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Carlos Augusto | Opinião

Opinião: “não se faz Copa do Mundo construindo hospitais”

 

Ronaldo, o Fenômeno, que nos deu várias alegrias exibindo seu fabuloso futebol, deu uma escorregada em 2011, durante os preparativos para realização da copa do mundo em 2014, em pleno governo Dilma “PT”.

O Ronaldo, que não é político, mas ex-jogador de futebol, escorregar em certas manifestações, é até razoável ou compreensível. Mas não dá para aceitar argumento nefasto como o do ex-presidente, como no caso do Lula, que se expressou da mesma forma que o Ronaldo, ao dizer que: “a realização da Copa do Mundo é uma grande oportunidade, e que ser contra por falta de hospitais é um retrocesso enorme.” Para Lula, “as pessoas querem fazer de uma coisa boa uma coisa ruim.”

Pesquisando os gastos com a Copa do mundo, chegamos a números estarrecedores, a saber: A  Copa do Mundo realizada no Brasil foi a mais lucrativa da história da FIFA, que faturou US$ 5,7 bilhões, equivalente a R$18.6 bilhões de reais entre 2011 e 2014. Os custos das obras divulgados pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte foi de R$ 28 bilhões de reais; R$ 8.333 bilhões foram investidos nas construções dos 12 estádios de futebol; R$ 3,815 bilhões saíram do BNDES. O estádio Mané Garrincha foi o mais custoso, consumiu R$ 1.4 bilhão, seguido da Arena Corinthians, que consumiu R$ 1.080 bilhão e o Maracanã, que consumiu R$ 1.050 bilhão.

Tudo isso segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), após consolidadas as fiscalizações relacionadas às obras preparatórias para a Copa do Mundo, nos meses de junho e julho de 2014. A conta final foi fechada em R$ 25,5 bilhões, de acordo com o relatório consolidado. Do total, R$ 7 bilhões foram gastos em mobilidade urbana e R$ 8 bilhões em estádios.

Vale lembrar que a maioria da população brasileira, que não votou no PT de Lula e Dilma, expressou sua indignação com os gastos exorbitantes com o Mundial, e durante as manifestações, que levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas a palavra de ordem  era: “Não queremos estádios. Queremos escolas e hospitais” no padrão Fifa”. A ideia de que o dinheiro público estava sendo desperdiçado alimentou a ira popular a tal ponto que Dilma Rousseff negou, em rede nacional, o uso do Orçamento da União nas obras de estádios. Obviamente, nessas manifestações ficaram de fora os eleitores do PT, aí incluídas as entidades organizadas, artistas e a grande imprensa.

Observando esses exorbitantes e desnecessários gastos na realização da Copa de Mundo de 2014, comparando com a atual pandemia ocasionada pelo Coronavírus, que levou a óbito mais de 200 mil cidadãos brasileiros, nos faz refletir o quanto nós estamos órfão de políticos honestos nesse país. O quanto os ditos poderes constituídos harmônicos entre si, estão contaminados de corrupção.

A voz do povo, da maioria que vai às ruas se manifestar contra a corrupção, contra um poder legislativo e contra um judiciário corrupto, precisa ser ouvida e acatada. Quando, naquele momento, se foi às ruas contra os exorbitantes gastos com a Copa do Mundo em detrimento de investimentos na saúde (hospitais), educação, emprego e moradia, tivessem nossos governantes a sensibilidade de abraçar os anseios populares, certamente estaríamos hoje preparados para o enfrentamento dessa maior crise sanitária humanitária mundial.

Os governantes corruptos estão dando uma demonstração de que desprezam solenemente a vida humana, pois continuam a meter a mão no erário público, como se tem notícias. Compra de respiradores superfaturados e centenas desses impróprios para uso. No Rio, a situação é  tão drástica que temos o prefeito e o governador detidos e investigados.

Agora, sem sombra de dúvidas, nesse momento a situação do povão do Amazonas /Manaus, infelizmente é desesperadora. Em 21/04/2020, o site G1 informou: “o Ministério Público de Contas do Estado do Amazonas iniciou uma investigação e cobra respostas do governo sobre a compra de 28 respiradores pulmonares para a rede pública de saúde no valor de R$ 2 milhões e 970 mil.”  E agora, a conta está sendo paga com a vida dos amazonenses.

Finalizo essa análise me perguntando onde estão os supostos defensores do Estado Democrático de Direito. Me refiro aos mandatários dos três poderes: Executivo, Legislativo e principalmente o Judiciário, que se mantém totalmente inerte diante dessa desenfreada corrupção orquestrada pelos mandatários dos estados e municípios. Aliás, com o aval dos onze deuses do olimpo.

É o que eu penso.

Carlos Agusto (Carlão)

Sindicalista, advogado e jornalista – MTb 38577RJ

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Benedita “abraça” Casa de Parto na Zona Oeste e defende prioridade máxima à saúde da mulher

A candidata da coligação “É a Vez do Povo” à prefeitura do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, promoveu nesta quarta-feira (21/10) um abraço simbólico na Casa de Parto David Capistrano, a única em atividade na cidade, em Realengo, na Zona Oeste. Ao lado de sua candidata a vice, a Enfermeira Rejane, ela falou de seus programas para atendimento e acolhimento da maior parcela da população da cidade. As gestantes terão atenção especial no governo Benedita, que planeja abrir mais casas de parto humanizado e criar um programa de educação perinatal para as grávidas.

No governo Crivella, o número de mulheres atendidas pelo programa “Cegonha Carioca” caiu em quase 20 mil, passando de 110.242 atendimentos, em 2016, para 91.044 em 2019. “É por isso que a gente precisa dar prioridade
à reconstrução da rede de apoio à saúde da mulher. No nosso governo, cuidar integralmente da saúde das mulheres será prioridade máxima, especialmente das mais pobres e negras”, disse Benedita.

Foto: Wagner Silva

A candidata garantiu que as unidades de saúde terão médicos ginecologistas e oncologistas à disposição das mulheres. Ela defendeu a compra de mamógrafos em massa para que nenhuma carioca tenha diagnóstico tardio
de câncer de mama. “Muitas famílias são destruídas quando a mulher descobre tarde demais que tem câncer de mama. Poderíamos poupar muitas vidas se a doença fosse diagnosticada mais cedo”, afirmou Rejane, que acompanhou Benedita pela Zona Oeste, assim como vários candidatos e candidatas à Câmara de Vereadores.

No abraço à Casa de Parto, Benedita conheceu Florence Daflon, de 5 anos, que nasceu na David Capistrano. Ela estava acompanhada da mãe, Cristiane, enfermeira que mora em Campo Grande, também na Zona Oeste. “Não há nada melhor para uma mãe que um parto humanizado como foi o meu aqui. Fui muito bem atendida antes, durante e depois do nascimento da Florence”, disse Cristiane. Alegre e saudável, a garotinha é o símbolo da saúde que Benedita quer ver no Rio a partir de primeiro de janeiro de 2021.