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Paulinho, do Roupa Nova, morre por complicações da Covid-19

 

A musica está de luto. O cantor Paulo César Santos, o Paulinho, integrante do grupo Roupa Nova, morreu na noite desta segunda-feira (14), aos 68 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da banda. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Copa D’or, na Zona Sul do Rio, após contrair Covid-19.

Durante a segunda-feira, o grupo já havia postado em seu Instagram, que o estado de saúde do artista era delicado . e pedia orações. No fim da noite, nova postagem confirmava a morte do músico. “As luzes do palco se apagaram. Infelizmente o nosso querido Paulinho não resistiu. Acabamos de receber a notícia que ele veio a falecer de falência de múltiplos órgãos após ser acometido pela infecção do vírus Covid-19. Paciente decorrente de outras co-morbidades, entre elas um transplante de medula óssea devido a um linfoma, ele teve uma parada cardiorrespiratória hoje, que levou à parada dos órgãos.
Nossos agradecimentos à todos que oraram e pediram por ele.
Deus o receba de braços abertos”, diz o post.

Paulinho foi internado com covid-19 há cerca de um mês. Em setembro, ele precisou tratar um linfoma e passou por um transplante de medula óssea. O músico respondeu bem ao tratamento, mas depois acabou sendo novamente internado para tratar a Covid.

Foram mais de 40 anos na formação do Roupa Nova, que estreou nos anos 1970 como Os Famks. Mais adiante o grupo seria batizado de Os Motokas antes de ganhar seu nome definitivo, após assinar um contrato de gravação já nos anos 80.

Além de percussionista e compositor, Paulinho era um dos principais vocalistas da banda. Sua voz deu o tom principal em hits como “Canção de verão”, “Sensual”, “Volta pra mim” e “Meu universo é você”. Ao lado de Serginho Herval, Kiko, Nando, Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, transformou o Roupa Nova em fenômeno já no início dos anos 80.

O estouro na carreira aconteceu a partir do segundo disco da banda, lançado em 1982, com a clássica “Clarear”, que virou tema da novela “Jogo da vida”, na Globo. A partir daí foram mais de 30 músicas selecionadas para trilhas de novelas.

Foto: Reprodução/Instagram

 

 

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Cultura Destaque

Corpo de Tunai é cremado no Rio. Familiares, amigos, artistas e músicos se despedem do cantor e compositor cantando ‘Frisson’

Por Claudia Mastrange

O corpo do cantor e compositor Tunai foi cremado na tarde da segunda, 27 de janeiro, no Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Familiares, amigos e colegas músicos e compositores se despediram do artista em clima de muita emoção. Tunai morreu em casa, no bairro de Santa Teresa, no Rio,,aos 69 anos, vítima de parada cardíaca.

Regina Mucci, mulher de Tunai revelou que “ainda não caiu a ficha”. Ela estava assistindo TV com o marido e foi dormir antes de Tunai, que queria ver uma maratona com filmes de James Bondi. Pela manhã, ao acordar, o encontrou morto no sofá. “E agora como é que se faz? Depois de 50 anos juntos…. Estou com ele desde os meus 15 anos. É uma vida inteira. Não sei o que fazer, como fazer.. Difícil até respirar sem ele”, contou ela, o tempo todo amparada pelos filhos André e Daniela, familiares, amigos e companheiros de trabalho de Tunai.

A mulher de Tunai, Regina (à esquerda de óculos) com a filha Daniela: despedida (Foto Diário do Rio)

Nomes como o maestro Wagner Tiso, que estava em turnê com Tunai na produção ‘Saudade da Elis – as Aparências Enganam’, show que abriu o projeto Diário do Rio Musical, em setembro de 2019, esteve no velório. O músico Victor Biglione e a cantora Jane Duboc também estiveram presentes

Emocionadíssima, Jane não conteve as lágrimas ao falar de Tunai. “Foram 45 anos de amizade. Ele  não era mais um amigo, era um irmão. Vivi grandes momentos da minha carreira com ele, um excelente melodista e uma pessoa linda, sempre alegre…é uma grande perda”, declarou ela ao Diário do Rio.

Em 1982, Jane conquistou o terceiro lugar no festival MPB Shell cantando ‘Doce Miistério’, de Tunai e Sérgio Natureza, parceiro de Tunai em boa parte das suas mais de 200 canções. Sérgio, que vive no Retiro dos Artistas, também foi se despedir do amigo e parceiro de trabalho. Outro companheiro de estrada que fez questão de dar adeus a Tunai foi o percussionista Edinho Souza. “Obrigado por esses mais de 20 anos tocando juntos, cara. Foi uma honra ter estado ao seu lado”, declarou o músico durante a pequena cerimônia, antes do processo de cremação. “Vivemos muitos momentos bons com nossa música. Eu tinha que vir”, disse.

O grupo Roupa Nova enviou coroa de flores

O filho de Tunai, André, ao lado da irmã Daniela e da mãe, leu uma Oração de Santo Agostinho em homenagem ao pai. Os presentes rezaram ainda as orações do Pai nosso e da Ave Maria e a viúva Regina lembrou de histórias doces e curiosidades familiares do maridão e que , como bom mineiro, não deixava faltar queijo em casa. “São essas lembranças que vão ficar”, disse. Todos cantaram ‘Frisson’ e aplaudiram o arista que, além de belas canções, vai deixar muita saudade.

“Estou muito feliz e quero celebrar a vida”

Nascido em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, José Antônio de Freitas Mucciera Irmão do também cantor e compositor João Bosco, Tunai teve a música como parte de sua vida desde a infância. Sua mãe, Maria Auxiliadora de Freitas Mucci, a dona Lilá, tocava violino num grupo de serestas e mantinha também um coral. Ele iniciou o seu curso de Engenharia Civil na cidade de Ouro Preto. Depois de se transferir para Belo Horizonte, onde concluiu seu curso, trabalhou durante um tempo como engenheiro, mas acabou correndo atrás do grande sonho e vocação: a música.

“Eu ainda ficava lá e cá com a Engenharia… Mas quando Elis Regina gravou ‘As Aparências Enganam’, em 1979, tive certeza que a música era meu caminho definitivo. Elis me abiu as portas. Aí deixei de ter dúvidas e mergulhei de cabeça”, contou ao Diário do Rio, o autor do sucesso ‘Frisson’, Tema da novela ‘Suave Veneno’, de 1984, a canção ganharia muitas versões ao longo dos anos, nas vozes de artistas como Elba Ramalho e Ivete Sangalo.

Tunai foi gravado pelas maiores estrelas da música brasileira, entre elas Gal Costa (‘Eternamente’ e ‘Olhos do Coração’), Fagner (‘Azul da Cor de Um Blues’), Fafá de Belém (‘Se Eu Disser’’), Emílio Santiago (‘Perdão’) e Zizi Possi (‘Numas’). Atualmente, segundo a família, estava trabalhando em uma versão musical para um poema de Fernando Brant.

Wgner Tiso e Tunai fizeram o show de estreia do projeto ‘Diário do Rio Musical’

Em novembro de 2019, além da turnê com Wagner Tiso, o artista gravou, em 02 de novembro, no Vivo Rio, um DVD em comemoração a seus 40 anos de carreira, com apoio do Diário do Rio. Estava felicíssimo e cheio de planos. “O show é no dia dos mortos, mas estou celebrando a vida, Claudia querida! Estou muito, muito feliz. Consegui resgatar varias músicas minhas que estavam presas na antiga (gravadora) Polygram, lancei o álbum ‘Caderno de Lembranças’ e agora, esse DVD… Só tenho mesmo que comemorar!”, afirmou, com toda a sua habitual simpatia. Está certo Tunai, os amantes da música te aplaudem e fazem sim, um brinde à vida.

Fotos: Luis Adenauer