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O Rio que o Carioca Não Conhece

Próxima parada, Recreio dos Bandeirantes

Por Alessandro Monteiro

 

Bairro nobre da Zona Oeste, o Recreio dos Bandeirantes possui lugares ainda desconhecidos por boa parte dos cariocas. Além de sua bela praia, o bairro abriga ótimos lugares para conhecer e curtir com a família.

 

Museu da Casa do Pontal

Localizado numa reserva no bairro do Recreio dos Bandeirantes, é considerado um dos mais significativos museus de arte popular brasileira. Lá, uma exposição permanente reúne, em 1.500 m² de galerias, obras representativas das variadas culturas rurais e urbanas do Brasil, abrangendo atividades cotidianas, festivas, imaginárias e religiosas.

Também no acervo, mais de 40 anos de pesquisas e viagens por todo país do designer francês Jaques Van de Beuque e mais de oito mil peças de artistas produzidas a partir do século XX.

 

Parque Natural Municipal da Prainha

O parque fica bem em frente à praia e é usado por muitos surfistas e banhistas por ter banheiros, chuveiros e bebedouros. Além disso, tem uma flora e flora muito rica e bonita, bem propício para meditar, fazer piqueniques e belas fotografias. Criado em 1999 e inaugurado em 2001 para proteger o local das expansões imobiliárias, evitando a construção de condomínios e resorts.

Sua área é delimitada pela orla da Prainha e pelas vertentes litorâneas dos Morros do Caeté, Boa Vista e Pedra dos Cabritos, integrado ao Parque Estadual da Pedra Branca.

Durante o trajeto de subida, no meio dela é possível encontrar um mirante que permite uma bela observação da Prainha bem do alto. Considerado um dos melhores pontos do passeio, tem um cenário tipicamente carioca, cheio de árvores e pássaros nativos.

 

Parque Ecológico Chico Mendes

Inaugurado em 1989, com o intuito de preservar a Lagoinha das Tachas, é um habitat natural para muitas espécies de animais e vegetais ameaçados. Uma das poucas áreas da cidade para avistar alagados e restingas quase intactas, o parque é um oásis em meio ao caos da cidade.

Bromélias, ingás, répteis e pitangueiras fazem parte da atração do parque, cujo objetivo é proporcionar lazer e passeios em um ambiente totalmente integrado à natureza.

 

Fotos Reprodução

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Vitor Chimento | Serra

Vale das Videiras: refúgio para quem busca sossego entre as montanhas

No Brasil Colônia, e depois no Império, as terras do Vale das Videiras pertenciam a Vassouras, hoje município limítrofe. Sem nenhuma importância econômica para aquela comarca, pois eram impróprias para a cultura do café, essa região tinha importância meramente geográfica, pois era uma das rotas à disposição dos viajantes que vinham e iam para as fazendas e áreas urbanas de Vassouras, Paraíba do Sul, Três Rios, Juiz de Fora e dali para seguirem para pontos mais distantes, como São João Del Rei, Ouro Preto e Diamantina.

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Segundo a pesquisadora Maria Luiza Salgado, José Ferreira da Fonte teve confirmada, em 1735, sua sesmaria conhecida como Roça de Secretário. O bandeirante Garcia Rodrigues Paes, filho do caçador de esmeraldas, teria aberto o “Caminho Novo” entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Tiradentes, quando guiava sua tropa, preferia este caminho. Com o passar dos anos, outras trilhas foram sendo formadas. Uma delas, a Estrada do Imperador, passando pelo Rocio, Mata do Rocio, Facão, Vale das Videiras, chegando até onde é hoje o município de Paty do Alferes.

Tropeiros, vaqueiros, negociantes, enfim, viajantes de todas as categorias e classes sociais faziam este trajeto com ouro, moedas, roupas, sal, farinha e uma infinidade de outras utilidades. Na época das chuvas, diversos trechos viravam atoleiros. Isso os impediam de passar, tendo que esperar as condições climáticas melhorarem. Com o tempo, foram nascendo pequenos ranchos para abrigá-los durante estes pousos. Com eles currais, cocheiras e estalagens. Depois surgem fazendas, que além de servir como unidades de produção, passaram a atender também as necessidades de pouso, descanso, higiene e alimentação. Desta forma, dentre outras, as fazendas Bonsucesso, Sant’Anna do Vale, da Cachoeira e do Rocio.

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O Vale teria abrigado um antigo quilombo liderado por Manoel do Congo, capturado e levado para Vassouras, onde foi enforcado em 1839. Nos últimos anos do Império, houve uma tentativa de transformar a região em vinícola, surgindo daí o nome Vale das Videiras. Isto ocorreu com a chegada de imigrantes italianos vindos do sul da Itália, que pretendiam produzir uvas e vinhos em escala comercial.

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O melhor acesso para se chegar ao Vale das Videiras e pela BR 040, rodovia federal que interliga Rio de Janeiro a Belo Horizonte. Deixando a estrada na saída do Km 65, direção Araras, entra-se numa estrada de montanha, asfaltada ate o povoado. A estrada ė a RJ 117, que interliga Petrópolis a Paty do Alferes.

O Vale das Videiras ė considerado por botânicos, zoologistas e conservacionistas como um local de preservação ambiental. Da região rural da serra fluminense, é uma das mais bonitas. Possui vários atrativos naturais, como montanhas, trilhas, riachos e cachoeiras. A praça central conta com um coreto, alguns restaurantes, lojas de artesanatos e uma feira de produtos orgânicos nos finais de semana.

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Vitor Chimento | Serra

Fazendas: memórias de um Brasil guardadas em alvenaria e pedra

As fazendas foram sedes dos principais centros produtivos da economia brasileira no século XIX e também as residências aristocráticas mais sofisticadas do período, reunindo o que havia de mais requintado.

O circuito das fazendas históricas do Vale do Paraíba do Sul Fluminense – o Vale do Café – abrange os Municípios de Vassouras, Valença, Rio das Flores, Barra do Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Paty do Alferes, Miguel Pereira, Paraíba do Sul e alguns Distritos como Ipiabas e Conservatória, que pertencem a Barra do Pirai e Valença, respectivamente.

O dinheiro do café construiu ferrovias, iluminação pública e promoveu todo tipo de investimento em infraestrutura que o Brasil edificou durante esse período, além das fazendas históricas construídas pelos nobres da região (“Barões do Café”) consideradas como verdadeiros palacetes rurais decorados e mobiliados com o luxo que a Europa tinha, na época, para vender.

As fazendas históricas do Vale do Café preservadas em sua arquitetura, em diferentes estados de conservação e rodeadas de belas paisagens, são um marco áureo do Ciclo do Café, do século XIX. As propriedades permitem vislumbrar como funcionava o processo de beneficiamento do grão do café e, em algumas dela,s os visitantes são recebidos por guias vestidos com trajes típicos .

Ao todo são em torno de 200 fazendas, sendo que, atualmente, somente 30 são abertas à visitação. São uma excelente opção para complementar ou iniciar a aprendizagem sobre o Ciclo Cafeeiro no Brasil e de se fazer uma viagem ao passado até o tempo em que os barões ostentavam poder e riqueza. cada uma possui uma história singular, com acontecimentos marcantes e curiosidades da época.

Fazendas do Vale do Café

BARRA DO PIRAÍ – Fazenda Arvoredo, Fazenda Taquara, São João da Prosperidade, Aliança, Fazenda Bocaina, Fazenda Ponte Alta
MIGUEL PEREIRA – Fazenda Santa Cecília, Fazenda São João da Barra
PATY DO ALFERES – Fazenda da Boa Esperança, Fazenda Monte Alegre, Fazenda Pau Grande
CONSERVATÓRIA – Fazenda Florença
PARAIBA DO SUL – Fazenda Boa Vista
RIO DAS FLORES – Fazenda Paraizo, Fazenda União, Fazenda Campos Elíseos, Fazenda Santo Antonio
VALENÇA – Fazenda Vista Alegre, Fazenda Chacrinha
VASSOURAS – Fazenda Cachoeira do Mato Dentro, Fazenda Secretário, Fazenda Cachoeira Grande, Fazenda Mulungu Vermelho, Fazenda Santa Eufrásia, Fazenda São Fernando, Fazenda São Luiz da Boa Sorte.

Fotos: Reprodução

Vitor Chimento, Biólogo e jornalista

MTb 38582 RJ

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Livro com com sons da natureza é lançamento para bebês

Foto:: Divulgação

 

 

Como é uma coruja? Como faz o sapo? Essas e outras perguntas as crianças encontram no livro “A Natureza”, da Catapulta Editores. A obra faz parte da coleção Toque e escute e é indicada para apresentar a leitura e novas experiências aos bebês, com sons e texturas.

As páginas coloridas e cheia de detalhes vão atrair a atenção dos pequenos, que poderão tocar e apertar em determinados pontos do livro. O título traz elementos da natureza, como animais, vento e água, e os apresenta às crianças de forma lúdica e divertida.

 

 

O livro compõe a coleção que já tem outros três títulos – Os Pets, A Floresta e A Fazenda. Todas as obras estão disponíveis nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, pelo preço sugerido de R$ 69,90.