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Mudanças na política de privacidade do WhatsApp: como isso te afetará?

 

O aplicativo de compartilhamento de mensagens WhatsApp começou a notificar seus usuários de que a partir do dia 8 de fevereiro suas mudanças na política de privacidade iriam entrar em vigor e que se você quiser continuar utilizando o serviço de chat será obrigado a aceitar as novas condições. Mas que condições são essas?

O WhatsApp passará a compartilhar com os parceiros do Facebook informações como o endereço IP do usuário; dados pessoais, como o número de telefone; atividades realizadas no serviço, incluindo como interage com outras contas e empresas… Tais dados já eram compartilhados entre o WhatsApp e o Facebook desde a última publicação dos termos de serviços, em julho do ano passado. Porém, naquela ocasião, o usuário poderia escolher não ter as suas informações distribuídas, o que não acontecerá mais.

A nova política será muito mais invasiva do que as demais. O novo texto prevê expressamente a coleta de dados como o nível de carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram. Outra parte nova é a coleta de dados de localização “mesmo se você não utilizar nossos recursos relacionados à localização”. Nenhum desses itens constava na política anterior.

E qual o motivo para essa mudança? Trata-se de um projeto importante: é a aposta do Facebook para rentabilizar o WhatsApp, que nunca deu lucro desde que foi comprado por quase US$ 20 bilhões, em 2014.

Há a geração de desconfiança em muitos usuários, pois o Facebook e empresas parcerias poderiam utilizar dados pessoais disponíveis para o aplicativo de forma invasiva. O Procon-SP acionou o WhatsApp para pedir mais explicações sobre como isso se dará, preocupando-se com o conflito com a Lei Geral de Proteção de Dados, que está em vigor desde agosto de 2020 e com a possível infração do Código de Defesa do Consumidor.

O WhatsApp deverá apresentar uma base legal para justificar o compartilhamento desses dados e porque o Facebook fez distinção entre usuários brasileiros e europeus, que não possuem a obrigatoriedade de aceitação dos termos. Devido às críticas dos usuários, em 15 de janeiro, o Whatsapp adiou a implementação dos novos termos da privacidade do aplicativo.  A mudança agora passa a valer a partir de 15 de maio.

Agora é esperar as explicações e as próximas medidas que essas grandes empresas irão tomar.

Aisha Raquel

Webdesigner, Assessoria em SocialMedia e Marketing

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Economia

Em meio à pandemia, aumenta a procura pelos serviços do Procon-RJ

Por Franciane Miranda

A crise gerada pelo coronavírus reflete em vários setores da sociedade. Infelizmente muitas empresas usam este problema para tirarem vantagem dos consumidores. Segundo dados divulgados pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Procon-RJ) referentes a março, o órgão recebeu cerca de 600 denúncias, sendo mais de 400 relacionadas ao covid-19. A grande maioria das reclamações é de preços abusivos praticados pelos estabelecimentos, sendo o álcool gel ─ um dos produtos mais procurados pela população neste período ─ está no topo da lista com mais de 300 chamados. Outros itens básicos e necessários para enfrentar a pandemia, como medicamentos, luvas, máscaras, mantimentos da cesta básica e vacinas, também estão incluídos.

A população também tem buscado ajuda para esclarecer assuntos relacionados a contratos com instituições de ensino. Para solucionar estas questões, o Procon orienta a negociação entre as partes e lançou a cartilha ‘Covid-19 ─ Como Fica o Direito do Consumidor nos Contratos de Instituições de Ensino’, que detalha de forma prática como proceder e pode ser acessada pelo site do órgão.

O turismo no mundo sofreu um enorme impacto com a pandemia e as chamadas relacionadas ao cancelamento e suspensão de serviços ─ como passagens aéreas, hospedagem, cruzeiros e pacotes turísticos ─ dispararam, com mais de mil solicitações. Outra área muito afetada com a crise foi as de festas e eventos, que geraram muitas reclamações.

“Estamos atentos para o aumento das demandas neste período e o grupo de trabalho que criamos para lidar com esta crise está buscando resolver os conflitos, sempre com base nas diretrizes legais que vêm sendo atualizadas na medida em que a pandemia avança. Chegar a um bom termo nas negociações é nossa meta para que as relações de consumo se mantenham equilibradas e evitemos maiores impactos negativos na economia”, afirma presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho.

Procon-RJ intensifica ações

O órgão de defesa do consumidor intensificou a fiscalização no último mês. Os fiscais foram às ruas da cidade investigar as denúncias feitas pelos cidadãos, a grande maioria relacionada ao preço abusivo do álcool gel e máscaras cirúrgicas em estabelecimentos. Na operação os agentes percorreram bairros no Centro, Zonas Norte e Oeste da capital, Baixada Fluminense, São Gonçalo, Niterói e Região Serrana.

Cartilha do Procon-RJ

De acordo com Procon-RJ, a situação mais preocupante ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na Farmácia Palmares os fiscais constataram que o estabelecimento estava vendendo álcool acendedor de lareira como se fosse álcool gel. Os agentes encontraram no fundo do comércio 72 unidades prontas para serem comercializadas e três baldes de 5,5kg cada da substância usada para adulteração, confirmando a fraude. Os fiscais responsáveis acionaram a Delegacia do Consumidor e Polícia Civil e a mercadoria falsa foi apreendida e o responsável pelo local levado para a DP.

Durante a investigação em outros bairros foi averiguado que várias empresas estavam vendendo álcool gel com valor excessivo, oscilando de 2,21% a 119,33% se comparado com os meses anteriores à pandemia. O preço mais alto foi encontrado na Farmácia Bella Show, em Itaipava, na cidade serrana de Petrópolis. As máscaras usadas na proteção contra o vírus com maior custo foram encontradas na Casa do Médico, onde os clientes estavam comprando as peças com valores que variavam entre R$5,50 a R$ 29. Na Zona Oeste e Baixada Fluminense as máscaras cirúrgicas estavam sendo comercializadas com aumento de 527%, segundo o levantamento.

“Os fiscais estão averiguando as denúncias recebidas e não vamos admitir que os estabelecimentos se aproveitem de uma situação tão grave como essa para praticar preço abusivo”, afirma Cássio Coelho. Ele faz um alerta aos donos de estabelecimentos sobre os valores das punições, que podem variar de R$ 684 a R$ 10 milhões, de acordo com o faturamento da empresa: “se o aumento desproporcional não foi justificável, eles serão multados”.

WhatsApp para receber denúncias

O Procon-RJ criou mais um canal de comunicação para atender os chamados da população fluminense. Um número de celular para receber reclamações dos consumidores e que poderão ser feitas por mensagem pelo aplicativo WhatsApp, sendo que as ligações não serão recebidas. O canal foi disponibilizado no dia 7 de abril para receber informações sobre possíveis irregularidades praticadas contra os consumidores, com o objetivo é acelerar e simplificar o recebimento destas acusações. Na mensagem é necessário informar dados precisos, como nome do estabelecimento, endereço e o produto.

O meio de comunicação é uma maneira prática, tecnológica e eficiente das pessoas reportarem estas práticas. Para Cássio Coelho, o aplicativo vai ajudar bastante. “O WhatsApp poderá facilitar e acelerar o trabalho da fiscalização e dos analistas, que poderão receber relatos, fotos e vídeos como provas de violação rapidamente e, nesse momento, melhorar ainda mais a comunicação com os consumidores”, disse o presidente.

O Procon informa que os consumidores ao identificarem os preços abusivos em estabelecimentos devem fazer a reclamação. Ele orienta que seja feita uma foto do produto e do preço. O mais importante é que você não precisa sair de casa para avisar as autoridades.

Ainda de acordo com o órgão, que é ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, a Ouvidoria do Procon-RJ será responsável pelo gerenciamento da nova ferramenta. Através do site www.denunciaproconrj o cidadão pode acessar a página do WhatsApp com um link direto para o contato, adicionando o número (21) 97272-1337. Outros dois meios de comunicação também estão disponíveis para atender denúncias e reclamações: o site www.procononline.rj.gov.br e o aplicativo para smartphones do Procon-RJ, que foi desenvolvido há um ano.