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Economia Rio

ASSERJ promove curso para geração de empregos

Capacitação oferecida pela Associação de Supermercados do Estado do Rio – ASSERJ, em parceria com a UFRJ, não exige formação superior. Com aulas 100% online e ao vivo, curso de extensão é focado na gestão de supermercados com método desenvolvido em Harvard.
Aprender na prática, com aulas dinâmicas e experiências de situações do cotidiano dos supermercados é o objetivo do curso online de extensão Gestão Estratégica de Supermercados que inicia em 02 de fevereiro.

O curso é realizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), em parceria com o Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escola de negócios reconhecida globalmente pela sua excelência.

São aplicados métodos ativos de aprendizagem, desenvolvidos em Harvard, e utilizados por business schools de todo o mundo. São discutidos problemas vivenciados por empresas muitas vezes reais, debatendo lentes teóricas, práticas e especificidades relacionadas aos supermercados. Os materiais são disponibilizados antecipadamente, na plataforma digital de acesso exclusivo da turma.

Com aulas 100% online e ao vivo, o curso de extensão é focado na gestão de supermercados e não exige formação superior. Os alunos, de qualquer lugar do mundo, vão ter acesso a um conteúdo inovador, visando a capacitação para uma gestão mais assertiva. São dois encontros por semana, às terças e quintas-feiras, com 3 horas de duração cada encontro.

A capacitação visa atender a demanda de profissionais que enxergam o crescimento do setor que projeta, para 2021, a abertura de pelo menos 30 novas lojas no estado do Rio de Janeiro e o crescimento das vendas em mais de 4,5%. O aumento se deve ao período da quarentena, em que os supermercados, como serviços essenciais, tiveram grande procura pela população.

No último ano, as redes associadas da ASSERJ tiveram um crescimento nas vendas de mais de 3,98% comparado ao ano de 2019. O setor supermercadista foi um dos que mais contratou em 2020, tanto por empregos fixos quanto por temporários, totalizando mais de 3.800 oportunidade de emprego no estado, somente no ano passado.

Para o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, o consumidor está cada vez mais exigente e os interessados no curso terão a oportunidade de aprender como lidar com esse novo perfil, além de crescer na carreira. “As empresas precisam estar cada vez mais preparadas. O consumidor de hoje quer um atendimento diferenciado. Com o crescimento do setor e a possibilidade de novas vagas é fundamental a capacitação que vai tratar as dores desse segmento tão importante para a população e a economia”, garante Fábio Queiróz.

As inscrições estão abertas para o curso Gestão Estratégica de Supermercados no site:

https://asserj.com.br/ideia/gestao-estrategica-de-supermercados/

GESTÃO ESTRATÉGICA DE SUPERMERCADOS – COPPEAD E ASSERJ

Programa Avançado para Executivos de Supermercados

Início: 02 de Fevereiro de 2021

Carga Horária: 90 horas de curso, com aulas 100% online e ao vivo, duas vezes por semana.

Vagas limitadas! Associado ASSERJ tem 15% de desconto.

Sobre a ASSERJ

Criada em 1969, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro tem como objetivo unir, servir e representar o segmento supermercadista nos cenários político, econômico e social, promovendo a interação entre os players e o desenvolvimento da qualidade da gestão. Hoje comandada pelo executivo Fábio Queiróz, eleito presidente em 2015, a ASSERJ representa os interesses de 300 grupos supermercadistas do Estado do Rio de Janeiro e oferece a seus associados diversos benefícios, como cursos de aperfeiçoamento, palestras, consultoria e assessoria na área jurídica. https://asserj.com.br
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Brasil Saúde

Empregados que se recusarem a tomar vacina podem ser demitidos por justa causa, alerta especialista.

 

Após a Anvisa confirmar a aprovação para uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca neste domingo (17), começa nesta semana o início oficial da campanha de imunização do governo federal contra a Covid-19.

Em meio a uma onda negacionista no Brasil em relação às vacinas, os brasileiros não podem ser obrigados a participar da campanha de imunização, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os cidadãos que recusarem a vacina estarão sujeitos a sanções previstas em lei, como multas e impedimentos de frequentar determinados lugares.

No âmbito da justiça trabalhista, o empregado que se recusar a tomar a vacina pode ser demitido por justa causa, já que estará trazendo riscos sanitários para os colegas. De acordo com o advogado especialista em Direito e Processo do Trabalho, Rafael Camargo Felisbino, a empresa pode demitir o funcionário em questão, mas é recomendável que haja uma tentativa de conversa antes de medidas mais definitivas.

“É possível dispensar a pessoa que se recusa a se vacinar por justa causa, já que é obrigação da empresa zelar pelo meio ambiente e pela saúde de seus empregados. A pessoa que se recusa a tomar a vacina coloca a saúde de todos os colegas em risco. Entretanto, é recomendável que a justa causa seja precedida de uma advertência ou suspensão, ainda mais se esta for a primeira recusa e o empregado em questão tiver um histórico bom na empresa”, explica.

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Colunas

Justa causa no empregador

Patrão e empregado. Ambos têm igualmente direitos e deveres. Ambos têm responsabilidades. E ambos têm papéis diferentes em uma relação que não tem prazo para acabar e que se espera seja harmônica e civilizada.

Porém há empregadores que se utilizando do seu poder potestativo – de mando – abusam do direito que possuem, de determinar providências e “passam do ponto”, nas ordens, na maneira com que se dirigem aos subordinados e extrapolam o bom senso do poder de mando e gestão.

E o que o empregado pode, impotente e achando-se o inferior nesta relação, fazer? Rescisão indireta do contrato de trabalho, ou como é conhecida, justa causa no empregador.

O motivo mais comum para a rescisão indireta do contrato de trabalho é a falta de recolhimentos das verbas próprias do contrato de trabalho, costumeiramente, os recolhimentos previdenciários e do FGTS.

A exigência de serviços superiores às forças do empregado, não só a força física, mas a intelectual também é motivo para a aplicação da justa causa no empregador. Como exemplo dos esforços físicos pode ser a exigência de que o empregado remova objeto com peso acima de 60kg sem ajuda de aparelho mecânico (artigo 198 da CLT). Quanto à força intelectual, a exigência de que o empregado elabore grande número de textos em espaço de tempo pequeno, o que será impossível sua realização.

A exigência de realização de serviços que são proibidos por lei, também é procedimento errado, como, por exemplo o trabalho do menor em local perigoso, insalubre ou em horário noturno, transportar substância ilícita ou também executar, por ordem do empregador, uma tarefa lesiva ao patrimônio ou à moral de alguém.

A exigência de serviços contrários aos bons costumes também enseja a rescisão indireta, sendo um pouco mais difícil de precisar, pois é necessário adotar o princípio do bom senso, do comportamento respeitoso normalmente aceito pelas pessoas e a sociedade em geral, para definir quando não é. Como um exemplo, pode-se dizer quanto o empregador orienta seu funcionário (a) a manter um relacionamento com um cliente importante para o estabelecimento.

A exigência de serviços alheios ao contrato, – muito comum – quando o empregado recebe ordens para executar tarefas para as quais não foi contratado, como determinar que o porteiro deva pintar as paredes da casa do síndico, ou que um professor exerça a função de motorista ou a costureira faça a limpeza semanal na casa do patrão.

Quando o empregado é tratado com rigor excessivo, que é quando acontece uma perseguição contra o empregado, passando a tratá-lo de forma diferente da que trata os demais e aplicando punições exageradas, desnecessárias e sem sentido. Há casos de inclusive o comportamento configurar assédio moral ou sexual.

Perigo evidente de mal considerável também dá motivo e ocorre quando o empregado é exposto a situações perigosas não característica das atividades para o (a) qual foi contratado, como por exemplo, obrigar o empregado a trabalhar “em altura ou obras em construção sem o fornecimento de equipamentos de proteção adequados”..

Ato lesivo da honra e boa fama pode ser não só contra o empregado, mas também contra pessoas da sua família. Honra englobando a reputação e dignidade do empregado. Boa fama no tocante a pessoa perante a sociedade em que vive. A ofensa física, quando praticada pelo empregador, enseja a justa causa no patrão, desde que não seja em legítima defesa.

A redução do trabalho afetando o salário, por exemplo, quando o empregado trabalha por produção ou por quantidade que produz e tem o seu trabalho reduzido, diminuindo o valor do salário que recebe, por perseguição, também é motivo para a rescisão indireta do contrato de trabalho.

Acontecendo uma das hipóteses acima descritas, o empregado deverá comunicar a justa causa no empregador, de preferência através de telegrama, com aviso de recebimento, e posteriormente com uma ação judicial, dizendo que não quer mais trabalhar para ele, requerendo o reconhecimento da rescisão indireta, bem como o pagamento de todas as verbas rescisórias devidas e, em muitas ocasiões, dependendo do motivo, caberá ainda uma ação de indenização por danos morais.

Na dispensa indireta, ou justa causa no empregador, o empregado tem direito a receber as verbas rescisórias como se tivesse sido demitido sem justo motivo, ou seja, aviso prévio, férias, décimo terceiro salário, saldo de salário, multa de 40% do FGTS, levantamento dos depósitos do FGTS e seguro desemprego.

Para a ação judicial, o empregado deve ter todos os documentos que possam ser utilizados como prova – salvo os obtidos de forma ilícita – e também testemunhas que possam confirmar suas alegações em Juízo.

A simples falta de recolhimento do FGTS não é grave suficiente para motivar a rescisão indireta. O mesmo ocorre com as férias. Mas o não pagamento das férias e o não recolhimento do fundo de garantia em conjunto já são motivos ensejadores da justa causa no empregador. Não pagar as férias, ou ficar sem motivo razoável, por três meses sem efetuar o pagamento dos salários, também é passível deste proce

ANA CRISTINA CAMPELO

Advogada e jornalista / MTb 38578RJ

[email protected]

 

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Notícias do Jornal

Reinventar-se no trabalho é a palavra de ordem contra a crise

O mundo enfrenta uma pandemia, que está impactando direta e, indiretamente, o mercado de trabalho. Em meios às incertezas econômicas e sociais que o Brasil está vivendo, o medo de perder o emprego é uma delas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou que a atual crise poderia deixar mais de 25 milhões de pessoas desempregadas em todo o mundo.

“O medo é um ponto de interrogação na nossa vida. Está ligado ao desconhecido. O que vai ser de mim? O que vai acontecer?”, sentencia o empreendedor e escritor do livro “Coragem para Vencer”, Fabiano Barcellos. Ele largou a medicina para trabalhar com marketing de relacionamento e vendas online e hoje é referência no mundo do empreendedorismo. Aqui,  Fabiano mostra algumas estratégias para diminuir as chances de perder seu emprego ou o medo de ficar desempregado.

1 – Seja proativo no trabalho. A pessoa precisa se manter acima da linha da média.

2 – Aumente seus relacionamentos. Não é ser puxa-saco. Conheça, converse com as pessoas. Se você está no cargo de chefia, coordenador, não dê apenas ordens, converse, pergunte da vida da pessoa com quem trabalha. Inclusive, isso aumenta a empatia das pessoas em relação a você.

3 – Esteja sempre atualizado, conheça as tendências de sua área, estude os melhores cases. Surpreenda positivamente. Se você está numa reunião, discussão ou negociação, por exemplo, tente surpreender positivamente. Ninguém está esperando que você faça aquilo, mas você foi lá e fez!

4 – Não procrastine nenhuma tarefa. Procrastinar não é uma palavra errada, mas priorize procrastinar as coisas certas. Saiba o que é urgente e o que é importante.

5 – Entregue as metas antes do prazo. Isso é uma atitude que pode fazer você se tornar indispensável.

6 – Seja pontual, poucos brasileiros são.

7 – Geralmente, o brasileiro espera as coisas acontecerem para depois ver o que fazer, tentar se organizar. E é justamente o contrário. A pessoa precisa se preparar, estar bem estruturado. Ter um plano B, porque caso isso realmente aconteça, ela já tem o que fazer.

8 – É Importante se perguntar: “O que além do que eu faço, eu curto fazer?” Comece a fazer em paralelo.

9 – Organize a vida antes de alguma situação acontecer. Não tenha apenas uma fonte de renda. Diversifique seus investimentos.

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Brasil Destaque

Como fica o período de férias em caso de suspensão de trabalho na pandemia

Este ano vem sendo atípico e o resultado desse chamado ‘novo normal’ é que os impactos são sentidos nos mais variados pontos relacionados ao contrato de trabalho. Assim, uma dúvida que fica é: como será as férias para quem teve redução ou suspensão da jornada de trabalho?

Em relação a esse ponto, é importante entender que o direito às férias é adquirido a partir da soma de doze meses de trabalho pelo empregado. Assim, no caso de redução de jornada, não se tem o que contestar, o período segue normalmente neste ano. O ponto que pode ser discutido é sobre a soma do período para aquisição das férias quando o contrato de trabalho esteve suspenso.

Infelizmente não existe na legislação nenhuma fundamentação expressa que preveja o cômputo do período ao qual o contrato de trabalho esteve suspenso. Essa falta de fundamentação pode levar a empresa a pagar as férias sobre o período ao qual o contrato estava suspenso. Assim, se o contrato estava suspenso e as férias têm o cunho de descanso, o empregado não estava trabalhando e nem à disposição da empresa, não parece razoável a contagem desse tempo para fins de período aquisitivo de férias, explica o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil (www.confirp.com), Richard Domingos.

Contudo, ele explica que, como não há definições claras, alguns especialistas defendem a contagem desse período na contagem das férias e outros já se posicionam pela não contagem.

Há uma terceira linha que alguns especialistas defendem, que o período suspenso não deve ser considerado como período aquisitivo e reforçam que a empresa deve pagar as férias desse período de forma proporcional dentro do prazo estabelecido na legislação para evitar a dobra (a empresa pode incorrer na penalidade de pagar o dobro das férias quando paga em atraso).

Assim, se um empregado ficou suspenso 180 dias, logo teria que receber 15 dias de férias e não 30, e essas férias devem ser pagas e aproveitadas até o 11º mês de completado os 12 meses de contrato (sem a interrupção da suspensão).

Infelizmente, em muitos casos, apenas o judiciário dirá quem está certo. Nosso direcionamento para nossos clientes é que, em relação a esse tema, a forma da empresa não ter nenhum questionamento sobre o assunto é computar o período suspenso como período aquisitivo, não alterando a programação de férias do trabalhador, explica Richard Domingos.

Como se pode observar,  o campo é bastante abrangente e o tema é bastante fértil. Embora muitos especialistas se posicionam de forma conservadora e a favor de que a empresa tenha que pagar toda a conta, muitos outros defendem o lado oposto. O ponto é que a insegurança jurídica e falta de clareza na legislação causam esse tipo de discussão. Por falta de um posicionamento pontual por parte do poder executivo e legislativo, caberá ao judiciário a decisão final sobre a questão.

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Destaque Economia

Bolsonaro prorroga novamente programa de redução de salários e jornada

O presidente Jair Bolsonaro editou um novo decreto na segunda-feira (24) à tarde para prorrogar mais uma vez os prazos da redução de jornada e de salário e da suspensão do contrato de trabalho para os trabalhadores afetados pela pandemia de covid-19. A medida será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), segundo informou a Secretaria-Geral da Presidência da República. Em julho, um decreto anterior estendia o programa de 90 para 120 dias, agora esse prazo será de 180 dias.

“Acabei de assinar um decreto prorrogando por dois meses um grande acordo, onde o governo entra com parte do recurso, de modo que nós venhamos a preservar 10 milhões de empregos no Brasil”, afirmou Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, ele aparece ao lado do ministro Paulo Guedes e do secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

A proposta altera os períodos máximos de realização dos acordos para redução proporcional de jornada e de salário, suspensão temporária de contrato de trabalho e pagamento do benefício emergencial em razão da realização desses acordos.

Como funciona
Pago aos trabalhadores que aderem aos acordos, o Benefício Emergencial (BEm) equivale a uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.

No caso de redução de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, o governo paga um benefício emergencial ao trabalhador para repor parte da redução salarial. As empresas podem optar ainda por pagar mais uma ajuda compensatória mensal a seus funcionários que tiveram o salário reduzido.

O benefício é calculado aplicando-se o percentual de redução do salário a que o trabalhador teria direito se fosse demitido e requeresse o seguro-desemprego. Se o trabalhador tiver jornada e salário reduzidos em 50%, seu benefício corresponderá a 50% do valor do seguro desemprego ao que teria direito, se tivesse sido dispensado. No total, o benefício pago pode chegar até a R$ 1.813,03 por mês.

No caso de suspensão do contrato de trabalho em empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o trabalhador receberá 100% do valor do seguro desemprego a que teria direito. Para empresas com faturamento maior, o valor do benefício pago pelo governo será 70% do seguro desemprego, enquanto a empresa pagará uma ajuda compensatória mensal de 30% do valor do salário do empregado.

Como o dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Ministério da Economia informou que a prorrogação não terá impacto no orçamento do programa, estimado em R$ 51,3 bilhões.

Desde o início do programa, em abril, 16,3 milhões de trabalhadores já fecharam acordo de suspensão de contratos de trabalho ou de redução de jornada e de salário em troca de complementação de renda e de manutenção do emprego. As estatísticas são atualizadas diariamente pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia num painel virtual.

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Destaque Saúde

Fisioterapeuta ressalta a importância da ergonomia em home office

Com o distanciamento muitas pessoas passaram a realizar atividades em casa, mas é importante adequar o ambiente para evitar dores

Durante a pandemia trabalhar em casa se tornou uma realidade para muitas pessoas. Embora estar em casa possa parecer mais confortável nesse período, a mobília pode ser um grande problema, causadores de dores e má postura que precisam ser regulados para não gerar transtornos mais graves no futuro.

O fisioterapeuta Fábio Akiyama explica que o home office pode ser prejudicial para a coluna quando os equipamentos essenciais não são ergonômicos. “Quando em casa as pessoas podem se acomodar para trabalhar na mesa de jantar ou no sofá, o que não é ideal. Uma cadeira confortável e uma mesa adequada para essa atividade fazem toda a diferença e precisam estar de acordo com a altura de cada pessoa”, relata.

Algumas dicas para o trabalho em casa é que a tela do computador esteja na altura dos olhos, evitando a necessidade de levantar ou abaixar a cabeça, já os pés devem estar em 90º com a base no chão. Para isso não é necessário adquirir inúmeros itens, mas sim adaptar os que já existem, como colocar algum apoio sob os pés ou alguns livros embaixo da tela do computador para que ela alcance os olhos.

O home office também pode trazer consequências no psicológico, como a cobrança de passar o dia em frente ao computador para não perder nenhum momento ou em caso de emergências. Por esse motivo o profissional ressalta a importância de levantar periodicamente para tomar uma água ou alongar o corpo, alterando a posição e evitando dores.

O mesmo vale para as crianças, é fundamental que elas se movimentem e não passem o dia na mesma posição, que pode prejudicar a postura. Nesse caso é interessante procurar por atividades lúdicas, permitindo que as crianças fiquem ativas mesmo com o distanciamento social.

Recorrer a remédios no momento em que as dores chegam não é o ideal, já que eles não são efetivos nesse caso. “Os remédios apenas mascaram as dores. Quando uma pessoa está há tempos sentada em uma cadeira que causa o problema e toma um remédio, o efeito permite que a pessoa continue sentada nessa posição por ainda mais tempo. Aumentando a exposição da pessoa a uma postura inadequada, prejudicando a coluna e o restante do corpo também”, Fábio informa.

Existem diversas formas de fazer com que o ambiente seja adequado, mas o primeiro passo é reconhecer quais são os problemas que estão causando dores e então procurar um profissional que possa ajudar a melhorá-las, além de utilizar a equipamentos ergonômicos.

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Tendências

Brasileiros afirmam que levarão novos hábitos pós isolamento

Por Alessandro Monteiro

 O que era para ser apenas uma “quarentena”, já passou dos seus 60 dias. A Covid-19 não nos trouxe somente um vírus indesejado, mas também, a possibilidade de mudança. Tivemos que nos reinventar, mudar ou adaptar nossos hábitos diários, nossa vida profissional, nossa rotina de vida.

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Toluna, parte dos Brasileiros já se identificou com essa mudança, achando “normal” essa nova maneira de trabalhar, de interagir, de viver.

Os entrevistados afirmam que pretendem levar os novos hábitos adquiridos, para a vida toda. 59,5% prometem higienizar tudo que entra em casa, já 49,6% continuarão a cozinhar, 43% juram que os cursos online permanecerão em sua rotina.

A Fonoaudióloga e professora de Oratória no Clube da Fala, Laila Wajntraub viu o número de participantes aumentar absurdamente nas suas aulas experimentais online.

Com a pandemia você sentiu um aumento na procura por cursos de oratória?

Antes no presencial, tínhamos uma média de 30 pessoas mensalmente. Em abril esse número saltou para 300, um aumento de 900%.

Há procura de Brasileiros que estão em outros Estados ou Países para essas aulas online?

Sim, tivemos que criar um curso on-line ao vivo e estamos tendo a oportunidade de atender brasileiros de outros estados ou que morem em outros países. Já tivemos alunos Brasileiros que moram na Índia, França, Estados Unidos.

O que você tirou de positivo nesse período de crise, isolamento e pandemia?

Conseguimos alcançar o máximo de pessoas que presencialmente, nunca tinha chegado ou ouvido falar no Clube da Fala. Dei palestras para empresas, atingi mais de 1000 pessoas no mês de abril. Fiz 2 palestras in company (com 30 participantes).

Quais as carreiras, faixa etária, público que mais procuraram por vocês?

O número de consultas aumentou 100%. Houve muita procura de estudantes, advogados, engenheiros, médicos, empresários, professores, profissionais e gestores que precisavam passar seus conhecimentos por videoconferências e gravarem vídeos para seus colaboradores.

“Por conta da crise mundial estamos revolucionando o Clube da Fala. Tudo on-line e ao vivo. Criando a todo tempo, novas formas de expandir a força e ajudar. Mas com certeza, estamos aprendendo e crescendo com tudo isso”. – Finaliza a fundadora do Clube da Fala, Laila Wajntraub.

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Destaque Economia

Os Impactos do coronavírus nas relações de trabalho e na economia

Por Alessandro Monteiro

 

Um dos piores momentos após da Segunda Guerra Mundial vividos pelo mundo e provocando questões sérias no atual cenário que estamos vivendo. O fato é que a crise impacta em dois sistemas importantes do país, a saúde e a economia.

Analisando os últimos dez anos, a bolsa brasileira caiu mais de 10% no fechamento do dia, sendo que, dessas nove datas, quatro foram em 2020. Na crise de 2008, essa forte queda ocorreu duas vezes. Nem no dia 11/09/01, com o atentado em NY, ou no dia seguinte do episódio conhecido como “Joesley Day”, o Ibovespa recuou tanto.

Hoje, o que diferencia a crise da saúde que afeta de forma agressiva a economia, é o isolamento social. As pessoas não estão circulando, permanecendo em casa, sem opções de lazer, turismo e trabalho.  Logo, o setor de serviços que corresponde mais de 60% do PIB, sendo também o que mais emprega pessoas, sofre enorme impacto.

É importante pensar que o isolamento social não é o único responsável pelos impactos gerados na economia, nem um problema exclusivamente do Brasil, porém, estamos a mais de 10 anos sofrendo com o impacto gerado pela corrupção e a falta de responsabilidade dos atuais líderes governamentais.

Além das brigas políticas, que fazem parte do jogo democrático, eles não conseguem se entender na condução da crise, e muito menos as políticas de combate ao coronavírus, que segundo especialistas, ainda não atingiu a curva de ascensão no país.

É sabido, que o Brasil, principalmente na cidade do Rio de Janeiro a saúde está em crise desde sempre. O atual Prefeito Marcello Crivella parece não conseguir responder as expectativas de governo, falhando gravemente na administração das OS’s, clínicas da família, Upas e hospitais de referência como o Raul Gazolla.

Por outro lado, o Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, desde o início da pandemia, tenta governar de forma independente, pelo fato de não conseguir estabelecer uma conversa amigável com o governo federal e semanalmente publicar Decretos com medidas ainda mais restritivas a circulação de pessoas e ao funcionamento do comércio.

 

A pandemia do coronavírus também trouxe, um grande prejuízo a classe trabalhadora. No Brasil, a estimativa de desempregados pode chegar a 17 milhões de trabalhadores. Um cenário tenebroso tanto para o mercado de trabalho, como para a recuperação da renda das famílias.

Os setores de atendimento ao público, automóveis, moda e turismo são os mais afetados momento, pois durante a evolução da pandemia, são tidos como não essenciais para o momento.

Hoje, a escalada da pandemia vem num crescente, são mais de 25.000 infectados, 1390 mortes no Brasil, a classe trabalhadora quase toda em casa, gerando cada vez mais um cenário incerto e um poço sem fundo para quem está em busca de recolocação no mercado.

Logo, as estatísticas não mostram a real situação do país, e os casos são tratados de forma isolada, com base nos sintomas, sem testagem para um diagnóstico correto.

Meio ao caos, é extremamente grave, a pessoa ainda perder o emprego e sobreviver sem salário, mas prevendo a crise, pouco antes do início da pandemia, empresários de pequeno e médio porte anteciparam os cortes de funcionários.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo irá liberar 147 bilhões de reais na economia durante os próximos três meses, na tentativa de blindar a economia do país. Também anunciou que o governo planeja tirar das empresas a responsabilidade de pagar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador por três meses.

Nesse pacote, as pequenas e médias empresas também ficam pelo mesmo período isentas de pagar o Simples, estimado em 22 bilhões de reais de diferimento. Guedes, também anunciou que o Sistema S (Sesi, Sesc, Senai) ficará pelo mesmo período sem 50% das contribuições feitas pelo cidadão.

Não dá para voltar, é preciso se adaptar e reinventar. Um momento importante para analisar as mudanças de comportamento dos consumidores e como se pode aproveitar isso. Talvez seja, a melhor receita para recomeçar e sobreviver.

O Presidente Jair Bolsonaro desde o início da pandemia, foi contra o isolamento social e responsabiliza governadores pelas crises geradas pela medida. Bolsonaro também afirmou que a população não segura mais que três meses, o processo de quarentena e que depois, o país enfrentará a crise do desemprego, da miséria, da fome e da violência.

2020 é ano de eleição, logo, é notória algumas disputas políticas e de poder, na tentativa de fazer o papel de “o salvador da pátria”, ganhando visibilidade e prestígio. Porém, todos nós, brasileiros, sabemos que aqui, a coisa não funciona bem assim.

Dificilmente no Brasil, algum político buscou realizar algo em prol do povo sem tirar vantagem.  Medidas radicais foram adotadas pelo atual governador do Estado de São Paulo, João Dória e Wilson Witzel, aqui do Rio de Janeiro, e já conhecidos como desafetos do atual presidente, logo, criaram mais crise política e desentendimento no governo.

Enquanto um autoriza, horas depois outro desautoriza e o barco segue. Na última semana, o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, ficou na corda bamba do governo, por criar medidas de prevenção ao coronavírus e reforçar os pedidos quarentena. Para Jair Bolsonaro, essas medidas “vai matar o povo de fome”.

No rio, mais da metade dos bares e restaurantes estão fechados e com risco de não conseguir reabrir após o fim da quarentena. Atualmente, 45% dos proprietários acreditam que não irão conseguir retomar as operações, logo, mais de 120 mil empregos na corda bamba.

 

Na segunda-feira (13), o Governo do Estado anunciou a distribuição de vales no valor R$ 100,00 para alunos da rede pública estadual enquanto durar o processo de interrupção das aulas presenciais. De certa forma ajuda, mas é um pequeno paliativo na crescente fome que assola o estado.

Enquanto o ódio e cobiça permanecer em linha crescente no mundo, os pobres e a classe trabalhadora continuará sendo a parte mais prejudicada do sistema. O que observamos, é uma falha gravíssima de gestão, colocando em jogo a saúde da população e a economia.

Atrás de todos os interesses e desavenças políticas, está a eleição, que ao mesmo tento faz criar uma doença letal na visão de entendimento. Todas as medidas de prevenção são importantes, mas o povo precisa voltar a trabalhar o quanto antes, caso contrário, a situação entrará num colapso geral.

Sobre a reforma administrativa e tributária que estavam no gatilho, ficaram para depois. Enquanto a crise permanecer, investidores dificilmente receberão.

 

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Destaque Economia

MP que permite corte de até 70% do salário está em vigor

O governo anunciou medida provisória que vai permitir às empresas reduzir jornada e salário de funcionários em até 70% por até três meses, ou suspender totalmente o contrato de trabalho e o pagamento de salário por até dois meses. Em ambos os casos, o trabalhador receberá seguro-desemprego, em parte ou na íntegra, pago pelo governo como compensação. A medida faz parte do combate aos impactos do coronavírus.

A redução na jornada e no salário poderá ser de 25%, 50% ou 70%. Não ficou claro pela apresentação do governo se será possível negociar, em acordo coletivo, um percentual diferente destes.

Em contrapartida, o empregado terá estabilidade no emprego por um período igual ao da redução da jornada ou suspensão de contrato. Por exemplo, se o acordo for de dois meses, ele terá estabilidade durante quatro meses.

A suspensão poderá ser firmada por acordo individual com empregados que recebem até três salários mínimos ou mais de dois tetos do INSS (12.202,12) e que tenham curso superior. Fora dessas condições será preciso firmar acordo coletivo.