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Cultura

Bethi Albano lança “Rabo de Foguete”

Com uma vida inteira dedicada à música e à educação, Bethi Albano finalmente lançará seu primeiro álbum solo, intitulado “Embrulha pra Presente”, no dia 28 de Julho. O apanhado de canções feitas nas últimas décadas inclui baladas, sambas, valsas, baião e jazz.

Para o primeiro single, que chega às plataformas digitais nesta terça-feira, 21, foi escolhida “Rabo de Foguete”, faixa que representa bem o “roça’n’roll”, gênero batizado pela escritora Mathilda Kóvak e consagrado no tempo da parceria de Bethi com Luhli, autora de “O Vira”, dos Secos e Molhados, com quem a carioca gravou o CD “Todo Céu pra Voar”, em 2002. Ouça aqui: https://backl.ink/142625545.

“‘Rabo de Foguete’ é um baião alegre e suingado. Sua letra é um mergulho para dentro de si, na perspectiva do encontro e troca com outro. Sugere que todos os caminhos, por mais variados e surpreendentes que sejam, vão sempre nos trazer pra nossa essência, o nosso ser interior”, explica Bethi.

O canção é uma parceria com Suely Mesquita e tem arranjos e produção de Eduardo Andrade – que é responsável também pela engenharia de gravação e edição do álbum. Nele, o violão de Bethi se une ao acordeom inspirado de Kiko Horta, enquanto a viola caipira de Bruno Reis dialoga com maestria com o violoncelo de Filipe Massumi. As filhas Clarice e Rita Albano dividem os vocais com Bethi. Tudo é ancorado pelo baixo sofisticado de Sidão Santos e amparado pelas percussões de André Siqueira e Mathias Zibecchi.

No dia 28 de julho, chega às plataformas de música o álbum “Embrulha pra Presente”. O primeiro solo dessa artista de 66 anos é um convite ao mergulho no autoconhecimento e no universo feminino, onde ela canta encontros, trocas, ritmos, desejos e amores em nove faixas. Já no dia 31, Bethi lançará o clipe de “Rabo de Foguete”, dirigido por Bela Carpena e Rita Albano.

Aguarde! Single e álbum são lançamentos do selo Porangareté e foram produzidos através do crowdfunding Benfeitoria.

WEBSÉRIE “VIOLA ENCANTADA”

 

Antes de lançar o novo trabalho, Bethi preparou o terreno trazendo à tona as histórias e vivências de sua vida profissional, em uma rica websérie de seis capítulos, disponível em seus perfis de rede social. Nos vídeos, Bethi mostra as facetas de compositora, instrumentista, arte-educadora, produtora e mãe, e relembra suas músicas e parcerias nestes 37 anos de carreira musical e 50 dedicados à educação. Produzida por Bethi, a websérie teve direção e roteiro de Bella Duvivier Souza, direção de arte de Bela Carpena e Bella Duvivier e fotografia de Rita Albano.

Confira no IG TV da artista: https://www.instagram.com/p/CBZDUH-A1TU/

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

“Histórias por Telefone” traz serviço de leitura para idosos no período de reclusão

A Superintendência de Leitura e Conhecimento da Secretaria Estadual de Cultura, pensando nos inúmeros idosos da cidade, idealizou o projeto “Histórias por Telefone”.

Voltado para idosos, que além de estarem no grupo de risco do novo coronavírus, ainda sofrem com depressão e solidão, transtornos que também matam, como qualquer doença física.

Para participar, basta preencher o formulário abaixo, com seus dados e telefone, ou de alguém que você saiba que precisa de ajuda. Voluntários poetas e contadores de histórias entrarão em contato, via telefone, e contarão uma história exclusiva para você e sua família. Interessados deverão acessar o link de inscrição:

https://bit.ly/formulario-historias

 

 

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Brasileiro com muito Orgulho Destaque

Conceição Evaristo

Por Alessandro Monteiro

 

Nascida em 1946 numa favela de Minas Gerais, hoje Conceição é um dos principais nomes da literatura afro-brasileira. Graduada em Letras pela UFRJ, trabalhou como professora da rede pública de ensino na capital fluminense.

Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, com a dissertação ‘Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade’ (1996).

Através de sua participação ativa nos movimentos de valorização da cultura negra do país, teve sua estreia na literatura em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série de Cadernos Negros.

De forma peculiar, é considerada uma escritora versátil, que cultiva a poesia, ficção e ensaios. Sua narrativa não-linear marcada por seguidos cortes entre passado e presente, seu livro ‘Ponciá Vicêncio’ teve ótima acolhida por intelectuais brasileiros.

Incluído nas listas de diversos vestibulares de universidades do país, o livro também vem sendo objeto de artigos e dissertações acadêmicas. Em 2006, Conceição Evaristo traz à luz seu segundo romance, ‘Becos da Memória, em que trata, com o mesmo realismo poético presente no livro anterior, do drama de uma comunidade favelada em processo de remoção.

Em 2011 lançou o volume de contos ‘Insubmissas Lágrimas de Mulheres’, em que, mais uma vez, trabalha o universo das relações de gênero num contexto social marcado pelo racismo e pelo sexismo.

Em 2013, a obra antes citada ‘Becos da Memória’ ganha nova edição, pela Editora Mulheres, de Florianópolis, e volta a ser inserida nos catálogos editoriais literários. No ano seguinte, a escritora publica ‘Olhos D’água’, livro finalista do Prêmio Jabuti na categoria Contos e Crônicas. Já em 2016, lança mais um volume de ficção: ‘Histórias de Leves Enganos e Parecenças’.

 

Foto: Reprodução

Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense (UFF), com a tese ‘Poemas Malungos, Cânticos Irmãos’ (2011), na qual estuda as obras poéticas dos afro-brasileiros Nei Lopes e Edimilson de Almeida Pereira em confronto com a do angolano Agostinho Neto.

Nos últimos anos, três de seus livros, que continuam recebendo novas edições no Brasil, também foram traduzidos para o francês e publicados em Paris pela editora Anacaona.

Em 2017, o Itaú Cultural de São Paulo realizou a Ocupação Conceição Evaristo, contemplando aspectos da vida e da literatura da escritora. No contexto da exposição, foram produzidas as’ Cartas Negras’, retomando um projeto de troca de correspondências entre escritoras negras iniciado nos anos noventa.

Em 2018, a escritora recebeu o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra e iniciou uma campanha em favor da escolha de uma autora para ocupar a cadeira de número sete na Academia Brasileira de Letras (ABL). Mas, não era qualquer autora. Tratava-se de Maria da Conceição Evaristo de Brito, nossa Conceição Evaristo, a mais pura representação da voz negra feminina na Literatura Brasileira.

A campanha não obteve o esperado, perdendo a eleição para o cineasta Cacá Diegues. Porém, a escritora mineira de 71 anos segue na sua luta pelo reconhecimento das mulheres negras como produtoras de conhecimento. Afinal, ninguém melhor que ela para defender a literatura como um ato político!

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

“Tem um Psicanalista na Nossa Cama” reestreia no Rio

A partir do dia 1º de abril, o Centro Cultural Light abre a sua temporada de 2020 trazendo o espetáculo ‘Tem um Psicanalista na Nossa Cama’ de volta ao palco do Teatro Lamartine Babo. A comédia foi escrita na década de 70 por João Bethencourt e já contou com diversas montagens no Brasil, assim como em mais de 27 países. A peça ficará em cartaz até o dia 31 de julho, com apresentações sempre quartas, quintas e sextas-feiras, às 19h (exceto feriados). Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Foto: Tiago Xavier

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Aposta do pagode, Guga Nandes lança seu primeiro álbum, “Pra Não Desgrudar” Vol. 1

Sabe aquele sentimento de identificação quando ouvimos uma música e automaticamente temos vontade de correr para casa, colocar para tocar em todas as caixas de som e cantar enquanto curte com os amigos? Assim que nos sentimos ao ouvir Guga Nandes, carioca e pagodeiro nato, a grande aposta do ritmo para 2020. Os que ficaram curiosos já podem correr em todas as plataformas digitais nesta sexta-feira (20/3), quando seu primeiro álbum, “Pra Não Desgrudar” Vol. 1, estará disponível com oito canções inéditas e quatro grandes parcerias: Mumuzinho, Vitão, Suel e Gabily.

Além dos áudios, o projeto produzido em parceria com a Universal Music e a GTS, divisão global de agenciamento artístico e produção de eventos, ainda conta com vídeos gravados ao vivo no HUB, no Rio de Janeiro, que serão divulgados um por semana.

A faixa “Pra Não desgrudar” já é apresentada com vídeo e mostra todo o potencial de Guga, não só como cantor dono de uma voz serena e marcante, mas também como compositor. Os versos “Me abraça/ me beija/ me fala que acredita em mim/ que não vai me deixar/ só porque a gente se desentendeu” apresentam o refrão romântico e envolvente que tem tudo para embalar histórias de casais apaixonados.

A parceria com Suel, “Reticências”, é uma das faixas que mais se destaca do projeto. Trazendo uma balada romântica, o vídeo mostra integração total entre os cantores. O refrão chiclete com o verso inicial e final “Eu tinha que te deixar ir” é cantado a plenos pulmões, exaltando a voz doce e sonora de Guga.

O cantor também mostra suas habilidades como compositor em mais três faixas que assina em parceria: “Reviravolta”, “Verdade ou Desafio” e “Confessa”, esta última cantada ao lado de Mumuzinho. O álbum ainda traz a canção “Inseparável”, composição dos irmãos Melim com outros dois compositores, que retoma todo o romantismo característico do pagode.

Comecei a compor de uma forma até bem inusitada. Fui convidado por um amigo para ir até a casa dele, fomos criando e eu imaginava essas canções sendo gravadas por outros artistas e não por mim. Nenhuma dessas músicas foi composta pensando no meu DVD. Elas estarem ali é incrível, mostram a minha verdade e me dão força para continuar escrevendo. De lá pra cá, já compus muitas outras“, conta Guga.

 

Foto: Divulgação

Além de Mumuzinho e Suel, Guga recebe ainda no palco mais dois grandes nomes: Vitão e Gabily. Na faixa, “Vibration”, dividida com Vitão, o cantor une a pegada romântica a uma personalidade mais solta e sensual: “Quando o beijo pega é vício/ oh lá em casa”, a dupla levanta a energia e coloca todo mundo para dançar”, diz um trecho da letra. “Audaciosa e Louca”, com Gabily, traz ainda mais sensualidade no dueto entre os cantores: “Sou submisso/ e ela pede mais”.

Fiquei muito feliz e realizado em ter a participação do Suel, para quem gosta do pagode melancólico, romântico, curte muito Suel. Mumuzinho foi maravilhoso pela referência que ele é, foi uma experiência muito boa. Ter uma participação de uma cantora como a Gabily, que está num segmento  totalmente diferente do pagode, era um desejo muito grande. Todos os gêneros que escuto acabam me influenciando e ela representa muito essa mistura do pop que eu gosto bastante. O encontro com o Vitão foi incrível! Ele faz um som meio rap, meio pop, um estilo que nós, do samba e do pagode, admiramos muito. Então, foi uma surpresa e uma alegria imensa poder cantar ele“, comemora Guga.

Dirigido por Júlio Loureiro – conhecido por trabalhar em DVDs de Dilsinho, Ludmilla, Matheus & Kauan, Léo Santana, entre outros – e com produção musical de Lelê e Bruno Cardoso – do Sorriso Maroto – , o áudio de “Pra Não Desgrudar” Vol.1 estará disponível em todas as plataformas digitais, assim como os vídeos da faixa-título e “Reticências”, com Suel. Os demais vídeos serão divulgados semanalmente no canal do YouTube do cantor. Além disso, quatro músicas surpresa serão lançadas ainda este ano no Vol. 2 do projeto.

Para Guga, essa é a realização do seu sonho, que acontece de uma maneira muito maior do que ele esperava: “Eu sentia que tudo isso em algum momento fosse acontecer, mas eu não imaginava a grandeza que teria, mesmo que eu ainda não tenha total noção dela. A cada dia, a cada momento, notícia é uma alegria, uma sensação diferente, uma realização de uma forma que eu não esperava, mas que deixa muito feliz“, finaliza.

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TV & Famosos

Dia do Esportista: prática ajuda a cuidar da saúde e alegrar a alma

Neste Dia do Esportista – comemorado em 19 de fevereiro – que em todas as suas modalidades faz bem para a saúde do corpo e da alma, que  tal lembrar algumas personalidades que não abrem mão de suar a camisa em esportes pelos quais são apaixonados?

Com toda a simpatia que lhe é peculiar, o chef Claude Troigros gosta mesmo é de esportes radicais e sua motocicleta é a companheira de estrada. A foto acima foi feita na Chapada Diamantina durante um de suas férias. Claude já fez mais de 11 enduros e participou do Rally dos Sertões, por exemplo.

Antes de pensar em fazer jornalismo, a apresentadora Fátima Bernardes dava aulas de dança e sonhava ser bailarina… No final do ano passado, ela se apresentou durante um evento do Escola de Dança Carlota Portela, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fátima é apaixonada por dança

Já o ator Malvino Salvador é apaixonado por luta. Além do atuar muito bem, o galã, que é casado com Kyra Gracie, também não nega fogo no tatame. Ele curte diversos tipos de luta, mas jiu jitsu é sua paixão.

O astro internacional Tom Hanks também consta da nossa lista: ele gosta de praticar stand up paddle.

A  atriz Grazi Massafera, por sua vez, é adepta da yoga. A beldade está sempre postando fotos em seu Instagram e, muitas delas, com a participação da fofíssima Sofia, sua filha com o ator Cauã Reymond.

 

“O esporte é uma maneira incrível de você se conectar com cada parte do seu corpo”

A cantora Lindy ama andar de skate: rotina saudável

Já a jovem cantora Lindy traz sua contribuição mixando música e skate. “O esporte é uma maneira incrível de você se conectar com cada parte do seu corpo e faz muito bem a saúde. O skate trabalha com seu auto controle dos seus movimentos, pois qualquer movimento errado pode fazer você cair, e o treino é a base de tudo para um melhor domínio do de si. Esse esporte é importantíssimo para os jovens de hoje, pois estamos numa época em que muitos optam por ficar dentro de casa entocados ,em vez de ter uma prática interessante que leve a pessoa para fora de casa para andar ou fazer algo próximo a natureza. O skate proporciona isso, o nosso contato com o mundo real e as coisas ao nosso redor”.

 

Fotos: Reprodução

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Therla Duarte celebra sucesso de filme em Hollywood

A atriz Therla Duarte que integra o elenco da novela ‘Amor Sem Igual’, na Record Tv, comemora o sucesso de sua personagem no filme brasileiro ‘Amores Artificais’, de Roger Davill. Interpretando uma vilã, Therla está feliz com a repercussão do longa, que já começa a ser exibido nos Festivais Lift -Off Global Network Session 2020, em Hollywood; no CinemaLab 2020, na Colômbia; e no The Bebop Content Festival 2020, em Nova York .

Fotos: Divulgação

Alessandro Monteiro
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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Talita Fontainha estreia na Marquês de Sapucaí

Morando no país da Oceania, onde dá aulas, a coreógrafa e dançarina carioca desfila numa escola de samba pela primeira vez, desconstruindo padrões impostos.

Este carnaval não vai ser igual àquele que passou – esta é uma certeza da coreógrafa e dançarina Talita Fontainha. Escolhida para ser musa da G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá e destaque no carro abre-alas da G.R.E.S. Portela, a carioca criada em Realengo desfila pela primeira vez. Coroada em 2019 pelo concurso Australiasian Samba Queen, que acontece anualmente com participantes da Austrália, Nova Zelândia e Ásia, a estreia na Renascer acontece com a fantasia “O terço e flores da cura”, representa toda a fé empregada nestes instrumentos e, por consequência, a cura das enfermidades. Coincidentemente, faz um link com sua trajetória pessoal. Quarta geração de uma família de pastores da Assembleia de Deus, a moça de 32 anos mostrou desde cedo que, embora respeitando sua fé e as tradições de sua família, desconstruiria os padrões.

“Eu sou o ‘patinho feio’ da família. Geralmente as pessoas se convertem e abandonam as festas não religiosas, mas eu fiz o caminho contrário. Fui criada indo à igreja, mas rompi com tudo quando senti o chamado da dança. Meu bisavô, avô e pai foram pastores da Assembleia de Deus. Minha mãe não usava calça, não tinha orelha furada…”, relembra Talita, que conheceu o marido, o biólogo,  na internet.

 

Foto: Divulgação

O contato com a dança aconteceu aos 12 anos nas aulas de jazz e balé contemporâneo, quando ganhou uma bolsa de estudos no Centro Artístico Daniela Marcondes, em Realengo, onde morou até a adolescência. “Fiz o teste para ser bolsista escondida da minha mãe. Quando passei, ela descobriu e não gostou, mas considerou que eu poderia exercer a arte na igreja. Segui meus estudos e, em pouco tempo, participei do meu primeiro grupo, o Grupo de Dança Paulo Gissoni, na Universidade Castelo Branco. Não parei mais”, pontua.

Ao se mudar pra Tijuca, conseguiu uma nova bolsa – dessa vez, no Centro de Movimento Deborah Colker. “Lá realizei meus primeiros trabalhos profissionais: em vinhetas de dança massiva e integrando um grupo fictício de dança que existia na novela ‘Páginas da Vida’, ambos na TV Globo” ressalta. Foi nessa mesma época, aos 17 anos, que participou de uma audição para um show latino em Israel. “Não avisei a ninguém pra evitar torcida contra (risos). Passei, e avisei a minha família apenas duas semanas antes de embarcar, porque precisava de autorização para tirar o passaporte”, diverte-se.

No último dos dois anos que ficou no Oriente Médio, foi convidada a coreografar os Jogos Mundiais Militares 2011 no Rio de Janeiro. O passo seguinte foi o trabalho como coreógrafa no “Dança da Galera”, extinto quadro do Domingão do Faustão, onde atuou por dois anos. “Nessa época, aceitei o convite para coreografar a cerimônia de encerramento das Olimpíadas 2012 e me mudei pra Londres. O trabalho repercutiu e me rendeu o convite para coreografar as cerimônias de abertura e encerramento da Copa das Confederações, da FIFA, aqui no Brasil”, enumera.

Foi na fase em que trabalhou professora de dança responsável pelas coreografias fase que surgiu o contato mais próximo com o carnaval. “Ainda existe esse estigma que, por eu ser negra e carioca, teria que saber sambar, por isso o convite. Eu ainda não sambava tão bem, meus carnavais eram nos retiros da igreja, eu não frequentava o samba. Mas me joguei e fui dar aula do ritmo no navio. O que eu ensinava lá era algo mais intuitivo”, reflete Talita, que hoje mora em Adelaide, na Austrália. “Achava que minha fase de dançar havia passado. Tentei trabalhar num escritório, mas não aguentei e voltei pra dança”, suspira a dançarina.

 

 

Sem perfil para desistir, fez aulas on line com uma professora brasileira para aperfeiçoar seu gingado e, mais segura, aplica-lo na função de professora de uma das melhores escolas de dança do local. Mesmo sem estar tão à vontade com o ritmo, Talita se desafiou mais uma vez, participando – e vencendo – o concurso Australiasian Samba Queen. Foi aí que a chave virou. “O samba é nossa cultura. Eu sou afro-brasileira e o percebo como uma herança direta que não envolve, necessariamente, as minhas crenças”, pontua.

Atualmente dando aulas na Austrália de hip hop, jazz, samba e funk, é apenas com o trabalho que ela mantém a boa forma. E a ansiedade para o desfile, como está? “No ensaio de rua meu coração já batia mais forte, me senti nas nuvens! Não tenho palavras para este momento, só espero a hora de desfilar. Estou super feliz, virei como destaque de chão, sambando pra valer. Quem quiser me acompanhar, venha comigo”, encerra.

 

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Muita calma em 2020!

    Foto: Reprodução

Todo fim de ano vemos o tradicional corre-corre de festas, confraternizações, as luzes decorativas iluminando as cidades e mais pessoas e veículos transitando pelas cidades. Mas quando dezembro se vai e chega janeiro, parece que as ruas se esvaziam e as pessoas se recolhem.

Por exemplo, em São Paulo, a maior cidade do país, as ruas estavam mais vazias e havia diversos avisos de férias coletivas, diminuindo o ritmo da apressada engrenagem que move essa metrópole. Reflexão só é possível com silêncio, interno ou externo. E janeiro é o mês para refletirmos sobre os antigos planos de anos velhos que podem ou não ser reciclados no ano novo.

Desde 2015, parei de fazer lista de projetos. Estabeleço uma única meta a ser atingida para o ano que se inicia, tendo como meta depender única e exclusivamente de minhas ações. Afinal, mal temos controle sobre nossas vidas, que dirá a do outro.

Percebi que no dia a dia, fica difícil cumprir uma lista de desejos em meio a tantas outras listas de tarefas que temos de cumprir, como as de casa, do trabalho, estudos etc. Por isso, defino uma meta realista para o novo ano e, se, por acaso, alguns itens da velha listinha reciclada forem realizados, ótimo, mas não os tenho como META.

Celina Moraes (Foto: Divulgação)

Aprendi que disciplina e um pouco de dedicação diária, semanal ou mensal ao longo do ano é essencial para concretizar nossos sonhos. Assim, de pouco em pouco, a meta vai se transformando em realidade e é gratificante alcançar o que planejamos; traz uma sensação indescritível de vitória.

Esta é a minha dica para você em 2020. Se quiser renovar uma antiga lista de desejos, excelente, mas se estabelecer uma única meta que dependa exclusivamente de você e de sua dedicação ao longo deste novo ano, terá uma grande sensação de vitória ao alcançá-la. Trabalhe diária, semanal e mensalmente para planejar e implementar seus projetos, não contando assim apenas com a sorte. É incrível como planejamento e dedicação são milagrosos.

 

Finalizo com o extrato de um poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no livro “Receita de Ano Novo”, que traz uma receita infalível para seguirmos rumo às nossas aspirações para 2020. “/…/ Você já reparou que ninguém deseja calma a ninguém, na época de desejar coisas? Deseja-se prosperidade, paz, amor, isso e aquilo (‘tudo de bom para você’), mas todos se esquecem de desejar calma para saborear esse tudo de bom, se por milagre ele acontecer, e principalmente o nada de bom, que às vezes acontece em lugar dele. Como você está vendo, não chega a ser um voto que eu dirijo a mim próprio, pelo correio. É uma vacina.”

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Especialista dá dicas valiosas para o caminho do autoconhecimento e combate a ansiedade

Foto: Reprodução

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com o maior número de pessoas que sofrem de ansiedade. Nas capitais, principalmente, temos a sensação que nossa vida está passando de forma incrivelmente rápida. Essa rotina de alta intensidade e velocidade se torna, por vezes, muito cansativa, com pouco tempo para pensar, organizar as ideias e objetivos maiores, que de fato impactariam nossa realidade positivamente. Em decorrência disso, muitas pessoas abrem mão dos seus sonhos para focar apenas em uma rotina automatizada e em algumas vezes, em atividades que não fazem sentido para elas mesmas.

Uma proposta para solucionar essa fluidez desesperada vem do autor Wagner Mota, que, em seu novo livro, O código da realização, publicado pela Literare Books International, auxilia o leitor, propondo um método, em cinco passos para buscar e concretizar seus sonhos de forma equilibrada e aderente ao seu real propósito. O autor, que também é advogado, palestrante e coach, traz a relação entre vários  âmbitos da vida, tais como: social, afetivo, profissional e explica como eles estão interligados,  trazendo exemplos de como trabalharmos àquele aspecto mais negligenciado; o que acaba alavancando os demais. A palavra chave é o equilíbrio.

Para ser capaz de conciliar esses aspectos, o leitor aprenderá conceitos de grande relevância para a vida, como por exemploaspectos da psicologia positiva, identificação de tipos de perfis, caminhos para o autoconhecimento, realização mais ágil dos objetivos e como aplicar este aprendizado em seu dia-a-dia. Cada técnica apresentada contém grande riqueza científica e social, e são evidenciadas algumas ferramentas, para englobar os diversos perfis que estejam dispostos às mudanças necessárias.

 

Sobre o autor

Wagner Mota é autor, palestrante, advogado, estudioso de neurociência, mentor de carreira. Criador do método O código da realização com alunos em cinco países. Instrutor de Coaching; credenciado ao International Coaching Council – ICC. Master Business Administration pela Escola de Negócios da PUC/RS. Trabalhou durante 12 anos na área de RH da 4ª maior empresa do mundo em seu segmento – Sabesp e, desde 2011, atua como gestor jurídico na mesma Cia.; é consultor formado pela Adigo Desenvolvimento, com fundamentos na Antroposofia e especializado em análise de perfil. Estudioso da cultura e filosofia chinesa com formações como instrutor com mestres brasileiros e chineses. Ministra treinamentos, seminários e palestras. É cofundador da I9BR, também realiza trabalhos voluntários como mentor de carreira para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho.