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Presidente da Fiocruz vê medidas de relaxamento no Rio com preocupação

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, vê com preocupação as medidas de relaxamento nas restrições adotadas na cidade do Rio de Janeiro no combate à pandemia do novo coronavírus (Sars- CoV2). Para ela, não se pode reduzir as medidas sem a garantia de um forte sistema de vigilância ativa que vai precisar ser instituído. Segundo a presidente, as medidas são duras e representam um remédio amargo e, por isso, é necessário envolvimento da sociedade.

“Vejo com muita preocupação a redução das medidas de isolamento. Vejo com muita preocupação a situação de áreas vulneráveis, favelas. Tem tido uma atuação muito grande a partir de redes em que a academia e articuladores de movimentos sociais em favelas e outros grupos vulneráveis para pensar políticas. Vejo uma preocupação muito também com a Região Norte do país onde o efeito tem sido devastador da pandemia atingindo áreas indígenas”, disse a presidente durante um debate transmitido pelo Facebook, promovido pelas Comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, presididas pelos deputados Waldeck Carneiro (PT) e Flávio Serafini (Psol). Os parlamentares também demonstraram preocupação com as medidas de relaxamento das restrições no Rio.

A reabertura das atividades econômicas no Rio teve início nessa terça-feira (2), conforme anunciado ontem pelo prefeito Marcelo Crivella. O plano completo, com seis fases de 15 dias cada, prevê a normalização de todas as atividades em agosto. Mas as fases podem ser estendidas ou encurtadas, de acordo com a avaliação do Comitê Científico que assessora a prefeitura na crise da pandemia de covid-19.

Parâmetros internacionais

A presidente lembrou de parâmetros que têm sido acordados por fóruns da Organização Mundial de Saúde (OMS) e aplicados com algumas diferenças entre os países. Além disso, existe uma comunidade de especialistas dedicada ao tema no Brasil. “Na Fiocruz esse é um tema constante no nosso Observatório dedicado à covid-19. Então, o risco vai continuar a existir na medida em que a população não tem uma imunidade para este vírus, por um período que nós nem podemos determinar com exatidão”, afirmou.

“No caso do Rio de Janeiro, estamos ainda na subida da curva, então, são parâmetros também do sistema de saúde dar resposta, principalmente, nos leitos de UTI.”

Ela destacou os países que estão adotando medidas de relaxamento, e muitos vem fazendo isso de acordo com a evolução da pandemia, adotam níveis de cautela para entrar nessa fase. “Acho que a Alemanha é um exemplo clássico disso”, destacou, lembrando que há imensas diferenças entre o país europeu e o Brasil e que, portanto, não se poderia repetir as experiências da mesma forma.

A presidente afirmou, entretanto, que há exemplos na Índia, onde as políticas são bem conduzidas e podem ser levadas em consideração. “Acho que isso tem que ser olhado de acordo com o momento epidêmico sem dúvida nenhuma e ainda estamos, no caso do Rio de Janeiro, em subida da curva. Os parâmetros que tem que ser adotados são os de redução sustentada de casos, de possibilidade do sistema de saúde dar resposta, principalmente, através de estrutura de leitos de UTI para os casos que agravam”, disse, acrescentando que a testagem, a atuação da estratégia da saúde da família e dos agentes comunitários fazendo vigilância, são fundamentais nesse momento.

Vacina

Para a presidente, a produção da vacina contra a covid-19 é fundamental e um grande desafio para a proteção da sociedade. Um grupo de pesquisa da Fiocruz de Minas Gerais está dedicado à produção de uma vacina, levando em conta a urgência, a eficácia e a segurança. “Nessa perspectiva, estamos discutindo com o departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério de Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde um painel de vacinas promissoras candidatas, vendo aquelas que estão em estágio mais avançado construindo uma matriz sobre isso, para que se possa tomar uma decisão sobre quais caminhos o Brasil deve seguir nessa área, levando em conta a necessidade de ter uma vacina no prazo mais curto possível, sua eficácia e segurança”, informou.

Além da descoberta da vacina também está em discussão sua produção no Brasil. “Sem dúvida nenhuma Bio Manguinhos [Instituto de Tecnologia em Imunológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz)] e a Fiocruz teriam um papel fundamental na produção dessa vacina. Estamos, nesse momento, na construção desses caminhos, avaliando com o Ministério da Saúde todas as propostas de quais vacinas podem ser produzidas no país”, indicou.

Segundo a presidente, não se pode esquecer que a construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs), previsto para ser inaugurado em 2023, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, vai permitir um avanço do Brasil na produção de vacinas e biofármacos. “É muito importante colocar essa questão do futuro do país e que tem a ver com a capacidade de reversão industrial na produção. Temos um projeto de futuro e é fundamental de fazer nesse momento”, concluiu.

Testes

A presidente disse que a linha de trabalho de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em Bio Manguinhos tem permitido que a Fiocruz dê respostas à pandemia e prometeu, para setembro, a entrega de 11 milhões de testes. “É uma resposta necessária nesse momento de pandemia e era, desde o inicio, pelo tempo todo que nós lidamos com essa questão de restrição e ausência de testes. A Fiocruz está caminhando para a entrega, em setembro, de 11 milhões de testes. Isso é possível porque nós temos desenvolvimento tecnológico, nós temos unidades produção, no caso Bio Manguinhos, que produz vacinas e também testes”, disse.

Nísia destacou que para ampliar a produção, Bio Manguinhos tem uma parceria com o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná. “Essa área é fundamental no combate à pandemia, mas temos procurado sobretudo ter uma visão integrada como o SUS [Sistema Único de Saúde] exige de nós. Não olharmos a produção desvinculada das políticas de vigilância, do conhecimento necessário sobre a pandemia”, disse.

Hospital

Nísia Trindade afirmou que a Fiocruz criou, em dois meses, o Centro Hospitalar dedicado à covid-19, que vai fazer trabalho permanente relacionado a doenças infectocontagiosas. Ela lembrou que, desde a sua origem, a fundação tem um hospital dedicado a doenças infecciosas, o Evandro Chagas, que atende com capacidade reduzida, mas é referência para o Ministério da Saúde. “Dali definem-se orientações protocolos, desenvolvem-se pesquisas clínicas de alta qualidade. Então, decidimos, com o apoio do Ministério da Saúde, um esforço muito grande que também isso fique para atender as necessidades importantes de abordagem de tratamentos nesse campo de doenças infecciosas”, completou.

Com informações da Agência Brasil

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Rio mantém isolamento social devido a pandemia do novo coronavírus

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que, até sábado, mais de 52 mil casos e cerca de 5.200 óbitos foram confirmados por coronavírus no estado. Até o momento, entre os casos confirmados, 37.470 pacientes se recuperaram da doença.

As cidades que lideram em número de casos confirmados são Rio de Janeiro (com 28.841 casos), Niterói (com 3.050 registros) e Nova Iguaçu (com 1.766 ocorrências).

Há dez dias, o governo do Rio de Janeiro apresentou um plano que prevê a retomada gradual da atividade econômica, o Pacto Social pela Saúde e Economia. O plano estabelece três bandeiras: vermelha, amarela e verde para a flexibilização do isolamento social e o retorno da população à rotina.

Com isso, o estado definiu a bandeira vermelha quando a ocupação dos leitos de UTI for superior a 90%. A Bandeira Amarela será usada quando a taxa de ocupação de leitos de UTI estiver entre 70% e 90%. Já a Bandeira Verde remete a uma situação de normalização, que só se configurará quando houver taxa de ocupação de leitos de UTI inferior a 70% e evolução negativa de novos casos.

Além das bandeiras, outros dois parâmetros servirão para balizar a retomada da economia fluminense: a evolução da curva de casos da doença e a taxa de ocupação de leitos em UTI nos hospitais públicos. Os ‘alertas’ serão feitos semanalmente, sempre às sextas-feiras, com base na análise das informações divulgadas.

 

 

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Mesmo em quarentena, cresce consumo de bebidas alcoólicas

Por Sandro Barros

No Brasil, a venda de bebidas alcoólicas aumentou durante a pandemia do novo coronavírus, segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). Nas distribuidoras, as vendas cresceram 38%. Já nas lojas de conveniência o aumento chega a 27%.

O assunto é tão sério que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a dar seu alerta. ‘O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento’ é o título de um artigo que a entidade publicou em sua página na internet. E não é por menos: estudos mostram que o consumo de álcool tem influência negativa no sistema imune, tornando o organismo mais vulnerável a infecções por bactérias e vírus. Além disso, o álcool colabora para a ocorrência de depressão, entre outras enfermidades.

Gabriela Henrique é psicóloga e especialista em dependência química pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre outras formações, e diretora executiva da Psicuide Clínica e Consultoria. Nesta quarentena ela identificou o aumento da demanda de casos na área do alcoolismo e tem se empenhado para atender aqueles que solicitam a psicoterapia.

“A pouco mais de 60 dias de isolamento social, se percebe um aumento mais significativo na ansiedade, no tédio e no ócio de muitas pessoas. Onde as mesmas se mantém procurando formas de prazer imediatas e acabam recorrendo à bebida alcoólica com mais frequência e intensidade”, diz Gabriela, que também indica os grupos de Alcoólicos Anônimos (A.A.) para quem quer se informar e obter ajuda pela forma prejudicial de beber. Para saber mais, basta acessar a página de A.A. na internet ─ www.aa.org.br ─, que também disponibiliza reuniões à distância diariamente durante a quarentena, sempre às 20h.

Uma doença que mata

O beber exagerado pode indicar que a pessoa seja alcoólatra. E alcoolismo é considerado uma doença desde 1973 pela OMS. Para a agência de saúde da ONU, “um alcoólatra é um bebedor excessivo, cuja dependência em relação ao álcool é acompanhada de perturbações mentais, da saúde física, da relação com os outros e do seu comportamento social e econômico”. Além disso, é uma doença incurável, progressiva, causa a morte prematura e não distingue idade, sexo, raça ou situação socioeconômica do seu portador.

O alcoólatra quase sempre tem enorme dificuldade em parar de beber. Quando ingere álcool, invariavelmente tem início uma compulsão e a perda do controle diante da bebida é inevitável, chegando a abandonar outras atividades em prol do álcool. Como não consegue abandonar a bebida, o portador da doença não prejudica apenas a si mesmo, mas também quem está ao seu redor, como familiares e amigos.

Estudos científicos comprovam que alcoolismo é uma doença biopsicossocial. Isso significa que para o seu desenvolvimento existem fatores biológicos ─ genéticos, bioquímicos, como exemplos ─, fatores psicológicos ─ estado de humor, de personalidade, de comportamento, etc. ─ e fatores sociais ─ culturais, familiares, socioeconômicos, médicos, entre outros. Então, fica a dica: se você bebe sem controle, muda seus hábitos para beber e faz coisas que não faria caso estivesse sóbrio, pense no assunto e, se for o caso, procure ajuda.

Psicóloga Gabriela Henrique (Foto: Arquivo pessoal)

Custos maiores e alarmantes à saúde

Por Gabriela Henrique

Para alguns, estar em casa é uma proteção para não beber e estes fazem disso uma oportunidade para atividades físicas, dietas, manutenção do peso ou a força para se manterem sóbrios, mesmo em meio a preocupações. Para outras pessoas, o beber passou a ser o lazer, a hora de esquecer, de “não sentir”, ou até mesmo ser a forma de chegar ao sono, para driblar a ansiedade e outras questões emocionais, despertadas pelo momento.

O risco é aumentar a tolerância à bebida alcoólica e isso passar a ser uma demanda, mesmo após o retorno aos dias comuns, além de aumentar o índice de violência doméstica ou acidentes domésticos, entre outros percalços. A frequência e o excesso do beber trazem custos maiores e alarmantes à saúde, que podem evoluir para abuso ou para a dependência química do álcool, além de prejuízos como a hipertensão, o diabetes, doenças gástricas e renais.

Logo, vale repensar que outras formas de prazer podem ser criadas e obtidas, neste momento desafiador, mas que pode também ser inovador e criativo na vida das pessoas e das famílias! Promover a interação social, mesmo que virtual, de forma lúdica, pode ser bem mais saborosa e com boas consequências, tendo histórias boas para contar assim que isso acabar!

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Rio de Janeiro cria protocolo para flexibilizar isolamento social

O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (20) o protocolo de flexibilização do isolamento social. O Pacto Social pela Saúde e pela Economia estabelece três bandeiras: vermelha, amarela e verde para a liberação das atividades econômicas e o retorno da população às suas rotinas. As bandeiras serão determinadas pela curva endêmica da doença e pela taxa de ocupação de leitos em UTI nos hospitais públicos. As bandeiras serão atualizadas às sextas-feiras.

Assim, o estado fica em bandeira vermelha (situação atual) quando a ocupação dos leitos de UTI foi superior a 90% ou se a ocupação for de 70% e a curva de contaminação estiver crescente.

O estado entra em bandeira amarela quando a taxa de ocupação de UTIs ficar entre 70% a 90% e a curva de contaminação estiver decrescendo ou com a taxa de ocupação em UTIs inferior a 70% e a curva endêmica subir. Apesar disso, apenas dois dos 10 hospitais de campanha previstos estão funcionando.

Na bandeira amarela, o uso de máscara por toda a população será obrigatório. Restaurantes e bares podem reabrir com 50% da capacidade ocupada e espaço de dois metros entre as mesas. Exceção para os restaurantes self-service que continuam proibidos. Transporte intermunicipal será liberado, mas passageiros terão de medir temperatura nas rodoviárias. Shoppings voltam a funcionar e lojas devem receber um cliente por cada dez metros quadrados. Não será permitido o acesso de menores de 12 anos. Academias também poderão ser reabertas nesta fase com um cliente por dez metros quadrados, mas as piscinas permanecerão fechadas.

Cinemas e teatros, com 50% de capacidade, poderão reabrir na bandeira amarela, shows, no entanto, permanecerão suspensos. Praias, parques e equipamentos turísticos não devem ser utilizados.

As competições esportivas serão retomadas na bandeira amarela, preferencialmente em ambientes abertos, e os torcedores terão aferição de temperatura na entrada do estádio.

Escolas, universidades, áreas de lazer públicas, shows, restaurantes e bares em plena capacidade voltam a funcionar na bandeira verde.

Com informações da Agência Brasil

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Mais de 80% do comércio do Rio teve piora no faturamento no último mês

O agravamento da pandemia causado pelo novo coronavírus e o aumento das restrições na quarentena estão afetando gravemente os setores de comércio e serviços. É o que revela levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), realizado com 903 empresários do estado do Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 10 de maio.

Para 85,7% dos empresários, o faturamento bruto de suas empresas nas duas primeiras semanas de abril foi pior do que no mesmo período de março, mês em que foram decretadas as primeiras medidas de isolamento social. A queda média no faturamento foi igual a 50,9%.

A pesquisa também aponta que dos comerciantes que possuem funcionários, 33,1% demitiram algum empregado desde o início da quarentena. A estimativa é que aproximadamente 108 mil trabalhadores do setor tenham perdido o emprego nesse período de isolamento social. Se além das demissões, acrescentarmos a redução de jornada e salário (utilizada por 40,4% dos empresários), além da suspensão temporária de contrato (utilizada por 32,2% dos empresários), estima-se que 441 mil trabalhadores tenham sido afetados pela pandemia.

A redução da jornada de trabalho e de salário, bem como a suspensão temporária do contrato laboral, já se tornou realidade para 333,2 mil trabalhadores formais do setor de comércio e serviços do estado do Rio de Janeiro. De acordo com o estudo, 69,5% dos empresários informam ter fechado a sua empresa por conta da pandemia. Quando perguntados se teriam condições financeiras de reabri-la, 72,6% disseram que não. Isso significa que aproximadamente 214 mil empresários podem vir a encerrar as suas atividades devido a esse momento de isolamento social.

Expandindo os resultados para a economia do estado do Rio de Janeiro, em torno de 400 mil pessoas, entre empregadores e empregados, estariam desocupados em função da quarentena.

O estudo mostra que o impacto negativo no mercado de trabalho se deve a dois fatores: queda da demanda percebida pelos empresários; e a insuficiência das medidas adotadas até agora pelo governo.

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Violência infantil aumenta na quarentena

Por Franciane Miranda

Toda criança merece crescer em um ambiente tranquilo e seguro, mas tragicamente esta não é a realidade vivida por muitos pequenos. Durante a quarentena, o número de casos de jovens vítimas de violência doméstica cresceu 160%, de acordo com o levantamento feito pelo Instituto é Possível Sonhar. A instituição conta com 70 voluntários com várias especialidades, que se dedicam a atender crianças e adolescentes por meio de apoio médico e psicológico.

Segundo a psicóloga Daniela Generoso, presidente do instituto e especialista em educação infantil, antes da quarentena recebia semanalmente cerca de três a cinco casos. Mas agora os dados são ainda mais preocupantes. “Somente na primeira semana de maio recebemos 74 novos casos de crianças e adolescentes que sofreram violência dentro de casa”, detalha Daniela, que também alerta sobre esse aumento não cessar.

Para Daniela, este crescimento significativo deve-se ao longo tempo em que as vítimas estão passando com os agressores, além de que outros fatores também influenciam as agressões. “Mas, agora, com confinamento, a crise financeira e/ou o uso abusivo de drogas e bebida, os agressores estão partindo pesado para a violência física ou sexual”, esclarece a profissional chamando atenção para outros motivos. “No caso dos menores, os cuidadores dessas crianças estão frustrados emocionalmente, financeiramente ou estão sem paciência para lidar com os filhos”, afirma.

Agressão e medo

A naturalização da violência entre o casal também pode está associado ao aumento dos casos. “Se dá pelo fato de algumas mulheres, que já são vítimas de agressão verbal e tortura psicológica, aceitarem o tratamento abusivo por acreditarem que isso só acontece porque o parceiro é grosseiro”. Infelizmente, nos lares de várias famílias, a realidade é mais complexa e o medo de sofrer represália, de não ter para onde ir ou como se proteger acaba impedindo-as de denunciarem.

A psicóloga pede que todos fiquem atentos aos sinais de violência e ao comportamento das crianças. “Deixa de falar com a mãe ou o pai, diminui o contato, muda o comportamento, aparece com manchas no corpo, mostra um estado abatido e depressivo”. Daniela diz que ao identificar algum tipo de violência contra os filhos, é fundamental ter cópias dos documentos mais importantes e uma muda de roupa, caso precise de uma eventual fuga de emergência. “Antes de denunciar, é preciso estar em segurança”, sugere, passando outra dica sobre estabelecer um contato de confiança e apoio que o ajude.

Daniela finaliza passando números de órgãos competentes que recebem as denúncias. “Com o disque 100 busque apoio da Defensoria Pública e procure instituições que trabalham com a violência doméstica e infantil”, finaliza.

Instituto é Possível Sonhar
Rua dos Rubis, 144, sala 315, Rocha Miranda
Tels. (21) 98773-1916 ou 98621-5069

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Fica a Dica O Rio que o Carioca Não Conhece

Que tal ir à Lua sem sair de casa?

Por Sandro Barros

Que tal uma viagem sem sair de casa? Está aí uma excelente opção em tempos de quarentena, em que você sequer precisa se preocupar com bagagens, hospedagem e reservas. É só se conectar a internet e você vai para a Lua, mesmo não sendo astronauta.

Estamos falando do Museu de Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro (Mast). Mesmo com o fechamento por tempo indeterminado do local, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ─ ao qual é vinculado ─ disponibiliza algumas atividades para quem quer visitá-lo. É o ‘Museu de Astronomia Dentro da sua Casa’. No site do Museu ─ www.mast.br ─ encontramos opções divertidas para você e sua família preencherem o tempo com atividades lúdicas e informativas.

E para ir à Lua é simples: acesse https://go.superviz.com/b8sK3z4LX4, que utiliza a plataforma SuperViz. Lá você pode interagir na superfície lunar, abrindo informações como textos, fotos e vídeos. A experiência é multiplataforma, roda pelo navegador e pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Basta deslocar o cursor na tela e clicar sobre a opção escolhida para abrir.

Tour 360º e bonecos

Pelo endereço https://app.mast.br/ é possível acessar o WebApp do Museu, que permite fazer um passeio virtual pelo Campus do Mast e Observatório Nacional, com direito a tour 360°. Com navegação simples, esse WebApp exibe o menu na tela inicial com opções em português e em inglês e sete categorias de informações. Em ‘Audioguia’, o usuário vai dispor de todo o conteúdo gravado, desde a locução das boas-vindas até as descrições sobre instrumentos, pavilhões de lunetas e outras edificações. E em ‘Sobre o Campus’ há um resumo da história do Museu e do Observatório Nacional.

E o Mast também lançou uma coleção de bonecos de papel, para imprimir e montar em casa, que representam personalidades e elementos da astronomia e das ciências afins. Semanalmente, o Museu disponibiliza moldes para baixar e divertir as crianças. Os quatro primeiros bonecos foram os dos cientistas Albert Einstein e Henrique Morize e representações lúdicas da Lua e do Sol.

Sobre o Museu

O Mast foi criado em 8 de março de 1985 para absorver peças do Observatório Nacional, que fica no mesmo terreno. Além da reserva técnica formada por essas peças que seriam descartadas em 1985, há exposições planejadas principalmente para crianças. Uma parte do local é voltada para a Astronomia, com planetário inflável e observação do céu. No Campus do Museu ainda se encontra o segundo maior meteorito que já caiu no Brasil e os pavilhões das lunetas já usadas por astrônomos do Observatório. O museu fica na Rua General Bruce, 586, em São Cristóvão, Zona Norte carioca.

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Flávio Soares | Corpo e Ação

Engordou na quarentena?

O mundo mudou, a vida mudou, a sua rotina mudou e você engordou… Mas, calma! Será que você só não está comendo melhor?

Agora você tem tempo, pode cozinhar, escolher o que é melhor e mais saudável, colocando no cardápio alimentos que aumentam a sua imunidade, adicionando os verdinhos, tirando os congelados, os embutidos, não tem mais o happy hour, pode dormir mais, você desacelerou com tudo isso e o aumento de peso é bem comum.

Ganhar peso pode ser uma forma de defesa do corpo e a tendência é que você volte ao peso anterior com a adaptação à situação e retorno à normalidade.

Então, a culpa pode ser deixada de lado para comer com prazer, para nutrir-se e aproveitar as refeições. Assim, você vai comer de tudo e ter mais bem-estar e saúde.

Por outro lado, é bem verdade que vivemos dias complicados, onde um misto de sentimentos têm nos dominado e, por muitas vezes, nos faz comer muito mais do que deveríamos. E o pior é quando passamos a comer o que não comíamos antes, aqueles alimentos que, com a ajuda da nossa rotina, conseguíamos escapar deles, tipo os doces, os biscoitos, os sucos, refrigerantes e o grande vilão que vem trazendo graves complicações, não só para o aumento do peso, mas também para a saúde: o alto consumo de bebidas alcoólicas.

Segundo Renata Brasil, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), em entrevista à Agência Brasil, o aumento do consumo de álcool durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é preocupante.

Portanto, deixarei aqui algumas dicas para que você fique bem com seu corpo e mente: não faça uma dieta radical; beba muita água; crie rotina; inclua atividade física; cuide da suas emoções; e respeite o seu corpo.

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Prefeitura faz lockdown parcial em Campo Grande

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou ontem (6) que, a partir desta quinta-feira, (7), iniciará um lockdown parcial em Campo Grande, bairro onde há os maiores registros de aglomeração, principalmente no calçadão onde há um comércio muito forte no município.

Lockdown é o bloqueio de todas as atividades que não são consideradas essenciais. No caso da ação em Campo Grande, a medida será apenas no calçadão do bairro.

Crivella vinha insistindo nos apelos à conscientização das pessoas, mas como não surtiu o efeito desejado, determinou à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) gradear os cinco acessos do calçadão de Campo Grande, onde fica o centro comercial local.

A Guarda Municipal colocará efetivos para ocupar esse espaço durante 24 horas. A medida vai vigorar por sete dias seguidos, prazo este que pode se estender, caso haja necessidade. O lockdown parcial significa que as pessoas não poderão circular dentro desse corredor.

O prefeito disse que a medida entrará em vigor a partir das 5 horas da madrugada de amanhã. “Isso depois de recebermos diversas ligações no Disk Denúncia Aglomeração e tentarmos de todas as formas evitarmos as aglomerações. Então, a partir de amanhã e por sete dias o calçadão de Campo Grande ficará interditado. E eu peço a colaboração de todas as pessoas”, reforçou Crivella.

Somente funcionários de atividades essenciais como farmácias, agências bancárias e supermercados terão a entrada autorizada, mediante apresentação de documento.

Com informações e foto da Agência Brasil

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No Rio, relógios de rua passam a informar nível de isolamento

Os relógios digitais que informam temperatura e hora em ruas do Rio de Janeiro passaram ontem (6) a exibir também a redução na circulação de pessoas em alguns bairros. A medida é uma parceria entre o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) e as empresas Clear Channel e Cyberlabs.

Os dados exibidos já eram monitorados com um método que combina o uso de câmeras de trânsito do COR e a inteligência artificial da Cyberlabs. A partir das imagens, o software é capaz de comparar a movimentação atual com os níveis anteriores à quarentena e exibir o resultado em tempo real nos relógios digitais.

Os relógios mostravam, por exemplo, que Copacabana tinha nesta quarta-feira (6) redução de 67% de pessoas nas ruas. O bairro foi o que confirmou o maior número de casos de coronavírus (367) e tinha até ontem o segundo maior número de mortos (39).

Os dados do isolamento social se tornaram motivo de preocupação para a Prefeitura do Rio de Janeiro, uma vez que o monitoramento indica aumento do fluxo de pessoas nas ruas. Nos últimos 15 dias, a redução de movimento nos bairros monitorados caiu de 79% para 74%.