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Prefeitura do Rio tem plano logístico para combater aglomerações

 

Durante cerimônia de inauguração da iluminação especial s do Sambódromo, nesta sexta-feira, dia 12 de fevereiro, o prefeito Eduardo Paesreforçou o apelo para que a população evite aglomeração. “ Nos próximos dias, é para não ir a festas e nem desfilar em blocos. Vamos curtir o carnaval de maneira diferente. A minha promessa, o meu compromisso, quero assumir aqui perante o Rei Momo: em 2022, faremos o maior carnaval da história. Vamos fazer uma celebração inesquecível, para compensar esse ano “, destacou.

Ele comentou a respeito do  Carnaval diferente deste ano,. Não vai ter carnaval porque a gente quer salvar vidas. Não vai ter carnaval porque a gente precisa preservar vidas. Não vai ter carnaval porque quem amamos e até os que não conhecemos não podem ficar expostos a essa doença que, infelizmente, matou no mundo uma quantidade enorme de pessoas. Essa também é uma homenagem a todas essas vidas perdidas”, declarou o prefeito.

A Prefeitura do Rio montou um plano logístico de ações para combater aglomerações durante o período em que seria realizado o carnaval. O esquema especial de fiscalização começou nesta sexta-feira (12/02) e vai até as 6h do dia 22. O planejamento conta com bloqueios em pontos estratégicos de acesso à cidade, ações destacadas da Guarda Municipal para impedir blocos, e comboios integrados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com o Instituto de Vigilância Sanitária (Ivisa) e o apoio da Polícia Militar, entre outros órgãos.

Além do levantamento prévio feito pela Seop, o trabalho das equipes nas ruas terá o suporte de monitoramento de câmeras 24 horas pelo Centro de Operações Rio (COR). Quem descumprir as regras (pessoas físicas e jurídicas) está sujeito a multas por infrações sanitárias, como aglomeração e falta de uso de máscara e interdição.

Sites que promovem festas pagas também estão sendo rastreados e serão notificados e responsabilizados, caso os eventos ocorram. Blocos ou agremiações carnavalescas que descumprirem as regras estarão automaticamente descredenciados do carnaval 2022. Além disso, equipamentos e carros de som serão apreendidos e acautelados.

Foto: Prefeitura do Rio

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Rio terá volta às aulas remotas em 8 de fevereiro e presenciais no dia 24

 

A Prefeitura do Rio apresentou, nesta quarta-feira (27/01), o Plano de Volta às Aulas da rede municipal de ensino, que conta com 1.543 unidades escolares. O anúncio oficial foi feito pelo prefeito Eduardo Paes com o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, e o secretário de Saúde, Daniel Soranz, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Para dar segurança ao retorno presencial, marcado para o dia 24 de fevereiro, o plano estabelece medidas de prevenção, monitoramento e contingência de casos do coronavírus.

O secretário Ferreirinha ressaltou que o plano é dinâmico e pode ser modificado de acordo com as condições epidemiológicas de cada região da cidade. “ A escola só voltará se tiver o protocolo sanitário seguido à risca, além da questão da infraestrutura e questão de recursos humanos. Tudo isso faz parte para que a escola esteja apta a abrir!, disse o secretário.

Paes criticou  o fato de terem aberto tudo no ano passado, menos as escolas. “Está na hora de a gente priorizar as nossas crianças. A escola tem que ser a primeira a abrir, o que não foi feito. Mas, a partir de agora, ela será a última coisa a fechar. Se tivermos que fazer novas restrições na cidade, não serão restrições que signifiquem impacto para a vida e,  principalmente, para o futuro de nossas crianças”, afirmou o  prefeito.

Retorno em duas etapas

A volta às aulas terá duas etapas iniciais: remota, a partir de 8 de fevereiro, e presencial, a partir de 24.  As aulas presenciais estão divididas em fases. Na primeira fase, voltam parcialmente alunos da pré-escola, 1º e 2º ano. Na segunda, voltam parcialmente alunos de creches, 3º ao 6º ano e 9º ano. Na 3ª e última etapa, mais alunos de creches e 6º ano, alunos do 8º ano, PEJA e Classes Especiais. Para evitar aglomeração, a quantidade de alunos nas unidades estará condicionada às condições epidemiológicas de cada Região Administrativa da cidade. Se a situação estiver Moderada (bandeira amarela), as unidades escolares poderão receber 75% de seus alunos. Se estiver Alta (bandeira laranja), 50% de sua capacidade. E se estiver Muito Alta (bandeira vermelha), 30% da capacidade.

“ O Plano de Volta às Aulas prevê três principais pontos: protocolo sanitário, monitoramento contínuo e plano de contingência. É um plano rigoroso para dar segurança a nossa comunidade escolar. Está chegando a hora de reabrir as escolas com toda a segurança que o atual momento exige, pois estamos pensando nas nossas crianças e jovens que precisam recuperar o tempo perdido “,  afirmou Ferreirinha.

Programa [email protected]

O Programa [email protected] irá oferecer dados patrocinados aos 641 mil alunos e 39 mil professores da rede municipal de ensino para que tenham acesso gratuitamente à plataforma de aulas. Estudantes que não têm equipamentos para acessar a internet ou morem em áreas sem cobertura, vão receber o material didático impresso e, em algum momento, irão às escolas deixar as atividades didáticas. Caso o aluno tenha alguma dúvida, ela será respondida na próxima vez em que ele for à escola buscar suas atividades didáticas.

As principais diretrizes do protocolo visam reduzir as chances de contaminação dentro das unidades escolares. Para isso, o distanciamento dentro das escolas, creches e EDIs será de 1,5 metro, a higienização das mãos será frequente, o uso de máscara será obrigatório, exceto para crianças de até 3 anos, e as refeições serão feitas dentro das próprias salas, para evitar aglomeração nos refeitórios. Além disso, o horário de entrada e saída será escalonado. O  secretário Renan Ferreirinha explicou que estudantes e profissionais da Educação do grupo de risco só participarão de atividades presenciais nas unidades de ensino quando forem vacinados.

“ O grupo de risco será preservado. Não tem aqui nenhum negacionismo. Estamos trabalhando com a ciência do nosso lado. E o grupo de risco, seja professor, profissional da educação ou estudante, estará sendo preservado no momento do retorno presencial. Os nossos profissionais de educação serão os primeiros a serem vacinados após os idosos”, explicou.

Eduardo Paes reforçou: “A gente entra, nas próximas semanas, numa fase de vacinação das pessoas mais velhas. Aqueles que estão efetivamente nos grupos de mais riscos. Isso vale para os vários profissionais de educação, vale para os professores, merendeiras e auxiliares administrativos”.

Limpeza nas escolas

As unidades de ensino receberão ações de limpeza e desinfecção, segundo as recomendações da Anvisa, e o chão das unidades terão marcações para facilitar o distanciamento necessário. As janelas e portas ficarão abertas para facilitar a ventilação, e atividades ao ar livre terão prioridade. As mesas dos professores ficarão, no mínimo, distantes 2 metros da dos estudantes. Entre os alunos, a distância das carteiras será de 1,5 metro.

Áreas comuns terão restrições de acesso

O protocolo sanitário proíbe a realização de eventos que gerem aglomerações (feiras, palestras, seminários, festas, assembleias, competições e campeonatos esportivos) e o uso de materiais de difícil higienização (massinhas de modelar, jogos de peças pequenas etc). Além disso, os alunos não poderão compartilhar objetos pessoais, como livros e canetas.

Os parquinhos das unidades serão usados apenas por crianças de até 10 anos, que deverão manter a distância de 1,5 metro umas das outras. As bibliotecas estarão liberadas, desde que respeitando o distanciamento e garantindo que os funcionários higienizem as mãos com álcool em gel 70% antes e depois de manusear o acervo.

O protocolo sanitário que será usado nas escolas municipais tem o aval do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 da prefeitura do Rio, grupo formado por especialistas em Saúde, pesquisadores e acadêmicos.

Monitoramento de casos

A rede de Educação do Rio contará com o aplicativo Alerta Covid-19, que irá reunir notificações de pessoas da comunidade escolar contaminadas por coronavírus. Será feito ainda um acompanhamento integrado dos registros com encaminhamento para a SMS e determinação de isolamento.

Além disso, a volta às aulas conta com um plano de contingência, que reúne cinco diretrizes: afastamento de quem contrair Covid-19, isolar estudantes que tiverem contato com pessoas contaminadas (quem estiver indo às aulas presencialmente passará automaticamente para o ensino remoto, isolar professor contaminado (se for possível substituir o professor, as aulas continuarão presenciais), isolar uma turma se for registrado mais de um caso no intervalo de 14 dias, e se mais de um caso surgir, no intervalo de 14 dias, em turmas diferentes da mesma escola, o comitê local, SMS e SME poderão decidir pelo fechamento da unidade

Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

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Eduardo Paes toma posse na prefeitura do Rio prometendo equilibrar as contas e combater a corrupção

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tomou posse hoje, 1º de janeiro, em cerimônia na Câmara Municipal, declarando como compromisso primordial o compromisso com a recuperação das contas públicas e  recuperação econômica da cidade, com geração de empregos.

O combate à corrupção é outro ponto fundamental apontado por Paes em sua administração. “Nosso objetivo é que o Rio passe a ser paradigma nas formas de fazer política e gerir a coisa pública. Referência nacional em transparência, integridade e combate à corrupção”, defendeu.

O prefeito também criticou a administração anterior, e diz que assume a prefeitura com servidores com pagamento atrasado e uma dívida de R$ 10 bilhões. “Esse é o cenário desastroso das finanças da prefeitura, mas não desastroso suficiente para nos abater. Vamos recompor o caixa.”

A prefeitura publicou hoje uma série de medidas no Diário Oficial, parte delas voltadas a questões econômicas. Paes também disse que apresentará ao parlamento uma lei de emergência fiscal “para desindexar os contratos, desvincular receitas, desobrigar despesa e ampliar todo o arcabouço de responsabilidade fiscal”, explicou.

Terceira administração

Paes assume pela terceira vez a prefeitura da capital fluminense. Filiado ao Democratas (DEM), Paes, foi eleito pela coligação A Certeza de um Rio melhor (Cidadania/ DC/ PV/ Avante/ PL/ DEM/ PSDB).  Formado em direito, foi prefeito do Rio de Janeiro de 2009 até 2016, vereador entre 1997 e 1999 e deputado federal entre 1999-2007 pelo Rio de Janeiro. Foi também secretário municipal do Meio Ambiente na gestão de César Maia e Secretário Estadual de Turismo, Esporte e Lazer do governo de Sérgio Cabral.

Posse dos vereadores

Além de Paes e do vice-prefeito Nilton Caldeira (PL), tomaram posse também os 51 vereadores eleitos que comporão a 11ª Legislatura, até 2024. A maior parte dos parlamentares foi reeleita. Um terço da casa legislativa foi renovada, o que corresponde a 17 novos parlamentares. Desses, três já passaram anteriormente pela Câmara: Laura Carneiro (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Ulisses Marins (Republicanos).

DEM, PSOL e Republicanos foram os partidos mais votados, ocupando sete cadeiras cada, seguidos por PSD, PT e Avante, todos com três parlamentares. O vereador mais votado foi Tarcísio Motta (PSOL), reeleito com 86.243 votos. O segundo mais votado foi Carlos Bolsonaro (Republicanos), que recebeu 71 mil votos e vai para o seu sexto mandato. O terceiro foi o estreante Gabriel Monteiro (PSD), que obteve 60.326 votos.

A Câmara do Rio, após a cerimônia, retoma o recesso parlamentar, que começou no dia 15 de dezembro. As atividades legislativas terão início em 15 de fevereiro,

À tarde, foi a vez de Paes dar posse aos seus 24 secretários e ao procurador-geral do município. Também foram empossados os novos subprefeitos e gestores das empresas, fundações, autarquias e órgãos da prefeitura. A solenidade foi realizada no Palácio da Cidade, sede histórica para eventos do município.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes posa com seu secretariado, após cerimônia de posse (Foto: ABr)

Plano municipal de vacinação

Em seu discurso, Paes reiterou que serão anunciadas, já no próximo domingo (3), medidas de combate à pandemia de covid-19, incluindo o plano municipal de vacinação. Segundo o prefeito, será utilizada qualquer vacina que esteja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, garantiu que há seringas e agulhas suficientes para iniciar a vacinação. Segundo ele, o governo do estado já fez a compra de cerca de 8 milhões de seringas e agulhas, devendo distribuir 2,8 milhões para o município do Rio. “A gente assinou um termo de cooperação com o Instituto Butantan e também com a Fundação Oswaldo Cruz [Fiocruz]. “Nenhum governante pode hesitar em vacinar a população o mais rápido possível e com vacina de qualidade”, disse Soranz.

Enfrentamento à Covid-19: mais leitos e profissionais

No primeiro dia de mandato da nova gestão, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou medidas econômicas e de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Entre elas estão a criação de novos leitos em hospitais e a suspensão de concursos públicos para conter gastos do governo.

No âmbito da saúde, três decretos foram publicados. Eles estabelecem, entre outras medidas, que haja transparência em relação à ocupação dos leitos hospitalares nas unidades integrantes da rede Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a prefeitura, serão criados 343 novos leitos para tratamento de pacientes de covid-19 a partir de janeiro. Além disso, serão abertas 193 vagas na rede pública e será feito chamamento para 150 na rede privada. Em seu discurso de posse, Paes afirmou que no próximo domingo serão anunciadas mais medidas de enfrentamento à pandemia.

No âmbito econômico, a prefeitura publicou 44 decretos contendo uma série de medidas, como a criação de grupos de trabalho para avaliar os gastos atuais do governo e para propor novos caminhos e o Plano de Ações para os 100 primeiros dias de Governo e os respectivos órgãos responsáveis.

Gastos públicos

Entre as medidas anunciadas estão também cortes percentuais de gastos, revisão de contratos em vigor e auditorias de pagamentos e dívidas. O custo com despesas não obrigatórias da Prefeitura, assim como o de cargos, sofrem corte de 30%. O maior percentual de diminuição, no entanto, é com encargos, que devem cair pela metade.

A nova gestão cria também um grupo de trabalho para avaliar os grandes contratos firmados pela Administração Municipal da gestão anterior e determina auditoria, pela Controladoria Geral do Município, das folhas de pagamentos dos servidores ativos da Administração Direta, dos inativos e dos pensionistas com foco nos critérios de cálculo e os fundamentos legais de altos salários e pensões.

No Diário Oficial foi publicada a criação do Programa Carioca de Integridade Pública e Transparência – Rio Integridade, voltado para o combate à corrupção.

Será ainda criado um grupo de trabalho para obter subsídios especializados para uma reforma tributária no município e o programa Rio Liderança Feminina, com o objetivo capacitar as gestoras e líderes da prefeitura em habilidades, métodos, políticas e práticas que fortaleçam e potencializem sua atuação dentro do contexto governamental.

Segundo o economista Pedro Paulo, que assume a Secretaria de Fazenda e Planejamento, as medidas focam na redução e na melhoria da qualidade do gasto público municipal. O município, de acordo com ele, tem hoje um déficit estimado em R$ 10 bilhões. “Estamos começando com tarefas básicas de recuperação da saúde financeira da cidade. Vamos, principalmente, voltar a cumprir as regras públicas devidas, como adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal, partindo das despesas com pessoal”, diz em nota.

Fotos: ABr

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Eleito no Rio, Eduardo Paes prioriza ações de combate à pandemia

Eduardo Paes, do  Democratas, foi aleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro, com 64,07% dos votos, derrotando Marcelo Crivella, do Republicanos, na votação em segundo turno e já promete colocar a mão na massa nesta segunda, 30 de novembro. O prefeito eleito terá uma reunião ainda hoje com  seu futuro secretário de Saúde, o médico Daniel Soranz, para  definir estratégias de enfrentamento da pandemia de covid-19, cujo número de casos  e mortes voltou a crescer, levando a lotação das UTIs do sistema SUS a ultrapassar 90%. Paes vai solicitar ao Governo Federal liberação de 400 mil a 450 mil testes de detecção do coronavírus e de  200 leitos  nas unidades de saúde, e que deverão estar disponíveis no início do ano.

Logo após o resultado da apuração, no domingo 29, o prefeito eleito do Rio explicitou que a Saúde é sua prioridade absoluta no memento.   “Minha prioridade é a Saúde voltar a funcionar, recuperar as clínicas da família, o BRT… colocar os serviços novamente para funcionar. E trabalhar em parceria com o governo federal, o governo estadual… Estou sempre aberto ao diálogo. O importante é dizer que os cariocas podem comemorar. Afastamos da prefeitura um governo preconceituoso. A cidade está livre do pior prefeito de sua história.  O Rio vai voltar a dar certo. Essa foi uma.vitória dos cariocas. Quero fazer um governo para todos”, declarou, após a vitória confirmada, Paes, de 51 anos, que inicia o seu terceiro mandato à frente a prefeitura Rio, já governou a cidade entre 2009 e 2017.

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Um prefeito para restaurar o Rio

Eduardo Paes e Marcelo Crivella disputam a chance de mudar a triste realidade da Cidade (ainda) Maravilhosa

Por Claudia Mastrange

É hora de decidir. No segundo turno das eleições 2020, Marcelo Crivella e Eduardo Paes disputam a prefeitura do Rio de Janeiro. Um é o atual prefeito e tenta a reeleição. O outro, já governou a cidade por dois mandatos.  É hora de colocar na balança o que cada um fez em seu governo  e as propostas viáveis  que têm para os próximos quatro anos. Afinal eles estarão à frente da cidade que é a maior vitrine do Brasil para o mundo.

Conhecido como a Cidade Maravilhosa, há tempos o Rio está longe desse titulo no cotidiano dos cariocas. São anos de corrupção em várias instâncias, saúde em constante agonia, com unidades de saúde sucateadas e má gestão; educação nota zero; transportes públicos lotados e em péssimas condições para o usuário; população de rua em níveis crescente; comércio fechando as portas… A lista não tem fim!

Diante de tudo isso, vemos os dois candidatos trocando farpas nesta reta final de campanha.  Crivella acusa  Paes de ser o candidato da corrupção, inclusive por suas antigas relações com Sério Cabral,  e que lhe deixou R$15 milhões a menos nos cofres púbicos para governar. Eduardo Paes rebate que suas contas foram aprovadas e que Crivella, o “pai da mentira”, não teve competência para colocar a administração e os serviços da cidade nos trilhos.

A questão é que a população não quer saber de bate-boca, acusações,  baixarias de campanhas e promessas vãs.  O momento é sério e o povo quer propostas urgentes para o caos estabelecido no Rio de Janeiro. Ninguém agüenta mais tantas mazelas e descaso com o dinheiro, os serviços, o patrimônio público maior, que é a nossa cidade.

Então, que possamos avaliar a plataforma de cada um deles e decidir quem, a despeito de todas as falhas que ambos cometeram em suas administrações, merece uma nova chance. Vamos anotar, abrir bem os olhos, escolher conscientemente e depois cobrar  um trabalho comprometido e sério do novo prefeito.  O Rio merece um gestor à sua altura.

PROPOSTAS DE GOVERNO

Eduardo Paes (Democratas)

Foto: Divulgação/Campanha

Tem se declarado radicalmente contra a corrupção, embora no momento ele mesmo esteja sendo investigado. O ex-prefeito do Rio (entre 2009 e 2017) planeja criar uma secretaria de integridade pública, para poder fazer o monitoramento e acompanhamento e controle de todas as ações governamentais e dos agentes públicos.

No transporte, pretende reativar linhas de ônibus que foram tiradas de circulação e, em 100 dias recuperar o BRT, colocando a Guarda Municipal para monitorar o funcionamento, além de criar o BRT Rosa e finalizar até 2022 o BRT Transbrasil, que ligará Deodoro ao Centro do Rio.  E criar um bilhete único integrado para todos os modais, com duração de 3 horas para cada viagem.

Na saúde, pretende contratar mil médicos e 5 mil funcionários, já em seu primeiro ano de mandato, além de investir  na recuperação de Clínicas de Família e Upas  e diminuir o tempo de espera na fila do Sisreg.

Na Educação, quer diminuir a disparidade entre ensino púbico e privado e promete contratar  3 mil professores até 2022, além de expandir a oferta de ensino em tempo integral e número de vagas em creches  e pré-escolas.

Pretende aumentar os níveis de segurança, inclusive nos pontos turísticos  para atrair grandes eventos e possibilitar mais frentes de trabalho e geração de renda,, inclusive com a revitalização do Centro o Rio.

O candidato também propõe a criação de um grupo de elite da Guarda Municipal para reduzir em 20%, até o final de 2023, os crimes em áreas de grande atividade comercial e elevado fluxo de pessoas. Esse grupo usaria armas de fogo.

PERFIL DO CANDIDATO

Eduardo Paes, 50 anos, é Bacharel em direito e ingressou na política como subprefeito da Barra e Jacarepaguá, aos 23 anos, no governo César Maia. Em 1996 foi eleito vereador pelo Partido da Frente Liberal e em1998 foi eleito deputado federal.Três anos depois, ele foi nomeado secretário do Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro, durante a gestão de Cesar Maia e em 2002 foi reeleito deputado federal. Concorreu ao governo do Rio de Janeiro em 2006, mas perdeu a eleição. Dois anos depois, em 2008, venceu a disputa para a Prefeitura do Rio e, em 2012, foi reeleito no primeiro turno com 64% dos votos.

– Patrimônio declarado: R$478.358,42

Marcelo Crivella (Republicanos)

Foto: Antônio Cruz – Agência Brasil

Seu plano de governo prevê a  criação de 100 mil novos empregos diretos com um programa de capacitação de jovens e idosos e investimentos em obras de infraestrutura, mediante convênios com o Governo Federal. Obras de saneamento básico e a despoluição de lagoas e rios são prioridades, assim como a  criação do Banco Carioca de Fomento, para oferecer microcrédito a pequenos empreendedores.

Na Saúde pretende aumentar em 50% o número de leitos e UTIs e propõe a criação do programa Saúde Digital, que vai implementar prontuários eletrônicos. Os usuários do sistema municipal de saúde terão acesso a uma plataforma virtual de atendimento. Quer firmar parcerias com o setor privado para que pacientes da rede municipal sejam atendidos em clínicas particulares com pagamento pela tabela do SUS.

Também vai investir na Escola Digital, com mais recursos tecnológicos e a distribuição de notebooks com acesso à internet para todos os alunos e professores ainda no primeiro ano de mandato. A ideia é viabilizar ensino em tempo integral ‘híbrido’, com metade do tempo presencial e o restante remoto e online.

Crivella, como Paes, também aposta na Guarda Municipal para melhorar a segurança no Rio pretende melhorar o treinamento dos guardas, que deverão usar armas letais. Pretende também aumentar o efetivo com egressos das Forças Armadas para trabalharem de forma temporária.

No transporte, planeja direcionar R%$ 150 milhões de valores de impostos recolhidos de grande empresas para a recuperação do BRT. O plano de governo de Crivella dá atenção também ao uso de bicicletas como modal de transporte. A ideia é elaborar um Plano Diretor Cicloviário.

PERFIL DO CANDIDATO

Marcello Crivella é carioca e tem 62 anos. Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), é cantor gospel e engenheiro civil.

Foi eleito em 2002 para o senado federal pela primeira vez, pelo antigo PL, atual PR. Foi reeleito em 2010, já pelo PRB, partido que ajudou a fundar. Entre 2012 e 2014 foi ministro da Pesca e Aquicultura no Governo Dilma.

Crivella voltou ao Senado e se licenciou do cargo para concorrer à prefeitura pela terceira vez, após duas derrotas, em 2004 e 2008. Venceu a eleição em 2016, no segundo turno, em disputa com Marcelo Freixo.

– Patrimônio declarado: R$665.634,27

Fotos: Divulgação de campanha