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Destaque Notícias do Jornal Social

Solidariedade para o bem de Arthur

 

O Dia Internacional do Voluntário (ou Dia Internacional do Voluntariado) é celebrado anualmente em 5 de dezembro. Esta data foi criada com o intuito de desenvolver o espírito de solidariedade nas pessoas, que são convidadas a colaborar com o desenvolvimento sustentável do planeta a partir de inúmeras ações. O Dia do Voluntário foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1985. E para celebrar este dia, trazemos a história do menino Arthur.

O nome Arthur tem alguns significados como “nobre”, “corajoso” e “forte”. E força é o que o Arthur Rocha, de 4 anos, portador da microcefalia, já tem desde novo. Sua mãe, Ellen Rocha, 26 anos, descobriu no sexto mês de gravidez, por meio da ultrassonografia, que seu filho tinha microcefalia, condição em que o perímetro encefálico é menor do que o considerado normal, havendo atrasos no desenvolvimento cerebral. “Ali meu mundo desabou, pois em todo o momento os médicos falavam que meu filho não iria sobreviver. Meu maior medo não era de ter um filho especial e sim de perder meu bebê”, comenta Ellen.

Conhecendo a história do menino, o Jornal Diário do Rio, mobilizou, junto com Ellen, uma vaquinha virtual para poder ajudar a suprir algumas necessidades básicas do Arthur. Ele precisava de uma nova cadeira de rodas, pois a que estava não era apropriada para ele e o machucava bastante. Também precisa de um estabilizador vertical. A meta é arrecadar R$ 7.000,00, e com a ajuda de algumas pessoas, já foram arrecadados R$ 4.800,00.

ONG doa cadeira de rodas

Além da ajuda através da vaquinha virtual, tivemos a grande contribuição da ONG Associação Voluntária Amigos da Solidariedade (AVAS), que doou uma cadeira de rodas para o Arthur, contribuindo assim para uma melhora de vida para o menino.

A presidente da ONG, Angela Campos, conta como foi poder ajudar Arthur. “Nesses 41 anos de trabalho social voluntário, temos ajudado dezenas de pessoas com necessidades especiais. Nossa secretária, Marcia Nakashima, colocou o anúncio da doação da cadeira, e uma jovem fez contato comigo perguntando sobre. E imediatamente nos colocamos à disposição da família do Arthur e do jornal, para fazer para a cadeira chegar aos seus pais. O Arthur é uma criança adorável e linda, todos ficaram muito felizes por poder ajudar o Arthur e sua família, com a doação desta cadeira especial”.

Na foto está os pais de Arthur junto com a Ângela (de azul) Foto: Arquivo Pessoal

A madrinha do Arthur, Amanda Collaça, também comentou sobre a campanha e toda ajuda ao menino. “Para mim, essa campanha tem uma importância imensurável. Arthur é como se fosse um filho para mim e como toda mãe não mede esforços para ver seus filhos bem, assim sou com ele. Tudo que for pra melhoria e bem estar dele, tento de uma forma ajudá-lo. Sou e serei eternamente grata pela vida da Dra. Ana Cristina (diretora do Diário do Rio) e de todos do jornal, que estão me ajudando nessa luta”. A vaquinha continua para quem quiser ajudar o menino Arthur.

Link do site para contribuir: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-conseguir-uma-cadeira-de-rodas-nova-para-o-arthur-jornal-diario-do-rio

Por: Luhan Alves
*Estagiário, com supervisão de Claudia Mastrange

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Notícias do Jornal

A cultura do preconceito

 

É sempre bom repetir, ainda mais em dias tão conturbados, tão cheios de raiva, ódio e intolerância…. Diz o dicionário, que preconceito é qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico ou sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio. Também pode ser considerado intolerância.

É bem assim que vivemos. Preconceito social, tanto com o rico, quanto com o pobre, quanto com o mediano; Preconceito regional, onde a pessoa vive, tanto num “bom local”, quanto num “mal local”; preconceito religioso, tantas religiões e todas levando ao mesmo lugar, para a mesmo sentimento, para um mesmo Criador; preconceito pelos sotaques das diversas regiões deste pais.

Preconceito racial, pela cor que as pessoas trazem na pele – todas as cores são lindas. Preconceito pelo estudo que as pessoas  tem e  pelo estudo que a pessoas não tê;; preconceito político, razões pelas quais as pessoas decidem apoiar este ou aquele partido; preconceito de gênero, homem, mulher, gays; preconceito profissional, porque um tem uma profissão e porque não tem;

Preconceito estético, porque é gordo(a) ou porque é magro(a), ou baixo (a) ou alto(a), ou bonito(a) ou feio(a) ; preconceito com a idade, se é “velho ou se é “novo”; preconceito com os deficientes – físicos ou mentais. Enfim…

Dá para acabar com o preconceito? Educando ou punindo? O que é mais educativo, profilático e inibidor? Combater o próprio preconceito é uma tarefa diária, incessante, constante, que devemos ter a cada situação que este se apresente. Um exercício diário de tolerância aos diferentes de nós, em todos os sentidos,

Leis podem e devem ajudar para que o preconceito seja aos poucos esvaziado de nossos comportamentos, mais só as leis não resolvem. Temos que ter uma atitude pró-ativa, dentro de nossas casas, nossos trabalhos, nos lugares públicos, escolas, de tolerância e respeito, recíprocos.

Muitas vezes as pessoas são preconceituosas e não sabem. Preste atenção em como você julga e se coloca diante do outro, reprovando-o só porque não é igual a você.

Seja qual for a via a ser percorrida no sentido de se educar as pessoas contra as atitudes preconceituosas, o mais importante é evitar que se aprofunde a segregação entre os seres humanos, entre os cidadãos dessa nação extremamente heterogênica.

Os direitos humanos são os todos os direitos relacionados à garantia de uma vida digna a todas as pessoas. Os direitos humanos são direitos que são garantidos à pessoa pelo simples fato de ser humana. Assim, os direitos humanos são todos direitos e liberdades básicas, considerados fundamentais para dignidade. São direitos civis e políticos; direitos econômicos, sociais e culturais; direitos difusos e coletivos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) classifica os direitos humanos como garantia de proteção das pessoas contra ações ou falta de ações dos governos que possam colocar em risco a dignidade humana.

Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.

O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.

Assim, não há nada de errado em pensamentos diversos convivendo. Cada um com o seu e respeitando o do outro, por mais divergentes que sejam.

Direitos Humanos no cotidiano estão em toda parte, convivem conosco todos os dias. A questão está nos mínimos gestos e nos mais exagerados também. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26.08.1789 é um marco inicial de avanço filosófico, cultural e ético, que define a potencialidade da natureza humana, de estar de posse de todos os seus direitos, por não se poder admitir mais nenhuma interferência política, ideológica ou cultural naquilo que o ser humano detém de mais único: a sua essência.

Estamos todos assegurados pelos princípios lá inseridos e cujas cláusulas fazem a garantia de estabilidade de uma nação. A Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, diz que os direitos Humanos não podem ser detidos ou oferecidos, mas conquistados e merecidos todos os dias, realidade cotidiana de cada ser humano. A Declaração, de Viena de 1993, reafirma a indivisibilidade dos direitos humanos e a necessidade de que a promoção e defesa destes direitos  sejam analisadas no conjunto dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais, bem como nas constantes reavaliações globais dos diversos assuntos, diante das mudanças tão rápidas ocorridas neste “ novo mundo” globalizado, dos novos rumos a seguir em busca do aperfeiçoamento e fortalecimento, da promoção e defesa dos direitos humanos, acima de tudo.

Essa realidade terá que ser entendida por todos, para uma convivência que se espera, anseia deseja e merece, de um mundo mais acolhedor e respeitoso. De qualquer ângulo, sexo e cor!

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem aprender a amar”. Nelson Mandela.

Fique de olho!

Por: Ana Cristina Campelo/ Advogada e jornalista / MTb 38578RJ

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Destaque Política

Brasil é vítima de desinformação sobre meio ambiente, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (22) que o Brasil é vítima de “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”. Ao abrir a sessão de debates da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro justificou que há interesses comerciais por trás das notícias sobre queimadas e desmatamentos e que os incêndios que atingem as florestas brasileiras são comuns à época do ano e ao trabalho de comunidades locais em áreas já desmatadas.

“A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”, disse. “O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente”, completou.

Durante seu discurso, o presidente destacou o rigor da legislação ambiental brasileira, mas lembrou a dificuldade em combater atividades ilegais na Amazônia, como incêndios, extração de madeira e biopirataria, devido à sua extensão territorial. Ele ressaltou que, juntamente com o Congresso Nacional, está buscando a regularização fundiária da região, “visando identificar os autores desses crimes”.

“O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”, disse.

Covid-19

Em meio à pandemia do novo coronavírus, esta edição da Assembleia Geral da ONU é realizada de forma virtual. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento e o presidente Bolsonaro, assim como os outros líderes mundiais, enviou a declaração gravada.

Ele lamentou as mortes por covid-19 e reafirmou o alerta de que o vírus e as questões econômicas “deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”. Bolsonaro listou as medidas econômicas implementadas pelo governo federal e disse que, sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, os veículos de comunicação brasileiros “quase trouxeram o caos social ao país”. “Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população”, opinou.

Para o presidente, a pandemia deixou a lição de que a produção de insumos e meios essenciais para a sobrevivência da população não pode depender apenas de poucas nações. Nesse sentido, ele colocou o Brasil aberto para o desenvolvimento de tecnologias de ponta e inovação, a exemplo da indústria 4.0, da inteligência artificial, nanotecnologia e da tecnologia 5G, “com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados”.

Bolsonaro falou ainda sobre a ampliação de acordos comerciais bilaterais e com blocos econômicos e disse que, em seu governo, “o Brasil, finalmente, abandona uma tradição protecionista e passa a ter na abertura comercial a ferramenta indispensável de crescimento e transformação”.

Em seu discurso, o presidente também destacou a atuação brasileira no campo humanitário e dos direitos humanos e as reformas que estão sendo implementadas no país.

Com Informações: Agência Brasil

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Destaque Mundo

Beirute, quem puder sair, que vá!

Uma grande explosão atingiu a cidade de Beirute, capital do Líbano, na terça-feira (04). O local da tragédia, que deixou mais de 150 mortos e 6 mil feridos, passou por uma avaliação de especialistas franceses neste domingo (4). A França oferece apoio logístico ao Líbano, principalmente no que diz respeito à investigação. Para isso, enviou policiais e equipes investigativas ao local, além de oferecer ajuda médica para as vítimas.

A explosão, que devastou bairros inteiros, deixando mais de 300 mil desabrigados, ocorreu em um armazém que guardava 2.750 toneladas de nitrato de amônio por seis anos. Segundo o primeiro-ministro libanês Hassan Diab, o armazenamento era feito “sem medidas preventivas”.
O Líbano já vinha caminhando por grandes problemas econômicos e desavenças políticas. O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou na segunda-feira (10) a renúncia de seu governo, após protestos públicos contra os líderes do país.

Em pronunciamento na televisão, Diab afirmou que a detonação de material altamente explosivo que estava armazenado no porto da capital por sete anos foi “resultado de corrupção endêmica”.
O gabinete estava sob pressão para renunciar depois da explosão da semana passada que matou 163 pessoas, feriu cerca de 6 mil e deixou cerca de 300 mil sem moradias habitáveis. Vários ministros já haviam renunciado no fim de semana.

O país que buscava se reerguer da Guerra Civil e dos graves problemas econômicos, que pioraram meio a pandemia e agora com a explosão, deixa a situação do país, uma lástima.
Para que Beirute seja reconstruída, é necessária uma união mundial, visto que praticamente 75% da população, não teria como sobreviver a partir de hoje. A fome deve imperar nos próximos dias e o conselho é para quem pode deixar o país, que vá.

O presidente Jair Bolsonaro convidou o ex-presidente Michel Temer (MDB), filho de libaneses, para chefiar a missão humanitária do Brasil em Beirute. O chefe do Estado brasileiro afirmou ainda que o Brasil irá enviar medicamentos, insumos médicos e alimentos ao Líbano, além de uma equipe de perícia para ajudar nas investigações sobre o incidente na capital libanesa.

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Saúde

ONU abre consulta pública para nova estratégia global de resposta à AIDS

Faltando menos de dez anos para alcançar o objetivo de acabar com a AIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) foi encarregado de desenvolver a próxima estratégia global de resposta à doença.

A fase de consultas abertas ao público acontecerá até 5 de julho. O preenchimento da pesquisa leva de 15 a 20 minutos e representará uma contribuição crucial para a próxima Estratégia Global para o Fim da AIDS. Saiba como participar.

 

A estratégia será construída sobre a base dos ganhos significativos já obtidos e buscará acelerar ainda mais o ritmo de ação: será ambiciosa, visionária e informada por evidências.

A Nova Estratégia Global de AIDS servirá de roteiro para o mundo acabar com a AIDS até 2030, enquanto uma ameaça à saúde pública.

Ela irá orientar as principais partes interessadas a superar os desafios e garantir respostas eficazes à AIDS, que sejam lideradas pelos países.

A nova estratégia, com novas metas globais para 2025 e estimativas de necessidades de recursos, também guiará a próxima Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o fim da AIDS e sua Declaração Política.

O desenvolvimento desta próxima estratégia será orientado por dados e por um processo consultivo envolvendo UNAIDS, seus 11 copatrocinadores do Sistema ONU, sociedade civil, pessoas que vivem e são afetadas pelo HIV, jovens, instituições religiosas, ministérios da Saúde, Economia e Gênero, além de parlamentares, cientistas, doadores e setor privado.

A fase de consultas abertas ao público acontecerá até 5 de julho. O preenchimento da pesquisa leva de 15 a 20 minutos e representará uma contribuição crucial para a próxima Estratégia Global para o Fim da AIDS.

Acesse: www.nacoesunidas.org/

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Mundo

ONU / ODS 17

Da Redação

Os 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) têm orientado suas decisões seguindo uma nova agenda: são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Lançada em setembro de 2015, a agenda é composta por 17 itens ─ tais como erradicar a pobreza, a fome e assegurar educação inclusiva ─ que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Os Estados e a sociedade civil discutiram seus papéis para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os ODS foram baseados nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que estabeleciam metas para o período entre 2000 e 2015 e obtiveram avanços consideráveis na redução da pobreza global, no acesso à educação e à água potável.

O Diário do Rio vem divulgando estes Objetivos no decorrer de suas publicações. Agora, chegou a hora de falarmos do 17º: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Este 17º ODS busca a continuidade de importantes conquistas, como no caso da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (OAD), que levantou aproximadamente U$ 135 bilhões em 2014. O número de usuários da internet na África quase dobrou entre 2011 e 2015 e, em 2015, 95% da população mundial tinha cobertura de sinal de celular.

O conceito de desenvolvimento sustentável foi consolidado em 1992, durante a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), que aconteceu no Rio de Janeiro. O termo, trazido para o discurso público em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, é usado para designar o desenvolvimento em longo prazo, aquele em que o progresso econômico e as necessidades da atual geração não impliquem no esgotamento dos recursos naturais necessários para a sobrevivência das futuras gerações.

Desenvolvimento sustentável

Em essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração de recursos, o direcionamento de investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais estão todas em harmonia e aumentam o potencial atual e futuro para atender às necessidades e aspirações humanas.

Um mundo onde a pobreza e a desigualdade são endêmicas estará sempre propenso a crises ecológicas, entre outras. Portanto, o desenvolvimento sustentável requer que as sociedades atendam às necessidades humanas tanto pelo aumento do potencial produtivo como pela garantia de oportunidades iguais para todos.

Os conceitos de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade andam juntos, sendo que o segundo é mais antigo e foi cunhado em 1972, durante a Conferência de Estocolmo. Enquanto a sustentabilidade abrange principalmente questões relacionadas à degradação ambiental e à poluição, o foco do desenvolvimento sustentável é voltado para o planejamento participativo e para a criação de uma nova organização econômica e civilizatória, bem como para o desenvolvimento social para o presente e para as gerações futuras.

Para que o conceito de desenvolvimento sustentável seja aplicado e tenha validade é importante que os direitos humanos sejam respeitados e protegidos. As empresas e os governos têm um papel importante nesse trabalho, pois precisam basear suas práticas na responsabilidade e no respeito tanto à natureza quanto aos direitos humanos, correndo o risco de enfraquecer a busca por um desenvolvimento sustentável caso priorizem apenas o lucro acima de qualquer coisa.

Envolver a população civil, os governos e as empresas na reflexão sobre o impacto que o estilo de vida e os hábitos de consumo têm sobre o meio ambiente é uma das preocupações do desenvolvimento sustentável. Buscar sempre por soluções baseadas na natureza é uma das formas de agir segundo os princípios do desenvolvimento sustentável.

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Mundo Notícias do Jornal

ONU/ODS 16

Por Franciane Miranda

Promover paz, justiça e instituições eficazes, este é o 16º objetivo da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele faz parte do compromisso assumido por 193 nações durante a cúpula das Nações Unidas em 2015. Na reunião, foram definidos pelos chefes de Estado os 17 objetivos com as 169 metas para alcançar o desenvolvimento sustentável do mundo.

De acordo com as metas do 16º objetivo, é de extrema importância que os líderes diminuam os índices de violência de suas nações e os números de mortes em todas as suas formas. Outro ponto fundamental é “acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças”. Para a ONU, é essencial proporcionar um estado de direito para todas as pessoas e assegurar que elas tenham acesso à justiça de forma igualitária em todas as esferas.

Para evoluirmos como sociedade é crucial combater todas as formas de corrupção e subornos que tanto prejudicam o desenvolvimento social e afundam os valores democráticos das instituições em um abismo, que leva ao retrocesso. Reforçar e melhorar a transparência das organizações em todos os países, para que elas se tornem mais eficientes e com responsabilidade.

Segundo a ONU, os países menos desenvolvidos sofrem enormes perdas anuais com evasão de impostos, suborno, roubo e corrupção. Os prejuízos trilionárias prejudicam de forma significativa no seu progresso. Aumentar a participação destas nações nas “instituições de governança global”, onde elas possam consolidar ações para fortalecerem e garantirem resultados positivos no combate a estes crimes.

Estamos globalmente interligados e dependemos uns dos outros para sobrevivermos em sociedade, sendo importante o apoio dos líderes mundiais para promover e impulsionar esses esforços. “Fortalecer as instituições nacionais relevantes, inclusive por meio da cooperação internacional, para a construção de capacidades em todos os níveis, em particular nos países em desenvolvimento, para a prevenção da violência e o combate ao terrorismo e ao crime”, detalha o documento.

Direitos básicos

Vivemos em um mundo repleto de desafios, que precisamos superar para prosperarmos como seres humanos. Moldamos todos os dias nosso futuro e, por isso, refletirmos sobre ele hoje é fundamental. Na próxima década é necessário diminuir as movimentações financeiras, assim como as armas não legalizadas e lutar contra o crime organizado, além de ampliar a recuperação dos bens roubados.

Ainda temos um longo caminho para percorrer na conquista por direitos básicos. Por isso a ONU também destaca que nos próximos dez anos é necessário disponibilizar identidade legal e registro de nascimento para todos. Planejar iniciativas e políticas sólidas não discriminatórias e que todas as leis relacionadas sejam cumpridas, abrindo caminho para o desenvolvimento sustentável.

A liberdade é um dos pilares da democracia e fundamental para mantermos uma sociedade que faça valer seus direitos. A ONU chama a atenção para garantirmos o “acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais”, seguindo os tratados internacionais e leis nacionais, alerta.

Pensarmos em como queremos nosso futuro e qual caminho precisamos seguir para que todos os habitantes do planeta tenham acesso aos direitos fundamentais que lhes permitam viver com dignidade. A agenda universal possui como finalidade consolidar estas metas e, assim, promover a liberdade, paz e prosperidade entre as nações.

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Mundo

É essencial conservar e restaurar o uso de ecossistemas do planeta

Por Franciane Miranda

Toda a biodiversidade do planeta está interligada, formando seus ecossistemas, dos quais dependemos para sobrevivermos. A presença humana e suas ações têm contribuído diretamente para as mudanças climáticas e para degradação dos biomas terrestres. Com este tema em foco, a Organização das Nações Unidas (ONU), junto com os chefes de Estado dos principais países do mundo assumiram o compromisso com Agenda 2030, um plano de ação com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O 15º objetivo trata da proteção, recuperação e promoção do uso sustentável dos ecossistemas terrestres, para gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e da perda de biodiversidade. O ODS 15 detalha o quanto tudo isso é essencial e como as nações podem gerir e promover políticas de gestão sustentável.

De acordo com dados divulgados pela própria ONU, todos os anos cerca de treze milhões de hectares de florestas são destruídos. Elas são fonte de sobrevivência para aproximadamente 1,6 bilhão de pessoas. Nestes espaços vivem e dependem de forma direta 70 milhões de indígenas.

Os danos causados a este bioma provocam sérios impactos na fauna global, pois elas abrigam mais de “80% de todas as espécies de animais, plantas e insetos terrestres”, mostram as pesquisas da ONU. Outro dado importante: nas áreas rurais de países menos desenvolvidos, 80% da população extraem das plantas a matéria-prima usada na medicina tradicional para cuidar da saúde.

“Assegurar a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas terrestres e de água doce interiores e seus serviços, em especial florestas, zonas úmidas, montanhas e terras áridas, em conformidade com as obrigações decorrentes dos acordos internacionais”, destaca a ONU.

Danos devastadores

A agricultura mundial tem causado enormes impactos negativos ao solo, fonte de subsistência para aproximadamente 2,6 bilhões de seres humanos. A ONU alerta que 52% dos espaços usados nesta atividade passam por degradação e, por isso, umas das metas para a próxima década é recuperar as áreas que já foram prejudicadas em todos os aspectos possíveis.

As pesquisas apontam que todos os anos a seca e desertificação acarretam danos devastadores, com a perda de 12 milhões de hectares, ou seja, 23 hectares por minuto. E os dados são ainda mais alarmantes: nestes lugares poderiam ter sido plantadas o equivalente a 20 milhões de toneladas de grãos.

Outro ponto fundamental é combater o tráfico de espécies da flora e fauna, acabando com a caça ilegal de espécimes ameaçadas e raras. Das 8.300 raças de animais já registrados, 22% estão ameaçadas e 8% já estão extintas, segundo informações das Nações Unidas. Todos os países precisam ampliar e reforçar sua capacidade de proteção dos animais ameaçados e, com isso, diminuir as chances do seu extermínio. Assegurar a preservação e acabar com a destruição dos seus habitats naturais é o caminho.

Para a ONU, é importante criar fundos financeiros e aumentar estes incentivos de todas as fontes possíveis destinando “para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas”, além de mobilizar e encaminhar tais recursos aos países em desenvolvimento, para que eles possam promover e gerir ações ligadas ao manejo florestal sustentável e o reflorestamento, detalha. Ela destaca ainda o quanto é importante o apoio dos líderes globais para promover e impulsionar esses esforços, sobretudo estimulando as comunidades locais a procurarem formas sustentáveis de sobreviverem, ampliando o seu papel e sua participação na convivência harmoniosa com o meio ambiente.

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Mundo

ONU / ODS 14

Por Franciane Miranda

Um dos bens mais preciosos da humanidade segue resistindo à poluição e sofrendo duros impactos frutos das nossas ações. São dos oceanos e mares que retiramos alimento, trabalho, turismo e tantos outros bens naturais que contribuem de forma direta para nossa sobrevivência. A Organização das Nações Unidas (ONU), junto com os chefes de Estado das principais nações do mundo, se reuniram em Nova Iorque na ‘Conferência sobre os Oceanos’. O tema central discutido no encontro com os líderes foi o 14° Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que possui como meta principal preservar os oceanos e seus recursos. O compromisso firmado entre os países faz parte da agenda 2030 da ONU para transformar nosso mundo.

Os oceanos são de extrema importância para vida na Terra. Eles contribuem diretamente para preservação do planeta absorvendo 30% do dióxido de carbono fruto do aquecimento global gerado pela presença humana. São neles que vivem cerca de 200 mil espécies, mas especialistas estimam que existam milhões de seres vivos. Suas águas envolvem ¾ da superfície terrestre, comportam 97% do recurso hídrico do planeta e, além de representarem 99% do volume de vida terrena, eles exercem um papel decisivo no sistema climático global.

É crucial que os governos gerenciem políticas de preservação dos oceanos para que eles possam continuar sendo fonte de sobrevivência da humanidade. De acordo com dados da ONU, 40% deles atualmente sofrem enormes impactos provenientes das atividades humanas, sobretudo devido à poluição e perdas de habitats costeiros.

A revolução industrial está diretamente ligada aos impactos ambientais causados nos oceanos. As alterações no clima provocadas pela queima de combustível poluem a atmosfera causando o efeito estufa e contribuindo para acidificação dos oceanos. O aumento da acidez de suas águas interfere no pH e desencadeia sérias consequências para a flora e fauna aquática. Estas mudanças climáticas também têm alterado o aquecimento de suas águas de forma veloz, o que prejudica o ciclo natural da vida de muitos seres vivos que sobrevivem nesse habitat.

Reconhecendo a importância dos oceanos para continuação da vida na terra, a ONU destaca que os governos precisam implementar ações ligadas à sustentabilidade com apoio da comunidade científica, com o objetivo de evitar ou diminuir a poluição marinha de todos os tipos e, com isso, impedir maiores impactos. É necessário cuidar e preservar dos ecossistemas marinhos para que eles possam se regenerar através de sua capacidade de resiliência e assim continuarem sendo produtivos.

Os oceanos, além de oferecer alimento para milhares de seres vivos no planeta, são fontes de emprego para muitos trabalhadores. O ofício da pesca emprega de forma direta e indireta mais 200 milhões de pessoas ao redor do planeta. No mundo, são pescadas cerca de 80 milhões de toneladas de peixes. Das suas águas saem a principal fonte de proteína da terra, com mais de três bilhões de pessoas usando os frutos da atividade para alimentação.

Preservar o amanhã

Acabar com a pesca destrutiva está entre os objetivos estabelecidos para preservar estes recursos marinhos, além de proibir qualquer tipo de incentivo ligado à pescaria que colabore de alguma forma para prática ilegal, não reportada e não regulamentada. Outro ponto fundamental é assegurar que pequenos grupos de pescadores artesanais a tenham acesso aos bens marinhos e, consequentemente, seus mercados, assim como instruí-los sobre o quanto é essencial respeitar estes espaços e o ciclo da vida para que o meio ambiente continue em equilíbrio e produzindo vida para futuras gerações.

Há muitos anos os seres humanos usam a pesca como uma das principais fontes de sobrevivência. No mundo globalizado os recursos marinhos, costeiros e das indústrias, são de fundamental relevância para o mercado financeiro global. Segundo a ONU, esta prática movimente cerca de US$ 3 trilhões e representa 5% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.

Entre as metas está aumentar os benefícios financeiros para países insulares e os em desenvolvimento para que eles possam gerir de forma sustentável todos os bens provenientes dos oceanos, como a pesca, aquicultura e turismo.

A ONU também chama a atenção para que a preservação das áreas naturais oceânicas seja colocada em prática por meio do direito internacional mostrado e discutido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Unclos), onde foi apresentado um plano legal para proteção e uso consciente dos ecossistemas aquáticos.

O conhecimento científico e o monitoramento da saúde dos oceanos através de pesquisas tecnológicas é essencial para o processo de recuperação e manutenção do equilíbrio da biodiversidade marinha, além da manutenção de suas espécies. O uso consciente, de forma positiva e sustentável, desses recursos irá contribuir para o desenvolvimento dos países menos favorecidos ou que seguem em evolução. Mudar hoje é garantir que as próximas gerações não sofrerão com o descaso de nossas ações. Implementar estas mudanças significa preservar o amanhã e garantir um futuro melhor para todos os seres vivos do planeta.

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Rio

Rio, Capital Mundial da Arquitetura, receberá eventos sobre urbanismo

Por: Franciane Miranda

A capital francesa foi palco, na última terça-feira (18), de um encontro realizado entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e delegação do Comitê Organizador Rio Capital Mundial da Arquitetura 2020.  Na reunião foi apresentado oficialmente o calendário dos eventos.  Neste ano, a cidade será o centro da discussão mundial sobre urbanismo e sustentabilidade. Serão realizados vários eventos que apresentarão para todo o mundo a grandiosidade da arquitetura do nosso Estado.

O Rio também receberá, entre os dias 19 e 23 de julho, o 27º Congresso Mundial de Arquitetos. O tema escolhido foi: “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”. Os eventos e o título também trazem diversas responsabilidades. Além de divulgá-los, outro objetivo é debater sobre vários temas relacionados aos meios urbanos e ao futuro das cidades no planeta.

O título de Capital Mundial da Arquitetura foi concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e pela União Internacional de Arquitetos (UIA). Uma conquista da Prefeitura do Rio, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

A proposta é fazer uma reflexão sobre a importância da arquitetura e do urbanismo na vida das pessoas, além do seu impacto no dia a dia. Neste momento, todos os olhares estão voltados para décimo primeiro objetivo da agenda 2030 da ONU. Os conhecidos (ODS), Objetivo Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). A meta 11 é “Fazer com que as cidades e os assentamentos humanos sejam inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”. Segundo pesquisa realizada pela entidade, atualmente 55% da população mundial residem em áreas urbanas e a expectativa é de que até 2050, o número aumente para 70%.

A programação oficial foi divulgada no final do no ano passado na tradicional festa de Réveillon na Praia de Copacabana. Alguns roteiros culturais foram disponibilizados para população fluminense e turistas. Entre eles, a comemoração dos 100 anos do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB); a organização de encontros para produção de esboços urbanos produzidos pelo grupo Urban Sketchers; além de uma exposição no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), em homenagem aos 100 anos do arquiteto e urbanista Sergio Bernardes (1919-2002).

Foi publicado no Diário Oficial do Município pela Prefeitura do Rio de Janeiro, um convite direcionado aos produtores culturais, instituições nacionais e internacionais para mostrarem projetos direcionados à arquitetura, paisagismo, gestão urbana, patrimônio cultural e debates sobre o futuro dos grandes centros urbanos. Todos dialogando sobre como queremos e como planejaremos as cidades futuras. Os escolhidos ganharão uma carta e apoio institucional, além do direito de usar logomarcas do Congresso Mundial de Arquitetos e do Rio Capital Mundial da Arquitetura.

Para os interessados que queiram participar deste importante projeto, as inscrições podem ser realizadas através do acesso neste link