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Jogos precisam ocorrer em 2021 “a qualquer preço”, diz Seiko Hashimoto

Os Jogos de Tóquio precisam ser realizados “a qualquer preço” em 2021, disse a ministra da Olimpíada do Japão, Seiko Hashimoto, nesta terça-feira (8). Falando em uma coletiva de imprensa, Hashimoto disse que os Jogos deveriam acontecer para o bem dos atletas, independentemente dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Em março, o governo japonês e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomaram a decisão inédita de adiar os Jogos – agendados originalmente para começar em julho deste ano – para 2021 por causa da pandemia.

“Todos os envolvidos com os Jogos estão trabalhando juntos para se prepararem, e os atletas também estão fazendo esforços consideráveis para o ano que vem”, afirmou Hashimoto na coletiva.

“Acho que temos que realizar os Jogos a qualquer preço”, acrescentou. “Quero concentrar todos nossos esforços em medidas contra o novo coronavírus.”

Autoridades do governo japonês, do governo municipal de Tóquio e do comitê organizador dos Jogos se reuniram pela primeira vez na semana passada para determinar passos para conter a disseminação da covid-19 no evento.

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Membro do COI fala sobre problemas dos Jogos de Tóquio

Da Redação

John Coates, chefe do Comitê Olímpico Australiano e influente membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), reconheceu as grandes dificuldades para a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, adiados em um ano devido à pandemia do coronavírus. “Estamos diante de problemas de verdade, porque há atletas que vêm de 206 países diferentes”, disse ele durante coletiva de imprensa organizada pelo grupo News Corp.

Segundo ele, “os Jogos só podem ser disputados em 2021, não podemos adiá-los novamente. E temos que partir do princípio de que não haverá uma vacina [contra o coronavírus]. E se houver em um ano, não haverá tempo suficiente para compartilhá-la pelo mundo todo”, analisou.

Em 24 de março, o COI anunciou o adiamento dos Jogos, inicialmente previstos para serem disputados entre 24 de julho e 9 de agosto de 2020. As novas datas do evento são de 23 de julho a 8 de agosto de 2021.

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Mix: Olimpíadas, solidariedade, Ronaldinho Gaúcho e Roland Garros

Por Sandro Barros

Mais perguntas sobre as Olimpíadas

O adiamento dos Jogos Olímpicos era necessário e até demorou a acontecer. Agora, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem outro grande problema para resolver. Com a mudança do evento para 2021, confederações e atletas ficaram com muitas perguntas que precisam ser respondidas e delas depende a preparação até que aconteça a competição. Por exemplo, além da própria data, existirão novos critérios para classificação? Com a palavra, o COI.

Exemplos de solidariedade dos clubes

O Covid-19 trouxe para o futebol brasileiro o resgate da função social de muitos clubes. São Paulo, Athletico-PR e Bahia, por exemplo, abriram suas estruturas a órgãos públicos que necessitem de espaço para atendimento a pacientes. Vasco e Botafogo também abriram seus estádios para receber vítimas. Torcemos para que essa relação solidária perdure quando a epidemia passar, aumentando ainda mais a paixão popular.

Solidariedade também no futebol inglês

Os jogadores e comissão técnica do inglês Leeds United decidiram adiar o recebimento de seus respectivos salários para garantir que os funcionários do clube sejam pagos integralmente durante a paralisação do futebol mundial causada pelo coronavírus. Em comunicado oficial, a equipe esclareceu que a iniciativa partiu do próprio elenco e que foi liderada pelos atletas mais experientes. A nota ainda afirma que clube tem 272 funcionários a serem remunerados.

Ronaldinho Gaúcho fora das manchetes

O caso de Ronaldinho Gaúcho, o presidiário mais famoso do Paraguai, deixou de ocupar as primeiras páginas do país. A pandemia do coronavírus, que deixou a população confinada em suas casas, tomou todas as manchetes dos jornais. Ronaldinho e o seu irmão Assis estão detidos desde 4 de março, depois de terem sido acusados de usar documentos falsos ao entrar no país. A prisão preventiva pode durar até seis meses.

Torneio de Roland Garros é adiado

Em decorrência da pandemia do coronavírus, o torneio de tênis de Roland Garros, o segundo ‘grand slam’ da temporada, foi adiado para o dia 20 de setembro. A decisão da Federação Francesa de Tênis foi tomada em 17 de março. A entidade informou que a mudança de data foi feita pensando no interesse de jogadores, mas alguns reclamaram sobre a falta de informação prévia. A antiga previsão era de iniciar o torneio no dia 18 de maio.

Fotos: Reproduções

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Jogos Olímpicos de Tóquio começarão em 23 de julho de 2021

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que foram adiados devido à crise provocada pela pandemia de coronavírus, começarão em 23 de julho de 2021, anunciou nesta segunda-feira (30/3) o comitê organizador.

“Os Jogos Olímpicos serão disputados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, enquanto que os Jogos Paralímpicos irão de 24 de agosto a 5 de setembro”, afirmou o presidente do Comitê Organizador Local de Tóquio-2020, Yoshiro Mori, em coletiva de imprensa.

Poucas horas antes do anúncio, Mori havia comentado que uma decisão sobre as novas datas do evento por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI) era esperada para esta semana. A decisão foi tomada menos de uma semana depois do anúncio do adiamento histórico por parte do comitê organizador e do COI, após a intensa pressão dos atletas e federações esportivas.

Nesta semana de incertezas, surgiram especulações de que os organizadores japoneses poderiam aproveitar o adiamento para iniciar os Jogos na primavera japonesa (março-junho), evitando assim a canícula do verão de Tóquio, uma das principais preocupações antes do surgimento do novo coronavírus.

Devido ao calor, a maratona havia sido transferida para Sapporo, uma cidade situada 800 km ao norte de Tóquio e onde as temperaturas costumam ser mais amenas no verão.

O adiamento colocou diante dos organizadores um desafio sem precedentes para reagendar o evento. O diretor-geral do Comitê Organizador Local, Toshiro Muto, admitiu que os custos adicionais serão “maciços”.

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Tetracampeão defende suspensão dos Jogos e critica COI: ‘surdos’

Tetracampeão olímpico de remo, o britânico Matthew Pinsent pediu a suspensão dos Jogos de Tóquio 2020, no Japão, em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em entrevista à agência Reuters nesta quinta-feira (19), o ex-atleta de 49 anos disse que há “coisas maiores” a se preocupar no mundo e criticou o discurso do Comitê Olímpico Internacional (COI), que tem mantido a realização do evento na data prevista inicialmente (24 de julho a 9 de agosto).

“Temos outras prioridades e acho que a Olimpíada deveria ser a última delas. Devemos adiá-la ou simplesmente cancelá-la por agora e pensar em remarcá-la para outro momento. Em muitos países europeus, assim como asiáticos, o esporte parou de forma significativa. Não há como um atleta olímpico treinar eficientemente, não só em modalidades individuais, mas também coletivas. Considero injusto para o movimento olímpico dizer que vamos seguir em frente, que os Jogos ocorrerão normalmente e que estamos comprometidos com o evento em julho quando há duas forças, ‘estar na Olimpíada’ e ‘todo o resto’, puxando o atleta em sentidos distintos, provocando uma enorme tensão”, declarou.

Pinsent esteve em uma videoconferência do COI com atletas e ex-esportistas na última quarta (18). O britânico, medalhista de ouro no remo em quatro edições consecutivas da Olimpíada (1992 a 2004), disse que o comitê e seu presidente, Thomas Bach, estão agindo como “surdos” às demandas dos competidores em meio à pandemia.

“A decisão de restabelecer [os Jogos], seja no fim do ano, no próximo ou daqui dois, quatro anos, não precisa ser tomada agora, pode esperar. O ideal é você avisar com antecedência que a Olimpíada não acontecerá conforme planejado, que em julho a situação será reavaliada e, então, será anunciado o que ocorrerá. Para ser honesto, é como a maioria dos esportes lidou com isso [pandemia do novo coronavírus]”, concluiu.