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Rio começa a vacinação contra a Covid-19 aos pés do Cristo Redentor

 

Por Claudia Mastrange

O Rio de Janeiro deu início, nesta segunda-feira , 18 de janeiro à campanha de vacinação contra a Covid-19. Uma cerimônia no Cristo Redentor marcou o começo da imunização da população fluminense. Duas mulheres, Terezinha Conceição, de 80 anos e moradora do Abrigo Cristo Redentor; e Dulcinea da Silva Lopes, de 59 anos e profissional de saúde que atua na linha de frente no combate à pandemia, foram as escolhidas para tomar a primeira dose da vacina.

Ducinea foi a primeira. “Fiquei muito emocionada por ser escolhida e pela vacinação ter acontecido no Cristo Redentor, um lugar tão simbólico para o Rio. Não tive reação nenhuma, estou ótima , muito feliz e só recomendo a todos que sigam se prevenindo, se cuidando até que todos possam tomar a vacina”, declarou ela em entrevista, na manhã desta terça-feira (19), um dia após viver o momento histórico.

A técnica de enfermagem, Dulcinea: a emoção de ser a primeira vacinada, no RIo

Vinte caixas – cada uma com 1.200 doses da vacina CoronaVac – chegaram na tarde de ontem e o restante do que foi prometido pelo Ministério da Saúde chegou ao Rio para esta primeira fase de imunização na madrugada desta terça-feira  e já está sendo encaminhado de helicóptero para os 92 municípios de estado do Rio.

“É muito singular começar a vacinação no Cristo Redentor, que representa a paz, o amor e a vida. Hoje cedo fui a São Paulo e me reuni com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais 15 governadores para reiterar que o plano de imunização é nacional. Cada brasileiro importa igualmente ao outro. Essa é a primeira etapa, ainda pequena, mas ao final dela o Brasil estará entre os cinco países que mais vacinaram no mundo. Este é o início da virada no Rio de Janeiro”, declarou o governador em exercício Cláudio Castro, durante o evento.

Eduardo Paes: “ A vacina é uma luz no fim do túnel”

Cinco cidades receberão o maior número de vacinas nesta primeira fase – Rio de Janeiro (capital), com 231.840 doses; São Gonçalo, 27.590; Niterói, com 23.240; Nova Iguaçu, 14.930; e São João de Meriti, 14.870. “A vacina é uma luz no fim do túnel para todos nós e, sem dúvida, nos trará grandes resultados. O Governo do Estado coordena a ação de todos os municípios e, ao mesmo tempo, apoia a logística. Se não fosse a preparação do Governo do Estado, nós, por exemplo, não teríamos a quantidade necessária de seringas para a vacinação”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

Nesta primeira fase, serão priorizados os trabalhadores de saúde, as pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, as pessoas com deficiência que vivem em residências Inclusivas e a população indígena.

Distribuição aos municípios

Logo no início da manhã desta terça-feira (19) começou a distribuição simultânea e proporcional aos 92 municípios do estado. Antes, as vacinas serão catalogadas no Centro de Distribuição da Secretaria de Estado de Saúde, em Niterói. Na sequência, carros, caminhões e vans serão utilizados na logística de distribuição às cidades. A operação terá também o apoio de cinco helicópteros do estado (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros) para que a vacina chegue até as mais distantes cidades no menor tempo possível.

Pontos de vacinação e insumos

Toda a preparação para a vacinação no Rio de Janeiro está pronta. Foram definidos 1,5 mil postos de saúde e clínicas da família que devem participar da imunização. A Secretaria de Estado de Saúde pode abrir mais 3 mil pontos de apoio, utilizando espaços de escolas, supermercados, shoppings e quartéis do Corpo de Bombeiros.

Durante o fim de semana, o Governo do Estado realizou a distribuição de seringas para os municípios fluminenses. No sábado (16) foram enviadas 3.346.800 seringas com agulha para 30 cidades. Domingo (17), outras 115.500 seringas descartáveis de 3 ml com agulha foram encaminhadas para outros 19 municípios. Ao todo, nesta primeira fase, a SES enviou 5,5 milhões de kits para todo o estado. Uma mega-operação, com apoio da Polícia Militar, foi montada para realizar a distribuição do material para todas as regiões fluminenses.

Fotos: Eliane Carvalho

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Começa a vacinação contra a Covid-19 no Brasil

 

Por Claudia Mastrange

Chegou o tão esperado momento! Começou a vacinação no Brasil. No inicio da tarde deste domingo, 17 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou por unanimidade o uso emergencial de duas vacinas  contra a Covid-19: a Coronavac, já disponível no Brasil, e produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceira com o laboratório Sinovac, da China. E também a vacina de Oxford, feita em parceria com o laboratório AstraZeneca, e, que será produzida pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus é Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Nesse primeiro dia de campanha, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados em uma sala dedicada do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“Hoje é um dia muito especial para milhões de brasileiros que estão sofrendo com a COVID-19 em hospitais, centros de atendimento e em suas casas. E também aos que estão em quarentena, se protegendo e ajudando a proteger suas famílias. Hoje é o Dia V, o dia da vacina, da vitória, da verdade e da vida. Quero dedicar este dia aos familiares dos 209 mil mortos pela COVID-19”, afirmou o Governador. De São Paulo, João Dória

O uso emergencial , atestado pela Anvisa, vale para um lote de 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzida pelo Instituto Serum, na Índia, que ainda serão transportados para o Brasil, em data a ser definida, e os 6 milhões de doses da CoronaVac, que já estão em território nacional. Para o uso de outros lotes, será necessária uma nova solicitação.

A CoronaVac foi incorporada ao plano nacional de vacinação contra covid-19 do Ministério da Saúde. Esse primeiro lote vai dar início à campanha de imunização, em nível nacional, a partir de quarta-feira (20).  Em coletiva de imprensa no domingo, dia 17, o ministro da Saúde Eduardoo Pazuelle declarou que só comentará a primeira dose, efetuada em São Paulo, após consulta jurídica, pois todo o lote da Coronavac teria sido comprado pelo Ministério da Saúde. “As vacinas serão distribuídas igualmente para os estados. Se alguma dose já foi usada, está fora da lei”, afirmou Pazuello.

Fotos: Reprodução

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Estádios de clubes ingleses são oferecidos para vacinação contra Covid-19

 

Os ingleses contam com uma das melhores ligas do futebol mundial. E além de serem referências no ambiente futebolístico, fora dele vem dando bons exemplos também. Alguns clubes da Inglaterra colocaram seus estádios à disposição do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido para vacinação contra a Covid-19.

No último domingo (10), Crystal Palace, Leeds United e Manchester City colocaram suas instalações à disposição como centros de vacinação e treinamento contra a Covid-19. Além deles, o Chelsea também disponibilizou o Copthorne Hotel, localizado em Stamford Bridge, para profissionais que atuam na linha de frente da pandemia.

A vacinação no Reino Unido teve início ainda em dezembro de 2020. Começando por profissionais de saúde e idosos, mais de 1,2 milhão de pessoas já foram vacinadas na Inglaterra até o momento.

O Selhurst Park, estádio do Crystal Palace, já tinha sido oferecido ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, em inglês) no início da pandemia, em março de 2020. A estimativa é que a arena se torne um dos maiores centros de vacinação de Londres. O Elland Road, estádio do Leeds United, também vai hospedar um centro de vacinação.

 

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Destaque Notícias do Jornal

Esperança de cura e vida para 2021

Por Claudia Mastrange

A impressão que fica é que 2020 é o ano que nunca termina…. A pandemia do novo coronavírus virou o mundo – e a vida de todos – de pernas para o ar. Foram cenários inimagináveis. Países em confinamento, megalópoles vazias, milhões de mortes e a necessidade de se reinventar, para dar conta do trabalho, da família, do equilíbrio emocional. Fez falta um carinho, um abraço, a despedida de tantos que se foram e em solidão.
Ainda assim, 2021 na porta e sempre há que se ressaltar a esperança. Na vacina que nos oferece proteção e no ser humano, que hoje valoriza ainda mais cada minuto. Pedimos a alguns brasileiros que falassem sobre o que viram em 2020 e no que tem esperança para 2021.
Paula Tanga, diretora da ONG Afrotribo, que trabalha com empoderamento de jovens negros da periferia de São Gonçalo, diz que o tempo a quem amamos é precioso. “Eu vi que somos todos vulneráveis, diante dessa pandemia Percebi, o quão pouco tempo dedicamos a nós mesmo aos nossos amigos aos nossos entes queridos Tenho esperança em pessoas melhores em 2021 , pessoas com amor a vida ao próximo”.
Muitas dificudades ainda virão, mas o otimismo move a vida. “Acredito que a maioria de nós espera para 2021 um mundo cheio de paz, cura e muita empatia “. Que venha 2021!

O QUE VAMOS LEMBRAR DE 2020

Por Profº Dr. Babalawô Ivanir dos Santos
Com certeza o ano de 2020 ficará guardado na memória coletiva social, política e religiosa de todas as sociedades, nacionais e internacionais!Iniciamos a segunda década do século XXI esperançosos e cheios de sonhos por uma sociedade mais justa, menos intolerante onde nossas diferenças pudessem ser a base das nossas construções sociais e não o motor e o desencadeamento de uma série de violências físicas, patrimoniais e psicológicas.
Mas o ano que prometia ser de esperanças foi pouco a pouco sucumbido pelas incertezas, pelo medo do invisível. Era a tal viagem desejada, era o início de um novo trabalho, de uma nova jornada para muitos que nem chegaram a gozar da felicidade do novo. Aos poucos fomos tomados pela insegurança de possivelmente não estarmos seguros em nossas casas, entre nossos familiares e redes de amigos! A pandemia da Covid-19 escancarou as mazelas brasileiras, evidenciou os abismos sociais que forjam relações e condicionam a nossa população a viver em condições de pobreza.
Assistimos os inúmeros desgovernos em torno de uma questão que deveria ser de responsabilidade primeira, a saúde da população! Assistimos a eclosão dos casos de racismo, intolerância religiosa, violência de gênero, o crescimento assustador dos casos de extermínio de jovens negros dentro das comunidades e favelas brasileiras, o desmatamento e queimadas na Amazônia.
Mas mesmo diante de tudo o que passamos, precisamos ter Fé. Com certeza, o 2020 será lembrando pela luta em prol das vidas, pelas lutas antirracismo, pelas lutas pela igualdade de gênero, pela luta contra a intolerância religiosa. E as frases “Vidas Importam”, “Vidas Negras Importam”, “Liberdade Religiosa” e “Liberdade de Gênero”, jamais poderão cair no esquecimento coletivo, pois representam as potências dos nossos anseios paras as próximas décadas! Mas mesmo assim, mantenha a fé …

A DOR E O VALOR DA SOLIDARIEDADE

Carolina Rodrigues Ribeiro
Graduada em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e pós-graduada em Ciência Política pela Universidade Candido Mendes.

Mais um ano vai chegando ao fim e a sensação do mundo todo parece ser de alívio. Ano de angústias, lágrimas e lutos, 2020 testou nossa resistência, mas também nos deixou muitos aprendizados.
Enquanto fomos acometidos pela dor das perdas, pela indignação ante episódios de descaso político, pela revolta causada pelo negacionismo de alguns, recebemos lições sobre o valor do compromisso social na manutenção da vida – algo tão imprescindível em tempos de acirramento do individualismo.
Assolados pela maior crise sanitária da história, todos os países do globo se igualaram, juntando forças para atravessarmos juntos à pandemia. A lição maior foi de mutualidade: todos expostos ao inimigo invisível do vírus, somamos forças em um pacto coletivo pela vida.
Desde as comoções globais em torno da criação da vacina, passando pelos esforços dos incansáveis profissionais de saúde, chegando à rede de apoio comunitária criadadiante dos limites impostos pelo isolamento, 2020 nos ensinou sobre o valor da solidariedade na construção de uma sociedade mais justa e mais humana.
A história, mestre da vida, nos mostra que todo evento traumático vivido pela humanidade deixa um legado de aprendizados que possibilita grandes transformações, sobretudo em âmbito social. Às vésperas do fim de um ano tão difícil, a esperança que nos lança a 2021 é fruto desse movimento de transformação social oportunizada pelos desafios impostos pela pandemia do novo coranavírus. Cara a este desafio geracional que nos foi imposto,essa transformação pauta-se na noção de comunidade, no fortalecimento do compromisso individual voltado ao bem de todos – valores perdidos ao longo do tempo.

É TUDO PRA ONTEM

Julio Claudio da Silva Escritor e professor da Universidade do Estado do Amazonas

Os conceitos de “homem cordial”, de Sérgio Buarque de Holanda (“Raízes do Brasil”), e “democracia racial”, de Gilberto Freyre (“Casa Grande e Senzala”), são formulações teóricas da sociologia ensaística brasileira. Essas duas obras dos anos 30 são marcos da reflexão sobre a identidade nacional brasileira.
No século XXI, pensadores negros como Djamila Ribeiro (“Pequeno Manual Antirracista”), e Silvio Almeida, (“Racismo estrutural”), publicam obras com amplo alcance e repercussão social, nos fazendo repensar fenômenos sociais recorrentes, como o racismo estrutural brasileiro, muitas vezes materializado através da ação policial. Sobre o monopólio da violência, por parte dos Estados em países capitalistas, o filósofo camaronês, AchileMbembe, cunhou o conceito de Necropolitica. Por sua vez, a necropolítica, apresenta-se no Brasil sob o conceito de “excludente de ilicitude” ou na linguagem vulgar, “policial que não mata não é policial”, “é pra mirar na cabecinha e pá”.
No Rio de Janeiro, em 2020, a necropolítica ceifou o futuro de doze crianças e adolescentes, negras e pardas, indicando que o extermínio da população negra, alcança a tenra idade. Qual perigo oferece três crianças de 4 anos atingida por “balas perdidas” ou porquê João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, foi alvejado dentro de casa em cujas paredes contou-se 72 duas marcas de tiro?
Contudo, no ano de 2020 houve um salto qualitativo da pauta do respeito às diversidades. Jovens talentosos sagraram-se campeões, moral ou de fato, em reality show ou festivais. Através do brilho e competência, Thelma Assis, Babu Santana, JojoTodynho, Vitor Alvez,

Fotos: Arquivo pessoal

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Brasil Destaque

Anvisa informa que análise de pedido de ‘uso emergencial de vacinas’ terá prazo de até 10 dias para decisão

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou em nota nesta segunda-feira (14) que a análise de pedido de ‘uso emergencial de vacinas’ terá prazo de até 10 dias para decisão. A agência certifica de que “está trabalhando em tempo integral” e também seguirá em atividade nas semanas de Natal e Ano Novo. O órgão também afirmou que ainda não recebeu pedidos de uso emergencial.

De acordo com a Anvisa a concessão do uso emergencial nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá não servem de base para adoção do mesmo no Brasil. Confira o trecho desta informação:

“Acompanhando o cenário mundial, é possível perceber que nenhuma Autoridade Reguladora, até o momento, concedeu autorização de uso emergencial de forma automática, baseada na avaliação de um outro país”, informou a Anvisa.

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Destaque Saúde

Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da CoronaVac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (23) a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A licença, por enquanto, é apenas para importação do imunizante. A distribuição das doses, ainda sem registro, depende de autorização da própria Anvisa. O pedido de importação em caráter excepcional foi feito pelo Instituto Butantan.

Testes clínicos

A CoronaVac está na terceira fase de testes clínicos. Atualmente, 9.039 voluntários participam dos estudos clínicos da vacina, feitos com profissionais da área da saúde de sete estados.

Como a Anvisa já havia aprovado a ampliação do estudo para 13 mil voluntários, o governo paulista decidiu ampliar o número de centros de pesquisa. Na fase atual, metade dos participantes recebe a vacina e a outra metade, placebo.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil.

Eficácia

Para comprovar a eficácia da vacina, é preciso que pelo menos 61 participantes do estudo, que tomaram placebo, sejam contaminados pelo vírus. A partir dessa amostragem, é feita então uma comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tiveram diagnóstico positivo da covid-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, será submetido a uma avaliação da Anvisa para registro e só então a vacina estaria liberada para aplicação na população.

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Destaque Saúde

Morre aos 28 anos de idade, voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina contra Covid-19 em Oxford

O médico brasileiro João Pedro Feitosa voluntário dos testes clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, morreu por complicações de covid-19 na última quinta-feira (15), segundo informou o jornal O Globo nesta quarta (21).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi informada oficialmente da morte nesta segunda (19). Até o momento, não foi divulgado se o voluntário recebeu uma dose placebo ou uma dose do imunizante desenvolvido pelo laboratório.

O médico voluntário tinha 28 anos e, desde março, participava do atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus em UTIs e emergências de um hospital privado e em outro da rede municipal no Rio de Janeiro. João Pedro não tinha comorbidades e, segundo o jornal O Globo, tomou uma dose da AstraZeneca/Oxford no fim de julho. Ele ficou doente em setembro, o quadro se agravou e ele morreu no mês de outubro.

Ex-aluno de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se formou em 2019, ele era muito querido por colegas e professores.

Investigação
A Anvisa informou que o caso está sob investigação. O Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sugeriu o prosseguimento dos estudos com a vacina.
Em nota, a Anvisa disse que “com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.”
Com informações: Correio2hh

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Bolsonaro diz que governo federal não comprará vacina CoronaVac

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com ele, antes de ser disponibilizada para a população, a vacina deverá ser “comprovada cientificamente” pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, escreveu Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

Ontem (21), após reunião virtual com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa  Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Segundo o ministério, o processo de aquisição ocorreria somente após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Anvisa. Para auxiliar na produção da vacina, a pasta já havia anunciado o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan.

A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos e, segundo Instituto Butantan, ela é uma vacina segura , ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ao todo, os testes serão realizados em 13 mil voluntários e a expectativa é que sejam finalizados até dezembro.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.

Com informações: Agência Brasil

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Candidata a vacina da chinesa CNBG se mostra promissora em testes

Um dos principais protótipos chineses de vacina para o novo coronavírus foi considerado seguro e provocou respostas imunológicas em testes iniciais e intermediários com seres humanos, anunciaram pesquisadores.

A potencial vacina, chamada BBIBP-CorV, está sendo desenvolvida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, uma subsidiária do Grupo Nacional de Biotecnologia da China (CNBG, na sigla em inglês).

A candidata já foi aprovada para um programa emergencial de inoculação na China, destinado a trabalhadores essenciais e a outros grupos limitados de pessoas que enfrentam alto risco de infecção.

Entretanto, só ficará claro se a vacina pode proteger pessoas com segurança da covid-19, que já matou mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo, no fim da Fase 3 de testes – que está atualmente em andamento fora da China.

A BBIBP-CorV é uma das pelo menos dez candidatas a vacina desenvolvidas em todo mundo a entrarem na Fase 3 de testes. Quatro dos projetos são liderados por cientistas chineses, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O imunizante não causou qualquer efeito colateral grave, embora reações suaves ou moderadas, que podem incluir febre e dores no local da injeção, sejam comuns, de acordo com estudo publicado nessa quinta-feira na publicação científica The Lancet.

Com informações: Agência Brasil

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Covid-19: Vacinação em massa não deve ocorrer em 2021 no Brasil, diz vice-diretora da OMS

Vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão afirmou nesta terça-feira (13) que o Brasil não terá vacinação em massa contra a Covid-19 em 2021. Em entrevista para a CNN Brasil a médica brasileira falou sobre as expectativas para os imunizantes que são desenvolvidos no país.

“Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para toda a população, então o que a OMS faz é orientar que haja uma priorização: vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença”, disse para o canal.

No melhor cenário, a médica afirmou que até o fim de 2021 é provável que o país tenha até três vacinas aprovadas para a Covid-19. “O importante agora não é imunizar todo mundo num país, o que é impossível. [Importante é] imunizar aqueles que precisam, em todos os países”.

São Paulo

O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, falou sobre a campanha de vacinação da Coronac, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, no dia 5 de outubro.

A previsão é que em 15 de dezembro a vacinação se inicie com os profissionais da área da saúde. Em seguida, os educadores da rede pública e privada e em terceiro, portadores de doenças crônicas. O imunizante está ainda na terceira e última fase de testes, onde a vacina é aplicada em uma grande quantidade de voluntários: 9 000 brasileiros devem receber a Coronavac ou placebo até o fim desta etapa.

Caso a vacina passe por esta fase sem problemas, precisa ainda da aprovação e do registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No dia 30 de setembro, Doria assinou um contrato para o recebimento de 46 milhões de doses da vacina. Até dezembro a empresa vai enviar ao Brasil 6 milhões de doses da vacina e outras 40 milhões serão fabricadas no estado. O valor do contrato é de 90 milhões de dólares.

Com informações: VejaSP