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Brasil

Pará decreta ‘lockdown’ para conter propagação do coronavírus

O governador do Pará assina hoje (6) decreto estabelecendo o bloqueio total em 10 municípios. Segundo sua assessoria, o bloqueio vai durar até o dia 17 de maio. O Pará é o segundo estado da Federação a anunciar o lockdown. O primeiro foi o Maranhão, onde esse tipo de bloqueio está em vigor desde segunda-feira (4)

Durante o lockdown, a circulação de pessoas nas cidades atingidas ficará proibida, exceto em casos como a compra de alimentos, remédios e a ida a consultas e atendimentos médicos. As cidades afetadas serão: Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Castanhal, Santa Izabel do Pará, Santa Bárbara do Pará, Breves, Vigia e Santo Antônio do Tauá.

O objetivo do governo paraense é impedir o avanço descontrolado da pandemia de covid-19.

Nas últimas semanas, o Pará vem subindo no ranking dos estados com o maior número de casos e mortes causados pela covid-19. Atualmente, o Pará tem 4.125 casos da doença e 330 óbitos.

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Rio

Prefeito de Niterói sugere mudar o Dia das Mães para evitar aglomerações

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pretende mudar a data do Dia das Mães deste ano na cidade, comemorada no próximo domingo (12), por conta da pandemia. De acordo com o chefe do Executivo, a ideia é que a comemoração em Niterói seja transferida para o segundo domingo de julho, ou seja, dois meses depois da data oficial. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (5), em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

A sugestão será enviada pelo Executivo nesta quarta-feira (6) para ser analisada na Câmara de Vereadores de Niterói.

Neves ainda reforçou o pedido para que as famílias não se reúnam presencialmente no próximo domingo, mas que façam encontros virtuais para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

“Vamos fazer uma grande campanha de divulgação para que a gente tenha o Dia das Mães de Niterói. Peço para não encontrarem presencialmente suas mães e avós, porque o risco é muito grande”, declarou o prefeito.

Nesta terça, o Sindicato do Comércio Lojista de Niterói (Sindilojas) emitiu uma nota classificando como gravíssima a situação que o comércio niteroiense enfrenta. De acordo o presidente do Sindilojas, Charbel Tauil, vários segmentos não tiveram nenhum faturamento nesse período de quarentena, com exceção daqueles que puderam funcionar durante as “janelas” instituídas pela Prefeitura de Niterói.

“Agora, estamos chegando ao Dia das Mães, segunda data mais importante de vendas, ficando atrás apenas do Natal, sem termos um horizonte de vendas, uma vez que a prefeitura estendeu o isolamento social. Quanto ao delivery, ele vem funcionando bem para restaurantes e farmácias e alguns segmentos muito específicos, mas não é uma solução de uso geral: o consumidor quer ver, tocar, experimentar e comparar fisicamente as mercadorias, para ter a certeza de que está escolhendo bem o que vai comprar. A verdade é que o lojista médio que tem delivery sequer está conseguindo pagar seus custos fixos”, posicionou-se Charbel.

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Destaque Rio

MP do Rio dá prazo até dia 7 para governantes apresentarem estudo de lockdown

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deu prazo, até quinta-feira (7), para o Estado e à Prefeitura da capital apresentem estudo técnico que avalie a necessidade de adoção do lockdown. A Recomendação foi realizada após reunião, na tarde de ontem (5), envolvendo o governador Wilson Witzel, o próprio MPRJ e outros órgãos.

Durante o encontro reunião, o procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem, que representou o MPRJ, ressaltou que na segunda-feira (4), o órgão expediu recomendação ao Estado do Rio de Janeiro, na pessoa do Governador do Estado, para que apresente ao MPRJ estudo técnico devidamente embasado em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde, vigilância epidemiológica, mobilidade urbana, segurança pública e assistência social a justificar a tomada de decisão sobre a adoção ou não do bloqueio total (lockdown), como medida extrema do distanciamento social e de nível mais alto de segurança de natureza não farmacológica contra a disseminação do novo coronavírus, com a suspensão expressa de todas as atividades não essenciais à manutenção da vida e da saúde.

Semelhante recomendação foi expedida nesta terça-feira ao Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. As recomendações conferem prazo até a próxima quinta-feira para resposta. Ao final do prazo, de acordo com o teor das manifestações a serem apresentadas pelos gestores estadual e municipal, bem como com as demais respostas, como, por exemplo, ofício expedido à Presidência da Fiocruz, o MPRJ, em conjunto e em atuação articulada com a DPRJ, adotará as medidas extrajudiciais e/ou judiciais cabíveis.

Ao abrir a reunião, o governador Wilson Witzel explicou as dificuldades e desafios para que os agentes públicos conseguissem promover uma fiscalização eficiente das medidas de isolamento social em diferentes níveis, como no caso de carreatas, estabelecimentos comerciais, calçadão das praias, etc.

O MPRJ registrou seu entendimento no sentido da necessidade de recrudescimento e ampliação das medidas de isolamento social, inclusive estudar a possibilidade de se decretar o chamado lockdown: a instituição de novas medidas de assistência social para que a população social e economicamente vulnerável possa ficar em casa sem passar privações; o fomento de campanhas de conscientização e educação da população para respeitarem as medidas de isolamento social; o aparelhamento do sistema de saúde para conseguir acolher a demanda que lhe for apresentada.

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Esportes

Cidades do litoral paulista permitem prática de surfe durante quarentena

Algumas cidades do litoral paulista regulamentaram a prática de surfe durante a quarentena adotada para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da regulamentação local, a orientação do governo do estado de São Paulo continua sendo que as pessoas saiam de casa apenas para realizar atividades essenciais.

Em Bertioga, atividades físicas específicas e individuais estão liberadas na areia da praia, em rios e mares, por meio de decreto publicado no último dia 29, desde que respeitadas as medidas de higiene e distanciamento. As atividades, incluindo o surfe, estão permitidas das 6h às 18h, de segunda a quinta-feira. Durante as sextas-feiras, finais de semana e feriados, as práticas estão proibidas.

As seguintes proibições permanecem: utilização de barracas, cadeiras, mesas, guarda-sóis, serviços de praia, consumo de alimentos e bebidas na faixa de areia e estacionar em toda orla.

A prefeitura de Praia Grande, também por decreto publicado em 29 de abril, regulamentou a prática de esportes individuais no mar durante o período das medidas restritivas devido à pandemia. A prática esportiva está permitida entre as 5h e as 8h. Demais atividades na praia continuam proibidas.

Em São Vicente, a liberação da prática de surfe foi anunciada em 19 de abril, entre as 6h e as 10h, desde que não haja aglomeração, mantenha-se o uso individual dos equipamentos utilizados e sejam respeitadas as recomendações de higiene. A prefeitura informou que a Guarda Civil Municipal faz abordagens com orientações sobre as restrições de permanência na faixa de areia.

Caso haja resistência no descumprimento das regras estabelecidas pelo município, o infrator pode ser conduzido à delegacia e responder pelo Artigo 268 do Código Penal, que se trata de infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Destaque Rio

Witzel Rio pode flexibilizar isolamento mesmo com crescimento de casos da Covid-19

Mesmo com um aumento de 130%,  em uma semana no total de mortes pelo novo coronavírus, o forte crescimento no número de casos da Covid-19 no estado do Rio de Janeiro, e a capacidade das UTIs para a internação de pacientes chegando no limite, o governador Wilson Witzel pode flexibilizar as medidas de restrições iniciadas no dia 17 de março para conter o avanço da doença e prorrogadas até 30 de abril.

Nesta quinta-feira (23), o governador avalia o quadro de isolamento social em reunião com o secretariado e o grupo de infectologistas e pneumologistas formado por médicos da Fiocruz, UFRJ e Uerj.

A quarentena, que fechou o comércio não essencial, tirou mais de 50% das pessoas das ruas e reduziu bastante as aglomerações. No entanto, a adesão tem diminuído e em algumas regiões a população está voltando às ruas.

O sociólogo, jornalista e escritor Muniz Sodré avalia que a sociedade vive um momento de angústia e que há um desalento coletivo por causa da pandemia da Covid-19. O contexto, segundo ele, dá espaço para a radicalização de opiniões.

A Polícia Militar tem abordado as pessoas com proximidade, buscando o diálogo e a conscientização. Porém, se os abordados insistirem em não obedecer às restrições, o policial está autorizado a dar voz de prisão e conduzir o cidadão à delegacia, como aconteceu no início da semana com um grupo que estava na areia da praia de Copacabana.

PMs também têm parado ônibus e retirado pessoas que viajam em pé e acabado com festas, partidas de futebol e aglomerações em praças. As denúncias podem ser feitas pelo 190.

 

 

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Destaque Rio

Rio: 8 cidades com permissão para abrir comércio têm casos de covid-19

Até esta terça-feira (21), oito cidades do Rio de Janeiro que receberam permissão para retomar as atividades comerciais registraram casos de novo coronavírus (covid-19). De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, Sumidouro, Cantagalo, Paty do Alferes, Santo Antônio de Pádua, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e Bom Jesus de Itabapoana têm casos confirmados.

São Francisco de Itabapoana e Bom Jesus de Itabapoana registraram, cada uma, uma morte devido à infecção do novo coronavírus.

As cidades estão em lista divulgada em decreto pelo governo do estado no dia 7. Naquela data, por não apresentarem nenhum caso confirmado do novo coronavírus, os municípios receberam a autorização para permitir o funcionamento do comércio. As lojas poderiam abrir, mas deveriam cumprir as normas e orientações sanitárias e observar as boas práticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O decreto não é obrigatório. As prefeituras de cada cidade podem decidir se colocam ou não o decreto em prática. Cabe aos prefeitos fazerem o controle, em cada localidade. Ao todo, 30 municípios integram a lista.

A norma ainda diz que, caso seja confirmado algum caso de infecção de covid-19, o município será excluído da lista e o comércio voltará a ser restrito como no restante do estado.

De acordo com o último boletim, divulgado hoje pela Secretaria de Estado de Saúde, o estado do Rio de Janeiro tem 5.306 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. Nesta terça-feira, o órgão confirmou mais 39 mortes, totalizando 461 óbitos em decorrência da doença causada pelo vírus. Há ainda 204 óbitos suspeitos de coronavírus em investigação no estado.

Em Bom Jesus de Itabapoana foram confirmados cinco casos de covid-19. Em Quissamã e São Fidélis, foram três em cada cidade. Em Paty do Alferes e São Francisco de Itabapoana, dois casos em cada. Sumidouro, Cantagalo e Santo Antônio de Pádua têm um caso confirmado cada.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Destaque Saúde

Aumento do consumo de álcool preocupa no período de confinamento

O aumento do consumo de álcool durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é preocupante. Alertou, em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Renata Brasil Araújo.

Ela esclarece que, inicialmente, a bebida parece trazer euforia mas o que ela faz é diminuir a ativação do freio do cérebro, chamado de lobo pré-frontal. As pessoas ficam com efeitos de mais sedação, mas um efeito colateral é o aumento da impulsividade. E ficando sem freio, pode ocorrer um aumento de violência doméstica e de feminicídio, porque a pessoa está trancada em casa.

“Como essa parte do freio do cérebro não está funcionando muito bem, a pessoa fica mais impulsiva, mais intolerante. Se houver intervenção de alguém da família no sentido de parar de beber, isso por si só já gera um descontentamento e uma reação”, advertiu a presidente da Abead.

Há uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestou a sua preocupação. “O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento” é o título de um artigo que a entidade publicou em seu endereço oficial na internet.

Renata Brasil Araújo destacou que o crescimento do consumo de álcool doméstico acontece em um momento de isolamento, quando o acesso ao tratamento de dependências químicas está mais difícil. E que algumas pessoas que aumentaram o consumo da bebida durante a reclusão podem manter esse hábito pós-quarentena e, a longo prazo, isso pode vir a se transformar em uma dependência, que tem um componente biopsicossocial.

“Aquelas pessoas que já têm uma vulnerabilidade biológica e uma predisposição genética para o alcoolismo, junto com uma capacidade emocional mais frágil estão mais suscetíveis a seguirem bebendo após a quarentena e se transformarem em dependentes do álcool, sim”, analisou.

Atendimento on-line

Preocupada com o crescimento do consumo do álcool no país, a Abead lançou a campanha #sejaluz, para mostrar coisas positivas na internet, como os botecos virtuais, e orientando a respeito dos cuidados não apenas com o álcool, mas com o tabaco e outras drogas nessa fase de quarentena. “Porque é algo que a gente, provavelmente, vai pagar um custo para isso” acrescenta Renata Brasil Araújo.

Em outra frente, a Abead montou um trabalho voluntário com psiquiatras associados para atender, gratuitamente, até o próximo dia 26, dependentes químicos e seus familiares, pelas redes sociais. O foco são as pessoas de baixa renda que não teriam acesso a tratamento no curto prazo e que na ação recebem orientação em casa.

O serviço é acessado no ‘Facebook’ e no ‘Instagram’, da associação, ou pelo número de ‘Whatsapp’: 51-980536208. Onde as pessoas podem marcar consulta e recebem o telefone do terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. O atendimento é diariamente, das 8h às 22h.

Alcoolismo

Especializado no tratamento de dependentes químicos, o psiquiatra Jorge Jaber confirmou à Agência Brasil que “nesse momento inédito em que o isolamento é imposto como forma de prevenção de uma doença, as pessoas passaram a trazer para dentro de casa hábitos que tinham na rua, como o de beber socialmente”. Soma-se, ainda, possíveis dificuldades econômicas e muita ansiedade.

Jaber ressaltou também que, por conta do distanciamento social, muitos dependentes do álcool estão sem o suporte das reuniões presenciais de grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos. “É importante lembrar a essas pessoas que as reuniões podem ser acompanhadas através do ‘site’ da organização www.aa.org.br”, acentuou.

O psiquiatra ressaltou ainda que o consumo fora do controle de bebida alcoólica gera enfraquecimento na defesa do corpo, no sistema imunológico, favorecendo assim a contaminação de doenças, como a covid-19.

Violência

A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lucia Ilózio, disse à Agência Brasil que alguns fatores podem agravar a violência doméstica contra a mulher. “Um deles é o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Esse elemento presente da bebida alcoólica pode favorecer, sim, uma maior exteriorização dessa violência”, disse.

Lucia Ilózio afirmou que existem outros fatores de risco, mas o consumo de álcool e drogas se destacam. Ela lembra que muitas mulheres, no isolamento social, não conseguem fazer denúncias, gerando assim subnotificações.

Existem locais de acolhimento às mulheres que sofrem agressões mesmo em tempo de quarentena. Um desses serviços é o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Chiquinha Gonzaga, que está aberto das 10h às 14h e faz orientação por telefone e o primeiro atendimento mediante agendamento. O número que pode ser acessado é o 995552151 ou o ‘e-mail’ [email protected]

As delegacias de atendimento à mulher (DEAMs) também estão funcionando e há possibilidade de fazer o registro ‘online’. Lúcia Ilózio orienta que a vítima deve narrar a violência que sofreu, indicar testemunhas e apresentar provas, como fotos, ‘print’ de mensagens, documentos, entre outras. O registro pode ser feito no endereço https://dedic.pcivil.tj.gov.br.

O Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência de Gênero (NUDEM) da Defensoria Pública também segue funcionando pelo número 972268267 e no endereço eletrônico: [email protected]. O atendimento é feito das 11h às 18h, de segunda a sexta-feira. Após esse horário e aos sábados e domingos, o serviço pode ser acessado pelo telefone de plantão (31332247) e ‘Whatsapp’ (997534066) ou pelo endereço plantã[email protected]

Devido às restrições de locomoção do plano de emergência para conter a disseminação do coronavírus, as comunicações são feitas por formulário, no endereço http://www.mprj.mp.br/comunicacao/ouvidoria/formulario. Em casos de urgência, pode-se ligar ainda para o número 190, da Polícia Militar.

Fonte: EBC

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

“Histórias por Telefone” traz serviço de leitura para idosos no período de reclusão

A Superintendência de Leitura e Conhecimento da Secretaria Estadual de Cultura, pensando nos inúmeros idosos da cidade, idealizou o projeto “Histórias por Telefone”.

Voltado para idosos, que além de estarem no grupo de risco do novo coronavírus, ainda sofrem com depressão e solidão, transtornos que também matam, como qualquer doença física.

Para participar, basta preencher o formulário abaixo, com seus dados e telefone, ou de alguém que você saiba que precisa de ajuda. Voluntários poetas e contadores de histórias entrarão em contato, via telefone, e contarão uma história exclusiva para você e sua família. Interessados deverão acessar o link de inscrição:

https://bit.ly/formulario-historias

 

 

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TV & Famosos

Taís Araújo

Taís Araújo se emocionou ao falar da pandemia do coronavírus durante participação no ‘É de Casa’. Com olhos lacrimejando, Taís relatou a rotina da família. “A gente está só nos quatro aqui e o cachorro. É importante a coletividade neste momento. Fiquem em casa!”.