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Covid-19: 92% da população do Rio está em cidades com Bandeira Amarela

O novo Mapa de Risco para a Covid-19 no estado do Rio aponta que 92,5% da população está em municípios classificados como de Bandeira Amarela, apresentando baixo risco para a doença. O dado foi revelado nesta segunda-feira (19), pela Subsecretaria Extraordinária das Ações Governamentais Integradas da Covid-19.

Segundo o estudo, apenas duas das nove regiões do estado apresentam risco moderado, com Bandeira Laranja: centro-sul e norte. Nessas duas regiões vivem 7,45% da população do estado.

As sete regiões classificadas em amarelo são: Metropolitanas I e II, Baía da Ilha Grande, Médio-Paraíba, Baixada Litorânea, Noroeste e Serrana. Juntas, elas concentram 92,55% da população do estado.

Na edição anterior do Mapa de Risco, a sétima, divulgada em 2 de outubro, mostrava apenas a Região Centro-Sul em bandeira laranja. A oitava edição compara as Semanas Epidemiológicas 41 (04 a 10 de outubro) em relação à 39 (de 20 a 26 de setembro). Taxa de positividade de pacientes testados para coronavírus; variação de casos e óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG); taxa de ocupação de leitos destinados a SRAG; e previsão de esgotamento de leitos de UTI para SRAG são os indicadores utilizados na análise.

No geral, houve em todo o estado uma redução no número de óbitos (-46,96%) e casos (-33,31%). A taxa de ocupação de leitos de enfermaria destinados aos pacientes de covid-19 ficou em 36,23%, e a de leitos de UTI, em 52,57%. A previsão de esgotamento de leitos de UTI e a taxa de positividade para covid-19, dois dos seis indicadores usados no cálculo, ainda mantêm o estado do Rio na Bandeira Amarela.

As bandeiras e os riscos indicados variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo). Cada nível de risco representa um conjunto de recomendações de isolamento social

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Covid-19: estado do Rio prorroga medidas restritivas até dia 20

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, prorrogou até 20 de outubro algumas medidas restritivas de prevenção e enfrentamento à propagação da covid-19 no estado. A decisão foi publicada em decreto numa edição extra do Diário Oficial de ontem (6).

O decreto mantém a proibição da realização de atividades com presença de público que envolvam aglomeração, como eventos desportivos, comício e passeata.

O retorno dos torcedores aos estádios de futebol, que contará com legislação específica, atividades culturais previamente autorizadas e rodas de samba podem ser realizadas seguindo os protocolos sanitários avaliados pela autoridade sanitária municipal e pela Secretaria de Estado da Saúde.

A permanência da população na areia das praias continua proibida. Os serviços de consumo de bebidas alcoólicas em ambiente externo ao estabelecimento permanecem proibidos depois das 22h, ficando autorizados apenas para os clientes sentados em mesas e cadeiras nas áreas internas e externas, respeitando o distanciamento mínimo de 1 a 2 metros.

Bandeira amarela

Segundo a última nota técnica e o painel de indicadores sobre a pandemia do novo coronavírus, entre as nove regiões em que o estado é dividido, oito estão classificadas com bandeira amarela, que indica baixo risco para a doença: Metropolitanas I e II, Baía da Ilha Grande, Médio-Paraíba, Norte, Baixada Litorânea, Noroeste e Serrana.

Com informações: Agência Brasil

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Rio prorroga estado de calamidade pública em virtude da covid-19

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou o projeto de lei que prorroga até o final do ano o estado de calamidade pública em virtude da pandemia de covid-19. Dessa forma, estão mantidas diversas medidas temporárias adotadas para prevenção ao contágio do novo coronavírus. Conforme balanço divulgado ontem, 228.332 pessoas foram infectadas no estado desde o início da pandemia e 16.315 morreram.

O estado de calamidade pública foi instituído pela Lei Estadual 8.794/2020, aprovado pela Alerj no mês de abril. Foram suspensos alguns artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal, dando mais flexibilidade ao orçamento em tempos de crise. Os deputados também fixaram a obrigatoriedade da publicação em portal eletrônico de todos os demonstrativos de despesas emergenciais para aquisição de produtos ou contratação de serviços, realizadas durante a vigência do estado de calamidade.

A Lei Estadual 8.794/2020 referendou a situação de emergência que havia sido decretada pelo governador Wilson Witzel, em 16 de março. Entre as medidas instituídas nesse decreto estão o afastamento imediato de servidores que apresentarem febre ou sintomas respiratórios, a instituição do home office como dinâmica preferencial de trabalho nos órgãos públicos e a redução em 50% da capacidade de lotação de ônibus, barcas, trens e metrô.

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Cultura Destaque

Decreto autoriza reabertura de cinemas e teatros em algumas regiões do Rio

No mesmo decreto, publicado na quarta-feira pelo governo estadual do Rio, que prorrogou o fechamento de escolas até 14 setembro (as particulares) e 5 de outubro (as públicas), cinemas e teatros já foram autorizados a reabrir a partir desta quinta-feira. Mas só podem funcionar os estabelecimentos culturais nas regiões onde é considerado baixo o risco de contaminação — da Baía da Ilha Grande, Baixada Litorânea, Metropolitana I, Metropolitana II, Noroeste, Norte e Serrana (bandeira amarela).

No entanto, o estabelecido pelo governo tem caráter de recomendação, ou seja, o estado reforçou que “os municípios têm autonomia para manter suas determinações”. Portanto, o funcionamento de estabelecimentos culturais na capital do estado, por exemplo, poderá ser determinado pela prefeitura.

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Destaque Rio

Campanha Redescubra o Rio dará descontos em atrações turísticas

Foi lançada hoje (12), no Rio de Janeiro, a campanha Redescubra o Rio, liderada pelas cinco principais atrações da cidade. O objetivo é oferecer descontos de 30% a 50% nos ingressos para estimular visitas no período de retomada das atividades, fechadas em março por causa da pandemia de covid-19. Serão beneficiados moradores do estado do Rio de Janeiro, mediante apresentação de comprovante de residência.

Participam da campanha o AquaRio, o Bondinho do Pão de Açúcar, o Jardim Botânico, a roda gigante Rio Star e os dois sistemas que dão acesso ao Cristo Redentor, que são o Trem do Corcovado e o Paineiras Corcovado. Os turistas serão levados por vans aos locais.

Os pontos turísticos já anunciaram que vão reabrir neste sábado (15) com restrições de capacidade e seguindo as normas sanitárias para combater a propagação do novo coronavírus. A campanha Redescubra o Rio termina no dia 15 de setembro.

Jardim Botânico

A adesão do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, instituição vinculada ao Ministério do Meio Ambient ocorreu por meio de decreto publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União.

O parque reabriu ao público no dia 9 de julho, com visitas agendadas. Alguns espaços permanecem fechados, por serem propícios a aglomerações. O ingresso custa R$ 15 a inteira e o desconto oferecido no Redescubra Rio é de 30%.

 

Turismo no estado

Em decreto publicado hoje no Diário Oficial do Rio de Janeiro, o governo do estado autoriza a abertura de pontos e locais de interesse turísticos, limitados à lotação de 50% da capacidade. Agências de viagens, operadores turísticos e serviços de reservas podem voltar a operar em horário integral.

O decreto autoriza também a realização de eventos sociais em salões e casas de festa nas regiões classificadas como de baixo risco de propagação do novo coronavírus. No momento, a liberação vale para as regiões Metropolitana I, Metropolitana II, Centro Sul, Médio Paraíba e Norte. Os estabelecimentos terão que assegurar o respeito ao limite de um terço da capacidade total e o máximo de 500 pessoas.

Os dados usados como base para a liberação das atividades estão no Pacto Covid. A última atualização do mapa de risco foi feita no dia 4 de agosto. O decreto autorizou também atividades presenciais em cursos, nas regiões classificadas como de baixo risco de contágio.

 

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Tatiana Moraes | Meio Ambiente

Coisa de criança

Parques fechados, praias interditadas, passeios suspensos. A relação com o ambiente é extremamente necessária para o desenvolvimento infantil e aprimoramento educacional quanto à sustentabilidade.

Como fazer, então, com que os pequenos tenham contato com o meio, mesmo estando dentro de casa durante a pandemia?

De fato, não é possível substituir integralmente o contato com a natureza, mas é possível desenvolver estratégias para que essa relação permaneça viva. Vejamos algumas dicas:

− Passeios, trilhas e expedições virtuais: diversos canais, sites e plataformas online estão disponibilizando visitas virtuais em parques, unidades de conservação, florestas e trilhas. E o melhor: é de graça! E é um ótimo programa para ter conexão com as crianças, juntinho com a natureza.

− Livros de histórias, filmes e desenhos infantis sobre natureza e sustentabilidade: entre um programa e outro, que tal uma leitura, um filme ou um desenho infantil com temática ambiental? Ver a natureza e outras crianças em interação com meio ambiente estimula a percepção e o conhecimento sobre a fauna, flora, clima e demais aspectos do meio natural.

− Atividades sustentáveis em casa: começar uma horta em um vaso, fazer coleta seletiva, montar brinquedos com material reciclável, aprender sobre não desperdiçar. Essas e outras atividades podem estimular as práticas de educação ambiental nas crianças em casa.

E para quem está em regiões já com maior flexibilização, manter o distanciamento social ainda é uma necessidade. Nesse caso, dar preferência para locais abertos e áreas verdes, em vez de shoppings e locais fechados, é uma boa solução para o lazer.

Já sabemos que a preservação ambiental possibilita a vida saudável para as presentes e futuras gerações. E, para manter e passar esse legado, a melhor ferramenta é a educação ambiental.

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Saúde

Atividade física para os idosos na quarentena

Da Redação

O momento pede atenção e cuidado. Diante do isolamento social é normal para quem já fazia exercícios que estes estejam sendo realizados uma ou duas vezes na semana. E para os idosos é durante essa fase que eles devem investir em atividades prazerosas, que movimentem o corpo, espantando o tédio e trazendo diversão.

Então, ficar em casa não é motivo para ficar parado. Os exercícios físicos podem ser realizados em qualquer idade e são uns dos principais provedores de uma vida saudável, assim como os bons hábitos alimentares.

Praticar algum esporte na terceira idade é sinal de preocupação com a saúde, as atividades ajudam a prevenir e combater doenças, como hipertensão, diabetes, varizes, derrames e obesidade. Além disso, existem os benefícios para a saúde emocional, como melhora na qualidade do sono, diminuição do estresse, ansiedade e depressão, e a sensação de bem-estar e relaxamento.

O idoso que está disposto a melhorar o seu condicionamento físico é capaz de praticar atividades básicas da rotina, como cuidar do jardim, limpar a casa e até mesmo levantar da cama sem dificuldades. Eles também têm a sua imunidade fortalecida, além de ajudar na memória, concentração e evitar acidentes que possam ocorrer dentro de casa, como quedas.

Engana-se quem acredita que o esporte na terceira idade é totalmente dispensável. É durante essa fase que a pessoa deve procurar um profissional e não deixar o sedentarismo acontecer. Foi comprovado por estudiosos que o exercício físico feito por volta dos 50 anos de idade ameniza a rigidez arterial e, depois dos 70, reduz o risco de morte em até 70%.

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Mundo

Diante do possível pico da pandemia, Argentina endurece quarentena

Por Sandro Barros

A Argentina ainda tem a pandemia sob controle, mas acende luzes amarelas. Os casos positivos cresceram mais de mil por dia no início de junho e as autoridades sanitárias alertam sobre a pressão no sistema de saúde. Até agora a Argentina atrasou o pico da pandemia, mas já vislumbra que o pior está próximo.

O aumento da inclinação da curva levou ao endurecimento do confinamento na capital Buenos Aires e em seus subúrbios, onde são registrados 96% dos novos casos. A Argentina tem mais de 35.550 casos positivos de covid-19 e cerca de mil mortos. Está muito longe de vizinhos como o Chile, com menos da metade da população e mais de 220.000 infectados, ou o Brasil, que registra mais de um milhão de casos confirmados e mais de 50 mil óbitos.

O confinamento em que os argentinos vivem desde 20 de março conseguiu deter a propagação. Porém, no interior do país, onde a população é menor, os casos são contados às centenas. A estratégia da quarentena, no entanto, dá sinais de esgotamento em Buenos Aires e em sua região metropolitana. Quase metade da população do país vive lá e é onde se concentra o maior problema para as autoridades.

A cidade, governada pela oposição, e a província, em mãos da situação, concordaram em restringir o uso do transporte público aos trabalhadores considerados essenciais. Mas o medo está concentrado na província. “A evidência científica dá conta de uma situação complexa daqui até um mês e meio. Devemos evitar chegar ao ponto a que se chegou no Chile, Brasil e Bolívia, onde as pessoas morrem na rua porque os respiradores estão ocupados”, afirmou o chefe de gabinete da província de Buenos Aires, Carlos Bianco.

Rondado a Casa Rosada

Segundo dados do Ministério da Saúde, 45% dos 11.500 leitos de UTI disponíveis no país estão atualmente ocupados. Em Buenos Aires se teme que, caso a curva de contágio não for reduzida, esse percentual disparará rapidamente até atingir o colapso do sistema.

O problema que as autoridades enfrentam é que o confinamento, aplicado com particular rigor na Argentina, tende a afrouxar naturalmente devido ao cansaço da população. “Sabia-se que, na medida em que as atividades são liberadas, isso resultaria em um aumento dos contágios”, disse Bianco. O secretário da Saúde da cidade de Buenos Aires, Fernán Quirós, disse que se a curva não for achatada é possível que “seja necessário voltar à fase 1 da quarentena”, quando apenas a circulação local para comprar alimentos era permitida.

O fato de o vírus circular mais facilmente em Buenos Aires preocupa o entorno do presidente Fernández. No início de junho, o teste positivo de um prefeito da região metropolitana obrigou o retorno imediato de La Rioja − noroeste do país − do ministro de Desenvolvimento Social, Daniel Arroyo, que havia estado em contato com o político infectado e, naquele momento, acompanhava Fernández em uma viagem pelo interior. O presidente também interrompeu sua agenda e voltou a Buenos Aires.

Dias depois, o teste da ex-governadora de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, deu positivo, contagiada pelo contato com um deputado provincial. A infecção de Vidal colocou em alerta o prefeito da cidade de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, e outros oposicionistas que costumam se reunir para elaborar suas estratégias políticas. Além disso, Rodríguez Larreta mantém contato pessoal com o presidente Fernández.

A evidência de que o vírus já está rondando a Casa Rosada − sede da presidência da República − convenceu os médicos de Fernández de que era hora dele interromper as viagens pelo interior e ficar em casa. Dessa forma, desde o dia 10 de junho o presidente está recluso em Olivos, a residência oficial, e reduziu ao mínimo as reuniões com seus colaboradores. (com informações do El País)

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Destaque Saúde

Faça a sua parte: proteja vidas, inclusive a sua!

Por Sandro Barros

Muitos ainda não se deram conta de que vivemos uma catástrofe que assombra o mundo. Outros sabem disso claramente, mas optam por negligenciar essa realidade. E uma boa parte, felizmente, sabe que temos um sério problema devido à pandemia da covid-19, um grande desafio para a humanidade, e que só vamos superá-lo com união, trabalho, fé e determinação.

É preciso ter a consciência de que cientistas de todo o planeta estão trabalhando incansavelmente para descobrir uma vacina capaz de acabar com esse pesadelo em que se transformou o novo coronavírus. Enquanto não é criada uma vacina e a contaminação não é controlada, a recomendação de especialistas é a de que todos devem manter o distanciamento social.

Mas, lamentavelmente, muitas pessoas não levam a sério as recomendações de médicos e cientistas e se portam como se estivessem em férias. O triste exemplo que veio da Itália, onde as autoridades em princípio menosprezaram o poder de destruição do vírus − e agora paga um preço altíssimo por isso −, parece não ter sensibilizado uma parcela significativa da população.

Em diversas cidades brasileiras, inclusive o Rio de Janeiro, a flexibilização da quarentena, com abertura de alguns estabelecimentos comerciais, soou para muitos como se fosse um ‘grito de liberdade’, como se ir à rua, com uma parcela sequer usando máscara, fosse algo sem consequência. Assim, temos visto uma grande circulação de pessoas, inclusive em shoppings e nas orlas. Mas, ao não respeitar as recomendações dos especialistas, essas pessoas estão colocando em risco sua própria saúde, bem como a saúde de seus familiares e amigos.

Instinto de sobrevivência

Vivenciamos uma situação que não é fácil. Termos rompido a ‘normalidade’ bruscamente, distanciados da rotina de antes por meses, pode trazer um tipo de desespero emocional, afetando diretamente nosso comportamento. São dias e dias de privações, medos e ansiedades, durante os quais recebemos muitos estímulos negativos e poucos estímulos positivos. São reações humanas, sabemos disso.

No entanto, devemos considerar algo que, pelo menos por enquanto, parece ser unânime: o coronavírus está ganhando a ‘guerra’. Somente no Brasil são 1.344.143 casos confirmados e 57.622 mortes pela doença, segundo informações do Ministério da Saúde de 28 de junho. Então, manter o distanciamento social também é uma forma de preservar outra face da natureza humana: o seu instinto de sobrevivência.

Não atender as recomendações de se manter em quarentena também significa um desrespeito aos milhares de profissionais da área de saúde, que colocam suas vidas em risco em defesa da sociedade. É também ofensivo para outras categorias, como policiais, bombeiros, garis entre outras, que igualmente se arriscam no dia a dia.

Enfim, se desejamos vencer a covid-19 e construir um mundo melhor, mais justo e solidário, é fundamental seguir as recomendações dos cientistas. Temos − e devemos − cobrar dos governantes um total compromisso com o bem-estar da população, mas isso só não é o bastante. Cada um de nós precisa também fazer a parte que nos cabe. E você, está fazendo a sua?

Ficar em casa segue sendo o mais seguro

Estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de ser infectado pelo novo coronavírus é maior. Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas neste momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte. O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o ‘swab’ ─ um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso ─ foi usado em pontos de ônibus, corrimãos, entradas de hospitais e até mesmo bancos de praças. Das 101 amostras colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

Matheus Westin, infectologista e professor de medicina da UFMG, a organização dos lugares em categorias de risco faz sentido. Ele explica que há três critérios básicos para avaliação de risco de locais públicos. “Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local”.

O médico lembra ainda que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção. O estudo classificou as áreas de risco de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos.

O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável. Segundo Westin, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes.

O site da UFMG afirma que o estudo não pode ser considerado científico, mas que as evidências corroboram a escala de perigo de infecção.

Estudo da Uerj recomenda a suspensão da flexibilização social no estado do Rio

Pesquisadores na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que integram o portal Covid-19: Observatório Fluminense, recomendaram, em 24 de junho, ao governo do estado do Rio a suspensão das medidas de flexibilização social, caso as taxas de óbitos e infecções por coronavírus permaneçam subindo.

A análise da 25° semana epidemiológica, compreendida entre 14 e 20 de junho, traz um alerta para os governos do estado e municípios. O relatório recomenda que haja investimento em testagem em massa para detectar casos assintomáticos e, dessa forma, reduzir a propagação do vírus. Além disso, o estudo aponta que se o aumento de casos persistir por muito tempo, “os efeitos em termos de mortalidade podem ser catastróficos”.

Para o professor Lisandro Lovisolo, um dos coordenadores do portal, os casos vão aumentar e será necessário tomar medidas de contenção novamente. “O movimento recente da epidemia na cidade do Rio de Janeiro indica que ela volta a ganhar força”. O professor analisou que a reabertura ocorreu de forma muito rápida. “Podia ter esperado um pouco mais”, revelou.

O estudo desenvolvido pela Uerj revela ainda que, caso o estado do Rio de Janeiro fosse considerado como um país, estaria hoje na sétima posição no ranking dos países, com uma razão de 511 mortos por milhão de habitantes, empatado com a Suécia. Segundo o relatório, a cidade de Niterói, na região metropolitana, apresenta a maior incidência de casos confirmados de covid-19 por 100 mil/habitantes. Já a capital fluminense lidera com o maior número de óbitos.

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Cultura Destaque O Rio que o Carioca Não Conhece

Conheça mais sobre a história do Rio em 10 livros

Por Sandro Barros

Se você já não aguenta mais ver live e séries de TV nessa quarentena, que tal sair dessa rotina e buscar novas emoções? Uma excelente opção para isso está na literatura. E se você é também apaixonado pelo Rio de Janeiro, selecionamos dez livros que falam sobre a fascinante Cidade Maravilhosa e, é claro, dos cariocas, sempre através de narrativas que vão da ficção à realidade mais crua. As obras podem ser adquiridas pela internet ─ versão digital ou impressa ─ por preços acessíveis. Aventure-se então em um bom livro!

O Cortiço

É impossível pensar no Rio sem levar em conta a história das favelas e a figura mítica do carioca debochado. ‘O Cortiço’, publicado em 1890 por Aluísio de Azevedo, é uma obra de ficção que descreve o ambiente precursor das favelas na cidade. Pobreza, exclusão, humildade e as minorias daqueles tempos nos fazem pensar sobre os espaços e vícios insalubres no Rio de Janeiro antigo.

1808

O livro é uma sátira sobre a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio, em 1808. Mais do que o teor humorístico da narrativa, ‘1808’, de Laurentino Gomes, acaba sendo um retrato interessante sobre a formação da cidade para o leitor atento ─ e dá pistas importantes sobre como a política local e nacional se configurou por ali.

Cemitério dos Vivos

Autoficção de Lima Barreto, o romance ─ que ficou inacabado ─ ‘Cemitério dos Vivos’ foi escrito entre 1919 e 1920 e conta sobre sua internação por depressão e alcoolismo no Hospital Nacional dos Alienados. Atualmente, o local sedia o campus da Praia Vermelha da UFRJ. A história fala sobre importantes marcos arquitetônicos e sociais do Rio.

Fim

O patrimônio mais importante do Rio é, provavelmente, o povo carioca. Se você se interessa mais por pessoas do que pelas cidades em si, uma boa pedida pode ser ‘Fim’, de Fernanda Torres. O livro fala sobre cinco amigos no Rio de Janeiro, que dividem memórias dos momentos mais importantes de suas vidas quando estão prestes a morrer.

Cidade Partida

Retrato fundamental sobre a vida nas favelas cariocas. A relação dos habitantes com a violência é um tema central de ‘Cidade Partida’, de Zuenir Ventura, que não é uma narrativa pessimista como todo: a história de Vigário Geral também deu origem à mobilização popular que fez nascer o movimento Viva Rio. O livro traz depoimentos muito tocantes.

Carnaval no Fogo

Apesar do nome, o livro não trata do Carnaval em si, mas de fatos que fazem com que o Rio seja a cidade complexa e efervescente ─ com auge no Carnaval ─ que é hoje. Em ‘Carnaval no Fogo’, com um apanhado de histórias de todas as épocas na cidade, Ruy Castro dá destaque às pessoas e anedotas mais intrigantes da capital fluminense nos últimos 500 anos.

O Beijo no Asfalto

De Nelson Rodrigues, publicado em 1960, ‘O Beijo no Asfalto’ é uma peça importante para entender a sociedade carioca daqueles tempos. Inspirado numa história real com algumas modificações, o livro tem como fio condutor um beijo entre dois homens durante uma cena de atropelamento e o furor que isso causa na sociedade e na vida pessoal de um deles.

Histórias de Vida e Morte

De Luiz Eduardo Soares, o mesmo antropólogo que publicou o livro em que ‘Tropa de Elite’ se baseou, ‘Rio de Janeiro: Histórias de Vida e Morte’ é um mergulho profundo nos temas políticos mais tristes da cidade: tráfico de drogas, corrupção policial e violência. Indicado para quem quer entender de verdade os bastidores das mazelas do Rio.

A Voz do Alemão

O jovem Rene Silva se uniu à jornalista Sabrina Abreu para contar histórias que geralmente não são ouvidas. Em ‘A Voz Do Alemão’, histórias de moradores do Alemão e do próprio Rene formam um panorama justo sobre a vida no morro, com todas as belezas e brutalidades que a realidade local inclui.

História do Rio De Janeiro Através da Arte

A história da cidade através de pinturas, gravuras, desenhos e fotografias de vários artistas. A autora Luciana Sandroni criou o Pão de Açúcar como narrador dessa história, que começa na evolução geológica da cidade, passando pelos homens da pré-história, pelos índios, os portugueses, as guerras, a fundação da cidade, os engenhos de açúcar e muito mais.

Capas dos livros: Divulgação