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Prefeitura começa a testar 450 mil pessoas esta semana

 

A prefeitura do Rio de Janeiro recebeu, no domingo, 10 de janeiro, um lote com 10 mil testes rápidos de antígeno da covid-19, ainda não usados no estado. Segundo os especialistas da pasta, esse tipo de exame é confiável e mais rápido, podendo fornecer resultados em até 15 minutos após a coleta, sem a necessidade de laboratório. O objetivo é testar inicialmente cerca de 450 mil pessoas já a partir desta semana.

O material, entregue na Central de Logística da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em Jacarepaguá, foi doado pelo grupo de empresários União Rio.

De acordo com a secretaria, os novos exames compõem a estratégia de testagem do município que será ampliada. Eles serão realizados nas unidades básicas de saúde, seguindo os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde. Pessoas com até sete dias do início dos sintomas poderão ser testadas. Profissionais de saúde serão capacitados para a realização.

“Esses testes são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão da covid-19. A gente consegue dar o resultado rápido para a população. As pessoas vão poder acessar esse teste por meio de um aplicativo e do canal de atendimento do 1476, onde quem tiver qualquer sintoma de coronavírus pode se autonotificar, colocar a data do início do sintoma, e, a partir daí, uma equipe da Saúde da Família vai entrar em contato e definir se aquele cidadão precisa ou não realizar o teste”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, que, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, recebeu os testes.

Com a testagem e os casos positivos, Soranz afirmou que será feito um rastreamento de contato, a mais importante iniciativa, segundo ele, para conter a cadeia de transmissão da covid-19.

Os demais exames continuarão a ser ofertados na rede municipal. A previsão é de que sejam testadas mil pessoas por dia inicialmente, aumentando o total gradativamente.

Vacinação deve começar ainda em janeiro

Soranz destacou que a prefeitura está pronta para iniciar a vacinação contra a covid-19, provavelmente entre os dias 20 e 25 de janeiro, assim que o Ministério da Saúde divulgar o calendário nacional de imunização.

“A partir deste domingo, começaremos a distribuir seringas e agulhas para as nossas unidades básicas e os centros municipais de Saúde, para que a cidade do Rio não tenha atraso no começo da vacinação logo que as doses cheguem e o calendário seja divulgado pelo Ministério da Saúde”, afirmou o secretário.

Inicialmente, o objetivo é imunizar 2,6 milhões de pessoas nas primeiras quatro etapas do plano de vacinação, a partir do cronograma do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. A estratégia envolverá 450 pontos de vacinação na cidade, a maioria nas clínicas da Família e centros municipais de saúde, com 10,5 mil profissionais envolvidos.

Segundo a pasta, a tendência é a de que, na primeira fase, deverão ser imunizados trabalhadores da saúde, pessoas a partir de 60 anos, pessoas com comorbidades, professores, indígenas, quilombolas e profissionais das forças de segurança e salvamento e serviços essenciais, além de funcionários do sistema prisional

Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

 

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Destaque Rio

Nova Pesquisa Ibope no Rio, Eduardo Paes lidera com 32% das intenções de voto 

A nova  pesquisa Ibope para Prefeitura do Rio, foi divulgada nesta sexta-feira (30), mostrando que Eduardo Paes (DEM) ampliou sua liderança e venceria em todos os cenários de segundo turno. Enquanto isso, Martha Rocha (PDT) cresceu seis pontos percentuais e empatou numericamente com o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) no segundo lugar —ambos têm 14.

Benedita da Silva (PT) está empatada com Martha e Crivella na margem de erro. Pelo mesmo critério, ela também divide o quarto lugar com Luiz Lima (PSL), que foi a 4%. Ao todo, quatro candidatos marcaram entre 1% e 2%, enquanto outros cinco não pontuaram.

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Destaque Notícias do Jornal

Candidatos à Prefeitura do Rio – Eduardo Paes x Martha Rocha

Por Alessandro Monteiro

Entre 2009 e 2016 foi Prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Durante sua trajetória política, criou as Clínicas da Família, O BRT, as UPAs, Escola do Amanhã em tempo integral, o Parque de Madureira, o bilhete único tantos outros projetos. Sua carreira política se inicia, quando aos 23 anos, assumiu a Subprefeitura de Jacarepaguá e da Barra, dois anos após foi eleito vereador, em 1998 se tornou deputado federal e atualmente está na disputa pela Prefeitura do Rio pelo Democratas.

Ele, que é réu em recente processo sobre esquemas de corrupção nas investigações pela Operação Lava Jato, que apura crimes na Petrobras e outras instituições públicas do país, vem ganhando mais popularidade nas ruas e liderando as pesquisas. Paes tem a segunda maior coligação, totalizando até o momento.

No entanto, sofre os respingos da denúncia do MP-RJ, no qual sustenta que ele teria recebido da Odebrecht aproximadamente R4 10,8 milhões para financiar a campanha de reeleição em 2012, por meio de caixa dois, o sumiço das vigas da perimetral, implodida em 2013.

Em 08 de setembro, Eduardo Paes, foi alvo de um mandado de busca e apreensão, por suspeitas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A denúncia foi aceita pelo juiz Flávio Itabaiana. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a denúncia está ligada ao recebimento acima mencionado no valor de R$ 10,8 milhões.

Em recente polêmica, Paes teve novamente seu nome atrelado ao ex-governador Sérgio Cabral, que disse apresentar à Justiça, uma carta escrita por Paes, indicando relação de próxima e laços de amizade com o atual Paes. Cabral foi condenado por mais de 200 anos de prisão e por meio de seus advogados, e busca tornar pública uma carta escrita por Paes, em março de 2014.

Nas acusações, Cabral afirma que Paes expediu um alvará em troca de doação para sua campanha em 2016, arrecadando 30 milhões, via caixa dois, para candidatos ao Senado do MDB em 2014.

A estratégia de Cabral é tornar pública a carta, e assim, sua pena, mostrando forte relação de proximidade com Paes. A informação foi publicada com exclusividade pelo jornalista Paulo Cappelli, do Jornal O Globo, que gerou um enorme frisson nos bastidores da política carioca.

Na última terça-feira (20), Paes teve seus bens bloqueados, por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça Fluminense

Gilberto Matos, no qual investiga o candidato por irregularidades nos processos de licitação dos transportes da cidade. O valor da indisponibilidade de bens chega a R$ 240,3 milhões e envolve ex-subscretário de Educação e o sindicato Rio Ônibus

Também foram penhorados os bens dos Consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz e das respectivas empresas líderes Real Auto Ônibus, Viação Nossa Senhora de Lourdes, Viação Redentor e Expresso Pégaso até o valor de R$ 511.734.606,00.

O Ministério Público do Rio aponta haver indícios do direcionamento da licitação em favor das empresas, que já atuavam no ramo de transporte público de ônibus e, por meio da fraude, manteriam um oligopólio no setor.

Além disso, o MP alega ter ocorrido a prática de custeio em duplicidade das gratuidades no transporte por ônibus intermunicipais, ora com prejuízos aos cofres públicos do município, ora com a dupla oneração dos usuários pagantes do transporte por ônibus.

 

Atualmente líder nas pesquisas, seu plano de governo tem como alguns de seus objetivos centrais:

  • Recuperar e restaurar a qualidade dos serviços públicos prestados no município, sobretudo nas áreas da Saúde, Educação e Transportes – com foco em fazer voltar a funcionar a infraestrutura e os equipamentos já existentes;
  • Reduzir a enorme diferença de qualidade entre a educação pública e a educação privada na nossa cidade, a fim de garantir maior igualdade de oportunidades para todos os jovens e crianças cariocas – independentemente da renda de suas famílias ou se vivem em áreas urbanas ou em comunidades;
  • Capacitar melhor o carioca para o mercado de trabalho, atrair investimentos para a nossa cidade com foco nos setores de turismo, tecnologia, saúde, energia e audiovisual e garantir recursos para promover a revitalização de regiões degradadas, em particular da Avenida Brasil por meio de parcerias com o setor privado e com o governo federal – colocando sempre o interesse público do Rio de Janeiro acima de toda e qualquer divergência política ou ideológica;
  • Reduzir os alarmantes níveis de pobreza e indigência na nossa cidade por meio da ampliação de programas de transferência de renda, como o Cartão Família Carioca, da implantação de novos restaurantes e farmácias populares e de ações de acolhimento e promoção de cidadania voltadas para a população de rua.

MARTA ROCHA

Foto: Divulgação/Campanha

Já foi professora, delegada e a primeira mulher a assumir a chefia da Polícia Civil do Rio. Atualmente, é deputada estadual do Estado do Rio de Janeiro, em segundo mandato e busca também a vaga à Prefeitura do Rio, pelo PDT. Marta atualmente sofre com o desgaste de seu nome pela oposição, por ter sido chefe da Polícia Civil durante o governo de Sérgio Cabral, ex-governador preso e condenado por mais de 200 anos.

Durante suas entrevistas, Marta vem dizendo que “o maior desafio do futuro prefeito ou prefeita, será ajustar as finanças da cidade”. Ela que há mais de 19 anos, reside no mesmo apartamento no bairro da Tijuca e tem sua ficha limpa. Em suas falas, intitula-se “Embaixadora da Cidade” e pretende abraçar com responsabilidade a problemática da cidade.

No entanto, a população cansada de promessas, clama por um processo de renovação e princípios básicos como educação e saúde, tão prejudicados com a corrupção que afunda a cada dia, a cidade mais desejada pelo mundo.

O plano de governo da coligação PDT/PSB é o mais longo de todas as candidaturas no Rio de Janeiro, com 128 páginas. A partir do lema “Cidade mais humana, segura, criativa e sustentável”, o documento detalha propostas em 12 eixos.

A principal proposta para essa área é a criação do Projeto Estruturante Territórios Seguros para instituir o patrulhamento da Guarda Municipal, em cooperação com a Polícia Militar, “de pontos de concentração de crimes, com base na análise das manchas criminais”. Na primeira etapa serão seis territórios: Bangu, Campo Grande, Centro, Copacabana, Santa Cruz e Tijuca.

Ainda em relação à segurança, a coligação propõe revitalizar e incentivar a ocupação de espaços públicos para recuperar áreas degradadas.

Nos últimos duas, Martha Rocha anunciou que suas propostas contemplam a volta dos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) e reforçou na questão da segurança, com um projeto de fortalecimento da Guarda Municipal.

O que mais esperamos nessa disputa, é o comprometimento com o município e com a população, que já não aguenta mais corrupção, descaso com o dinheiro público, a falta de segurança e gestão pública. Mas vale ressaltar, que Eduardo Paes e Martha Rocha, foram os candidatos que mais receberam dinheiro de campanha.

A cidade atravessa um colapso financeiro que afeta diversas áreas, principalmente na educação e na saúde, que está a mercê.  O voto é um objeto político de transformação social. A única ferramenta capaz de mudar a história do país, das cidades e dos municípios do Brasil, que tanto sofrem com os esquemas de politicagem e corrupção.

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Destaque Política

Benedita “abraça” Casa de Parto na Zona Oeste e defende prioridade máxima à saúde da mulher

A candidata da coligação “É a Vez do Povo” à prefeitura do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, promoveu nesta quarta-feira (21/10) um abraço simbólico na Casa de Parto David Capistrano, a única em atividade na cidade, em Realengo, na Zona Oeste. Ao lado de sua candidata a vice, a Enfermeira Rejane, ela falou de seus programas para atendimento e acolhimento da maior parcela da população da cidade. As gestantes terão atenção especial no governo Benedita, que planeja abrir mais casas de parto humanizado e criar um programa de educação perinatal para as grávidas.

No governo Crivella, o número de mulheres atendidas pelo programa “Cegonha Carioca” caiu em quase 20 mil, passando de 110.242 atendimentos, em 2016, para 91.044 em 2019. “É por isso que a gente precisa dar prioridade
à reconstrução da rede de apoio à saúde da mulher. No nosso governo, cuidar integralmente da saúde das mulheres será prioridade máxima, especialmente das mais pobres e negras”, disse Benedita.

Foto: Wagner Silva

A candidata garantiu que as unidades de saúde terão médicos ginecologistas e oncologistas à disposição das mulheres. Ela defendeu a compra de mamógrafos em massa para que nenhuma carioca tenha diagnóstico tardio
de câncer de mama. “Muitas famílias são destruídas quando a mulher descobre tarde demais que tem câncer de mama. Poderíamos poupar muitas vidas se a doença fosse diagnosticada mais cedo”, afirmou Rejane, que acompanhou Benedita pela Zona Oeste, assim como vários candidatos e candidatas à Câmara de Vereadores.

No abraço à Casa de Parto, Benedita conheceu Florence Daflon, de 5 anos, que nasceu na David Capistrano. Ela estava acompanhada da mãe, Cristiane, enfermeira que mora em Campo Grande, também na Zona Oeste. “Não há nada melhor para uma mãe que um parto humanizado como foi o meu aqui. Fui muito bem atendida antes, durante e depois do nascimento da Florence”, disse Cristiane. Alegre e saudável, a garotinha é o símbolo da saúde que Benedita quer ver no Rio a partir de primeiro de janeiro de 2021.

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Destaque Entrevistas Rio

Entrevista com André Quizomba, candidato a vereador do Rio pelo PSB

Por Alessandro Monteiro

 

  1. Por que o desejo de vir candidato a vereador? Qual motivação?

A Política é tão importante que deveria estar presente como matéria no currículo do ensino médio. Desde adolescente me interesso pela política e sempre apoiei e fiz campanha para candidaturas que me traziam esperança. Meu desejo em tornar-me vereador vem dessa paixão pela política junto com minha vontade de transformar o Rio numa cidade melhor pra gente viver. Posso dizer que a minha principal motivação vem da atual situação que o Rio se encontra. Uma cidade abandonada e sem perspectiva de melhora. Precisamos de uma câmara mais fiscalizadora e propositiva. Tenho certeza que, com minha formação acadêmica e artística, posso ajudar com boas propostas e retomarmos a nossa cidade maravilhosa.

 

  1. Dentre suas propostas, qual delas você acha a mais importante?

É difícil dizer. Todos os projetos têm sua relevância. Talvez O Plano Municipal de Cultura seja o mais importante porque será o ponta pé inicial para se desenhar toda a política de Cultura pra cidade. Elaborar esse documento dará diretrizes para as ações futuras do setor.

 

  1. Se eleito for, qual será a primeira ação?

Pensar na retomada do Setor Cultural no Pós-Pandemia, começando pelo Carnaval Carioca que ainda está sem definição para ser realizado. Tenho um Projeto de Lei para regularizar e desburocratizar a maior festa popular do planeta que gera muita renda e emprego para a cidade.

 

  1. O que a população pode esperar da sua vereança?

Pertenço ao PSB, um partido ético e progressista que combate as desigualdades e a corrupção e que busca um estado mais eficiente e que entregue um serviço de qualidade a população. Estou alinhado com as convicções do partido e serei um defensor da Cultura Carioca buscando desenvolver projetos que incentivem o setor.

 

  1. Qual o principal problema do município hoje?

Má gestão. Ruim, ineficiente e corrupta.

 

  1. Algum projeto específico para população de rua e as drogas?

Não tenho projeto específico para a população de rua. Porém, o Projeto Polo Municipal de Cultura poderá ter um braço destinado aos moradores de rua.

 

  1. O que o você gostaria de acrescentar que não foi perguntado aqui?

O compromisso com a juventude da nossa cidade. Estamos num momento difícil quando se fala de oportunidades para nossos jovens. Temos uma evasão escolar próxima de 20% e uma grande parcela que não chega a completar o ensino fundamental ou médio. Os dados mostram que quanto maior o nível de educação menos chance de ficar desempregado. Além de negar um futuro melhor para nossos jovens estamos empurrando uma grande parte dessas gerações para trabalho desqualificado ou para ser cooptado pelo crime organizado. Nesse sentido a Cultura pode ser uma ferramenta junto com a educação para criar novos horizontes.

 

 André Quizomba

Economista, ator, músico e produtor cultural. Fundador do Bloco Quizomba em 2001 e, desde sempre, ativista da Cultura. Nascido no Estácio e amante do Carnaval, acima de tudo, um carioca apaixonado pelo Rio que acredita na Arte e na alegria como potência política.

 

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Crivella tem sua inelegibilidade suspensa por ministro do TSE

O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) conseguiu uma liminar (provisória) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendendo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que havia votado sua inelegibilidade. O ministro que concedeu esse documento foi Mauro Campbell Marques, do TSE.

Com a liminar, Crivella deverá ter seu registro de candidatura deferido e poderá concorrer à reeleição ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro. Ele tinha sido julgado inelegível no dia 24 de setembro após decisão unânime de desembargadores do TRE, que analisaram dois processos em que Crivella é acusado de ter cometido crime de abuso de poder político e religioso na realização de dois eventos em 2018: a reunião do “Café Comunhão”, o caso ficou conhecido como “Fala com a Márcia”, e uma cerimônia na Comlurb em que Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito, foi apresentado como pré-candidato a deputado.

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Crivella, o prefeito impopular

São tantas as negativas do governo Marcelo Crivella, que fica difícil achar algo positivo que comprove a eficácia de um bom governo. A problemática na saúde, os casos de indicação que ficou nacionalmente conhecido como “Fala com a Márcia” e os superfaturamentos, comprovam que o Rio não teve sorte.

Um escândalo que motivou várias ações e movimentos de revolta contra Crivella, após vir à tona, informações de uma agenda, que constava um planejamento envolvendo 250 pastores, cujo atendimento nos hospitais municipais seriam facilitados, as cirurgias teriam prioridade, além de amortização de dívidas, isenção tributária de igrejas e muito mais.

Após o vazamento das informações, o vereador Átila Nunes protocolou o primeiro pedido de impeachment do governo Crivella, com 60 páginas, cuja acusação defendia a “apuração de crime de responsabilidade e infração político-administrativa”, além da “inabilitação para exercer a função pública pelo prazo de oito anos.

Em outro momento, Crivella, atualmente bispo licenciado volta a oferecer privilégios para as igrejas e fala explicitamente em utilizar seu cargo para isso. “Às vezes o pastor está na porta da igreja e diz assim: ‘quando o povo atravessa, pode ser atropelado’. Vamos botar um sinal de trânsito. Vamos botar um quebra-molas.

Ou então o pastor diz assim: ‘o ponto de ônibus é lá longe, o povo desce e vem tomando chuva até a porta da igreja’. Então vamos trazer o ponto pra cá. Vamos aproveitar esse tempo que nós estamos na prefeitura para arrumar nossas igrejas”, discursa.

E continua: “Se vocês quiserem fazer eventos no parque Madureira, está aqui o nosso líder, que é o doutor Valmir. Se vocês tiverem problema, tem o Manassés, o nosso companheiro, que cuida das pessoas com problema de vícios em drogas. Contem conosco, este palácio está aberto a vocês. Qualquer coisa, nossa equipe está aqui. Se as igrejas estiverem bem, crescendo, quantas tragédias não vamos evitar?”

Acima, o diálogo de Marcelo Crivella com os líderes religiosos que tentavam a todo instante, blindar sua campanha, mas por 35 votos contra 13, a denúncia que indicava irregularidades na renovação de contratos com concessionárias estrangeiras e os dados acima mencionados, foi arquivada.

Com a pandemia, os holofotes colocaram o atual prefeito em mais evidências e trouxe de fato, a crise e as jogadas políticas que colocam o governo numa completa saia justa, com novo processo de impeachment de Crivella, as vésperas das eleições.  Se não bastassem os escândalos denunciados pelo doleiro Sérgio Mizrahy numa delação premiada, trazendo à tona, novo escândalo de Crivella com os irmãos Alves e a RioTur.

Marcelo Alves Foto de Tânia Rego Agência BrasilO presidente da Riotur, Marcelo Alves, durante coletiva sobre o Carnaval Rio 2020

Alvos de uma operação da Polícia Civil e Ministério Público do Rio, Marcelo e Rafael Alves são os protagonistas de operar um esquema milionário de propina, conforme divulgado pelo MP-RJ e informações divulgadas pelo RJ2, da Tv Globo. Crivella, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve seu celular apreendido.

No aparelho apreendido, mais de 1949 mensagens trocadas entre Rafael e Crivella confirmam a veracidade das denúncias. Apesar de algumas desavenças que surgiram no meio da trajetória política, Crivella funcionava como quase um subordinado de Rafael Alves, que ao que tudo indica, era articulador e todo poderoso que ditava as ordens ao prefeito, que por motivos ainda não comprovados, executava todas as solicitações de Alves.

Em licitações fraudadas, a  falta de pagamento aos prestadores de serviços, fornecedores e parte do funcionalismo público, a prefeitura do Rio claramente nada fez, para minimizar os impactos da pandemia na cidade, empurrando cada vez mais no poço, milhares de cidadãos que imploravam por um atendimento, por uma medicação, por atenção!

Desde o início da pandemia, em março, a Prefeitura do Rio gastou quase R$ 250 milhões na compra itens de prevenção e combate à doença. Porém, um relatório feito por técnicos do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ) diz que há indícios de superfaturamento na compra de 57 itens pela prefeitura durante a pandemia.

 

Crivella e Rafael Alves Foto de Reprodução

Os técnicos do órgão de controle analisaram contratos da Secretaria, cuja lista de mercadorias compradas, estavam bem acima do preço normal e comparados as notas anteriores, é nítido o superfaturamento principalmente nos remédios e equipamentos de proteção, como máscaras e toucas.

Prefeito omisso, que sempre buscou governar em benefício próprio, tendo como prioridade tudo que pudesse beneficiar as igrejas evangélicas, Crivella se tornou político mais indesejado e rejeitado nos últimos tempos.

A troca contínua do secretariado também chama atenção para a inexperiência, falta de competência e gestão de Crivella. Só na pandemia, o prefeito executou 12 trocas de cargos e a dança das cadeiras parece não parar.

Novamente Crivella entra na mira da justiça, após o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentar no último dia 27, o pedido de impugnação da candidatura à Prefeitura do Rio. O pedido que tem como base, abuso de poder político e conduta vedada a agente público, deixa Crivella na corda bamba.

Condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito, contados a partir de 2018.

Na tentativa de buscar fôlego e garantir a reeleição Crivella uniu-se ao presidente Jair Bolsonaro, que autorizou a veiculação de sua imagem junto à campanha. Amigos desde 1977 quando serviram junto o exército, em declaração pública, Crivella disse estar feliz e confiante.

Um momento de extrema importância para a cidade, esse tipo de comportamento não cabe mais. Crivella tem a maioria dos vereadores ao seu favor, nos processos de tramitam pela Câmara de Vereadores, muitos pontos contra e um histórico de completa omissão e descaso com a cidade.

Além de todos os problemas relatados, a cultura, os bairros em geral e desordem urbana, ainda somam a péssima gestão de um prefeito que mantido pela força da igreja, busca reeleição para terminar de sepultar das os sonhos e a vida de quem ainda resiste por aqui.

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Pesquisa Datafolha no Rio de Janeiro aponta Eduardo Paes com 30% das intenções de votos

Nova Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (8) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para a Prefeitura do Rio de Janeiro nas Eleições 2020. Segundo a pesquisa, Paes tem as maiores vantagens sobre Crivella entre os mais jovens (37% a 10%); entre os mais instruídos (36% a 7%); entre os que têm renda familiar mensal de 5 a 10 salários mínimos (37% a 6%); entre os católicos (37% a 8%); e entre os que reprovam o governo Crivella (35% a 1%).

Eduardo Paes (DEM): 30%

Crivella (Republicanos): 14%

Martha Rocha (PDT): 10%

Benedita da Silva (PT): 8%

Renata Souza (PSOL): 3%

Bandeira de Mello (Rede): 3%

Cyro Garcia (PSTU): 2%

Clarissa Garotinho (Pros): 1%

Fred Luz (Novo): 1%

Luiz Lima (PSL): 1%

Paulo Messina (MDB): 1%

Nenhum/branco/nulo: 22%

Não sabe/Não respondeu: 3%

Henrique Simonard (PCO), Glória Heloiza (PSC), Suêd Haidar (PMB) tiveram menos de 1%.

Rejeição

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. Os percentuais foram os seguintes:

Crivella: 59%

Eduardo Paes: 30%

Clarissa Garotinho: 29%

Benedita da Silva: 20%

Cyro Garcia: 13%

Paulo Messina: 9%

Bandeira de Mello: 8%

Renata Souza: 8%

Luiz Lima: 8%

Suêd Haidar: 8%

Glória Heloiza: 7%

Fred Luz: 7%

Henrique Simonard: 7%

Delegada Martha Rocha: 6%

Rejeita todos/não votaria em nenhum: 6%

Não sabe/não respondeu: 2%

Poderia votar em todos: 1%

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 900 eleitores da cidade do Rio de Janeiro

Quando a pesquisa foi feita: 5 e 6 de outubro

Número de identificação na Justiça Eleitoral: RJ-09140/2020

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

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Light corta fornecimento de luz de 22 escolas da prefeitura do Rio

A Light cortou o fornecimento de luz de 22 escolas da prefeitura do Rio, na quarta-feira (30), por falta de pagamento. Segundo, a concessionária, a dívida do município é de R$ 186 milhões. Deste total, R$ 39 milhões são débitos da Secretaria Municipal de Educação, o segundo maior devedor entre os órgãos da administração municipal.

Em função da pandemia do coronavírus, as escolas da rede municipal estão com as aulas suspensas, sem previsão de retorno. Desta forma, o corte não afeta o calendário escolar.
Segundo a concessionária, em março deste ano, a Light chegou a fechar uma negociação com a Secretaria Municipal de Educação, que se comprometeu a pagar em oito parcelas, mas nenhuma delas foi paga.

A concessionária afirma que cumpriu todos os procedimentos estabelecidos pela legislação antes de efetuar os cortes. As unidades municipais em débito foram informadas da possibilidade de suspensão do fornecimento, só efetuado após 15 dias do aviso, como estabelecem as normas do setor.
Em nota, a Light informou que a maior dívida é da Secretaria Municipal de Saúde, de R$ 62 milhões. E por conta da pandemia do coronavírus e em respeito à população da cidade do Rio, a Light não fará cortes no fornecimento de energia dos hospitais municipais.

Ainda segundo a pasta, a SME vai propor que seja cobrada tarifa básica relativa ao período, já que as escolas estavam fechadas e não houve o consumo alegado pela concessionária.

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TRE torna Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro tornou o prefeito Marcelo Crivella inelegível por oito anos, por abuso de poder político. A sessão realizada nesta quinta-feira (24) foi uma continuação do julgamento iniciado na segunda-feira (21), que foi interrompido por pedido de vista do desembargador Vitor Marcelo Rodrigues.

Com o voto favorável ao do relator, dado logo no início da sessão, o resultado ficou em 7 x 0 contra o prefeito do Rio, condenado pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais.

Crivella foi condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito anos conta a partir de 2018.

Nota

A prefeitura se manifestou em nota, adiantando que o prefeito vai recorrer da decisão, alegando conflito de interesse entre um dos desembargadores que participou da votação e a empresa Lamsa, concessionária da Linha Amarela.

“O prefeito Marcelo Crivella vai recorrer da decisão, e estuda um pedido de anulação da votação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), visto que um dos desembargadores, Gustavo Alves Pinto Teixeira, votou, mas é, ao mesmo tempo, advogado da Lamsa – a concessionária contra a qual o prefeito luta na Justiça para pôr fim ao preço exorbitante do pedágio na Linha Amarela. O advogado Gustavo Teixeira havia se declarado impedido de votar, mas mudou de posição, apesar do conflito de interesses entre a sua cliente, Lamsa, e o prefeito. Cabe destacar que o prefeito Crivella não está, de forma alguma, impedido de disputar as eleições, e vai concorrer à reeleição”, diz a nota.

Com Informações: Agência Brasil