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Começa a vacinação contra a Covid-19 no Brasil

 

Por Claudia Mastrange

Chegou o tão esperado momento! Começou a vacinação no Brasil. No inicio da tarde deste domingo, 17 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou por unanimidade o uso emergencial de duas vacinas  contra a Covid-19: a Coronavac, já disponível no Brasil, e produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceira com o laboratório Sinovac, da China. E também a vacina de Oxford, feita em parceria com o laboratório AstraZeneca, e, que será produzida pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus é Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Nesse primeiro dia de campanha, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados em uma sala dedicada do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“Hoje é um dia muito especial para milhões de brasileiros que estão sofrendo com a COVID-19 em hospitais, centros de atendimento e em suas casas. E também aos que estão em quarentena, se protegendo e ajudando a proteger suas famílias. Hoje é o Dia V, o dia da vacina, da vitória, da verdade e da vida. Quero dedicar este dia aos familiares dos 209 mil mortos pela COVID-19”, afirmou o Governador. De São Paulo, João Dória

O uso emergencial , atestado pela Anvisa, vale para um lote de 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzida pelo Instituto Serum, na Índia, que ainda serão transportados para o Brasil, em data a ser definida, e os 6 milhões de doses da CoronaVac, que já estão em território nacional. Para o uso de outros lotes, será necessária uma nova solicitação.

A CoronaVac foi incorporada ao plano nacional de vacinação contra covid-19 do Ministério da Saúde. Esse primeiro lote vai dar início à campanha de imunização, em nível nacional, a partir de quarta-feira (20).  Em coletiva de imprensa no domingo, dia 17, o ministro da Saúde Eduardoo Pazuelle declarou que só comentará a primeira dose, efetuada em São Paulo, após consulta jurídica, pois todo o lote da Coronavac teria sido comprado pelo Ministério da Saúde. “As vacinas serão distribuídas igualmente para os estados. Se alguma dose já foi usada, está fora da lei”, afirmou Pazuello.

Fotos: Reprodução

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Brasil Saúde

O Conselho Federal de Química (CFQ) responde as principais dúvidas da população na pandemia da Covid-19.

O Conselho Federal de Química (CFQ) produziu um Verdade x Mentira a partir das principais dúvidas da população na pandemia da Covid-19. A ideia é esclarecer, orientar e reforçar o lembrete: a pandemia não acabou, fique alerta! É hora de redobrar a atenção.

O CFQ trabalha para combater a desinformação e orientar sobre as medidas eficazes de prevenção, como lavar sempre as mãos com água e sabonete, escolher corretamente o álcool em gel, saber utilizar a água sanitária para desinfecção de objetos e superfícies, e manter o distanciamento social.

Confira:

Se o álcool em gel for melequento demais, a eficácia diminui

MENTIRA – O que vai definir se o álcool em gel é mais ou menos pegajoso é a composição química da fórmula, que pode sofrer algumas alterações a depender dos compostos usados.

Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=dS5WHCDOhWY&list=PLZEox91Omgx1SLHmvTR_0d-8SShLAJXCm&index=19

Qualquer álcool é eficaz contra o coronavírus

MENTIRA – O álcool 70% é o mais recomendado. Em soluções de graduação alcoólica muito superiores, a eficácia é menor, pois a evaporação é mais rápida, o que diminui o tempo de contato do álcool com o patógeno.

Não devo higienizar meu celular com álcool em gel

VERDADE – O mais recomendado para equipamentos eletrônicos seria o álcool isopropílico. Por possuir um carbono a mais que o etanol na cadeia carbônica, é menos miscível em água, dificultando a oxidação das peças.

O álcool em gel queima sem que possamos enxergar

VERDADE – O álcool em gel é inflamável, porém a sua chama é invisível. Isso traz uma necessidade de maior atenção do álcool junto à fonte de calor. Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=wKt4auvJD2E&list=PLZEox91Omgx1SLHmvTR_0d-8SShLAJXCm&index=10

É possível produzir álcool em gel em casa

MENTIRA – Apesar de existir receitas caseiras circulando na internet, o CFQ não recomenda essa prática tanto pelos riscos associados quanto por confrontar a legislação brasileira.
Se não tiver álcool em gel, posso usar etanol de combustível ou de bebidas alcóolicas?

MENTIRA – Apesar do combustível e das bebidas alcoólicas possuírem álcool etílico em suas composições, cada produto apresenta graduação alcoólica própria e é pensado para uma finalidade específica e suas formulações contém outras substâncias.

Água sanitária pura não funciona contra o coronavírus

VERDADE – A substância que melhor age como germicida não é o hipoclorito de sódio, mas sim o ácido hipocloroso. A água sanitária pura apresenta um pH alto e, por isso, contém apenas hipoclorito. É preciso baixar o pH, o que é feito com a adição de água, que tem pH levemente ácido.
É recomendável pulverizar ou borrifar soluções de hipoclorito de sódio sobre pessoas, em áreas públicas de grande circulação

MENTIRA – O hipoclorito de sódio é corrosivo e pode causar irritação na pele e nos olhos. O CFQ não recomenda que soluções sejam pulverizadas sobre pessoas, pelo menos até que sejam apresentadas pesquisas científicas que comprovem eficácia.

Não se pode usar água sanitária para desinfetar as mãos

MENTIRA – A água sanitária pode ser usada para higiene das mãos quando não houver água e sabonete ou álcool, desde que esteja diluída, na concentração de 0,05% – 1 litro de água para 25 ml de água sanitária. Acesse a cartilha do CFQ:

https://cfq.org.br/wp-content/uploads/2020/05/020-05-04_cartilha-perguntas-e-respostas-CFQ-V2-baixa-3.pdf
Se misturar água sanitária com outros produtos de limpeza ou com vinagre, pode gerar até explosão

VERDADE – a mistura pode gerar substâncias perigosas e que liberem vapores tóxicos, já que muitos produtos contêm substâncias como hipoclorito de sódio, amônia e até mesmo nitrogênio.
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Brasil Educação

Enem 2020: segurança e saúde também devem ser prioridades no dia da prova

No próximo domingo, 17, mais de 5 milhões de estudantes vão às salas de aulas de todo o país para participar da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM.
Às vésperas desta primeira fase, com provas impressas, alunos vivem a expectativa de ter um bom desempenho, e, para isso, dedicam horas do dia para encarar a jornada de testes, com calendário que inclui ainda um segundo dia de provas, marcado para o dia 24. Existe também a prova digital, aplicadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para outros 96 mil inscritos. Candidatos que apresentarem recurso por problemas estruturais ou casos de covid-19 e pedirem reaplicação da prova, serão avaliados nos dias 24 e 25 de fevereiro.

A poucos dias das provas, o especialista em educação, professor e gerente pedagógico da Inspira Rede de Educadores, Jonas Stanley, reitera que é fundamental dedicar atenção especial aos estudos e manter uma rotina de leituras dos noticiários para garantir melhor preparo. “O processo gera muita ansiedade entre os estudantes, mas esta semana é importante focar nos detalhes: determinar em que disciplinas há mais dificuldades. Nesta reta final, outra dica fundamental é dedicar atenção redobrada às temáticas que são recorrentes no certame e, como exame é pautado por conteúdos contemporâneos, é bom também incluir no cotidiano ler os noticiários porque os assuntos atuais estarão em muitas questões e, podem ser tema da Redação”, explica Stanley.

O professor, que todos os anos faz o exame como candidato e está contribuindo significativamente nesta jornada do conhecimento dentro da Inspira, explica ainda que um cronograma de simulados foi realizado para preparar os alunos para o grande dia. “Mesmo diante de todas as adversidades da pandemia, promovemos em 2020 mais de 12 simulados online, estilo ENEM e estamos certos de que nossa missão de fazer com que eles não percam o pique na véspera do concurso terá saldo positivo”, alerta.
Saúde e as medidas de segurança nos locais de prova

Polêmicos e questionados, os protocolos de saúde dentro das instituições em que as provas serão realizadas têm sido alvo de debates em todo o país. Para tranquilizar candidatos e colaboradores que vão atuar no certame, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), anunciou algumas medidas que serão adotadas nos locais de prova, como redução de estudantes por sala, mantendo o distanciamento entre os participantes; uso obrigatório de máscaras de proteção da forma correta, (sob pena de eliminação caso o candidato descumpra a determinação), além da disponibilização de álcool em gel em todos os locais de prova.

O Instituto informou ainda que pessoas com casos diagnosticados de Covid-19 ou com sintomas desta ou de outras doenças infectocontagiosas até o dia da prova, não deverão comparecer ao local e devem entrar em contato com o INEP, pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, para pedir reaplicação do exame.

“As regras sanitárias apresentadas pela instituição reforçam os cuidados que devem ser tomados por todos os envolvidos neste processo”, explica a médica do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, Maria do Carmo Favarin. De acordo com a especialista, tanto os colaboradores, quanto os estudantes precisam redobrar o alerta e seguir as medidas para evitar qualquer forma de contágio. “Uma boa estratégia para o momento do exame é estar munido de opções de canetas, para não correr o risco de ter de pegar emprestado, por exemplo”, destaca.

“No próximo dia 17, nos locais de prova, evite qualquer tipo de contato mais próximo e tente ficar a pelo menos 2 metros de distância das outras pessoas. Evite tocar em superfícies que podem estar contaminadas e tenha em mãos uma máscara extra. Ah! Não esqueça do álcool em gel”, conclui Favarin.
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Rio Saúde

Alunos dos cursos técnicos da área da saúde protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19

Alunos dos cursos técnicos da área da saúde protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19 

Segundo pesquisa da empresa de recrutamento online Catho, o cargo de  técnico em enfermagem  apresentou um crescimento no número de vagas de emprego de 314%. O levantamento analisou a abertura de vagas no primeiro trimestre do ano, mostrando um aumento de mais de 300% na busca por profissionais da área da saúde, o que ampliou o espaço de trabalho para enfermeiros e técnicos de enfermagem. O estudo compara os meses entre março e julho de 2020 com o mesmo período do ano passado. Vale destacar que muitos formandos estão saindo das salas de aula diretamente para atuar na linha de frente do combate ao vírus e à pandemia, cuidando dos pacientes.

No último ano dos cursos técnicos da área da saúde, da Rede Daltro Educacional: técnico em enfermagem e o de radiologia, se mantiveram resistentes superando todas as expectativas para Teresa Daltro, CEO da Rede Daltro. No primeiro e segundo semestres de 2019, os cursos aconteceram à distância, o chamado EAD, que deixou de ser uma opção e virou regra este ano devido à pandemia do coronavírus. E a migração para o ambiente virtual de aprendizagem aconteceu em pouco tempo e, após praticamente um ano de ensino remoto, é uma realidade. 

Teresa avalia, que no início da pandemia do covid-19,  as aulas online geraram uma certa desconfiança entre os alunos do curso, mas, ao fim do ano letivo, que contou com ensino híbrido a partir de outubro, o profissionalismo do seu corpo docente aliados à vontade dos alunos em fazer a diferença durante a grave crise sanitária venceram as desconfianças tornando os alunos em Técnica de Enfermagem e em Radiologia da Rede Daltro, protagonistas na linha de frente do combate ao coronavírus. 

Teresa explicou, que foi um desafio para ambos os lados: “Coube aos professores o aprimoramento das ferramentas digitais para o melhor uso dos métodos de ensino a distância, enquanto os alunos também tiveram que se adaptar às novas dinâmicas de transmissão de conhecimento. E estão todos de parabéns! Tivemos aulas remotas até outubro, quando aliamos às ferramentas digitais, o que chamamos de “laboratório de campanha”, uma criação necessária em nossas unidades Taquara e no Méier, para dar sequência às aulas presenciais sem que houvesse aglomeração. 

Este ano, o próximo ciclo do curso de técnico em enfermagem e o de radiologia começam dia 8 de fevereiro, também de forma híbrida, com turnos manhã, tarde e noite, nas duas unidades. 

Contamos com todo o aprendizado adquirido ao longo deste ano em que todos nós enfrentamos esta pandemia”, explica.

Com ensino híbrido, recém-formados atuam na linha de frente do combate ao covid-19 

“Na minha opinião, todo o setor de educação serve de exemplo de superação – da Educação Infantil ao Ensino Superior – afinal, não estava nos planos de ninguém o que estamos vivenciando”, opina Teresa Daltro, que reafirma a importância dos cursos técnicos da área da saúde neste momento. 

“Também quero destacar o trabalho realizado por todo o corpo docente da Rede Daltro Educacional, que atuou com muito empenho em meio a tantas adversidades motivando, encorajando e mostrando a importância da profissão em meio a uma pandemia com as suas diversas complexidades e também aos alunos que encaram o desafio imposto a todos os profissionais da área da saúde, e não se abateram. Muitos já estão exercendo o estágio com acompanhamento”, conta a CEO, que também não esconde o orgulho de se deparar com profissionais da instituição no mercado de trabalho. 

É o exemplo da ex-aluna, Elisangela Alves, que, atualmente, é uma das responsáveis pelo acompanhamento dos estágios em clínica médica realizados na Santa Casa Hospital Nossa Senhora Das Dores, em Cascadura. 

“É muito gratificante ver os nossos alunos no campo de estágio. Nosso curso forma técnicos que atuam na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, ensinando todos os cuidados de enfermagem necessários para cuidar dos pacientes em todas as etapas da vida. Isso inclui, ainda, o conhecimento técnico sobre a prevenção à contaminação ao covid-19”, conclui Teresa Daltro.

Os interessados na formação do curso técnico em enfermagem, além do interesse na área, precisam do ensino médio ou estar cursando o ensino médio em concomitância ao curso, que segue a rigor as boas práticas de ensino exercidas pela instituição, atuando juntamente aos alunos, através do seu corpo docente e da figura do professor preceptor (orientador), no campo do estágio.   

Já para radiologia o aluno precisa ter concluído o Ensino Médio. 

Alunos da enfermagem: protagonistas na linha de frente do combate ao covid-19

 

Para Ewerton Artur, coordenador da supervisão dos campos de estágios da Rede Daltro Educacional,  os estagiários que estão na linha de frente do atendimento aos pacientes com COVID-19 vivenciam um misto de sentimentos: ao mesmo tempo em que há o desafio, existe também um sentimento de presteza e dever cumprido muito grande.

“Todos os que já são formados na Teoria ou estão cursando o último período possuem conhecimento e aptidão necessários, e têm o suporte de uma equipe multidisciplinar. O fato de já estarem em campo, fazendo estágio, e muitas vezes, na linha de frente, confirma a importância da profissão. Para isso, contam com a figura do professor preceptor enviado pela instituição, que atua ao lado dos alunos juntamente com os supervisores locais de cada unidade”, explica o professor Ewerton. 

 

“Esses jovens alunos podem ser considerados heróis. Saem de casa focados em cumprir sua missão e se sentem como parte da Equipe, mesmo na condição de estagiários. No momento em que vestem o jaleco branco, são do time da linha de frente na guerra contra o vírus. Lidam com a covid-19 em campo e sabem que são eles que estarão sempre na linha de frente. São destemidos e amam essa profissão”, conclui Ewerton Artur, que também coordena os cursos técnicos da Instituição.

 

As estagiárias Fernanda de Cassia Paixão Machado e Caroline Caroline Leite Novais falam sobre a escolha da profissão e da sua atuação durante pandemia 

Para  Fernanda de Cassia Paixão, que atualmente faz estágio com no Hospital Nossa Senhora das Dores, só faltam dois campos de estágio para concluir o curso e dar entrada no tão sonhado registro profissional junto ao  Coren-RJ – Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro, a equipe que coordena o curso de enfermagem é formada por profissionais altamente capacitados, em quem ela se espelha: 

“Tenho muito a agradecer aos meus coordenadores, que já são parte de minha história. A pandemia afetou a todos e foram 6 meses de EAD, mas, confesso que me surpreendi com as aulas online,eu tinha uma leve dúvida sobre aulas EAD,porém, foram tão boas quanto as presenciais! Quando voltamos às aulas presenciais, recebemos os EPIs da rede Daltro com todas as informações e todos os cuidados necessários.  Está sendo gratificante, em meio ao caos em que o mundo se encontra, estarmos sendo preparados para fazer a diferença.  

Sobre estar trabalhando durante a pandemia, explica que tem a ver com a escolha do curso e em ajudar a salvar vidas:  “Sei que há riscos, mas estou sendo bem orientada, instruída e tendo toda proteção necessária que podemos ter durante a pandemia. Graças a Deus temos ótimos profissionais ao nosso favor, e sou apaixonada pelo meu trabalho”, finaliza. 

Caroline Leite Novais terminou sua formação em janeiro. Ela, que faz estágio no posto Hamilton Land, na Cidade de Deus, em saúde coletiva. 

“Já terminei o estágio de Saúde mental, na Santa Casa de Cascadura e a partir do dia 21 de dezembro, começo o estágio na Maternidade Alexander Fleming. O trabalho em meio pandemia está sendo gratificante e único! Nós da equipe de enfermagem, estamos em uma guerra contra o vírus”, conta Caroline, que escolheu enfermagem para ajudar o próximo e sente muito orgulho disso. 

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Brasil Saúde

Verão, crianças e pandemia: 12 cuidados para adotar no período de férias

Estação preferida da garotada, o verão traz dúvida aos pais e atenção redobrada com a saúde e a segurança
Férias, calor, alegria e diversão. Todos esses substantivos são sinônimos do verão, estação que costuma ser a preferida da garotada em todo o país.

O período, no entanto, é repleto de perigos que demandam atenção redobrada de pais e cuidadores, como riscos de afogamento, queimadura solar, desidratação, infecção gastrointestinal, micoses de pele e outros.

Dr. Paulo Telles, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria, lembra ainda que neste ano cheio de desafios por conta da COVID-19, as crianças estão ansiosas e precisando de espaço e liberdade.

“E por isso vale ressaltar mais uma vez: não se esqueçam dos cuidados que ainda devem ser tomados pela pandemia, como evitar aglomerações, uso de máscara em espaços públicos e higiene frequente das mãos. Prefira sempre lugares abertos e ventilados, como parques, praças e praias”, destaca o médico.

Para manter as crianças seguras o pediatra pede que pais e cuidadores fiquem atentos às seguintes dicas:

Risco de afogamento

Crianças na piscina e mar devem sempre estar assistidas, usando boias e coletes adequados para a idade e tamanho, caso não saibam nadar. “Mas fique de olho o tempo todo, cuidado com distrações como o celular e bebidas alcoólicas!”

Atenção ao excesso de sol

Pode causar insolação, além dos riscos das queimaduras solares em médio e longo prazos.

Use muito protetor solar: “FPS 50 ou mais e repasse sempre que a criança for na água ou suar muito e/ou a cada 3 horas. Evite exposição nos horários de maior risco, entre 10h e 16h, em que o sol está mais forte. Chapéus e roupas com proteção UV são sempre bem-vindos”, ensina o médico.

Picadas de Inseto
Cuidado com as picadas de inseto, especialmente nas regiões endêmicas, em que insetos transmitem doenças graves. Dr. Paulo recomenda o uso de maneira adequada do repelente, conforme instruções do produto e idade da criança, e sempre por cima do protetor solar quando for usar ambos.

Beba bastante líquido
Atenção à desidratação! “Cabe aos pais, de maneira ativa, insistir para que as crianças tomem muita água ao longo do dia de diversão.”

Alimentação
Fiquem atentos à alimentação: prefira alimentos mais leves, como frutas, legumes e grelhados e evite frituras e comidas prontas na praia e parques. Lave sempre as mãos antes das refeições porque as viroses intestinais e intoxicações alimentares também são mais comuns no verão.

Atenção redobrada nas brincadeiras
Os acidentes em parquinhos aumentam no verão: cuidado com escaladas, escorregadores e brinquedos altos.

Se for pegar barcos e embarcações, deixem as crianças sempre com colete salva-vidas.

Ao usar bicicleta, patins, skate e patinete, lembre-se sempre de usar equipamentos de proteção de maneira adequada, como capacete, joelheira e cotoveleira.

Cuidado com os fungos
As infeções fúngicas de pele aumentam muito no calor. “Prefira calçados ventilados e troque as roupas úmidas com mais frequência. Dê preferência a roupas leves e claras”, ensina Dr. Paulo.

Bom sono
Mesmo nas férias, atenção ao sono e descanso adequados dos pequenos, porque de manhã precisam estar com as baterias recarregadas para mais um dia de diversão.

Atenção aos automóveis
Faça sempre a revisão do carro antes de viajar, descanse antes de dirigir e use sempre cadeiras de transporte adequados para cada faixa etária.

“Às vezes, medidas simples, como trocar o tênis pelo chinelo, passar repelente e protetor solar podem fazer toda a diferença na saúde e no bem-estar da criança e na tranquilidade e no descanso de pais e cuidadores”, conclui o pediatra.
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Destaque Entrevistas Notícias do Jornal

“Os brasileiros perderam o medo da Covid-19’

 

Por Claudia Mastrange

Enquanto o Brasil enfrenta, em várias regiões do país, um aumento de casos de contaminação e morte por Covid-19 e a vacina ainda esta longe de ser uma realidade no país, o coronavírus já se apresenta em uma nova variante, gerando um alerta mundial. O virologista Raphael Rangel, delegado do conselho de Biomedicina no Rio de Janeiro e coordenador do curso de Biomedicina do Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – IBMR, em entrevista exclusiva ao Diário do Rio, fala sobre a pandemia, seu enfrentamento no Brasil e essa variante, 70% mais contagiosa do coronavírus. Ela já circula na Europa e nos Estados Unidos e, segundo Raphael, já pode ter chegado ao Brasil.

DIÁRIO DO RIO – Como vê a evolução da pandemia no mundo?
RAPHAEL RANGEL – “A pandemia, de uma forma geral, se desenvolveu muito rápido. Países como Estados Unidos e Brasil, por exemplo, demoraram muito para tomarem medidas mais restritivas e tiveram seus governantes negligenciando a Covid-19, com palavras como “É somente um resfriadinho”, “Uma gripezinha” e que logo ia passar. Com isso, acabou enfraquecendo muito o discurso dos cientistas e dos médicos com relação ao coronavírus. As pessoas passaram a não se proteger contra a doença e o resultado disso a gente percebe no número de pessoas infectadas e na infeliz marca de 190 mil mortos”.

DIÁRIO DO RIO – Fale sobre essa variante do vírus. Verdade que é 70% mais contagioso?
No que isso é perigoso para o enfrentamento a pandemia?
RAPHAEL RANGEL – É importante destacar que não é incomum os vírus sofrerem mutações, eles sofrem isso a todo instante. O que nos preocupa nessa variante é que a mutação que ocorreu nela codifica uma região importante do vírus que ele utiliza para entrar na célula hospedeira. Então essa mutação pode deixar o vírus 70% mais contagioso. Não que necessariamente isso já esteja acontecendo, mas ele tem poder para fazer isso.

DIÁRIO DO RIO – Essa variante deve chegar ao Brasil?
RAPHAEL RANGEL – Essa variante já pode estar sim no Brasil, precisamos intensificar o que chamamos de vigilância genômica, que é realizar o sequenciamento do RNA viral dos coronavírus que nós temos aqui no Brasil, identificar para saber se ela já está aqui. Mas, se não tiver, ela pode chegar sem sombra de dúvida.

DIÁRIO DO RIO – O Brasil vive ou uma segunda onda de contágio? Ou não saímos mesmo na primeira ?
RAPHAEL RANGEL – O Brasil vive uma segunda onda, obviamente em regiões específicas como Rio de Janeiro e São Paulo. Uma segunda onda é caracterizada quando tivemos a primeira onda de números de casos e internações, que decaíram. E , de meados de outubro para cá, o número de infectados, internações e mortes também aumentaram, isso caracteriza sim uma segunda onda.

DIÁRIO DO RIO – A que se deve esse aumento significativo na taxa de contágio e mortes?
RAPHAEL RANGEL – “Esse aumento de número de casos vai de encontro com duas questões. A primeira é que os brasileiros perderam o medo da Covid-19, muitas pessoas sem máscara, não praticando o distanciamento social, principalmente os jovens que estão indo para a balada e bares lotados. E a outra questão é que os governantes fizeram medidas de flexibilização e não obedeceram o tempo mínimo para fazer, exemplo do Rio de Janeiro que não esperou de duas em duas semanas que é cada fase de flexibilização. Fizeram até mesmo duas fases em uma semana só. Então essa reabertura que deveria ser gradual. Acontecendo de forma equivocada acaba ajudando também na dispersão da doença.

“O Brasil está
bem longe de conseguir controlar
a pandemia”

DIÁRIO DO RIO – O que achou do Plano Nacional de Vacinação?
RAPHAEL RANGEL – “O plano nacional de vacinação obedece a um script, não é nada surreal. O Brasil, até o momento, não fez nenhum acordo significativo a não ser com a AstraZeneca, e comprou 100 milhões de doses aqui para o nosso país. Mas percebemos que na fila das melhores vacinas, como por exemplo, a da Pfizer, que os Estados Unidos está usando, nem demonstramos interesse de compra. Caso o Brasil vier a demonstrar interesse agora, só conseguiremos algumas doses no final de 2021. Enquanto já passamos da marca de 3 milhões de pessoas vacinadas do mundo, o Brasil segue sem vacina e sem um plano de vacinação fidedigno. Vizinhos como a Argentina já estão vacinando”.

DIÁRIO O RIO – Quando acredita que conseguiremos controlar? Podemos chegar a que número de mortos?
RAPHAEL RANGEL – “Eu diria que o Brasil está bem longe de conseguir controlar a pandemia. Temos uma incapacidade de gerenciá-la no nosso país, muito por conta dos nossos governantes. Estamos passando por uma das piores pandemias que o mundo já viveu, com um ministro da saúde que nem da área da saúde é. Ele é formado em logística. E mesmo assim, tivemos diversos testes estragando, passando da validade em um galpão em São Paulo. Então o Brasil está bem longe de vencer ou controlar a pandemia, essa situação segue no descontrole. Exemplo disso é que todos querem testar vacinas por aqui”.

DIÁRIO O RIO – E quanto ao recontágio? Há como prevenir? Ele acomete algum grupo em especial?
RAPHAEL RANGEL – A reinfecção é possível e tem acontecido. Aas pessoas têm uma falsa ideia de que, uma vez que a pessoa tem a doença, ela nunca mais terá. Isso não é uma verdade. As pessoas que tiveram Covid podem ter novamente, porque os anticorpos, após cinco, seis meses acabam zerando, podendo haver uma nova reinfecção com a doença, e sendo ela suscetível a qualquer um.

Foto: Divulgação

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Destaque Notícias do Jornal Saúde

Hora de cuidar da própria pele

 

Por Claudia Mastrange

O verão chegou com um sol para cada um e,  mesmo com as medidas que restringem a freqüência a praias e diminuem a freqüência e exposição das pessoas em ambientes abertos, proteger a pele continua sendo fundamental. Daí a importância de campanhas como o “Dezembro Laranja”, ação da Sociedade Brasileira de Dermatologia que completa sete anos em 2020 e está sendo feita exclusivamente no formato digital e em todos os canais de comunicação da SBD.

O tema escolhido enfatiza que câncer da pele é coisa séria e que a conscientização deve começar na infância. Por isso, este ano, crianças e adolescentes são porta-vozes para abordar o tema de forma didática e descomplicada, mostrando a importância de não subestimar a doença e de levar em consideração medidas de fotoproteção desde a infância. Desta vez, a campanha tem como embaixadores os irmãos e influenciadores digitais Maria Clara e JP (IG:https://bit.ly/33l2SiC / YT: https://bit.ly/3l8Xk0B), líderes de audiência entre os canais infantis do YouTube Brasil. Com 23 milhões de inscritos, a dupla embarcou na campanha para convidar toda a criançada, os adolescentes e os adultos a conscientizarem suas famílias, amigos e seguidores das redes sociais sobre os riscos da doença, como preveni-la, fatores de risco e tratamentos disponíveis.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA),em 2020 os números de câncer de pele no Brasil são preocupantes. A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem 8,4 mil casos novos anualmente. “Os números de incidência do câncer de pele são maiores do que os cânceres de próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago. Na campanha deste ano, queremos compartilhar conteúdo que seja útil às pessoas, de acordo com as peculiaridades e necessidades de cada uma, para isso contaremos com a participação e o engajamento dos médicos dermatologistas, que também fazem a diferença na hora de passar a informação segura”, afirma Dr. Sérgio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Proteção e informação para as crianças estão no mote da campanha em 2020

A campanha de 2020 destaca ainda que os hábitos de exposição solar na infância são capazes de influenciar tanto no envelhecimento quanto no desenvolvimento do câncer de pele. Por isso, é importante que os pequenos tenham conhecimento, desde cedo, da necessidade de cuidar da pele a partir de hábitos de fotoproteção, que incluem usar de óculos de sol e blusas com proteção UV, bonés ou chapéus, preferir a sombra, evitar a exposição solar entre 9h e 15h e utilizar filtro solar com FPS igual ou superior a 30, reaplicando a cada duas horas ou sempre que houver contato com a água.

Atenção em dobro: algumas pessoas são mais suscetíveis

Segundo o coordenadorW do #DezembroLaranja, Dr. Elimar Gomes, “qualquer um de nós pode desenvolver um câncer de pele, porém existem pessoas mais propensas como as de pele, cabelos e olhos claros; indivíduos com histórico familiar de câncer de pele; múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos e/ou transplantados. Estas pessoas precisam de um cuidado a mais com a pele e de avaliação frequente de um médico dermatologista”, frisa o especialista, lembrando que a exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, são os principais fatores de risco do câncer de pele.

É preciso prestar a atenção em pintas que crescem, manchas que aumentam, sinais que se modificam ou feridas que não cicatrizam pois podem revelar o câncer de pele. “O autoexame frequente facilita o diagnóstico e tratamento precoces. Ao notar algum dos sintomas, procure um médico especialista em dermatologia da SBD”, orienta Dr. Elimar Gomes.

Foto: Pixabay

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Colunas Sabrina Campos | A vida como ela é

AMOR AO PRÓXIMO

Por Sabrina Campos
Advogada e Árbitra

O número é: 6.747.815. O IBGE informa a estimativa de habitantes da cidade do Rio de Janeiro (2020). Inclui-se a população de rua, que cresceu terrivelmente, em especial por perda do emprego consequente à pandemia.

Porém, muito antes do COVID19, a falta de estrutura da cidade já era anormal, evidenciou-se com o vírus, mas há apenas três restaurantes populares, cerca de seis hotéis populares e de seis abrigos institucionais (só um aceita famílias, todos necessitam encaminhamento pelo Poder Público). Obviamente esquinas e marquises estão lotadas de famintos em situação de extrema pobreza.

Onde o Estado não alcança, para quem ama, não há limites, ou indiferença. Várias pessoas se compadecem do sofrimento alheio e agem, individualmente ou através de instituições, em prol da diminuição da dor dos aflitos.

A inconformidade pelo descaso há anos que vêm sendo tratados os mais pobres, a indignação pelo aumento dos desprezados pela Administração Pública, resultam institutos como o “Grupo Larena”, que reúne voluntários afeitos às causas sociais, ao resgate da dignidade do cidadão abandonado pelo Executivo.
São iniciativas privadas, baseadas em valores familiares, de cuidado e respeito ao semelhante, cujas ações sociais de ajuda humanitária são realizadas durante todo o ano, principalmente em momentos como este.

Alexandra Larena, advogada, teóloga, juíza de paz, capelã, idealizadora do Grupo Larena, é, antes de tudo, uma mulher que mantém os ensinamentos da mãe para estender a mão em ajuda aos necessitados. E, por amor, junto aos parceiros dessa causa, percorre ruas do Centro do Rio entregando agasalhos, cobertores, refeições aos que se encontram em situação de fragilidade e vulnerabilidade social.

O Grupo Larena arrecada doações para instituições como a Toca De Assis, Fundação Casa De Apoio Às Crianças Com Câncer De Santa Teresa, Casa Pró-Vida De São Frei Galvão. Realiza a “Campanha Natal Solidário”, festas natalinas em comunidades carentes com distribuição de brinquedos novos. Arrecadam material escolar para os de baixa-renda, atendem vítimas atingidas pelas chuvas, divulgam vagas de emprego, e, a constante “Rio Sem Fome”.

É preciso consciência de que a educação garantirá desenvolvimento social, econômico e cultural, que todos temos responsabilidade com o país, basta vontade para transformar a realidade do outro para uma sociedade mais justa e igualitária. Seja voz para quem não tem nenhuma! Faça a sua voz ser ouvida!

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Consumo de álcool e dormir mal contribuem para o ganho de peso

Há muitos mitos que rondam o senso comum acerca da perda de peso e funcionamento do metabolismo. Enquanto alguns comportamentos que realmente afetam nosso corpo nem sempre são lembrados ou levados em consideração no controle da obesidade, como a falta de sono e o consumo de bebidas alcoólicas que, sim, engordam.

“Com o isolamento social, não são raras as pessoas que afirmam que os dois comportamentos foram potencializados em suas rotinas devido à quarentena. Por isso, o alerta é tão importante neste momento”, destaca o Prof. Dr. Filippo Pedrinola.

Álcool tem quase o dobro de calorias do açúcar

O processo de produção do álcool vem da destilação ou fermentação do açúcar, fazendo com que a molécula de açúcar, antes com quatro calorias, passe a ter sete calorias quando é transformada em uma molécula de álcool. Ou seja, o número de calorias quase dobra.

De acordo com o Prof. Dr. Filippo Pedrinola, médico endocrinologista, o metabolismo acaba sendo bastante afetado pelo consumo do álcool durante o processo de emagrecimento.

“Quando há a ingestão da bebida alcoólica, além de consumir o dobro das calorias do açúcar, o metabolismo vai priorizar a eliminação do álcool do organismo. Isso significa que ele acaba deixando de lado o processo normal de queima calórica do corpo, proveniente dos alimentos que ingerimos, como se atrasasse o metabolismo”, explica o endocrinologista.

Pesquisas também sugerem que o álcool parece aumentar a percepção do apetite, podendo influenciar em uma série de hormônios responsáveis pela sensação de saciedade inibindo, por exemplo, a ação do GLP 1 e das leptinas.

E o problema não se limita apenas à bebida alcóolica, já que, em alguns casos, dependendo de como a bebida é preparada em coquetéis, as calorias são ingeridas em dobro. Uma caipirinha, por exemplo, contém açúcar, uma batida pode conter leite condensado, há quem misture vodca com energético que, além da caloria, ainda tem o problema do excesso de cafeína.

Mesmo entre as pessoas que já sabem disso, muitas até acreditam em mitos que afirmam que certas bebidas alcoólicas podem ser mais inofensivas e com menos calorias. Essa fama foi colocada no gin, por exemplo. Trata-se de uma impressão falsa, pois o coquetel mais clássico com essa bebida, o gin tônica, não levar açúcar e tem um paladar mais leve e fresco.

“O problema do gin tônica é que a água tônica, principal ingrediente, é um dos refrigerantes mais calóricos que existem. O quinino em sua composição demanda uma grande adição de açúcar para que o sabor fique mais equilibrado. Existem alternativas para reduzir essa caloria, como utilizar água tônica com zero açúcar ou substituir o açúcar branco de uma caipirinha por adocante. Não podemos afirmar que estas versões dos coquetéis alcoólicos não engordam, porém são opções mais adequadas para o consumo de quem está controlando o ganho de peso”, declara Pedrinola.

Para emagrecer com saúde e não deixar o álcool atrapalhar o processo, o ideal é sempre evitar o excesso de bebida, consumindo com moderação e buscando fazer misturas que tenham o mínimo de açúcar possível.

Uma única noite mal dormida pode desregular todo o metabolismo

No que diz respeito ao sono, os malefícios são igualmente prejudiciais. Isso acontece porque o ato de dormir é composto por quatro ciclos, sendo três deles conhecidos pelo nome “Fase Não-REM”, e o último ciclo é chamado de “Fase REM”, sigla que traduzida do inglês significa “Movimento Rápido dos Olhos”.

Cada um desses ciclos demora aproximadamente 90 minutos para se concluir, e a fase REM é essencial para o corpo e para a mente, sendo ela a responsável por liberar os hormônios necessários para o bom funcionamento do cérebro e a dose necessária de grelina, leptina e cortisol.

Com a privação do sono esses hormônios ficam desregulados, gerando uma hiperprodução de grelina, produzida no estômago e responsável por nos fazer sentir fome. Uma hipoprodução de leptina, desenvolvida nas células de gordura, responsável pelo aumento da fome e maior produção nos níveis de cortisol, hormônio responsável pelo estresse. Inclusive, o estresse é outro fator que influencia muito no ganho de peso e tem relação direta com o acúmulo de gordura na região abdominal”, declara o Prof. Dr. Filippo Pedrinola.

Em média, grande parte da população precisa dormir de 7 a 8 horas por noite, mas há aqueles que só ficam completamente “descansados” quando dormem por mais de 9 horas e aqueles que precisam de menos de 7 horas de sono para se recuperarem.

O ideal é sempre se manter alerta ao seu relógio biológico e criar uma rotina diária, como um horário certo para ir dormir, evitar usar o celular pelo menos 30 minutos antes de se deitar e evitar o consumo de certos alimentos que podem estimular o cérebro ao invés de relaxar. Se, mesmo assim, ainda sentir dificuldades para dormir, o ideal é procurar a ajuda de um médico.

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Destaque Política

Bolsonaro diz que governo federal não comprará vacina CoronaVac

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com ele, antes de ser disponibilizada para a população, a vacina deverá ser “comprovada cientificamente” pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, escreveu Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

Ontem (21), após reunião virtual com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa  Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Segundo o ministério, o processo de aquisição ocorreria somente após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Anvisa. Para auxiliar na produção da vacina, a pasta já havia anunciado o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan.

A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos e, segundo Instituto Butantan, ela é uma vacina segura , ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ao todo, os testes serão realizados em 13 mil voluntários e a expectativa é que sejam finalizados até dezembro.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.

Com informações: Agência Brasil