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Carlos Augusto | Opinião Colunas

A CORTE SUPREMA DA FELICIDADE DOS CORRUPTOS

A bancada corrupta do Congresso Nacional continua apostando na impunidade. A pressão exercida pelo fim da “Lava Jato”, está resgatando corruptos que andavam escondidos como no caso do senador Renan Calheiros, alvo de vários inquéritos paralisados no STF. É o tal do fórum privilegiado.

A bancada dos malfeitores com o apoio dos presidentes da Câmara – Rodrigo Maia e do Senado David Alcolumbre – que querem mudar a Constituição para se perpetuarem no poder, não medem esforços para fulminar as operações da “Lava Jato”.  Contam com o apoio incondicional dos 11 Reis do Olimpo para se manterem livres das algemas e de ver o sol nasce quadrado.

É lamentável que mesmo diante de críticas da sociedade, estes senhores continuam impunes e cometendo os mesmos crimes contra o erário público E OS 11 Deuses do Olimpo continuem mantendo em liberdade os malfeitores.

Atualmente a situação está tão favorável a essa corja, que até o Renan Calheiros está se ressuscitando, sem mencionar a postura do Presidente Jair Bolsonaro que está dando uma guinada de 360 graus rompendo com seu compromisso de campanha de apoio incondicional a punição e prisão dos corruptos.

O povo está de olho e certamente dará seu recado a começar nessas eleições municipais.

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Carlos Augusto | Opinião Colunas

CHEGOU A HORA DOS RICOS PAGAREM AS CONTAS

O relatório produzido pelo Banco suíço UBS e da Consultoria PWC divulgado recentemente, aponta que os bilionários do mundo tiveram suas fortunas ultrapassando a cifra de US$ 10 trilhões e que o volume da riqueza acumulada durante esse período de pandemia da Covid-19, bateu novo recorde, ou seja, os bilionários lucram muito com a pandemia enquanto milhares perderam a vida e outros milhares vivem na miséria absoluta.

Paralelamente, o Banco Mundial revelou que a pandemia poderá aumentar em até 150 milhões de pessoas que estarão vivendo em extrema pobreza até 2021, significando que 9.4% da população mundial estará vivendo abaixo da linha da miséria.

Se levarmos em consideração que no Brasil, 12 milhões que vivem abaixo da linha da miséria e que 82 milhões da população brasileira está passando dificuldades financeiras, concluímos que 10% da população mundial que vivem abaixo da linha da miséria são brasileiros, ou seja, é uma triste constatação, principalmente se levarmos em consideração que no ranking da pobreza só estamos perdendo para as áreas da África Subsaariana.

Essa situação de miserabilidade da população mundial e em particular os 12 milhões da população brasileira, nos leva a refletir de que está na hora da parcela da população rica e abastada assumir sua responsabilidade social e abrirem mão de lucros absurdos e dividi-lo com os mais necessitados.

Está na hora dos nossos governantes assumirem uma postura de fato social, abrindo mão de suas regalias extra salarial destinando-as para o povo sem teto vivendo abaixo da linha da miséria, passando fome. É inconcebível, fora da realidade do povo brasileiro um senador ganhar cerca de R$ 51.036,00 de auxílio moradia o que soma cerca de R$ 4.133.916,00 para os 81 senadores anualmente. Na Câmara a situação não é diferente: cada deputado recebe R$ 51.036,00 por ano o que significa uma despesa no montante de R$ 2.618.166,80 por ano para os 513 deputados. Com salário de R$ 33.763,00 desnecessário os auxílios extras que eles recebem. Abrir mão dessas regalias é um dever cívico, é uma atitude altamente democrática.

Está na hora de uma profunda reforma eleitoral que acabe com esses partidos políticos cartoriais que consome vultosas quantias de dinheiro público e da corrupção.

No judiciário também é uma afronta os gasto com ministros do STF.  Em Auxílio Moradia eles consumiram R$ 972.735,47 no ano de 2019.

Também está na hora de uma profunda reforma do judiciário eliminando dezenas regalias salariais e destiná-las para amenizar a dor daqueles milhares que vivem na miséria absoluta.

Chegou a hora dos ricos pagarem as contas ou vão ter pesando em suas consciências, se é que eles têm, o peso de milhares de vítimas da fome. Banqueiros, empresários, montadoras, agronegócios, grandes conglomerados alimentícios, os governos Municipais, Estaduais e Federal, tem que cumprir suas obrigações constitucionais. É dever do ESTADO com base no Art. 1º, da CF de 1988, garantir “a dignidade da pessoa humana”. Assim eu penso.

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Mônica Freitas | Ética e Cidadania

Dia Internacional da Mulher: mais de 100 anos de luta por liberdades democráticas

Por que somente um dia? Originariamente, o dia foi criado e oficializado em 1918, como símbolo de luta contra as estruturas de poder machistas e por mulheres fortes e destemidas, como Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai e Clara Zetkin. Desde então, esse dia tornou-se o ponto de partida de reivindicações relevantes para a mulher.

 

Dentre tais reivindicações, podemos citar o direito de incorporação plena da cidadania feminina, politicamente ativa, dentro da sociedade patriarcal, a qual, no máximo, delegava às mulheres o papel de vítimas, de sexo mais frágil, sendo, portanto, incapazes de exercer sua própria autonomia (como cidadãs de segunda classe).

 

O século XX foi pródigo em protagonizar tais reivindicações como, por exemplo, a luta por direito ao voto e por direitos reprodutivos. No entanto, apesar das conquistas, resta ainda um longo caminho.

Para além das desigualdades de classes, entre indivíduos e entre países, há outras que dizem respeito à raça e ao gênero. Tomemos o sexismo, no Brasil, como ponto de discussão. O que justifica o fato de que algumas mulheres, tendo à mesma posição e exercendo a mesma função profissional que seus colegas homens, ainda tenham salários menores – em média, 30% a menos?

O que justifica a licença maternidade de quatro a seis meses e a licença paternidade de cinco dias? O que justifica o fato de que um homem, que exerça sua autonomia sexual, seja chamado de garanhão e uma mulher, nas mesmas condições, seja rotulada de puta? O que justifica desigualdades além daquelas que são genéticas ou geográficas ou socioeconômicas?

 

Ao considerarmos tais questões, percebemos que um dia só não basta.

Foto: Pixabay

 

Mônica de Freitas, bacharel em Letras, professora de Inglês e mestre em Filosofia (PR2 – 55697).

[email protected]

 

 

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Mônica Freitas | Ética e Cidadania

‘Democracia em Vertigem’, entre a ficção e os fatos

Indiciado ao Oscar de melhor documentário, o filme Democracia em Vertigem foi, de certa forma, colocado em cheque pela Secretária Especial de Comunicação Social da Presidência da República (3/02). Em entrevista ao canal de televisão americano PSB, a diretora do documentário, Petra Costa, fez declarações aparentemente contundentes que causaram certo frisson nos bastidores da política brasileira. Algumas de suas declarações, tais como o aumento das taxas de pessoas mortas por intervenção policial militar e civil, no Rio de Janeiro, e a savanização da Amazônia no atual governo, foram consideradas falsas, muito embora, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e um artigo publicado recentemente pela revista Science Advances tenham corroborado as informações dadas por Petra Costa.

Uma das maiores conquistas democráticas diz respeito à liberdade de expressão sem quaisquer restrições por conta de diferenças de ideias e opiniões. Isso constitui um direito fundamental, conquistado pela Constituição Federal de 1988, e forma um pilar do Estado Democrático sem o qual se corre o risco de autoritarismo. Por vezes acontece que, mesmo que não haja censura explícita sobre determinados conteúdos informacionais veiculados pela mídia, pode ocorrer certo tipo de intimidação, por aqueles que detêm o poder, com relação a declarações de cunho mais crítico.

Ainda que não haja concordância de termos, há sempre a possibilidade de acolhimento reflexivo daquilo que foi apontado como disfuncional ou antiambientalista no programa do governo. Diante disso, podemos dizer, em defesa da cidadã em questão, que ela estava tão somente no exercício de seu direito de tornar públicos problemas que podem vir a se tornar uma ameaça para segurança e bem estar de todos nós. Portanto, qualquer que seja a direção partidária na disputa, suas declarações deveriam ser ponderadas em favor de um bom governo.

Foto:Pixabay

Mônica de Freitas, bacharel em Letras, professora de Inglês e mestre em Filosofia (PR2 – 55697)
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