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RJ Alimenta já distribuiu um milhão de refeições

 

Biblioteca Parque Estadual, no Centro, é o novo ponto de entrega

 

O programa RJ Alimenta bateu a marca de um milhão de refeições servidas para a população em situação de vulnerabilidade social. Para celebrar esse momento, a Secretaria de Estado Desenvolvimento Social e Direitos Humanos assinou, em cinco de fevereiro, convênio com a secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, para tornar a Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, o novo ponto de entrega das refeições. O projeto, lançado ano passado por conta da pandemia, foi prorrogado por seis meses.

“A população do nosso Estado necessita urgentemente de comida, diversão e arte, e o convênio com a Secretaria de Cultura vai proporcionar o sonho deles, que é o nosso também”, enfatizou Bruno Dauaire, secretário de Desenvolvimento Social.

Durante a cerimônia realizada no novo espaço de distribuição de alimentos, foi servido um jantar especial, além de apresentações musicais, leitura de poesias e distribuição de livros. Todos os protocolos de segurança para prevenção à Covid-19 foram respeitados. “Essa parceria demonstra a vontade do Governo do Estado de atender todas as pessoas em situação de vulnerabilidade”, destacou a secretária Danielle Barros.

O projeto oferece café da manhã, almoço e jantar, além de promover apresentações culturais e distribuição de livros Foto: Uanderson Fernandes

“Estamos vivendo um cenário muito difícil. O projeto não se limita apenas ao fornecimento de refeições. Temos uma equipe de educadores e assistentes sociais para fazer uma abordagem humanizada”, declarou Luiza Trabuco, superintendente de Segurança Alimentar e Nutricional,

 

Refeições e apoio durante a pandemia

 

O RJ Alimenta, uma parceria entre a Fundação Leão Xlll e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, visa resguardar uma das parcelas da população que mais sofreu com os impactos da pandemia. O projeto oferece, gratuitamente, café da manhã, almoço e jantar de segunda a domingo.

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Leão Xlll, do total de pessoas que buscam pelas refeições do programa RJ Alimenta, 66,3% são homens e 32,5%, mulheres. Do total, 77,3% dos usuários afirmam ter outro local para almoçar, enquanto 22,7% não têm. Outro dado relevante é que 54,2% se apresentam como pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto 45,8% estão em situação de rua.

 

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RJ ALIMENTA: MAIS DE 250 MIL REFEIÇÕES DISTRIBUÍDAS

O programa RJ Alimenta distribuiu mais de 250 mil refeições – entre café da manhã, almoço e jantar – nos primeiros 40 dias. Foram mais de 196 toneladas de alimentos. As refeições gratuitas beneficiam pessoas em situação de vulnerabilidade nos Restaurantes Cidadãos de Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Central do Brasil durante a pandemia da Covid-19. A meta era distribuir 180 mil refeições por mês. O jovem Reginaldo Conceição, de 28 anos, mora nas ruas próximas da Central do Brasil e faz três refeições todos os dias, desde o início do programa. Durante a entrega do almoço, o rapaz pediu a assistente social que o encaminhasse para um abrigo. “Moro na rua há 10 anos e venho aqui todos os dias para as três refeições. Não tenho família e quero ir para um abrigo para me levantar e trabalhar. A assistência social também me ajudou a tirar os documentos”, conta o rapaz.

Os assistentes sociais e os educadores atuam nas unidades para conversar com os beneficiados, tirar dúvidas, entender as necessidades, para assim aplica-lás de forma correta e humanizada. Nos últimos 30 dias, entre certidões de nascimento e registros civis foram 76 solicitações de documentação nas unidades do RJ Alimenta. Priscila do Carmo é assistente social da Fundação Leão Xlll e foi designada a assumir a unidade da Central do Brasil e ressalta a importância do programa para a população. “É um desafio. Nós temos um público muito grande e tem dias que a gente distribui as mil refeições em 30, 40 minutos. O RJ Alimenta está sendo essencial, pois o aumento da população em situação de rua aumentou muito e eles contam para gente que se não tivessem essa oferta aqui, não teriam como se alimentar”, afirma Priscila.

Foto: Uanderson Fernandes

Em meio a tantas pessoas na fila, José Carlos Rodrigues, de 74 anos, conta que mora sozinho em um quarto na região Central e almoça todos os dias pelo projeto.

“Essa é minha única refeição do dia, venho todos os dias pegar o almoço. O projeto é muito importante para mim, porque o benefício que ganho eu uso para me vestir e comprar algumas frutas para comer ao longo do dia. Eu espero que o projeto continue porque ajuda muita gente necessitada”, afirmou o homem que está desempregado há 12 anos.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Leão Xlll, a maioria das pessoas que buscam pelas refeições do programa RJ Alimenta são homens, 66,3%, e 32,5%, mulheres. Desse total, 77,3% dos usuários afirmam ter outro local para almoçar, enquanto 22,7% não têm. Outro dado que chama a atenção é a situação dessas pessoas, onde 54,2% se apresentam como pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto 45,8% estão em situação de rua.