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Rio de Janeiro não terá ponto facultativo no Carnaval

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) publicou hoje no Diário Oficial o decreto que revoga o ponto facultativo do Carnaval para conter o avanço de infecções pelo novo coronavírus na cidade. A festa aconteceria entre 12 e 16 de fevereiro.

“Considerando a necessidade de continuidade das medidas adotadas pelo Município para o enfrentamento da emergência sanitária de importância Internacional, decorrente da pandemia pela covid-19”, explica. “º Fica revogado o Decreto Rio nº 48.435, de 15 de janeiro de 2021, que estabelece ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia que menciona”, conclui.

A medida ainda é citada como “ser decisivo para o processo de retomada do estágio de normalidade da cidade, o planejamento de ações que possibilitem a segurança necessária à retomada da atividade econômica”.

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Crivella libera permanência de banhistas na areia da praia e pistas de dança em alguns estabelecimentos

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou que dará início a sétima fase de flexibilização do município em meio à pandemia de Covid-19. Com isso, está permitida a permanência dos banhistas na areia da praia. E os Ambulantes de praia poderão vender bebidas alcoólicas e alugar guarda sol e cadeiras.

Em relação á educação, a volta às aulas de todas as séries das escolas e creches privadas estão autorizadas. De acordo com a prefeitura, a reabertura da rede municipal de educação será feita voluntariamente, com cada instituição tomando a decisão após reunião do conselho de pais com os professores, onde será decidido se a escola  atende os pré-requisitos para garantir segurança para alunos e profissionais.

A prefeitura libera também, o uso de pistas de dança em lanchonetes, bares, restaurantes, food parks e eventos sociais. Em casas de show e boates, ainda vale a regra de reserva de lugar numerado, com 2/3 da capacidade do ambiente.

De acordo com o último levantamento da Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, os números registravam, 311.308 casos confirmados e 20.636 óbitos por Covid-19 no estado. Há 472 óbitos em investigação e 2.163 foram descartados. Entre os casos confirmados, 286.181 pacientes se recuperaram da doença.

 

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Prefeitura do Rio inspeciona 180 estabelecimentos em três dias de funcionamento da Fase 3

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, inspecionou 180 pontos comerciais e aplicou 132 multas nos três primeiros dias da Fase 3A do Plano de Retomada. Os números se referem a ações realizadas na última quinta-feira (2), até a madrugada deste domingo (5). Integram os comboios da Vigilância (vinculada à Secretaria Municipal de Saúde) equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano da Secretaria Municipal de Fazenda, com apoio da Polícia Militar.

Do total dessas operações, 108 foram realizadas em bares e restaurantes, com cinco interdições e 56 multas, a maioria por falta de higiene, funcionamento irregular e aglomeração. No sábado, as equipes inspecionaram 53 estabelecimentos dos setores que voltaram a funcionar na quinta: academias, estúdios de tatuagem e depilação e os comércios de alimentos.

Entre os comércios, 29 foram bares e restaurantes, sendo sete na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, onde o restaurante do número 120 foi interditado e multado por aglomeração e falta total de higiene, principalmente, nos banheiros e na cozinha. O restaurante recebeu também um termo de intimação para a readequação das instalações e teve apreendidos 97 quilos de carnes e queijos impróprios ao consumo.

“Constatamos diversas irregularidades neste estabelecimento. Na parte estrutural identificamos pontos de infiltração, buracos na parede, falta de dispensadores de sabão e álcool gel para a higiene dos funcionários. Além disso, encontramos uma grande quantidade de alimentos sem procedência e com data de validade vencida, resultando não só na interdição como na apreensão e inutilização dos produtos”, ressaltou Flávio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária.

Desde quinta-feira, os comboios passaram por quase 30 bairros, como Leblon, Botafogo, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca, Bangu, Bonsucesso e Campo Grande. O foco principal das ações é conferir se as medidas higiênico-sanitárias para o combate à Covid-19 estão sendo cumpridas. Incluindo o distanciamento de dois metros entre pessoas e mesas, o uso de máscara e a disponibilidade de insumos para a higienização das mãos, como sabonetes líquidos nos lavatórios e de álcool 70% em gel nas áreas de circulação de funcionários e de clientes.

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Rio aumentará ações em praias e shoppings para reduzir coronavírus

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse que, a partir de agora, seis comboios com agentes de fiscalização e ordenamento urbano, farão todos os dias vistorias em praias, shoppings e em diferentes pontos da cidade para evitar aglomerações.

As ações serão intensificadas também no comércio de rua, que ainda não está autorizado a reabrir. Como nos dias anteriores, as praias do Rio estiveram ontem (12) cheias em um desrespeito à manutenção do isolamento social. As operações vão se concentrar para evitar aglomeração de banhistas.

A Meteorologia prevê para hoje (13) céu claro, com a temperatura máxima podendo chegar aos 35 graus Celsius (ºC), um veranico em pleno outono. Apenas o surf e a prática do nado individual estão permitidos no mar.

A prefeitura intensificará as medidas para orientar a população sobre o distanciamento social e as regras nas praias da cidade. Equipes farão a fiscalização do decreto de flexibilização, que proíbe atividades na faixa de areia e obriga o uso da máscara facial.

O subsecretário executivo da Secretaria de Ordem Pública (Seop), Alessandro Carraceno, disse que “o objetivo é conscientizar a população para a necessidade da manutenção do distanciamento social e de regras, que, mais do que protocolos de higienização, tornaram-se medidas fundamentais para salvar vidas. O apoio de todos é muito importante, e não podemos relaxar nesta fase de retomada”.

Total de mortes tem queda

O prefeito Crivella informou que, no dia 11 deste mês, pela primeira vez desde o início da pandemia, o número de óbitos em um dia foi menor do que o registrado na mesma data no ano anterior.

No dia 11, houve 197 óbitos, e um ano antes, na mesma data, 201. O prefeito fez um apelo para que moradores do Rio ajudem a manter os bons resultados obtidos até agora contra a covid-19, obedecendo regras de afastamento social e cuidando da higiene.

Segundo Crivella, “com o esforço de todos nós, estamos vencendo a crise. Chegamos até aqui depois de 70 dias de sofrimento. Não vamos recuar. Vamos perder tudo que já conquistamos por desobedecer regras? Estamos sepultando menos, pela primeira vez, e vamos jogar isso fora, depois de tanto sacrifício?”, afirmou.

Público nos shoppings

O prefeito apresentou um balanço das ações de fiscalização que começaram na quinta-feira (11), quando os shoppings reabriram.

Foram 29 inspeções, cinco interdições e 26 multas por infrações consideradas gravíssimas em shoppings e algumas lojas.

Segundo dados da Vigilância Sanitária, as multas aplicadas somaram R$ 13 mil, mas podem ultrapassar R$ 50 mil em caso de reincidência.

Crivella disse que “estamos autuando lojas e alguns shoppings. Não temos prazer em multar ou cassar alvará, mas adotaremos sempre as medidas necessárias. Estamos procurando fazer um processo pedagógico. Temos que entrar no ritmo para não ter que voltar para trás”.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Com alta demanda em necrotérios, Prefeitura do Rio comprará containers frigoríficos

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (18) que fará cotação para a compra de novos containers frigoríficos para atender três unidades de saúde do município. A medida dará suporte aos necrotérios que estão com alta demanda devido aos óbitos causados por covid-19.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há data para a compra dos containers. Além dos equipamentos para armazenar os corpos que serão instalados no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari; na Coordenação de Emergência Regional (CER) Leblon e no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, o governo municipal também fará a aquisição de equipamentos médicos para auxiliar no enfrentamento à covid-19.
Leitos

Em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade do Rio, que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais, há 1.735 pacientes internados com suspeita de covid-19, sendo 529 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As taxas de ocupação de leitos de UTI para covid-19 na rede SUS no município é de 87%. A cidade do Rio de Janeiro é o principal foco do coronavírus no estado. De acordo com o informativo desta segunda-feira (18) da Secretaria de Estado e Saúde do Rio de Janeiro, o município possui 13.443 casos confirmados de covid-19 e 1960 óbitos ocasionados pela doença.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Crivella anuncia prorrogação de medidas restritivas no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou nesta terça-feira (19), que as medidas restritivas adotadas pela Prefeitura para o combate ao novo coronavírus na capital serão estendidas por mais sete dias. A decisão, será publicada ainda nesta terça-feira, em edição extra do Diário Oficial do Município. De acordo com Crivella, as curvas de contágio na cidade estão caindo e isso reflete o resultado de ações que devem ser mantidas.

“Ontem, em reunião com a Comunidade Científica, foi determinado que as medidas de contenção permanecem por mais sete dias. Nós estamos animados, porque a nossa curva de velocidade de contágio caiu para 0.039, estava 0.06 antes – lembrando que países da Europa só caíram assim com lockdown total. E nós fizemos aqui medidas ponderadas, a indústria não parou, alguns serviços e o comércio, mantidos os essenciais, não pararam. As nossas medidas, tentando preservar o máximo que podíamos da economia, mas sem colocar em risco as vidas, fizeram com que a curva de contágio fosse caindo e estivesse hoje no nível que está”, destacou o prefeito.

O anúncio foi feito durante a inauguração de mais um dos 16 modernos tomógrafos comprados na China pelo Município e que estão sendo instalados em unidades de saúde e pontos estratégicos da cidade para aumentar o acesso da população ao diagnóstico precoce da Covid-19. O novo centro de imagens foi construído no estacionamento da UPA Cidade de Deus, unidade administrada pela RioSaúde , e que atende cerca de 12 mil pacientes por mês. Ao todo, são 27 tomógrafos adquiridos na atual gestão, com mais de 150 mil exames realizados.

A instalação em série de tomógrafos é uma das estratégias mais importantes da Prefeitura no combate ao novo coronavírus. O equipamento, de alta resolução, tem capacidade de fazer 1.200 exames por mês.

“Que aqui as pessoas consigam encontrar o caminho da vida. Com aquela pneumonia crescendo, mas sendo diagnosticadas rapidamente, tratadas e internadas, vão derrotar esse vírus para curtir a vida com suas famílias”, disse Crivella.

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PM vai apoiar prefeituras do Rio no fechamento de espaços públicos

Após a recomendação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para que o estado e a capital implantem o lockdown (bloqueio total das atividades, exceto as essenciais) para conter o avanço da covid-19, o governo do estado colocou a Polícia Militar à disposição das prefeituras para auxiliar no trabalho de fechamento de espaços públicos.

Em nota, o governo informou que vai analisar o ofício do MPRJ e lembrou que o decreto de isolamento social no estado está em vigor até o dia 31 de maio, “com as medidas restritivas adotadas pelo governo do estado e as recomendadas aos prefeitos dos municípios fluminenses”.

“O governador Wilson Witzel determinou à Polícia Militar que dê apoio aos prefeitos no fechamento de espaços públicos, como calçadões de comércio e áreas de lazer, para reduzir a disseminação do coronavírus. O governo do estado segue acompanhando os indicadores de evolução da doença”, diz a nota.

Na recomendação para o governo do estado, o MPRJ lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) indicam a América Latina como atual epicentro da pandemia e cita estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF), e da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro, que concluem acerca da importância do isolamento social mais severo no estado.

O MPRJ pede que o governo publique novo decreto complementar aos anteriores, para “incluir expressamente a adoção de novas medidas de recrudescimento ao isolamento social, tais como aquelas típicas do bloqueio total (lockdown) de atividades não essenciais e do fluxo de pessoas nas regiões do Estado do Rio de Janeiro mais críticas sobretudo em áreas da capital e região metropolitana”.

Governador Wilson Witzel

Os estudos para o bloqueio total devem ser baseados em evidências científicas e o decreto deve valer pelo prazo de 15 dias, renováveis “até que seja demonstrada queda linear nos números de novas contaminações e de óbitos por covid-19”.

Para o estado, o Ministério Público recomendou tornar obrigatório o uso de máscaras e que o governo coordene as ações dos municípios, além de designar que a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros priorizem as ações de prevenção, fiscalização e repressão “que garantam o efetivo cumprimento dos decretos de emergência sanitária”.

Prefeitura do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro não informou se estuda implantar o lockdown na cidade. Na semana passada, o MPRJ pediu que fossem feitos estudos sobre o bloqueio total e o prefeito Marcelo Crivella afirmou que o Comitê Científico da crise analisaria a situação. Porém, não foi divulgado o resultado dessa reunião.

Na recomendação ao município, o MPRJ considera todas as medidas já adotadas pela prefeitura e destaca que o estado está com coeficiente de contaminação acima da média nacional. Segundo dados de ontem (13) do Ministério da Saúde, a incidência nacional de covid-19 está em 89,9 casos por 100 mil habitantes. No estado do Rio de Janeiro, a taxa está em 108,5 casos por 100 mil habitantes, somando 18.728 pacientes diagnosticados e 2.050 óbitos.

O MPRJ destaca “não ter havido inicialmente manifestação satisfatória” do prefeito para atender a recomendação enviada na semana passada, baseada em estudos da UFRJ e da Fiocruz, indicando a necessidade de recrudescimento nas medidas restritivas para conter a curva de contágio do novo coronavírus.

Segundo o Ministério Público, foram insuficientes as medidas informadas pela prefeitura sobre “lockdown pontual” em duas localidades da cidade e restrições de circulação no centro de 11 bairros, “não havendo sido encaminhada ao MPRJ qualquer justificativa pautada em dados técnico-científicos dominantes, referenciados por órgãos e entidades de renome estadual, nacional e internacional para que as demais áreas do Município restem desatendidas”.

As medidas recomendadas pelo MPRJ para a prefeitura incluem proibir atividade não essencial à manutenção da vida e da saúde, com uma lista de tais atividades, ampliar a fiscalização e fazer campanhas de conscientização da população, além de garantir o pleno funcionamento da rede de assistência social.

A prefeitura informou que “já vem adotando bloqueios pontuais na cidade”, medida que foi implantada em 11 áreas com altos índices de aglomeração nos bairros de Santa Cruz, Madureira, Freguesia, Taquara, Tijuca, Grajaú, Pavuna, Cascadura, Realengo, Guaratiba e Méier, além de manter bloqueios parciais nos calçadões de Campo Grande e Bangu desde a semana passada.

“Os bloqueios começaram na terça-feira (12) e foram concluídos, gradativamente, ao longo desta quarta-feira (13). As regiões estão isoladas por grades até a próxima segunda-feira (18/05), com o acesso da população restrito a moradores, funcionários e clientes de mercados, farmácias e agências bancárias”.

Segundo a prefeitura, 250 guardas municipais e a Polícia Militar cuidam 24 horas das barreiras. “Desde 18 de março, as ações diárias integradas pela Seop com foco no comércio resultaram no fechamento de 10.104 estabelecimentos dos 14.031 visitados em toda a cidade”.

O Disk Aglomeração atendeu 5.866 ocorrências, entre os dias 31 de março a 12 de maio. Desde o dia 23 de abril o uso de máscaras é obrigatório nas ruas e no comércio autorizado a funcionar na cidade e a prefeitura está distribuindo máscaras para a população.

Com informações e fotos da Agência Brasil

Governador Wilson Witzel

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Prefeitura faz lockdown parcial em Campo Grande

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou ontem (6) que, a partir desta quinta-feira, (7), iniciará um lockdown parcial em Campo Grande, bairro onde há os maiores registros de aglomeração, principalmente no calçadão onde há um comércio muito forte no município.

Lockdown é o bloqueio de todas as atividades que não são consideradas essenciais. No caso da ação em Campo Grande, a medida será apenas no calçadão do bairro.

Crivella vinha insistindo nos apelos à conscientização das pessoas, mas como não surtiu o efeito desejado, determinou à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) gradear os cinco acessos do calçadão de Campo Grande, onde fica o centro comercial local.

A Guarda Municipal colocará efetivos para ocupar esse espaço durante 24 horas. A medida vai vigorar por sete dias seguidos, prazo este que pode se estender, caso haja necessidade. O lockdown parcial significa que as pessoas não poderão circular dentro desse corredor.

O prefeito disse que a medida entrará em vigor a partir das 5 horas da madrugada de amanhã. “Isso depois de recebermos diversas ligações no Disk Denúncia Aglomeração e tentarmos de todas as formas evitarmos as aglomerações. Então, a partir de amanhã e por sete dias o calçadão de Campo Grande ficará interditado. E eu peço a colaboração de todas as pessoas”, reforçou Crivella.

Somente funcionários de atividades essenciais como farmácias, agências bancárias e supermercados terão a entrada autorizada, mediante apresentação de documento.

Com informações e foto da Agência Brasil

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No Rio, relógios de rua passam a informar nível de isolamento

Os relógios digitais que informam temperatura e hora em ruas do Rio de Janeiro passaram ontem (6) a exibir também a redução na circulação de pessoas em alguns bairros. A medida é uma parceria entre o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) e as empresas Clear Channel e Cyberlabs.

Os dados exibidos já eram monitorados com um método que combina o uso de câmeras de trânsito do COR e a inteligência artificial da Cyberlabs. A partir das imagens, o software é capaz de comparar a movimentação atual com os níveis anteriores à quarentena e exibir o resultado em tempo real nos relógios digitais.

Os relógios mostravam, por exemplo, que Copacabana tinha nesta quarta-feira (6) redução de 67% de pessoas nas ruas. O bairro foi o que confirmou o maior número de casos de coronavírus (367) e tinha até ontem o segundo maior número de mortos (39).

Os dados do isolamento social se tornaram motivo de preocupação para a Prefeitura do Rio de Janeiro, uma vez que o monitoramento indica aumento do fluxo de pessoas nas ruas. Nos últimos 15 dias, a redução de movimento nos bairros monitorados caiu de 79% para 74%.

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Prefeitura do Rio multa agências da Caixa por descumprimento de barreiras sanitárias

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, inspecionou nesta terça-feira (5) agências da Caixa Econômica Federal para conferir as barreiras sanitárias que devem ser adotadas para reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus (covid-19). Na ação, os técnicos verificaram as condições higiênico-sanitárias em banheiros e outros espaços de 41 unidades bancárias, com um total de 34 infrações aplicadas: duas por falta de higiene, duas por ausência de licença sanitária, cinco por ausência de álcool 70% em gel e 25 por aglomeração.

“A missão da Vigilância é atuar na prevenção, conferindo se as barreiras sanitárias estão sendo cumpridas para a redução dos riscos aos que buscam serviços. Exatamente como prevê a lei, e minimizando os riscos à saúde de todos”, destaca a médica-veterinária Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária do Rio.

Além de conferir se as agências estão adotando as medidas necessárias para manterem o distanciamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas, inclusive nas filas, os fiscais vistoriam as condições dos banheiros onde deve haver papel higiênico, sabão líquido, papel-toalha, lixeira com tampa sem acionamento manual e álcool 70% em gel, que desde o dia 27 de abril passou a ser obrigatório também na área de auto atendimento dos caixas eletrônicos.

“O objetivo dessa inspeção nas agências da Caixa é assegurar que as medidas de prevenção contra a covid-19 sejam respeitadas, como o afastamento físico de um metro e meio, inclusive nas áreas externas, proporcionando mais segurança ao público e minimizando a contaminação. A responsabilidade das agências deve se estender até a última pessoa da fila”, ressalta a médica-veterinária Mônica Valim, coordenadora do Núcleo de Fiscalização em Ambientes de Trabalho (Nifat) da Vigilância Sanitária.

As inspeções nas agências da Caixa foram feitas por técnicos das coordenações de Fiscalização Sanitária, de Alimentos e de Engenharia, e ainda do Núcleo de Integração de Fiscalização em Ambientes de Trabalho (Nifat). Ao todo, foram 21 fiscais divididos em nove equipes atuando no Centro, em sete bairros da Zona Oeste (Barra, Freguesia, Taquara, Recreio, Campo Grande, Bangu e Realengo) e em onze da Zona Norte (Tijuca, Vila Isabel, Madureira, Cascadura, Bento Ribeiro, Rocha Miranda, Irajá, Brás de Pina, Vila da Penha e Méier).

Nas ações, as equipes reforçam também as orientações de adequação a normas sanitárias e outros cuidados que fazem parte da rotina das fiscalizações da Vigilância e intensificadas desde 19 de março, início da Operação Covid-19. Desde então, já são cinco frentes distintas de vistorias voltadas à prevenção e ao combate de irregularidades referentes ao novo vírus. Nessas seis semanas, foram realizadas 1.436 inspeções com 404 infrações aplicadas, a maioria, por falta de higiene e alterações no álcool 70% em gel.