Categorias
Notícias do Jornal Social

A Obra do Berço – Ajude!

Instituição de assistência social, sem fins lucrativos, de utilidade pública estadual, com certificação CEBAS pelo MDS (hoje Secretaria Especial do Desenvolvimento Social). Fundada em 1928, por um grupo de senhoras para prestar serviços de assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com confecções de enxovais, pré-natal e puericultura.

Embora pequena, é grande em sua missão de acolher, desenvolver crianças em seus primeiros mil dias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, além de promover o fortalecimento de vínculos familiares.

Hoje, o cenário de desigualdade social na cidade do Rio de Janeiro torna imprescindível a continuidade destes serviços de apoio à mulher em vulnerabilidade social, em especial àquelas com filhos na primeira infância.

Estas mães precisam deixar seus filhos em local idôneo, que os protejam dos riscos sociais a que ficariam expostos e, sobretudo, ofereça um programa de apoio educativo e suporte emocional, que desenvolvam suas potencialidades cognitivas e fortaleçam os vínculos sociofamiliares.

Muitos são os cariocas que já fizeram parte do quadro de voluntariado por gerações. Seus nomes ficaram escritos na árvore da Obra do Berço na certeza dia bons frutos que colheriam, o fruto de um futuro digno para nossas famílias.

Escreva você também, seu nome lá!

ATENDIMENTO

Segunda a sexta – 8h às 18h

Rua Cícero Góis Monteiro, 19
Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
CEP: 22471-240

CONTATO

Telefones:

(21) 98909-3435 – (21) 2539-3902
[email protected]

Categorias
Destaque

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: as adaptações no trabalho durante a pandemia

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é em 21 de setembro. A data, que visa a reflexão sobre a necessidade de inclusão e participação de todos no corpo social, foi oficializada em 14 de julho de 2005, por meio da Lei nº 11.133.

De acordo com a legislação, pessoa com deficiência (PcD) é “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com os demais”.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pessoas portadoras de deficiência representam cerca de 23% da população brasileira, aproximadamente 45 milhões de indivíduos. Com a pandemia da Covid-19, que assola o país desde meados de março, essa foi uma das categorias que precisou de mais adaptações e cuidados, pois as chances de contrair o vírus podem ser maiores nestas pessoas, além do fato de uma grande parte estar no grupo de risco da doença.

A viabilidade de contágio aumenta porque muitos precisam se apoiar em outros locais para se movimentar ou necessitam da ajuda de terceiros para atividades do dia a dia. Outra questão é a das condições que fazem parte naturalmente do grupo de risco, como síndrome de Down, lesões medulares, sequelas graves de AVC, autismo, paralisia cerebral e doenças degenerativas, como a Esclerose Múltipla.

Por conta deste cenário, as PcD precisaram, mais uma vez, que a sociedade fizesse sua parte e se readaptasse, visto que é seu dever assegurar a efetivação dos direitos desses cidadãos. O direito ao trabalho, embora não tão abrangente como deveria, já é garantido. Com a implementação da Lei 8.213/1991, toda empresa com 100 ou mais empregados passou a ser obrigada a preencher de 2% a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência.

Apenas essa imposição, todavia, não é suficiente para que essas pessoas sejam bem recebidas no mercado de trabalho, sobretudo em uma pandemia. Pensando nisso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiu a Nota Conjunta nº 07/2020, em que constam diretrizes para reduzir a disseminação do novo agente do coronavírus em trabalhadores com deficiência.

A nota recomenda aos empregadores adotarem medidas como home office; dispensas de comparecimento ao trabalho com remuneração garantida; orientações acessíveis sobre prevenção; não redução de salários; treinamentos para a utilização de EPIs e flexibilização de jornadas, entre outros pontos.

Caso o empregador não cumpra com as diretrizes, é possível oficializar uma denúncia no próprio MPT. Lembrando que é considerado discriminação a recusa em promover adaptações razoáveis e fornecer tecnologias assistivas às PcD, e que esses indivíduos têm prioridade na fila de processos trabalhistas, direito assegurado pela Lei 12.008/2009.

A Lei Brasileira de Inclusão afirma ainda que, “em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, a pessoa com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua proteção e segurança”. É essencial que todos façam sua parte e busquem prestar todo o auxílio necessário para que as pessoas com deficiência tenham uma vida, tanto pessoal quanto profissional, plena, igualitária e honrosa, com participação realmente ativa na sociedade.

Categorias
Sociedade

Degase investe na leitura em tempos de pandemia

A comunidade socioeducativa tem se debruçado sobre os mais variados projetos que sejam viáveis de implementar no sistema. Um dos mais eficientes, que garantem os protocolos preventivos à Covid-19, é a oferta de obras literárias aos adolescentes.

No Centro de Atendimento Intensivo (CAI) Belford Roxo, o CAI Baixada, a bibliotecária Simone Barros tem aproveitado ainda mais o espaço de leitura reinaugurado esse ano com as mediações de leitura para os internos, que podem ser seguidas de debates sobre o texto lido em rodas de conversas ou mesmo estimular a criação de desenhos ou outros textos.

As atividades de estímulo à leitura dão continuidade ao trabalho desenvolvido nas salas de leitura no Cense Dom Bosco, EJLA e Cense Ilha, PACGC, Cense Volta Redonda e GCA, Cense Friburgo, Criaad São Gonçalo e Criaad Ilha, Cecel e Cai Belford Roxo. Onze unidades que foram inauguradas ou revitalizadas nos últimos meses, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

Categorias
Rio Social

Comércio de Ipanema dá exemplo de solidariedade

Por Alessandro Monteiro

O tradicional Bar do Beto, ponto da boemia carioca localizado no coração de Ipanema, Zona Sul do Rio, iniciou doação de 20 mil quentinhas em 25 de março, com programação de produzir 500 unidades diárias e que serão distribuídas nas comunidades da Rocinha e Complexo do Alemão inicialmente.

A população de rua tem fome e, por falta de acesso a cuidados de prevenção, todos ficam expostos ao coronavírus. Outros fatos que influenciam bastante é o comércio fechado e a falta de água nas favelas. Por isso é importante a mobilização da sociedade.

O bar está localizado no nº 51 da Rua Farme de Amoedo há 30 anos e sempre manteve suas ações sociais de forma silenciosa. No entanto, o momento atual é crítico.

Em parceria com o Instituto Candonga, que ajuda na distribuição das quentinhas, e a empresa Investiplan, que disponibilizou a doação de gêneros alimentícios, o estabelecimento pretende estender o período de doações. Até o fechamento desta edição, o valor arrecadado estava em R$ 10.000. “Muitos amigos e clientes entraram na corrente do bem. Cada um doa o que pode, R$ 1, R$ 10, até R$ 500, R$ 1.000. Tudo que vier nos ajudará na meta diária”, afirmou Deivide, atual gerente do local

Para doar:
Bar do Beto Ltda.
CNPJ: 30.514.384/0001-21
Banco: Bradesco
Agência: 0213
Conta Corrente: 85542-1

Categorias
Cultura Destaque

O Show da Luna estimula crianças a lavarem as mãos com desenho

Para contribuir nas ações de prevenção ao coronavírus de forma lúdica e divertida, a TV Brasil exibe episódio especial da série O Show da Luna! que destaca a importância de lavar as mãos. A animação que incentiva as crianças a adquirirem esse hábito vai ao ar nesta terça (24), às 11h30 e às 15h30.

Com o título “Uma mão lava a outra”, o desenho de sucesso tem uma versão em interprograma. Esse clipe musical já está no ar desde sábado nos intervalos da TV Brasil Animada, faixa de programação infantil com mais de 10h diárias. A realização é da TV Pinguim, produtora parceria da emissora pública.

O capítulo número 19 da terceira temporada de O Show da Luna! reforça os benefícios de lavar as mãos e mostra que esse costume vai muito além da simples questão de manter o corpo limpo. A historinha revela à garotada que essa iniciativa pode evitar doenças e até mesmo salvar vidas, especialmente diante da pandemia do Covid-19.

A proposta é fomentar a segurança e o bem-estar das crianças e das famílias. Na trama, a protagonista e seus amigos ensinam como lavar as mãos com água e sabão. O clipe musical e o episódio completo especial de O Show da Luna! demonstram de maneira bastante curiosa como fazer esses procedimentos.

Nesse episódio, Luna, uma esperta garota de seis anos, seu irmão mais novo, Júpiter, de quatro anos, e o furão de estimação da família, Cláudio, tiveram se divertiram muito montando a cavalo. O menino não entende o motivo de, após a brincadeira, precisar lavar as mãos com água e sabão.

Para Júpiter, suas mãos parecem perfeitamente limpas. Com uma linguagem acessível, trama bem encadeada e muita música, a protagonista Luna explica que é preciso lavar e esfregar bem as mãos para se livrar dos germes.

Categorias
Social

‘Lugar de preto é onde ele quiser’

Por Claudia Mastrange

Uma mulher cheia de sonhos, mas que arregaça as mangas, vai à luta e busca construir cada um deles. Assim é Paula Dias, que há 11 anos comanda a ONG Afrotribo, que trabalha para resgatar a autoestima de jovens negros e negras, em São Gonçalo, no Rio. Em janeiro, Paula realizou o 1º Prêmio Ubuntu, que objetiva enaltecer a cultura negra e ações que fortalecem a cultura afro-brasileira, e homenageou personalidades que se destacaram em diversas áreas. Mais um projeto vitorioso, dos muitos que já estão planejados para 2020.

“Sabe como pensei nesse prêmio? Inspirada no Oscar. Quando criança eu via aquela gente elegante no tapete vermelho e pensava: porque meu povo não está ali? Até hoje a representatividade deixa a desejar. São pouquíssimos negros premiados. Então decidi criar o meu para homenagear tantos que trabalham sério. Passei noites em claro planejando, viabilizando. Queria o palco do Theatro Municipal e o próximo vai ser lá. Muitos disseram: você é louca. Não, sou apenas uma pessoa que cansou de não me ver representada nas grandes premiações e, ao invés de aceitar e cruzar meus braços, resolvi arregaçar as mangas e botar pra ferver. Ouvi que teatro não é lugar de preto. Sim, lugar de preto é aonde ele quiser!”.

Paula Dias (D), na noite de entrega do 1º Prêmio Ubuntu

Paula nasceu no município de Santo Antônio de Pádua, no noroeste fluminense, e trabalhava como técnica de enfermagem e de laboratório. No dia a dia da área da Saúde via coisas lindas, como o parto, o início da vida’, mas viu também muito sofrimento. “Dor e morte de crianças me deixavam extremamente abalada. Não conseguia lidar com aquilo e me afastei. Mas queria um trabalho em que pudesse ajudar as pessoas, ser útil à sociedade. Então comecei no trabalho voluntário. É cansativo e desafiador, mas, em uma hora, com um evento, muitas vezes você muda a vida de uma pessoa”, conta.

A ONG atende a cerca de 200 jovens de 4 a 32 anos, buscando parcerias e promovendo ações sociais de vários tipos. Com o trabalho de 13 voluntários, busca abranger os 92 bairros de São Gonçalo. Com isso já foi possível tirar muitos de situações de vulnerabilidade. “Um dos meninos, que trabalhava com o tráfico, mudou de vida e hoje tem dois estabelecimentos comercias”, conta.

Sala de Leitura Ruth de Souza: acervo de seis mil livros

Em 25 de março, Paula vai inaugurar a Sala de Leitura Ruth de Souza, em Venda da Cruz (Rua Dr. Porciúncula, 395), em São Gonçalo, com direito a debates, palestras sobre empreendedorismo e violência contra a mulher, declamação de poesia e o lançamento do livro ‘Meritórias’, de Tatiana Sant’Anna e Felipe Santos. A sala já abre com um acervo de seis mil livros. “Tudo fruto de doações. E a Prefeitura de São Gonçalo cedeu o espaço. Mas não dá para esperar só pelo poder público. Se arregaçamos as mangas, conseguimos coisas incríveis”, diz Paula.

As salas de leitura têm o objetivo de resgatar no jovem o prazer de ler. E também criar um espaço para palestras, cursos… Incentivar tanto a formação de leitores, quanto de novos escritores e roteiristas. Outras duas salas serão inauguradas nos próximas semanas: a Sala Conceição Evaristo (28/03), no Colégio Castelo Branco, em São Gonçalo; e na Ilha das Flores, na Marinha do Brasil, será inaugurada a Sala Sawabona (07/04). Sawabona em um dialeto africano significa “eu te respeito, eu te valorizo, você é importante”, nome de um livro infantil lançado por Paula em 2018.

Ainda em 2020, a Afrotribo vai lançar também o projeto Educamoda, em que os alunos terão a seu dispor cursos da área de moda. “Serão aulas de produção, corte e costura, etiqueta, passarela… Todas as fases que movem a indústria da moda. É preparação para o mercado de trabalho”, conta Paula, que realizou, em novembro de 2019, o concurso Miss Beleza Negra, que vai ganhar versões em Niterói e São Gonçalo.

Ou seja: o ano está ficando curto para tantas ações que buscam valorizar e criar oportunidades para os jovens de áreas menos favorecidas economicamente. “Criar uma escola de modelos onde os negros sejam protagonistas também era um sonho. Fico muito feliz de ver tanto resultado positivo. Nada é fácil, mas vamos em frente com a cara e a coragem”, encerra Paula Dias.

Categorias
Brasileiro com muito Orgulho

Cláudia Bonfiglioli: a esperança não pode acabar!

Por Franciane Miranda

Famosa na alta sociedade paulista, a empresária também é conhecida por alguns brasileiros que moram nos recantos mais longínquos deste enorme país. O motivo? Sua generosidade e a sua forma de acolher que marcaram a vida de muitas pessoas. Ela diminuiu as fronteiras e tornou-se uma das mulheres mais queridas do Brasil. Um porto seguro aos que necessitam de ajuda.

Já predestinada a fazer a diferença na vida de muitos brasileiros, ainda jovem Cláudia Bonfiglioli aceitou o convite de um médico e foi trabalhar como voluntária no Hospital do Câncer, em São Paulo. Lá presenciava muitas crianças abandonando a terapia contra o câncer por não terem condições de arcar com as demais despesas do tratamento. Em 1996 fundou, junto com Patrícia Thompson, a Casa Hope, uma instituição 100% filantrópica de apoio a criança com câncer. Formada em administração, usou o talento herdado de sua família para liderar a instituição, localizada no bairro paulistano da Vila Mariana.

A casa ajuda crianças pobres de vários municípios do Brasil. Se a entidade não existisse, muitos pequenos não teriam tido a mesma sorte. Tudo muito bem organizado para ajudar as famílias a passarem por esse momento tão difícil. Mas a casa não é um lugar triste, muito pelo contrário, ela oferece uma estrutura onde as crianças interagem com diversão de acordo com sua condição.

A casa dispõe de 6.000 m², contando com 48 dormitórios, 192 leitos, escola, brinquedoteca, teatro, ampla área de lazer, biblioteca, salas de TV, de convivência e refeitórios. Também oferece consultórios de serviço social, terapia ocupacional, psicologia e espaços para os jovens com cursos de capacitação profissional.

Os Bonfiglioli é uma das famílias mais tradicionais da terra da garoa. Conhecidos pela elite paulista por sua influência empresarial e por terem sido os proprietários da Companhia Industrial de Conservas Alimentícias, a Cica, além do Banco Auxiliar. Herdeira também da rede de fast-food Bon Grillê, sua história de vida mostra que ela nasceu para fazer a diferença neste mundo.

Mãe de dois filhos, Maria Thereza e Luís Alfredo, frutos do relacionamento com empresário Álvaro Coelho da Fonseca. Cláudia tem um laço afetivo verdadeiramente humano com seus pimpolhos, mantém todos unidos pelo laço da generosidade e gratidão. A empresária abraçou a causa da solidariedade e distribui abraços carinhosos em várias crianças espalhadas por toda nação.

A jornada não seria fácil e grandes dificuldades nos primeiros anos testaram sua força e sua fé. Já ajudou até mesmo como a motorista levando as crianças para realizar os tratamentos. Com o passar dos anos tudo mudou e sua posição privilegiada ajudou a passar por esses momentos de dificuldade. O seu fácil acesso aos empresários, aliado a sua experiência profissional, a ajudaram a desenvolver diversos projetos e ações para arrecadar recursos que mantêm a casa de portas abertas. Quando não está buscando doações, você a encontrará facilmente na Casa Hope, que se tornou o seu segundo lar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) se responsabiliza pelas despesas de viagens e do hospital. A Casa Hope garante condições necessárias para prosseguir com o tratamento ambulatorial quando necessário. Há garantia de transporte ao hospital para consultas médicas e até escolar, para que elas não percam o ano letivo. Também se preocupam com os familiares, garantindo a hospedagem e alimentação para todos.

Sua história nos leva a refletir sobre a importância de sermos solidários e o quanto estas ações fazem a diferença na vida das pessoas que precisam de ajuda. A recompensa é saber que mudamos a história dos nossos semelhantes e elas poderão trilhar um novo caminho e, quem sabe, usando sua experiência de vida para transformar o mundo em um lugar mais humano.

Categorias
Social

Pet Terapia leva mais qualidade de vida a idosos

Por Claudia Mastrange

Em parceria com a Prefeitura do Rio, o Instituto Pata Real, ONG que resgata, esteriliza e realiza campanhas de adoção com cães e gatos abandonados há mais de 15 anos, iniciou um trabalho que tem feito a diferença na vida de dezenas de idosos. Semanalmente, voluntários da ONG levam cães que vivem no abrigo para visitar os usuários assistidos pela Unidade de Reinserção Social (URS) Maria Bazani, localizado no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da cidade.

A experiência traz resultados práticos para recente pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que concluiu que o envelhecimento do ser humano pode ser mais saudável na companhia de animais de estimação. De acordo com a pesquisa, 90% dos idosos que convivem com cães, gatos ou pássaros afirmam que os animais os ajudam a aproveitar melhor a vida e a se sentirem mais amados. Segundo 80% dos pesquisados, a convivência com os pets os faz menos estressados. Foram ouvidas duas mil pessoas com idades entre 50 e 80 anos, dos quais 54% tinham animais de estimação.

A psicóloga e diretora da URS, Mônica Cavalcanti, conta que as visitas especiais dos bichinhos aos idosos fazem toda a diferença. “Eu notei muito progresso no convívio dos idosos com os animais. As visitas frequentes dos cães da ONG Pata Real são importantíssimas para o dia a dia dos idosos. Percebemos mudanças positivas no comportamento deles, com bem-estar em geral, tanto nas áreas da saúde emocional, física, social e cognitiva”, afirma a psicóloga.

Vera Lúcia e seu xodó

Mônica explica que o apoio dos animais fortaleceu vínculos afetivos, melhorando a rotina desse grupo social. A presença dos cães soma muito para a qualidade de vida dos idosos. “Ali eles encontram um momento de descontração, felicidade, relaxamento. Consequentemente há a diminuição do sentimento de solidão, da ansiedade e da depressão e de transtornos psicossociais, além de evitar que se isolem, bem como trabalham suas questões afetuosas”, afirma Mônica.

Interação saudável para os dois lados

A presidente da ONG Pata Real, Cláudia Kelab, conta que este trabalho é de grande importância. “Ficamos muito felizes em contribuir com os idosos da Unidade Maria Bazani. Essa experiência é boa para os residentes e para os nossos animais. Eles brincam, interagem e ganham mais uma chance de conseguir um lar. Todos os nossos pets terapeutas estão disponíveis para adoção, são criaturas cheias de amor e com certeza levam mais alegria para as casas daqueles que os adotam”, afirma.

Rubi Raul ama gatinhos

Cláudia explica também que o abrigo deve ser apenas uma casa de passagem e não a residência de um animal. “Eles merecem uma família que possa dar atenção e carinho individualizado. Não pense que os animais sonham em morar em um abrigo. Eles querem ter um lar. Ajude-nos a conseguir lares para os nossos abrigados,” defende.

No Maria Bazani, a residente Vera Lúcia ficou bastante animada com a visita dos peludinhos. “Eu gostei muito de recebê-los. Não só eu, mas todos nós gostamos muito. Esses cachorrinhos vieram nos trazer mais alegria”, conta.

O cãozinho Rock, que tem uma deficiência física e vive apenas com três patas, conquistou o coração de Flávio Martins, de 68 anos. “Ele está andando, perdeu a pata esquerda e eu perdi a ‘pata direita’”, brinca, ressaltando que comparou a superação do pet à sua própria, já que não tem a perna direita. “Eu sempre pensei positivo mesmo com os problemas. Sempre pensei na superação e como os animais fazem isso. Eu tenho que fazer a mesma coisa”, conclui.

Fotos: Wanderson Cruz

Categorias
Social

Servidores públicos se tornam pais adotivos no programa ‘Um Lar pra Mim’

Por Claudia Mastrange

Foi amor à primeira vista. Servidora pública aposentada da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), Iá Cabral conheceu Breno, de um ano, em um abrigo no Rio de Janeiro. O menino nasceu com síndrome de alcoolismo embriofetal, transtorno que pode afetar bebês cujas mães consumiram bebidas alcoólicas durante a gestação. Hoje com 21 anos, ele estuda e tem uma vida normal, apesar do diagnóstico de autismo e bipolaridade. Breno foi o primeiro órfão a encontrar uma família pelo programa ‘Um Lar pra Mim’, do governo estadual, que estimula o acolhimento e a adoção por funcionários públicos concursados dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Às vésperas de completar 20 anos, em 2020, a iniciativa comemora a marca de 600 atendimentos a crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 18 anos e/ou aquelas com deficiência ou doença grave, de qualquer idade. Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), o programa já atendeu 390 servidores de 55 municípios, fornecendo subsídios entre três e cinco salários mínimos por mês para ajudar as famílias que realizam a adoção. Somente em 2019, foram 40 novos processos, contra 24 em 2018.

Iá, que também é mãe de Felipe, 35, até hoje se emociona ao contar como ocorreu o processo de adoção. “Foi o Breno quem escolheu a gente. Graças a ele, eu consegui superar o falecimento do meu marido, que foi a primeira pessoa que quis adotá-lo. O processo foi muito bonito. Primeiro, o juiz o autorizou a passar os finais de semana com a gente. Depois conseguimos a guarda provisória e, por último, a definitiva. Mudamos apenas o sobrenome dele, que virou Breno de Carvalho Pereira”.

Além de reduzir o tempo de permanência nos abrigos, o programa ‘Uma Lar pra Mim’ viabiliza direitos prescritos no artigo 4° do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dentre eles a convivência familiar e comunitária, o acesso à saúde, alimentação, educação, esporte, lazer, cultura e profissionalização. “É uma forma de oferecer dignidade, respeito e liberdade a essas crianças e adolescentes”, afirma Fernanda Titonel, secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Na pequena Cambuci, no Noroeste Fluminense, Mailliw Thomi, servidora do Tribunal de Justiça, adotou Gustavo em 2017, quando o adolescente já tinha 16 anos. Sobre a decisão, ela também se orgulha. “Adotar era sonho antigo, que se tornou realidade, com tudo o que ‘realidade’ conota. A adaptação é difícil, mas o tempo passa e o amor acontece, de ambos os lados. De longe, foi a maior e melhor decisão tomada”, diz.

Como aderir ao programa

‘Um Lar pra Mim’ é aberto apenas para funcionários públicos concursados, civis e militares, ativos ou inativos, para acolher crianças e/ou adolescentes. Os interessados devem cumprir uma série de exigências para realizar a adoção subsidiada

O auxílio-adoção concedido pelo governo vai de três a cinco salários-mínimos e perdurará até que a criança ou adolescente complete 21 anos, sendo prorrogado até os 24 anos, se comprovadas matrícula e frequência em curso de nível superior.

O processo total no Cadastro Geral de Adoção hoje dura cerca de três anos para adoção de crianças até cinco anos. Para a chamada adoção tardia, entre 5 e 18 anos, o processo costuma ser um pouco mais rápido e, nesse tipo de adoção, a criança que já tem documentos, recebe novo sobrenome e novos documentos.

A Subsecretaria de Gestão do SUAS e Segurança Alimentar da SEDSODH, que coordena o programa, também presta informações e orientações para o cidadão ou cidadã que tem intenção de entrar na fila de adoções convencionais.

Para buscar informações ou se candidatar basta ir pessoalmente à Coordenadoria do Programa ‘Um Lar pra Mim’ no prédio da Central do Brasil (Praça Cristiano Ottoni, s/nº, sala 722, no Centro do Rio de Janeiro) ou ligar para (21) 2334- 5522.