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Notícias do Jornal Rio

UERJ adia vestibular para 2 de maio

 

O Vestibular 2021 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que estava marcado para acontecer em 28 de fevereiro, foi adiado para o dia 2 de maio. A instituição realizará uma prova única por causa da pandemia da Covid-19.

A universidade informou que a mudança na data do exame de todos os 46.209 já candidatos foi alterada automaticamente e que, futuramente, eles só precisarão escolher o curso em que desejam ingressar, bem como informar a opção pelo sistema de cotas.

A prova reunirá questões objetivas e a redação. Dois livros de literatura permanecem entre os conteúdos cobrados: “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, para a área de Linguagens da parte objetiva, e “1984”, de George Orwell, para a redação.

Conforme a UERJ, as mudanças no vestibular levaram em consideração o aumento de casos de Covid-19 no estado e têm como base um parecer da Comissão criada internamente para avaliar os riscos da pandemia no meio acadêmico.

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Destaque Rio Saúde

Uerj inicia vacinação de idosos contra a Covid-19

 

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) começou a vacinar contra a Covid-19 os idosos com 99 anos ou mais, nesta segunda-feira (01/02). A imunização acontece no campus Maracanã no esquema drive-thru e vai ocorrer sempre de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, de acordo com as faixas etárias determinadas pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, seguindo o calendário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. O calendário prevê uma idade por dia, ou seja, nesta terça-feira (02/02), serão vacinados aqueles com 98 anos, e assim o procedimento seguirá nos próximos dias.

A primeira a chegar para se vacinar foi Haymee Lima Figueiredo, de 99 anos. A idosa que está morando na casa da neta temporariamente, completará 100 anos do dia 21 de maio e não escondeu a alegria de ser a imunizada. “Estou muito feliz, em breve vou poder sair sem máscara, encontrar os familiares e voltar a morar na minha casa”, ressaltou.

Neta de Haymme, a professora Sanny Cotta disse que a avó sempre foi muito ativa e estava na expectativa de tomar a vacina. “Minha avó sempre morou sozinha, mesmo com 99 anos, mas ela levou um tombo e, desde então, ficou com alguma dificuldade de locomoção. Com a pandemia, achei melhor levar ela para morar comigo, até se recuperar totalmente. Agora, com a vacina, ela está com esperança de retomar a vida dela como era antes “, explicou.

Para o reitor em exercício da Uerj, Mario Sergio Alves Carneiro, é um orgulho a Uerj poder ajudar no processo de vacinação. “É uma alegria colocar a Uerj nesse processo de vacinação, prestando esse serviço à população. O reitor Ricardo Lodi já havia determinado que a Uerj se colocasse à disposição e logo depois recebemos a proposta da prefeitura de criar o esquema drive-thru e nós aceitamos na hora. Temos uma área de Saúde muito importante e todos esses profissionais estarão trabalhando para vacinar a nossa população”.

Fotos : Carlos Magno

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Destaque Saúde

Faça a sua parte: proteja vidas, inclusive a sua!

Por Sandro Barros

Muitos ainda não se deram conta de que vivemos uma catástrofe que assombra o mundo. Outros sabem disso claramente, mas optam por negligenciar essa realidade. E uma boa parte, felizmente, sabe que temos um sério problema devido à pandemia da covid-19, um grande desafio para a humanidade, e que só vamos superá-lo com união, trabalho, fé e determinação.

É preciso ter a consciência de que cientistas de todo o planeta estão trabalhando incansavelmente para descobrir uma vacina capaz de acabar com esse pesadelo em que se transformou o novo coronavírus. Enquanto não é criada uma vacina e a contaminação não é controlada, a recomendação de especialistas é a de que todos devem manter o distanciamento social.

Mas, lamentavelmente, muitas pessoas não levam a sério as recomendações de médicos e cientistas e se portam como se estivessem em férias. O triste exemplo que veio da Itália, onde as autoridades em princípio menosprezaram o poder de destruição do vírus − e agora paga um preço altíssimo por isso −, parece não ter sensibilizado uma parcela significativa da população.

Em diversas cidades brasileiras, inclusive o Rio de Janeiro, a flexibilização da quarentena, com abertura de alguns estabelecimentos comerciais, soou para muitos como se fosse um ‘grito de liberdade’, como se ir à rua, com uma parcela sequer usando máscara, fosse algo sem consequência. Assim, temos visto uma grande circulação de pessoas, inclusive em shoppings e nas orlas. Mas, ao não respeitar as recomendações dos especialistas, essas pessoas estão colocando em risco sua própria saúde, bem como a saúde de seus familiares e amigos.

Instinto de sobrevivência

Vivenciamos uma situação que não é fácil. Termos rompido a ‘normalidade’ bruscamente, distanciados da rotina de antes por meses, pode trazer um tipo de desespero emocional, afetando diretamente nosso comportamento. São dias e dias de privações, medos e ansiedades, durante os quais recebemos muitos estímulos negativos e poucos estímulos positivos. São reações humanas, sabemos disso.

No entanto, devemos considerar algo que, pelo menos por enquanto, parece ser unânime: o coronavírus está ganhando a ‘guerra’. Somente no Brasil são 1.344.143 casos confirmados e 57.622 mortes pela doença, segundo informações do Ministério da Saúde de 28 de junho. Então, manter o distanciamento social também é uma forma de preservar outra face da natureza humana: o seu instinto de sobrevivência.

Não atender as recomendações de se manter em quarentena também significa um desrespeito aos milhares de profissionais da área de saúde, que colocam suas vidas em risco em defesa da sociedade. É também ofensivo para outras categorias, como policiais, bombeiros, garis entre outras, que igualmente se arriscam no dia a dia.

Enfim, se desejamos vencer a covid-19 e construir um mundo melhor, mais justo e solidário, é fundamental seguir as recomendações dos cientistas. Temos − e devemos − cobrar dos governantes um total compromisso com o bem-estar da população, mas isso só não é o bastante. Cada um de nós precisa também fazer a parte que nos cabe. E você, está fazendo a sua?

Ficar em casa segue sendo o mais seguro

Estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de ser infectado pelo novo coronavírus é maior. Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas neste momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte. O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o ‘swab’ ─ um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso ─ foi usado em pontos de ônibus, corrimãos, entradas de hospitais e até mesmo bancos de praças. Das 101 amostras colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

Matheus Westin, infectologista e professor de medicina da UFMG, a organização dos lugares em categorias de risco faz sentido. Ele explica que há três critérios básicos para avaliação de risco de locais públicos. “Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local”.

O médico lembra ainda que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção. O estudo classificou as áreas de risco de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos.

O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável. Segundo Westin, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes.

O site da UFMG afirma que o estudo não pode ser considerado científico, mas que as evidências corroboram a escala de perigo de infecção.

Estudo da Uerj recomenda a suspensão da flexibilização social no estado do Rio

Pesquisadores na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que integram o portal Covid-19: Observatório Fluminense, recomendaram, em 24 de junho, ao governo do estado do Rio a suspensão das medidas de flexibilização social, caso as taxas de óbitos e infecções por coronavírus permaneçam subindo.

A análise da 25° semana epidemiológica, compreendida entre 14 e 20 de junho, traz um alerta para os governos do estado e municípios. O relatório recomenda que haja investimento em testagem em massa para detectar casos assintomáticos e, dessa forma, reduzir a propagação do vírus. Além disso, o estudo aponta que se o aumento de casos persistir por muito tempo, “os efeitos em termos de mortalidade podem ser catastróficos”.

Para o professor Lisandro Lovisolo, um dos coordenadores do portal, os casos vão aumentar e será necessário tomar medidas de contenção novamente. “O movimento recente da epidemia na cidade do Rio de Janeiro indica que ela volta a ganhar força”. O professor analisou que a reabertura ocorreu de forma muito rápida. “Podia ter esperado um pouco mais”, revelou.

O estudo desenvolvido pela Uerj revela ainda que, caso o estado do Rio de Janeiro fosse considerado como um país, estaria hoje na sétima posição no ranking dos países, com uma razão de 511 mortos por milhão de habitantes, empatado com a Suécia. Segundo o relatório, a cidade de Niterói, na região metropolitana, apresenta a maior incidência de casos confirmados de covid-19 por 100 mil/habitantes. Já a capital fluminense lidera com o maior número de óbitos.

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Esportes

Uerj lança Museu Virtual do Esporte com exposição sobre a Copa de 1970

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) lançou oficialmente nesse domingo (19) o Museu Virtual do Esporte (eMuseu do Esporte), que receberá colaborações da população para perpetuar a história das várias modalidades esportivas e suas paixões e legados principais. Na abertura, foi inaugurada a primeira exposição temporária virtual intitulada Ciência x Mitos: lições da Copa de 1970 para o atual momento, com curadoria e acervo de Lamartine da Costa, professor da pós-graduação de Educação Física da Uerj e idealizador do projeto junto com a pesquisadora Bianca Gama.

Lamartine da Costa disse que a ideia de ter um museu virtual que destacasse todos os esportes, e não apenas o futebol, surgiu há dois anos, por iniciativa sobretudo de Bianca Gama, que foi aluna do programa de pós-graduação em ciência do esporte e do exercício, do qual Costa é professor colaborador.

Bianca Gama detalha que a ideia, nascida nas aulas de doutorado, se transformou em um projeto incubado no Departamento de Inovação da Uerj (InovaUerj), com objetivo de dar visibilidade a iniciativas e pessoas ligadas ao esporte em geral. “A intenção é criar um museu através da construção colaborativa de toda a sociedade, incentivando, promovendo, divulgando e registrando a importância que o esporte tem em nossas vidas, como agente de transformação social, além de mostrar a enorme paixão que desperta”, salientou.

Inovação e colaboração

O museu tem oito exposições programadas. A ideia, disse Costa, é fazer exposições temporárias temáticas com autores, como é tradição da museologia, e exposições colaborativas.

“São pessoas que tiveram algum evento relacionado ao esporte que mandam uma foto e um fato, ou duas fotos e dois fatos. A exposição será dessas pessoas com essas figuras. Uma comissão vai selecionar, orientar e melhorar os trabalhos. É um trabalho colaborativo, tanto da parte do pessoal que opera o museu, a maioria de voluntários, e os assistentes que vão produzir suas próprias exposições. É uma ideia interessante. Você combina o que era da tradição com a inovação, dentro de um contexto tecnológico”, revelou o professor da Uerj.

Lamartine da Costa avalia que houve nos últimos tempos um certo distanciamento das pessoas em relação aos museus. A proposta do eMuseu do Esporte atrai novas pessoas e valoriza a cultura do passado, a história dos esportes de maneira geral. “É uma ideia interessante, que envolve o indivíduo comum como expositor, ainda mais nesse período de isolamento social causado pela pandemia do coronavírus. Você tem que ser criativo e elaborar atividades para as pessoas. Todo mundo tem interesse em publicar sua própria história, principalmente o pessoal do esporte que tem isso como uma característica, guarda fotos, acontecimentos. É um pessoal ideal para uma exposição colaborativa”.

Seleção de 1970 (Foto: Reprodução)

Conhecendo o salão

O eMuseu do Esporte terá galerias permanentes e, a partir de junho, oferecerá visitas virtuais aos interessados. A partir de hoje, entretanto, o público que acessar o museu poderá conhecer o salão de exposições. Lamartine da Costa informou que haverá duas versões. Uma, mais sofisticada, tem um avatar, que é ele próprio, que mostra a primeira exposição temporária, destacando detalhes interessantes para os visitantes. Outra versão é mais simples e se destina a celulares e computadores. Costa observou também que há exposições interessantes para crianças.

Das galerias permanentes que serão criadas, quatro são de confederações brasileiras desportivas. “Quer dizer, o próprio esporte formal do Brasil aderiu à ideia. Temos aí uma potência proximamente”, concluiu Costa.

A diretora do InovaUerj, Marinilza Bruno de Carvalho, salientou a alegria que era poder ver projetos como esse se transformando em realidade. “A ideia do eMuseu nasceu dentro da Uerj, por meio do projeto de uma doutoranda nossa. Que essa plataforma cresça e ajude a difundir o esporte como potência e inclusão social”.

Com informações da Agência Brasil