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Hemorio faz campanha em busca de jovens doadores de sangue

No Hemorio, o percentual de doadores de sangue na faixa etária de 16 a 18 anos não chega a 0,1% do total. Na faixa de 18 a 25 anos, o número sobe para cerca de 10%, destacou Amorim.

Segundo o médico, o objetivo da campanha é mostrar aos jovens que eles são bem-vindos ao Hemorio, que, neste momento, precisa da doação de sangue deles para atender as pessoas que estão internadas.

Os voluntários com idade a partir de 16 anos podem doar sangue com o consentimento dos pais ou responsáveis legais. Para isso, devem imprimir formulário próprio encontrado no site do Hemorio e, após a assinatura dos pais ou responsáveis, podem se dirigir à sede do instituto, na Rua Frei Caneca, 8, centro da cidade, durante todos os dias da semana, incluindo feriados, no horário das 7h às 18h.

Vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, o Hemorio só fecha no dia 1º de janeiro.

Pandemia

Com a pandemia, as doações caíram, em média, 10% no período de 16 de março, quando foi decretada a quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus, até o dia 20 de setembro, na comparação com igual período de 2019. A doação de sangue pode ser feita por pessoas que tenham de 16 a 69 anos de idade, que pesem, no mínimo, 50 quilos e estejam bem de saúde.

Todos os doadores devem apresentar documento de identidade oficial com foto. Não é necessário estar em jejum, bastando apenas evitar comer alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes.

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Saúde

Primeiros afetados pela covid-19 no Brasil tinham, em média, 39 anos

A média de idade dos primeiros pacientes diagnosticados com a covid-19 no Brasil, de 39 anos, foi mais baixa do que a observada em outros países. Associado ao fato de que, na fase inicial da epidemia, grande parte desses pacientes pertencia às classes sociais mais elevadas, isso pode ter contribuído para que o país tenha registrado uma taxa de hospitalização equivalente à metade da média internacional – de 10% contra 20% de outros países.

As conclusões são de um estudo internacional, liderado por pesquisadores brasileiros. Os resultados preliminares da pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no âmbito do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), foram descritos em artigo publicado na plataforma medRxiv, ainda em versão pré-print (sem revisão por pares).

“A condição econômica desses primeiros pacientes infectados permitiu que tivessem maior acesso a testes diagnósticos, por exemplo, facilitando inicialmente o isolamento social e a diminuição do contágio”, disse o pesquisador da Fiocruz e um dos autores do estudo, Julio Henrique Rosa Croda.

Os pesquisadores analisaram as características epidemiológicas, demográficas e clínicas dos casos confirmados de covid-19 durante o primeiro mês da epidemia no Brasil. Para isso, usaram principalmente a base de dados REDCap, criada pelo Ministério da Saúde no início do surto da doença para notificação de casos.

As análises dos dados indicaram que, entre 25 de fevereiro e 25 de março, foram confirmados 1.468 casos de covid-19 no Brasil, dos quais quase a metade (48%) foi de pessoas entre 20 e 39 anos de idade. Do total de casos registrados à época, 10% precisaram de internação e apresentaram como fatores de risco associados à hospitalização doenças cardiovasculares e hipertensão.

Fotos: Pixabay

“Pode ser que a média de idade dos pacientes com covid-19 hospitalizados no Brasil seja menor do que a média mundial porque teriam maior prevalência de comorbidades em comparação com a população na mesma faixa etária de outros países. Mas essa hipótese ainda não foi confirmada”, afirma Croda.

A menor média de idade de pacientes infectados e hospitalizados no Brasil em comparação com outros países também pode estar relacionada ao fato de que esse grupo etário, entre 20 e 39 anos de idade, representa uma parcela expressiva – de 32% – da população brasileira, ponderam os pesquisadores.

Classes

Para avaliar se os primeiros casos notificados de infecção pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus) estavam relacionados ao perfil socioeconômico dos pacientes, os pesquisadores analisaram os casos registrados na região metropolitana de São Paulo, com base em dados de geolocalização do endereço dos pacientes. As análises revelaram que as regiões com maior renda per capita média apresentaram maiores taxas de testagem.

“Constatamos que há uma disparidade socioeconômica no acesso ao teste de diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus no Brasil que persiste à medida que o número de casos da doença tem se expandido”, avalia Croda.

Os pesquisadores também observaram que, durante o primeiro mês da epidemia, apenas 33,1% dos casos foram confirmados em laboratórios de saúde pública e o restante em laboratórios privados. “Inicialmente, a doença ficou mais restrita à população mais rica do país e, no final de março, ocorreu uma transição e passou a atingir a população mais pobre”, analisa Croda.

O artigo ‘Epidemiological and clinical characteristics of the early phase of the COVID-19 epidemic in Brazil’ pode ser lido na internet.

Com informações da Agência Brasil

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Paciente com coronavírus e sintomas leves deve ficar de repouso em casa

Caso tenha recebido o resultado e deu positivo para coronavírus, a primeira orientação do Ministério da Saúde é que o paciente fique em casa, em isolamento. Ainda não existe tratamento para doença. É preciso que o infectado fique em repouso e beba muito água. Só procure um hospital se os sintomas se agravarem.

 

O Ministério da Saude alerta que medicamentos com ibuprofeno devem ser evitados para o tratamento do coronavírus. A recomendação é também da Organização Mundial de Saúde (OMS). Contém ibuprofeno remédios como Advil, Alivium e Buscofen, que combatem dor de cabeça, cólicas e febre.

 

A doutora Adele Vasconcelos, especialista em Terapia intensiva de adultos, alerta para automedicação. Ela sugere que sintomas de gripe leve sejam combatidos com dipriona e paracetamol. A especialista também dá outras dicas de quando procurar um hospital.

Com o aumento do número de casos suspeitos e confirmados no Brasil, muita gente tem procurado os laboratórios e hospitais para realizar o teste do coronavirus, mas o Ministério da Saúde já avisou que os testes só serão feitos em pacientes  com sintomas e a tendência é que em alguns dias apenas em pacientes internados.

O secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, sustenta que o paciente saber se foi ou náo infectado por coronavírus não muda a forma como o médico deve tratá-lo.

O Ministério da Saúde alerta ainda que aqueles pacientes que fazem tratamento contínuo para combater alguma outra doença não suspenda sob nenhuma hipótese sem consultar um médico.