma das formas de agir segundo os princípios do desenvolvimento sustentável.

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Infectados por covid-19 entre crianças no mundo quase dobrou

O número de países que registrou casos da doença inflamatória ligada à covid-19 que atinge crianças quase dobrou em uma semana, segundo o governador de Nova York, Andrew Cuomo. Nos EUA, já são 25 estados com registros da doença.

O governador afirmou que Nova York investiga 159 casos da doença – um aumento de 53% nos últimos novos dias, segundo o The New York Times. “Quanto mais olhamos, mais encontramos”, disse.

A condição, que vem sendo chamada de síndrome inflamatória multissistêmica, aparece geralmente semanas depois da infecção pelo novo coronavírus. As crianças, na maioria, não apresentam os sintomas virais da primeira fase da covid-19. Em vez de atingir os pulmões, o vírus causa inflamação em todo o corpo e pode danificar gravemente o coração.

A maioria das crianças que estão com a doença em Nova York até agora testou positivo para o vírus ou anticorpos para ele. Os pesquisadores estão examinando se as crianças infectadas eram geneticamente predispostas à síndrome.

Por conta disso, as escolas continuam tendo aulas remotas durante o verão. Ele disse que ainda é cedo para afirmar se será possível ter aula presencial no outono – em setembro.