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Estudantes da UFRJ conquistam título em campeonato mundial de debates em inglês

Sociedade de Debates da UFRJ é reconhecida entre as melhores do país

O movimento brasileiro de debates, ainda pouco conhecido fora do ambiente acadêmico, está crescendo e se tornando um dos mais importantes do mundo. Na última semana, os universitários Isabella Refkalefsky e Gabriel Guia, membros da Sociedade de Debates da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SDUFRJ), conquistaram juntos o título de vice-campeões do Doxbridge Worlds 2021, campeonato mundial de debates em língua inglesa, organizado por estudantes das universidades de Durham, Oxford e Cambridge, todas da Inglaterra.

Disputando na categoria “EFL” (Inglês como Língua Estrangeira), Gabriel e Isabella competiram com mais de 500 equipes de todo o mundo em nove rodadas classificatórias. O título é inédito para a Sociedade de Debates da UFRJ porque é a primeira final de um grande campeonato em língua inglesa.

Gabriel Guia, estudante da Faculdade Nacional de Direito (FND), de 26 anos, considerado um dos melhores debatedores competitivos do Brasil, afirma que a conquista do título representa o esforço e dedicação para o movimento de debates.

“É extremamente satisfatório ver que o tempo que dedicamos ao movimento teve frutos. Conhecemos muitas pessoas, algumas delas consideradas as melhores debates do mundo, e de universidades de elite, como Harvard, Yale, Cornell, entre outras, e tivemos um ótimo desempenho contra elas. Vemos, hoje, que o movimento brasileiro quer dar um novo passo, quer se internacionalizar cada vez mais e participar do circuito internacional em língua inglesa, que é onde acontecem os maiores campeonatos do mundo. O movimento brasileiro tem um potencial imenso e precisamos trabalhar nisso”, diz.

Isabella Refkalefsky, de 23 anos, é estudante de Engenharia Civil e uma das fundadoras da SDUFRJ. Com diversos títulos nacionais e internacionais de melhor debatedora, ela afirma que uma das principais vantagens de participar do debate competitivo é a oportunidade de aprender a debater e argumentar de forma proveitosa.

 “O debate competitivo ajuda muito em relação a falar em público e criar mais confiança em si próprio. Quando você tem os seus sete minutos para discursar na frente de uma plateia ou dos outros participantes, você precisa quebrar a inibição, coisa que a maior parte das pessoas tem. Isso acaba por melhorar a comunicação. Além disso, faz com que a gente precise pensar criticamente sobre vários assuntos. No debate competitivo eu consegui aprender sobre temas que provavelmente eu não abordaria na faculdade, como economia, relações internacionais, culturas diferentes, artes… Por último, uma das grandes vantagens é o aprendizado de saber argumentar e saber debater. Isso é extremamente relevante numa época em que temos cada vez mais debates rasos nas redes sociais e na política”, afirma.

A Sociedade de Debates da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SDUFRJ) detém o título de Melhor Sociedade de Debates do Brasil, conferido pelo Instituto Brasileiro de Debates (IBD), além de ser a primeira sociedade de debates da cidade do Rio de Janeiro. Semestralmente são realizados processos seletivos abertos à comunidade acadêmica e ao público externo, assim como cursos de oratória e argumentação. Conheça mais sobre a SDUFRJ: https://www.facebook.com/debatesufrj

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No Barquinho da Paciência

Da água fedorenta à inocência da geosmina

Da Redação

Mal começava o mês de janeiro e cerca de nove milhões de pessoas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro passaram a sentir mau cheiro e gosto de terra na água que saía das torneiras de suas casas. Lentidão de respostas, especulações em relação às substâncias presentes na água, desinformação e falta de transparência rondaram essa verdadeira novela.

A crise do abastecimento acabou por derrubar o então presidente da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e virou vitrine para o governador defender novamente a venda da empresa a preço de banana.

Na época, o governo colocou a culpa na geosmina, um composto orgânico amplamente conhecido pelo agradável cheiro de terra molhada. Mas algo não cheirava bem nisso, e não era somente a água. E, em 10 de fevereiro, a Fiocruz avaliou que era necessário e urgente o planejamento de longo prazo da gestão das águas do Rio Guandu e de medidas de contingência e segurança da água, orientadas pela proteção da saúde da população, incluindo o sério enfrentamento da ocupação territorial na bacia do manancial e do controle da poluição das várias fontes existentes, inclusive a praticada pelas indústrias.

Agora em junho, pesquisadores do Instituto de Microbiologia da UFRJ divulgaram uma análise feita na Bacia do Rio Guandu. O estudo chegou à conclusão de que o gosto ruim e o mau cheiro na água não foram provocados pela geosmina. A pesquisa, realizada durante três meses, aponta forte presença de esgotos doméstico e industrial na água do do rio. O documento chama a atenção que a presença de micro-organismos “potencialmente patogênicos e tóxicos na água bruta e no manancial é um alerta para a necessidade de monitoramento dessas águas”.

Tanto a Fiocruz quanto a UFRJ nos apontam o mesmo caminho: cuidar do meio ambiente. Mas, até que todos façam isso, sejam governantes, empresários e população, haja paciência!

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Destaque

MP recomenda que o estado do RJ adote lockdown para barrar coronavírus

O Ministério Público do Rio de Janeiro recomendou, nesta quinta-feira (14), que o Estado e à prefeitura da capital fluminense adotem o lockdown, medida de isolamento mais restrita para barrar o aumento de casos da Covid-19. A sugestão é que a ação seja adotada por ao menos 15 dias.

A recomendação encaminhada aos governos se baseia em estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de outras instituições que defendem isolamento total.

“Essas medidas devem contemplar diretrizes como a proibição de atividade não essencial, como acesso de pessoas a espaços de lazer públicos como calçadões, praças, funcionamento de comércios não essenciais, além da proibição de circulação de veículos nas ruas, nas áreas mais críticas definidas pelo próprio governador e prefeito, afirma o documento do MP

“O MPRJ recomenda ainda a adoção de medidas da assistência social, que visem a assegurar condições de sobrevivência à população”, acrescentou o órgão.

O Estado já confirmou 2.050 mortes e 18.728 casos confirmados de coronavírus. Em meio ao avanço da pandemia, as redes de saúde pública e privada operam com taxa de ocupação de mais 90%, faltam equipamentos de proteção individual (EPIs) e profissionais médicos e os hospitais de campanha inaugurados ainda não operam na capacidade máxima.

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Rio

Indústrias do Rio vão testar trabalhadores para covid-19

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) começará a fornecer testes para detecção do novo coronavírus (covid-19) para trabalhadores do setor. Com os testes fornecidos pela Firjan, será possível examinar 2.248 pessoas por dia e ter resultados em até 24 horas.

As pequenas empresas terão acesso gratuito aos testes, enquanto as demais pagarão pelos testes o preço de custo. A ideia é facilitar o acesso ao teste para os 556 mil trabalhadores da indústria fluminense.

Os testes começam neste mês e devem se estender até setembro. As primeiras empresas a receber os testes serão aquelas que possuem ambulatórios da Firjan.

Serão coletadas secreções do nariz e garganta com o auxílio de hastes flexíveis e o material será analisado pelo Centro de Inovação Sesi Higiene Ocupacional, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Informações e foto da Agência Brasil